🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

Inflação

Preços dos alimentos devem dar trégua a partir do segundo trimestre de 2021

Vilões da inflação em 2020, preços dos alimentos devem arrefecer com nova safra recorde; preços administrados e de serviços é que preocupam no ano que vem

Estadão Conteúdo
26 de dezembro de 2020
14:26
inflação carrinho mercado alimentos
Imagem: Shutterstock

Vilões da inflação em 2020 e muito pressionados pelo dólar, os preços dos alimentos devem dar uma trégua para o bolso do brasileiro em 2021, especialmente a partir do segundo trimestre. Nessa época o ano, é despejada no mercado a safra de grãos, que promete bater novo recorde. O alívio no gasto com a comida não deve ser pequeno. Os alimentos responderam por dois terços da inflação deste ano acumulada em 12 meses até novembro de 4,3%, pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A folga dos alimentos, no entanto, poderá comportar o novo foco de pressões esperado para a inflação em 2021. Ele deve vir de dois grupos que neste ano ficaram bem comportados por causa da pandemia: os serviços e os preços administrados, cujos reajustes precisam ser autorizados pelo governo.

Com o isolamento social, a demanda por serviços despencou e impediu os aumentos. Por sua vez, os preços administrados, que incluem tarifas de transporte, combustíveis, planos de saúde, medicamentos, por exemplo, ficaram estacionados boa parte do ano. Só a energia elétrica voltou com força este mês, com a bandeira tarifária vermelha que cobra uma taxa extra de R$ 6,243 a cada 100 kWh.

"Não há espaço para os alimentos continuarem subindo em 2021", prevê o economista Heron do Carmo, professor sênior da FEA/USP e um dos maiores especialistas em inflação. A disparada dos alimentos neste ano ocorreu por conta da maxidesvalorização do câmbio combinada com a maior demanda no mercado interno e externo. "Juntaram duas coisas que nem sempre ocorriam ao mesmo tempo." Na sua avaliação, a perspectiva é que essa escalada não continue porque os alimentos já estão num patamar muito alto. Além disso, o câmbio começa a arrefecer.

Como a folga na inflação dada pelos alimentos será muito grande, quase de três pontos porcentuais, observa Heron, ela poderá acomodar pressões vindas de outros grupos de preços. Por isso, levando em conta as informações disponíveis até o momento, ele espera que o IPCA feche 2021 em torno de 3%. O último Boletim Focus do Banco Central mostra que o mercado espera uma inflação em 3,37% para o ano que vem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"O problema será a trajetória da inflação ao longo de 2021", pondera o economista. Como a disparada dos alimentos ocorreu a partir de setembro, a inflação acumulada em 12 meses deve atingir o pico e beirar ou até passar do teto da meta que é 5,25% para 2021 em maio, mas depois deve cair, prevê.

Leia Também

Outro especialista em inflação, o economista da LCA Consultores Fabio Romão, concorda com Heron. "A alimentação pode perder bastante força em 2021." No entanto, ele projeta um IPCA mais salgado para o próximo ano: 3,5% e com possibilidade de ser maior.

Romão alerta que os freios da inflação deste ano - os serviços e os preços administrados - devem jogar no sentido oposto em 2021. "Provavelmente os serviços vão acelerar com a recuperação da economia e os preços administrados também. Os papéis se invertem."

A alta acumulada nos bens industriais no atacado ao longo deste ano, em torno de 25%, é outro risco importante à inflação de 2021, na opinião de Romão. "É uma pressão grande de custo e, com o crescimento da economia, haverá espaço para repasse. Para 2021, ele espera um aumento de 3,4% dos bens industriais no varejo, ante uma alta de 2,9% este ano. No entanto, o economista ressalva que o fim do auxílio emergencial e o desemprego elevado poderão mitigar essa pressão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Herança. Para o economista Fabio Silveira, sócio da MacroSector Consultores, o que mais vai pesar na inflação de 2021 é exatamente essa herança de custos elevados de 2020 dos bens comercializáveis. "Os preços ao consumidor estão hoje aquém dos preços de equilíbrio porque as empresas, para sobreviver, estão contendo ao máximo os reajustes."

O movimento de repasse de custos herdados de 2021 deve, na opinião de Silveira, impulsionar os índices ao consumidor no primeiro semestre de 2021. Com isso, o IPCA deve fechar o ano que vem girando em torno de 4,3%. É meio ponto acima do centro da meta de 2021, de 3,75%.

Silveira acrescenta também, como outro foco de pressão para o IPCA de 2021, a defasagem dos preços dos combustíveis, que hoje estão entre 10% a 12% abaixo das cotações no mercado internacional. "Não há como segurar preços de diesel e gasolina que estão rebaixados artificialmente pela Petrobras", afirma.

Para o economista da Tendências Consultoria Integrada, Marcio Milan, o preço dos combustíveis e outros preços administrados são foco de preocupação da inflação de 2021. Neste ano, os administrados aumentaram 2,2% e a sua expectativa é de um avanço de 4,8% para o ano que vem. Isto é, mais que dobra o ritmo de alta.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Milan, que projeta aumento de 3,4% para a inflação geral de 2021, observa que entre os grupos do IPCA, o de preços administrados é o que mais deve avançar em relação a 2020 e responder por quase a metade (1,23 ponto porcentual) da inflação do ano que vem.

Entre os administrados, o economista destaca a pressão que deve vir da gasolina. "Com o cenário de recuperação da economia mundial, a expectativa é que o preço do petróleo volte a acelerar e tenha um repasse significativo para os combustíveis no varejo ao longo de 2021."

Fiscal

O economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, reconhece que a preocupação com a inflação de 2021 passa pela recuperação dos preços dos serviços e dos administrados. Mas, na sua opinião, o maior fator de risco a médio prazo para a inflação é a questão fiscal do País, se nenhuma mudança relevante for aprovada. "Existe a expectativa de uma ampla reforma, mas se ela for frustrada, isso deve manter o câmbio pressionado e pode afetar os preços em reais e a inflação." A MB Associados projeta um IPCA de 3,8% para o ano que vem.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DINHEIRO ESQUECIDO

Brasileiros ainda têm mais de R$ 10 bilhões perdidos nos bancos; veja como consultar e resgatar dinheiro esquecido

10 de março de 2026 - 13:53

Cerca de uma em cada quatro pessoas físicas e jurídicas brasileiras têm direto para resgatar dinheiro esquecido nos bancos

INFLAÇÃO DAS FIGURINHAS

Quase mil figurinhas, 48 seleções e pacote mais caro: o que se sabe até agora sobre o álbum da Copa de 2026, o maior e mais custoso da história

10 de março de 2026 - 12:09

Se as estimativas estiverem corretas, o custo do preenchimento do álbum da Copa de 2026 vai passar de R$ 1.000 — isso sem nenhuma figurinha repetida.

COELINHO NÃO VAI PASSAR FOME

Contrariando o que se poderia imaginar, usuários de canetas emagrecedoras estão consumindo mais chocolate, não menos

10 de março de 2026 - 11:41

Enquanto parte dos usuários das canetas emagrecedoras buscam perder peso, eles engordam as vendas da Lindt, afirma empresa

FULECO APOSENTADO

Monotrilho da Linha 17-Ouro vai finalmente chegar ao Aeroporto de Congonhas antes da Copa do Mundo (mas não para a que foi prometido)

10 de março de 2026 - 9:39

Com o Fuleco agora aposentado, mais de 95% da obra da Linha 17-Ouro já está concluída, segundo o Metrô

SÓ DEU ELA

Lotofácil 3631 faz primeiro milionário da semana nas loterias da Caixa; Mega-Sena 2982 pode alcançar R$ 60 milhões hoje

10 de março de 2026 - 6:58

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na segunda-feira (9). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Em contrapartida, os prêmios em jogos aumentaram.

SER OU NÃO SER?

Bets pressionam governo a tratar Polymarket e Kalshi, da bilionária brasileira Luana Lopes, como casas de aposta; entenda o motivo

9 de março de 2026 - 16:04

Bets alegam que a Kalshi e a Polymarket não têm sede nem autorização para atuar no Brasil e pressionam para suas atividades sejam suspensas.

MADE IN BRASIL

O novo celular da Apple, o iPhone 17e, é “made in Brazil” e está disponível para pré-venda

9 de março de 2026 - 15:03

O iPhone 17e já pode ser adquirido e está sendo produzido no interior de São Paulo

METRÔ AQUÁTICO

Projeto da Prefeitura de São Paulo pode começar a transformar a capital paulista em uma Amsterdã

9 de março de 2026 - 12:26

Projeto de transporte hidroviário deverá conectar represas da zona sul de São Paulo aos rios Pinheiros e Tietê

O QUE TRAZES PRA MIM?

Dupla de Páscoa vem aí! Caixa divulga data e prêmio do primeiro sorteio especial de 2026

9 de março de 2026 - 10:27

A Dupla de Páscoa abre o calendário de sorteios especiais das loterias da Caixa, que conta também com a Quina de São João, a Lotofácil da Independência e a Mega da Virada.

CARRO-CHEFE

Vai R$ 60 milhões aí? Mega-Sena tem maior prêmio em jogo da semana (de novo), mas Quina acumulada é o destaque de hoje entre as loterias da Caixa

9 de março de 2026 - 7:02

Como a Mega-Sena só corre amanhã, a Quina e a Dupla Sena são as loterias da Caixa com os maiores prêmios em jogo na noite desta segunda-feira (9); confira os valores em disputa.

BOMBOU NO SD

Imposto de renda 2026 com prazo mais curto, a revanche dos bancões e o ‘cofrinho’ de 140% do CDI do Mercado Pago: veja as mais lidas da semana

8 de março de 2026 - 13:03

O atraso da Receita Federal bombou no Seu Dinheiro na última semana, junto com bancos grandes e pequenos

LOTERIAS

Lotofácil 3630 faz quatro novos milionários, enquanto Mega-Sena e Quina acumulam seus milhões

8 de março de 2026 - 9:57

Camaçari, Rio de Janeiro e Osasco tem novos milionários da Lotofácil; Mega-Sena e Quina acumulam prêmios maiores

A REUNIÃO IDEAL

Fórmula perfeita? Por que Jeff Bezos não usa power point e começa as reuniões com silêncio de 30 minutos

8 de março de 2026 - 9:30

Jeff Bezos não gosta de apresentações e valoriza a opinião dos funcionários, mesmo os mais juniores

FAVORITAS DO MERCADO

Axia (AXIA3) e Vale (VALE3) são as ações ‘queridinhas’ para o mês de março; veja a lista completa

7 de março de 2026 - 17:00

Ranking reúne as ações mais citadas por bancos e corretoras nas carteiras recomendadas do mês

METAIS PRECIOSOS

Ouro termina semana em queda de 3%: o que explica o movimento do metal em meio à tensão no Oriente Médio?

7 de março de 2026 - 16:00

Ouro sobre nesta sexta-feira (6), mas fecha semana no vermelho; entenda o que mexeu com o metal

IMPÉRIO MILIONÁRIO 

Hábitos financeiros: 3 coisas que sabotam sua riqueza, segundo um milionário “self-made”

7 de março de 2026 - 13:45

O melhor símbolo de status para um milionário é uma conta bancária robusta, segundo Brian David Crane

FICOU MAIS CARO

Em meio a guerra entre EUA e Irã, petróleo dispara 35% na semana, maior salto desde 1983

7 de março de 2026 - 11:45

Escalada do conflito no Oriente Médio provoca disparada histórica do petróleo, que ultrapassa os US$ 90; alta impulsiona ações da Petrobras na bolsa

FII DE HOSPITAL

Aquisição de R$ 334,2 milhões: TRXF11 mira no setor hospitalar e compra lajes corporativas alugadas ao Albert Einstein

6 de março de 2026 - 19:55

A compra e o contrato de locação de 25 anos envolvem 11 imóveis destinados a atividades médico-hospitalares

BOMBOU NO STREAMING

Anita Harley e a guerra por bilhões fazem sucesso no streaming: conheça a história da herdeira das Pernambucanas

6 de março de 2026 - 19:01

Documentário lidera ranking da plataforma de streaming ao detalhar a batalha judicial entre uma secretária de confiança e uma suposta esposa

PAPEL QUE VALE OURO?

Fim das cédulas clássicas de real: se você tem uma nota antiga do Banco Central, pode estar com um tesouro escondido e nem imagina

6 de março de 2026 - 15:45

Enquanto o Banco Central recolhe as cédulas da primeira família do real, a disputa pelos itens cresce e preços que já ultrapassam R$ 5 mil

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar