Para relator, volta da CPMF é ‘uma tentação medieval’
Aguinaldo Ribeir disse que o debate precisa ser o mais amplo possível, sem que isso represente um impedimento na aprovação da reforma tributária

O relator da comissão mista do Congresso que discute a reforma tributária, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), rechaçou a possibilidade de aumento da carga tributária e a recriação de um imposto no modelo da CPMF. "É um negócio que temos de ter um cuidado porque essa tentação de aumento de carga tributária nos remete a um ambiente medieval, daquele rei que quando vê necessidade manda criar mais um imposto", disse o parlamentar em live realizada ontem pelo Valor Econômico.
Ele disse ser contra a recriação de um novo imposto nos moldes da CPMF. "Se eu for criar CPMF, na verdade, vou onerar a todos, vou estar criando um novo imposto para onerar toda a população brasileira, inclusive em cadeia cumulativa (efeito cascata) sem uma referência positiva desse imposto", disse o relator. O efeito cumulativo se dá porque a nova CPMF incidiria sobre empresas e pessoas nas diferentes etapas da cadeia produtiva.
Ribeiro, que é relator da comissão mista que vai unir todas as propostas atualmente no Congresso Nacional, não entrou em detalhes do que deve ser seu relatório, mas disse que o debate precisa ser o mais amplo possível, sem que isso represente um impedimento na aprovação da reforma.
Atualmente, duas Propostas de Emenda à Constituição (PEC) tramitam no Congresso sobre o tema, a 45, na Câmara, e a 110, no Senado. Na PEC 45, da Câmara, são substituídos cinco tributos - IPI, PIS, Cofins, ICMS, ISS - por um único Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Já o projeto entregue pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, ao Congresso, unifica PIS e Cofins na Contribuição Sobre Bens e Serviços (CBS).
Transição
O período de transição é diferente em cada um dos textos. Para Ribeiro, deverá prevalecer o que der a segurança necessária para adoção de um imposto único no País. "O que vai determinar a transição é o equilíbrio", disse.
Leia Também
Ribeiro afirmou também que o imposto sobre grandes fortunas deve ser debatido dentro da comissão mista. Como mostrou o Estadão, a crise da covid-19 acendeu o debate sobre a regulamentação desse imposto, previsto na Constituição. Proposta encabeçada pela Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco), com um grupo de entidades ligadas aos Fiscos e acadêmicos, que será apresentada aos parlamentares, aponta um potencial de arrecadação de R$ 40 bilhões por ano somente com o imposto sobre grandes fortunas.
O relator se mostrou otimista em relação ao ambiente para se aprovar a reforma no Congresso. "Vejo um ambiente muito bom, o Parlamento tem uma disposição reformista e isso continuará. Estamos em um momento importante de se concentrar para votar matérias estruturantes", afirmou.
Questionado sobre a influência da aprovação da reforma em relação à sucessão de Rodrigo Maia (DEM-RJ) na presidência da Câmara, Ribeiro disse que esse não é o momento para se debater a eleição.: "Discutir sucessão da Câmara me parece um desfavor ao Parlamento e ao Brasil."
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
O FUTURO DA BOLSA
Eleições 2026: o que pode levar o Ibovespa aos 248 mil pontos — ou derrubá-lo a 165 mil, segundo a XP
1 de outubro de 2026 - 19:50AÇÃO NO EXTERIOR
Esta fabricante de chips já subiu 476% no ano, e ainda está barata em meio à corrida da IA; veja o que dizem Empiricus e XP sobre a empresa
1 de outubro de 2026 - 16:40O DESAFIO DO PRESIDENTE
Lula ou Flávio? Para Kinea, ambos terão o mesmo desafio e precisarão correr contra o tempo para evitar uma crise
1 de outubro de 2026 - 15:01SEM TETO
Pix por aproximação muda hoje: a nova regra que todo usuário precisa conhecer
1 de outubro de 2026 - 11:01SÓ MUDA O MÉTODO
Entre a simplicidade e a teimosia, Lotofácil 3793 fecha setembro com 2 meio-milionários; +Milionária acumula e prêmio chega a R$ 100 milhões
1 de outubro de 2026 - 7:05A VISÃO DO DONO
Inquilino não paga o aluguel? Veja o que você pode ou não fazer e como evitar que a dívida se torne problema seu
1 de outubro de 2026 - 6:34OS ENDIVIDADOS
Não conseguiu pagar o aluguel? Entenda os riscos que você corre e como não deixar a dívida virar uma bola de neve
1 de outubro de 2026 - 6:02BENEFÍCIO NA CONTA
Bolsa Família será maior em outubro de 2026: veja quando reajuste começa a ser pago e quem poderá se beneficiar
1 de outubro de 2026 - 5:06DESTAQUES DA BOLSA
Tenda (TEND3) vai na contramão do Ibovespa e fecha em queda, mas Itaú BBA ainda tem motivos para considerar a ação atrativa
30 de setembro de 2026 - 18:45COMEÇOU A TRANSIÇÃO
‘Pense em um mundo sem imposto’: o recado de Bernard Appy para as empresas na reta final da reforma tributária
30 de setembro de 2026 - 13:50OLHO NO PIX
IRPF 2026: dinheiro de lote de restituição da malha fina do imposto de renda cai hoje na conta
30 de setembro de 2026 - 8:42SEM DESCONTO
Greve na Caixa: Justiça do Trabalho toma decisão e banco anuncia quando as agências reabrem
30 de setembro de 2026 - 7:55BOLA DIVIDIDA
Lotofácil 3792 tem 37 ganhadores, mas só dois ficam a meio caminho do primeiro milhão de reais; Mega-Sena 3064 acumula e prêmio vai a R$ 75 milhões
30 de setembro de 2026 - 6:49ATENÇÃO, BENEFICIÁRIOS!
Bolsa Família com novo valor, Gás do Povo, Pé-de-Meia e mais: confira o calendário completo dos programas sociais para outubro de 2026
30 de setembro de 2026 - 5:05DESTAQUES DA BOLSA
Ação da Tupy (TUPY3) atinge máxima nesta terça-feira (29) e fecha com alta de mais de 3%. O que animou os investidores?
29 de setembro de 2026 - 18:30TAG SUMMIT 2026
De olho no marco de R$ 1 trilhão, Nu Asset coloca ETFs no centro da estratégia; entenda o que está por trás da aposta
29 de setembro de 2026 - 15:49NOVO OBSTÁCULO
El Niño pode atrapalhar queda da Selic em 2027 — mas há uma saída para os juros voltarem a cair, diz CEO da Bradesco Asset
29 de setembro de 2026 - 15:08ASSUNTO 'PROIBIDO'?
“Isso não ganha voto”: por que o ajuste fiscal deve ficar para depois da eleição, segundo Bruno Funchal, ex-secretário do Tesouro
29 de setembro de 2026 - 14:45CORTOU PROJEÇÕES
Maior queda do Ibovespa hoje, CSN (CSNA3) derrete 11% e divisão de mineração (CMIN3) vai junto: o que preocupa os investidores?
29 de setembro de 2026 - 13:35CHEGOU AO TST