Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2020-04-22T18:15:07-03:00
Estadão Conteúdo
bastidores de brasília

Turismo e saúde devem entrar em pacote de ajuda

Projeto é costurado pelo BNDES e bancos privados; lista contempla energia, aéreas, automotivo e varejo

22 de abril de 2020
13:36 - atualizado às 18:15
Passagem de avião
Imagem: Shutterstock

Turismo e saúde devem ser incluídos no pacote de socorro que está sendo costurado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e bancos privados aos setores afetados pela crise causada pelo novo coronavírus no Brasil, apurou o Estadão/Broadcast com quatro fontes próximas às negociações.

Além de definir subsegmentos que serão atendidos nos grupos de trabalho já formados, de forma a englobar outros setores prejudicados, outra expectativa é de que uma definição quanto ao formato de ajuda às empresas de energia, o mais avançado até aqui, ocorra ao longo desta semana.

A lista que contemplava quatro setores vistos como prioritários - energia, aéreas, automotivo e varejo não alimentício -, agora passa a contar com turismo e saúde, que terão grupos de trabalho próprios. Com isso, o pacote de ajuda calculado até então em R$ 50 bilhões será ampliado.

Alguns dos novos segmentos também serão incluídos nas atividades já selecionadas previamente de forma a tornar o processo mais simples, explica uma fonte. A cadeia têxtil, assim como bares e restaurantes, por exemplo, deve ser alocada no setor de varejo não alimentício, coordenado pelo BNDES ao lado do Santander. "Nesses segmentos não há um consolidador. É muito pulverizado além das grandes empresas. Estuda-se como podem ser incluídos no pacote", diz fonte que acompanha as negociações.

Ampliação

O turismo, que inclui hotelaria, viu a demanda sumir com a medida de isolamento social necessária para conter a propagação do vírus. O Itaú Unibanco, que já coordena o grupo de socorro ao setor automotivo, ficará com turismo.

Já o segmento de saúde deve ficar com o Banco do Brasil. Diversos players do setor, como hospitais e laboratórios, vêm sofrendo fortemente com perdas de receitas a despeito do aumento da demanda de serviços por causa do coronavírus. Uma das razões é que as cirurgias eletivas, de onde vêm grande parte das receitas, foram suspensas.

O presidente do BNDES, Gustavo Montezano, afirmou no fim de semana que a ajuda a setores afetados pela crise deve englobar até dez segmentos. Ele não revelou quais seriam as atividades em vista e explicou, durante live no domingo, que os critérios para entrada no pacote de socorro incluem relevância econômica e o tamanho do estrago causado pela covid-19.

Por ora, a ajuda mais avançada é ao setor de energia. Uma reunião para definir detalhes e o valor do empréstimo ocorreu na terça-feira, 21. A expectativa dos envolvidos é de que o martelo quanto ao formato seja batido ainda nesta semana, com o valor ficando perto dos R$ 16 bilhões.

O sindicato que capitaneia o socorro é formado pelo BNDES, pelo Banco do Brasil e pelos bancos privados Itaú, Bradesco, Santander, Safra e Citibank.

No setor de aviação, quem lidera o grupo, com o banco de fomento, é o Bradesco. Aqui, a ajuda também deve vir por parte das grandes instituições financeiras e são esperados ainda Safra e Citi, de acordo com fontes ouvidas na condição de anonimato. Cada uma das três gigantes do setor, Gol, Latam e Azul, devem receber entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3,5 bilhões.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

O FISCAL ENLOUQUECEU

Com furo no teto, XP e BTG já esperam que a Selic suba 1,5 ponto percentual na próxima semana

A corretora também reviu suas projeções para o câmbio, inflação e PIB deste e do próximo ano

E-commerce de pneus

Cantu Store não se assusta com a farra fiscal e registra pedido de IPO na CVM

A companhia paranaense conta com 26 filiais em 17 unidades federativas e quatro centros de distribuição, além de duas marcas próprias

SEU DINHEIRO NA SUA NOITE

Guedes diz que fica, o puxadinho do teto de gastos e outros destaques do dia

Pelo menos um dos temores do mercado teve um desfecho nesta sexta-feira (22) — Paulo Guedes segue sendo o ministro da Economia, e o país não vai passar o fim de semana na incerteza. Após as baixas recentes na equipe econômica, mas o capitão do navio continua firme. Diante de tantas incertezas e a confirmação […]

SUPEROU AS EXPECTATIVAS

Hypera (HYPE3) inicia temporada de balanços com alta de 50% na receita líquida — veja os destaques da farmacêutica no terceiro trimestre

Apoiadas pelo portfólio cada vez maior de medicamentos e pelas vendas aquecidas, outras linhas do balanço também deixaram para trás as projeções

FECHAMENTO DA SEMANA

‘Fico’ de Guedes não apaga mau humor do mercado com furo no teto de gastos e Ibovespa despenca na semana; dólar volta a R$ 5,70

O principal índice da bolsa brasileira fechou o dia em queda de 1,34%, aos 106.296 pontos — longe das mínimas, mas no menor nível desde novembro de 2020. Na semana, a queda foi feia, e o Ibovespa recuou mais de 7%.

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies