Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

SOBRE O TETO DE GASTOS

“Orçamento é prova de que não se põem pingos nos is”, diz Arminio Fraga

Arminio defende uma flexibilização que seria importante para evitar que despesas paralelas desidratem o Orçamento.

Estadão Conteúdo
3 de setembro de 2020
13:03 - atualizado às 11:23
Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central. - Imagem: HSM Brasil

O ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga defende uma "flexibilização limitada e transparente" do teto de gastos, associada a um compromisso firme do governo com novas reformas. Segundo ele, essa flexibilização seria importante para evitar que despesas paralelas desidratem o Orçamento. “Quem tem três orçamentos, não tem nenhum”, afirma ele. A seguir, os principais trechos da entrevista.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que determina uma mudança no teto de gastos, em vigor há apenas quatro anos?

A expectativa era de que o teto seria posto em prática através de reformas estruturais, que cuidariam dos vários componentes do gasto, o maior deles com funcionalismo e Previdência, que somam para o governo consolidado, não só federal, quase 80% do gasto. Se existe uma questão a se abordar é esta: o Orçamento está todo amarrado e começa a espremer áreas que têm impacto econômico e social da maior importância, inclusive investimento. Investimento público no Brasil está caminhando para zero.

O que seria essa flexibilização?

Minha leitura é que o espaço para a administração orçamentária desapareceu. Estamos no meio de uma crise. Parece provável que, no curto prazo, alguma demanda social se mantenha. Acho muito difícil que o teto dure os seis anos que ainda faltam (a PEC que instituiu o mecanismo estabeleceu um prazo de dez anos até uma primeira revisão). Acho praticamente impossível e não acho que seja recomendável.

Por quê?

Implícito no teto está uma queda da relação gasto público/PIB que não me parece razoável. Com a economia crescendo, as demandas todas aumentam. Ainda há necessidades prementes ligadas à pandemia e, a médio prazo, de natureza social e ligadas à produtividade do Brasil que demandam algum crescimento do gasto. A pandemia vai passar, mas nós vamos ter um Estado precisando de reformas e investimentos para que o objetivo de crescimento inclusivo seja atingido.

O governo defende o teto, com reformas para mantê-lo no formato atual.

Para segurar o teto por mais um ou dois anos, é mais ou menos consenso a importância da aprovação da PEC (Emergencial, que aciona alguns gatilhos de contenção de despesas) e que o desenho de um eventual Renda Brasil incluísse alguns itens que o presidente da República já descartou, como acabar com alguns programas para limitar o custo. O fato é que a conta não fecha. Há um desejo de não se aumentar a carga tributária, de não se eliminar nenhum tipo de benefício já existente e de manter o teto. Quando se joga em cima disso tudo um programa permanente de renda básica, a conta simplesmente não fecha. Essa discussão está no ar, ninguém ainda está colocando os pingos nos “is”, a prova disso é o Orçamento (para 2021). Apresentou-se um Orçamento sem nenhuma previsão para o ano que vem, quando a Renda Brasil é uma peça política-chave do governo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Há críticas de que o Orçamento está irrealista.

Um dos pontos mais importantes é focar na importância de se incluir tudo no Orçamento e também voltar a prestar atenção no saldo primário. Não vejo como deixar a coisa correr do jeito que anda. É um fator de risco relevante. A meta tem de focar no primário também. Há quem diga que a minha proposta, de uma flexibilização limitada e transparente do gasto, é mais dura do que se tem hoje. É verdade, na medida em que o que se tem hoje são déficits primários a perder de vista.

Leia Também

Como seria essa flexibilização?

No curto prazo, além da PEC, considero necessário algum aumento de carga tributária, que apenas reponha o que a carga tributária perdeu com vários subsídios do "bolsa empresário". Isso com eliminação de algumas brechas que, do ponto de vista distributivo, são inaceitáveis, como o Simples, lucro presumido, e também elementos da tributação da renda do capital no Brasil. O resto da proposta teria impacto mais no médio prazo, mas sinaliza uma mudança importante do regime fiscal brasileiro, que são os dois grandes blocos de gasto, Previdência e funcionalismo, sendo que a Previdência já foi objeto de uma reforma que atingiu metade do resultado necessário. Falta ainda metade, isso em algum momento terá de ser feito.

Uma flexibilização no teto, mesmo que pequena, não abre espaço para oportunismo político?

Considero a demora e, agora, o desejo de se limitar o impacto de uma reforma administrativa como oportunismo político. Onde eu vejo um xadrez complicado… Vejo o governo deixando de fora do Orçamento a renda básica mais permanente, anunciando que não vai mexer em benefício existente. Aí, o Executivo vai ficar na seguinte posição: ele vai ao Congresso dizer 'ou vocês flexibilizam o teto para criar a renda básica ou vão arcar com consequências políticas'. Tudo tem de estar no Orçamento. Em Brasília, tem a síndrome das prioridades invertidas. Gasta primeiro no que não é essencial e volta ao Ministério da Economia e diz que acabou o dinheiro. O Orçamento existe justamente para evitar esse tipo de negociação sequencial em que tudo é sempre prioritário e é difícil dizer não. Teve períodos da nossa história em que tínhamos três orçamentos e todo mundo sabe que, quem tem três, não tem nenhum.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DISPARADA DO PETRÓLEO

Combustíveis mais caros, lucro 37% maior: quem está ganhando com a guerra?

27 de março de 2026 - 18:45

Enquanto diesel e gasolina ficam mais caros, fatia de distribuidoras e postos engorda; PF investiga preços abusivos

O PESO DA GUERRA

Selic mais alta no radar? Santander revisa projeções de inflação com disparada do petróleo

27 de março de 2026 - 17:32

Banco eleva projeções de inflação após alta do petróleo e alerta para impactos no real, taxa de juros e economia brasileira

FUSO HORÁRIO COMPLICADO

Esquece o feriado! Por que seu chefe dificilmente vai te dar uma folga nos dias de jogo do Brasil na Copa do Mundo de 2026

27 de março de 2026 - 14:03

Mesmo com toda a animação que cerca o evento, dias de jogo do Brasil na Copa do Mundo não são considerados feriado nem ponto facultativo

A HISTÓRIA SE REPETE

Lotofácil 3646 paga prêmio milionário no meio da selva (de pedra); Mega-Sena puxa de novo a fila das loterias acumuladas, agora com R$ 40 milhões em jogo

27 de março de 2026 - 6:51

Assim como aconteceu nos dias anteriores, Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de quinta-feira (26). Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam.

DANOS SOB CONTROLE

De vilão a herói: juros altos devem reduzir o impacto do preço do petróleo na inflação do Brasil, diz Galípolo

26 de março de 2026 - 14:29

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, acredita que o Brasil está bem posicionado para possíveis impactos da guerra no Irã

PESQUISA ATLASINTEL/BLOOMBERG

STF, Congresso e governo Lula estão envolvidos com o escândalo do Banco Master? Mais da metade dos brasileiros acredita que sim

26 de março de 2026 - 13:43

Investigações do caso Master continuam e brasileiros suspeitam dos Três Poderes, indica pesquisa; confira os números

ENTRE A CRUZ E A ESPADA

Selic com freio de mão puxado? A mensagem do IPCA-15 e das projeções de inflação do BC sobre o corte de juros

26 de março de 2026 - 13:04

O IPCA-15 de março, o relatório trimestral do BC e o conflito no Oriente Médio dão sinais aos investidores sobre o que esperar na próxima reunião do Copom; confira

IMPARÁVEL

Ninguém segura a Lotofácil: concurso 3645 faz mais um milionário; Mega-Sena 2989 retoma o topo do pódio dos prêmios mais altos do dia

26 de março de 2026 - 6:55

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na quarta-feira (25). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Em contrapartida, os prêmios em jogo em cada uma delas aumentaram.

RALI COM CONTORNO ESTRUTURAL

Após a disparada do petróleo, as commodities agrícolas são o próximo front da guerra — saiba como surfar o novo ciclo

25 de março de 2026 - 19:36

Escalada no Oriente Médio pressiona insumos, eleva custos do agro e pode marcar início de novo ciclo de commodities, que abre oportunidade de ganhos para quem quer se expor ao segmento

Mudanças na CNH

CNH se adapta à era dos carros elétricos: projeto de lei autoriza habilitados na categoria B a conduzirem automóveis mais pesados do que antes

25 de março de 2026 - 15:20

Proposta eleva o limite de peso dos automóveis conduzidos por motoristas habilitados na categoria B da CNH

ISSO NUNCA ACONTECEU

‘Pix suspenso’ é fake news; o que acontece quando você não consegue transferir ou pagar pelo seu banco

25 de março de 2026 - 15:05

Banco Central (BC) esclarece em nota enviada à redação do Seu Dinheiro que, desde que a plataforma entrou no ar em 2020, o pix nunca foi suspenso

TOUROS E URSOS #264

Tinha uma guerra no meio do caminho: é hora de adequar a carteira ao ciclo de queda da Selic?

25 de março de 2026 - 14:30

Martin Iglesias, líder em recomendação de investimentos no Itaú, conta no novo episódio do Touros e Ursos sobre como o banco ajustou sua estratégia de alocação diante das incertezas atuais

DINHEIRO PARA EXPORTAR

R$ 15 bilhões na mesa: governo reforça crédito para empresas exportadoras em meio à tensão global e guerra no Irã

25 de março de 2026 - 11:28

Nova etapa do Plano Brasil Soberano tem um impacto potencial sobre indústria e pequenas e médias empresas (PMEs)

NA MIRA

Fraudes de até R$ 500 milhões: PF mira CEO da Fictor em operação contra esquemas milionários — e ligação com Comando Vermelho entra no radar

25 de março de 2026 - 10:33

Investigação aponta uso de empresas de fachada, funcionários de bancos e conversão em criptoativos para ocultar recursos

PRESSÃO DE LULA?

Petrobras (PETR4; PETR3) avalia recomprar refinaria de Mataripe do fundo árabe Mubadala; entenda o que está em jogo

25 de março de 2026 - 10:13

A refinaria foi privatizada durante o governo de Jair Bolsonaro. Desde a troca de comando da Petrobras, em 2023, a estatal manifesta o desejo de recomprar o ativo

SÓ DEU ELA

Lotofácil 3644 paga prêmio milionário na unidade da federação de maior renda do país; Mega-Sena puxa a fila das loterias acumuladas

25 de março de 2026 - 6:59

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de terça-feira (24). Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam. +Milionária pode pagar R$ 32 milhões hoje.

POLÍTICA MONETÁRIA

Sinal verde para a Selic: o segredo escondido na ata do Copom que abre as portas para cortes de 0,50 pp nos juros

24 de março de 2026 - 13:30

A guerra no Oriente Médio é a principal pedra no caminho de uma política monetária mais flexível daqui para a frente

Remédio no carrinho

Nimesulida, dipirona, tadalafila e outros remédios ao lado do leite, da carne e do café? Campeões de vendas nas farmácias agora chegam aos supermercados, mas com regras claras

24 de março de 2026 - 13:27

Consumidor poderá comprar medicamentos no supermercado, desde que os remédios estejam dentro de farmácias estruturadas no estabelecimento

COPOM

Não é só inflação: veja por que o BC continua cauteloso com os juros e para onde olhará agora

24 de março de 2026 - 10:42

Agora, o BC incluiu uma nova variável na análise da conjuntura: além de acompanhar as decisões de outros Bancos Centrais, o comitê avalia os desdobramentos do conflito do Oriente Médio, algo que influencia no preço do barril do petróleo e, consequentemente, da inflação

MELHOROU OU PIOROU?

Haddad diz que vai estudar os efeitos da privatização da Sabesp (SBSP3) e chama debate sobre serviços de ‘natural’

24 de março de 2026 - 10:11

O pré-candidato citou o aumento de reclamações por qualidade do serviço e também afirmou ter verificado que houve reestatização desses serviços em outros países

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia