Menu
2020-02-01T09:11:55-03:00
tendência

Empréstimos subsidiados pelo BNDES caem pela metade

Valor foi de R$ 4,6 bilhões em 2019, segundo boletim divulgado ontem pelo órgão

1 de fevereiro de 2020
9:07 - atualizado às 9:11
BNDES
Imagem: Agência Brasil

Empréstimos subsidiados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) custaram ao Tesouro Nacional R$ 4,6 bilhões em 2019. O dado consta de boletim divulgado ontem pelo órgão.

O valor é o menor desde 2008 e praticamente a metade do que foi desembolsado em 2018 (R$ 9,3 bilhões). Desde 2008, o impacto dos subsídios soma R$ 257,375 bilhões.

As subvenções e os subsídios para o BNDES ocorrem porque o banco empresta recursos com juros mais baixos que os de mercado. O Tesouro precisa cobrir a diferença entre as taxas mais baratas que o tomador dos empréstimos subsidiados paga e os juros que o governo paga no sistema financeiro.

Os subsídios dividem-se em dois tipos. O primeiro é o explícito, também chamado de financeiro, quando o governo usa recursos do Orçamento Geral da União, aprovados pelo Congresso. Esse tipo de subsídio cobre a diferença entre as taxas usadas nos financiamentos do BNDES e as taxas cobradas do tomador.

Os subsídios implícitos ou creditícios não são cobertos com recursos do Orçamento, mas por meio da emissão de títulos da dívida pública. Esses subsídios cobrem a diferença entre a taxa Selic (juros básicos da economia) e a Taxa de Longo Prazo (TLP).

Até 2017, a taxa dos financiamentos do BNDES era a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), fixada a cada três meses pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Há dois anos, a TJLP começou a ser progressivamente substituída pela TLP.

O boletim do Tesouro destaca que a queda é uma tendência, já que, desde 2015, não há mais novas contratações no Programa de Sustentação de Investimentos (PSI), que financiava a compra de bens de capital (máquinas e equipamentos usados na produção), exportações e investimentos em inovação. O PSI cobrava taxas inferiores à TJLP, portanto, sendo parcialmente bancado com subsídios explícitos.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

sinal verde

Anac autoriza Virgin Atlantic, do bilionário Richard Branson, a operar no Brasil

Segundo o órgão regulador, a empresa manifestou interesse em voar, a partir de março deste ano, entre as cidades de Londres e São Paulo.

Esquenta dos mercados

Tensão renovada nos mercados com disseminação do coronavírus para fora da China

Com coronavírus no radar, os investidores brasileiros devem buscar cautela para se proteger do movimento dos mercados durante o feriado

comunicado oficial

Banco Central do Japão diz que é cedo para discutir medidas em resposta ao coronavírus

Coronavírus pode afetar a economia japonesa, ao desacelerar suas exportações para a China, segundo presidente da autoridade monetária

novidade do bc

BC cria linha de redesconto para participantes do PIX nos pagamentos instantâneos

Em novembro, o BC planeja colocar em funcionamento o PIX. O sistema permitirá pagamentos instantâneos – ou seja, transferências de recursos 24 horas por dia, sete dias por semana, durante todo o ano

decisão do supremo

STF mantém lei que libera renovação antecipada de concessões de ferrovias

Processo foi apresentado em 2018 pela então PGR, para quem as normas previstas na legislação ofenderiam as regras de licitações e o princípio da competitividade

de olho nas cifras

CMN aprova limite de R$ 8,4 bi de crédito por estados e municípios e estatais

Valor ficou bem abaixo do liberado em anos anteriores – em 2019 foi de R$ 24,5 bilhões em 2019 e R$ 24 bilhões em 2018

Sextou com o Ruy

Alguém te deu uma dica de investimento? Leia este texto antes de aceitar

Seja na cadeira do dentista ou no mercado financeiro, cuidado com os conflitos de interesse, que podem ser extremamente danosos para você e sua família

Contas analisadas

CMN aprova balanço do Banco Central no 2º semestre de 2019, com lucro de R$ 64,5 bilhões

Com os R$ 21,04 bilhões de lucro no primeiro semestre, o resultado total do ano para a instituição em 2019 foi de R$ 85,57 bilhões

Novidade na área

Caixa confirma parceria om Visa em cartões

Acordo marca o primeiro negócio fechado pelo banco público para constituir um braço de meios de pagamentos

Ano trágico

Vale tem prejuízo de US$ 1,7 bilhão em 2019; provisões e despesas por Brumadinho chegam a US$ 7,4 bilhões

A Vale fechou 2019 com um prejuízo bilionário, fortemente pressionada pelas provisões relacionadas ao rompimento da barragem em Brumadinho — efeitos que superaram em muito os ganhos relacionados à valorização do minério de ferro no ano

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements