🔴 [NO AR] ESPECIALIZAÇÃO EXECUTIVA EM IA: 3 AULAS GRATUITAS – ASSISTA AGORA

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

de olho nas contas

Venda de imóveis da União deve render menos que o esperado

Dados do Balanço-Geral da União (BGU) mostram que a venda de R$ 1 trilhão em imóveis citado por Guedes pode não ser viável

Entrevista coletiva do ministro da economia, Paulo Guedes
O ex-ministro da Economia, Paulo Guedes - Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O governo quer acelerar a venda de imóveis com uma medida provisória chancelada pelo Congresso Nacional e que agora segue para a sanção do presidente Jair Bolsonaro. A ação pode ajudar a equipe econômica a colocar mais dinheiro em caixa, sobretudo num momento em que é necessário reforçar o cofre após os gastos provocados pela pandemia do novo coronavírus. O valor das vendas, porém, deve ficar longe do R$ 1 trilhão propagado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O "trilhão" em imóveis já foi citado pelo ministro em diferentes ocasiões, a mais recente delas em 29 de abril. Na ocasião, Guedes afirmou que o secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados, Salim Mattar, mostrou que o Brasil tem ativos imobiliários que somam mais de R$ 1 trilhão, além de R$ 900 bilhões em empresas estatais. "Ou seja, temos uma dívida de R$ 4 trilhões e quase R$ 2 trilhões em ativos. Se acelerarmos as privatizações e a venda de imóveis, também podemos reduzir a dívida", disse o ministro à época.

Dados do Balanço-Geral da União (BGU) mostram que a venda do "trilhão" em imóveis pode não ser viável. Os únicos imóveis que em tese poderiam ser vendidos, segundo explicação de técnicos do Tesouro Nacional, são os chamados "bens dominiais", denominação que inclui imóveis que não estão sendo usados pela administração nem são de uso comum do povo. Os bens dominiais somam R$ 376,1 bilhões na contabilidade da União.

Além disso, parte dos bens dominiais é formada por terras públicas não destinadas na Amazônia Legal e outros imóveis destinados à reforma agrária (que, se vendidos, não seriam comercializados pelo valor de mercado).

Ao todo, o governo tem R$ 1,3 trilhão em ativos imobiliários no BGU, mas a maior parte não é passível de venda. A União tem R$ 539,3 bilhões em bens de uso especial, que são os usados pela própria administração para prestar serviços ou mesmo sediar seus órgãos. Isso inclui hospitais, quartéis, escolas, ministérios, tribunais, entre outros.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Existem ainda os bens de uso comum do povo, que somam aproximadamente R$ 330 bilhões e incluem as rodovias federais (avaliadas em R$ 281 bilhões) e as ferrovias (mensuradas em R$ 48 bilhões).

Leia Também

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Vender ou alugar o imóvel, o prejuízo do dinheiro parado, IPO da Shein, e o que mais move os mercados 

PRÊMIOS MILIONÁRIOS

R$ 300 milhões da Lotofácil da Independência aparecem no horizonte das loterias e ofuscam Mega-Sena e +Milionária

Procurado, o Ministério da Economia informou que a União tem em sua carteira 756 mil imóveis cujo valor, segundo o BGU, é da ordem de R$ 1,3 trilhão. "Foram mapeados 3.800 imóveis para alienação, com um potencial de arrecadação de R$ 30 bilhões nos próximos três anos", informou a pasta.

Segundo o ministério, antes do período de pandemia e sem a edição da medida provisória aprovada agora no Congresso, a meta era alienar 465 imóveis em 2020 com um potencial de arrecadação de R$ 3 bilhões. "A aprovação pode alavancar esse número para 1.970 imóveis, o que traria um potencial de arrecadação de R$ 5,9 bilhões", afirmou.

Alternativa

Entre outros pontos, a proposta libera a venda em bloco se houver parecer técnico indicando que haverá maior valorização dos bens ou que a negociação de terrenos isolados seria difícil ou não recomendada. Também simplifica o processo de venda desses ativos que não tenham interesse de uso da União.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O economista Gil Castello Branco, fundador da Associação Contas Abertas, avalia que a venda não será fácil. "Muitos imóveis estão em péssimo estado, invadidos, e em locais que não despertam interesse do mercado. Além do mais, em época de pandemia os recursos privados também estão escassos e o interesse por aquisição de imóveis não é uma prioridade", diz. Para ele, a União é muito provavelmente "a maior e a pior imobiliária do mundo" pela falta de vocação e capacidade de gestão para administrar esses imóveis em vários Estados.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
bolsa família 30 de agosto de 2026 - 7:07
naval ravikant guru Vale do Silício 29 de agosto de 2026 - 15:15
Rei Harald V Noruega fortuna (1) 28 de agosto de 2026 - 10:28
feriado ponto facultativo folga 28 de agosto de 2026 - 5:30
cirurgia cerebral inteligência artificial IA (1) 27 de agosto de 2026 - 17:34
Logo da marca Apple em uma fachada de prédio 27 de agosto de 2026 - 11:44
Tesoura rosa corta a Selic, taxa básica de juros 27 de agosto de 2026 - 10:53
Pix 27 de agosto de 2026 - 9:59
Loterias batem na trave. Imagem mostra bilhetes da Lotofácil, da Quina, da +Milionária, da Dupla Sena, da Lotomania e da Super Sete saindo de dentro de uma bola de futebol. 27 de agosto de 2026 - 6:52
Imagem com a bandeira do Brasil ao fundo e um gráfico vermelho com números e uma seta apontando para baixo representando a queda do ibovespa 26 de agosto de 2026 - 19:53
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar