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'gabinete do ódio'

Aliados de Bolsonaro são alvos de operação contra fake news

Roberto Jefferson, dono da Havan e ativistas bolsonaristas estão entre os alvos; investigação trata de ameaças, ofensas e fake news disseminadas contra integrantes da Corte e seus familiares

27 de maio de 2020
9:38 - atualizado às 12:05
Prisão de Roberto Jefferson
Brasil, Comendador Levy Gasparian, RJ, 21/11/2013. Roberto Jefferson (PTB-RJ), delator do mensalão e agora liado de Bolsonaro. - Imagem: FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO/AE

A Polícia Federal (PF) cumpre, na manhã desta quarta-feira (27) ordens judiciais no âmbito do inquérito das fake news. Entre os alvos de buscas estão o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, o deputado estadual Douglas Garcia (PSL), o empresário Luciano Hang (dono da Havan), o blogueiro Alan dos Santos e a ativista Sara Winter.

A operação ainda tem como um dos focos integrantes do grupo "300 do Brasil", grupo que tem se notabilizado pelo comportamento radical de membros nas redes sociais e em manifestações na Esplanada dos Ministério, em Brasília.

Agentes realizam 29 buscas no Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina. Os mandados foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, relator da investigação no STF, e miram nomes ligados ao "gabinete do ódio".

Segundo Garcia, o deputado estadual, os agentes da PF estiveram em seu gabinete na Assembleia Legislativa de São Paulo e apreenderam computadores. O deputado disse que as buscas são "lamentáveis". A ativista Sara Winter confirmou, pelo Twitter, ser alvo da operação.

A investigação foi aberta no dia 14 de março de 2019, por portaria assinada pelo presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, e trata de ameaças, ofensas e fake news disseminadas contra integrantes da Corte e seus familiares. As apurações já atingiram ao menos 12 pessoas, entre deputados federais, estaduais e empresários bolsonaristas.

Segundo o Estadão, doze perfis com prática sistemática de ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) nas redes sociais já foram mapeados pelo inquérito. A investigação corre sob sigilo e deve ser concluída ainda neste semestre, quando seguirá para o Ministério Público.

No âmbito de tal inquérito, Alexandre de Moraes cobrou nesta terça-feira, 27, explicações do ministro da Educação, Abraham Weintraub sobre a declaração feita na reunião de 22 de abril, quando Weintraub afirmou que, por ele, "botava esses vagabundos todos na cadeia", "começando no STF". O titular do Ministério da Educação terá agora cinco dias para prestar depoimento à Polícia Federal.

*Com Estadão Conteúdo, em atualização.

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