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Sem reformas, fim da pandemia pode não trazer investimentos

Desde 2015, a participação de estrangeiros nos títulos de dívida pública caiu de 20,8% para 9%; quadro fiscal piorou com a pandemia

20 de setembro de 2020
17:03 - atualizado às 17:09
montagem dinheiro estrangeiro
Montagem mostra rostos estampados em cédulas de moeda estrangeira - Imagem: Shutterstock

A pandemia virou assunto predominante no mercado financeiro e a descoberta de uma vacina contra a covid-19 já está sendo precificada nas bolsas. No entanto, sem reformas o fim da doença não deve garantir a volta do investimento estrangeiro, segundo avaliação do Tesouro Nacional.

O coordenador-geral de operações da Dívida Pública do governo, Luis Felipe Vital, diz que pode até haver movimentos especulativos, mas a volta dos investidores institucionais depende da aprovação de mais reformas e de sinais de retomada da economia.

Já o economista Affonso Celso Pastore, ex-presidente do Banco Central, lembra que a economia com reforma da Previdência ficou menor que na proposta original.

O especialista também fala que a reforma administrativa não afeta os servidores atuais. “As propostas do governo não resolvem o problema", diz Pastore.

"A equipe econômica tenta gambiarras para resolver o fiscal um ano ou dois anos à frente. A dívida hoje não é sustentável, porque não há regime fiscal crível com garantia de que a dívida pode ser paga”, afirma o especialista.

Fortalecimento

O economista Carlos Kawall, diretor da Asa Investiments e ex-secretário do Tesouro, também defende que a crise seja oportunidade para o País se fortalecer, e não para gastar mais.

“Uma coisa é financiar a dívida em 2020. Outra é achar que vamos fazer isso para sempre”, diz. “Mas parece que o governo - não estou falando da equipe econômica - escolheu fazer piquenique na beira do vulcão.”

Kawall critica as sinalizações de parte do governo de Jair Bolsonaro e do Congresso de que alguns gastos emergenciais do período de pandemia poderão continuar no próximo ano.

Crises anteriores

Segundo ele, em crises anteriores o Brasil cometeu erros semelhantes. “Em 2007 e 2008, enfrentamos muito bem a crise internacional. Éramos grau de investimento e pudemos gastar”, lembra.

“No momento subsequente, deixamos de fazer as reformas e passamos a romper a institucionalidade fiscal”, diz Kawall.

O coordenador-geral de Planejamento Estratégico da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Luiz Fernando Alves, diz que o Tesouro retornará à estratégia de alongamento dos prazos dos papéis em 2022 e 2023.

“Os efeitos da pandemia sobre o quadro fiscal tendem a ficar restritos em 2020, e a agenda de reformas favorecerá essa mudança de perfil”.

Desde 2015, a participação de estrangeiros nos títulos de dívida pública caiu de 20,8% para 9%.

*Com informações do jornal O Estado de S. Paulo e Estadão Conteúdo

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