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2020-05-06T18:24:39-03:00
Estadão Conteúdo
efeito coronavírus

PMI composto cai a 26,4 em abril e atinge menor nível da história

Indicador está bem distante da marca de 50 pontos, que divide as perspectivas de contração e expansão da atividade

6 de maio de 2020
12:26 - atualizado às 18:24
indústria dados ibge
Imagem: Shutterstock

O Índice de Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) Composto do Brasil caiu de 37,6 pontos em março para 26,5 pontos em abril, segundo a IHS Markit.

O resultado renova pelo segundo mês consecutivo o menor nível da série histórica, iniciada em março de 2007, em meio aos impactos econômicos da pandemia de coronavírus. Além da mínima histórica, é importante ressaltar que o indicador está bem distante da marca de 50 pontos, que divide as perspectivas de contração e expansão da atividade.

A queda do PMI Composto foi resultado da contração nos dois setores analisados. Contudo, em abril, a redução do PMI industrial, de 48,4 pontos para 36 pontos, foi mais intensa, ainda que o PMI de Serviços siga em queda, depois do recuo histórico de 15,9 pontos entre fevereiro e março. Agora, a redução foi de 34,5 pontos para 27,4 pontos em abril, também recorde para a pesquisa.

"A pesquisa de abril expôs totalmente a dimensão e o impacto da pandemia da covid-19 na economia do setor privado brasileiro, com contrações recordes para a pesquisa no volume de novos negócios e no nível de atividade sendo registradas no mês", destacou, em nota, o diretor de Economia da IHS Markit, Paul Smith.

No caso do setor de serviços, os entrevistados relataram, "de forma esmagadora", que o fechamento das empresas em todo o País, assim como restrições às atividades dos consumidores, provocou uma queda sem precedentes de novos pedidos domésticos. A demanda internacional também caiu, com as limitações de viagens e de atividade no mundo todo.

Assim, o nível de emprego, segundo a IHS Markit, teve a maior redução desde maio de 2016, com a intenção também de reduzir despesas operacionais em um período de extrema incerteza.

O pessimismo com relação aos próximos 12 meses aumentou pelo segundo mês consecutivo, atingindo também um novo recorde para a pesquisa. "As empresas se mostraram profundamente preocupadas, não só com o impacto a curto prazo na atual atividade e nas operações de negócios devido à pandemia do covid-19, mas também com a possibilidade de danos mais duradouros na economia."

Em meio à crise, a pesquisa mostrou que várias empresas de serviços estão oferecendo descontos. Ainda segundo o levantamento, os preços dos insumos cresceram ao nível mais fraco em cinco anos e meio, em média.

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