Guedes pede estudo para direcionar mais recursos aos municípios que aos Estados para combate ao coronavírus
Em videoconferência promovida pela Confederação Nacional de Municípios, ministro da Economia defendeu maior liberdade para prefeitos disporem de recursos durante combate ao coronavírus

O ministro da Economia, Paulo Guedes, pediu para que a equipe estude uma "calibragem" para direcionar mais recursos para os municípios do que para os Estados durante a epidemia do novo coronavírus. Ele falou sobre o assunto durante videoconferência promovida pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM).
"Eu queria que a equipe começasse a estudar a próxima linha de defesa, o próximo reforço, que desça para os municípios direto", disse Guedes no encontro. "Quero saber se posso irrigar o fundo de municípios sem irrigar o de Estados ou em maior proporção, como a gente consegue calibrar diferente", afirmou o ministro.
O secretário da Fazenda, Waldery Rodrigues, que também participou da reunião, respondeu que é possível elaborar uma nova proporção na destinação das verbas.
Cadastro de trabalhadores informais
O ministro da Economia pediu o apoio dos prefeitos para atualizar o cadastro de trabalhadores informais que receberão o voucher de R$ 600 durante a epidemia do novo coronavírus. Guedes sugeriu que os municípios enviem os dados para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e para a Caixa Econômica Federal.
"À medida que os senhores enviem os seus cadastros para o INSS e Caixa, vamos ampliando", disse Guedes durante a videoconferência.
Cláusula de calamidade pública
No evento, o ministro afirmou que o governo precisa de apoio jurídico e de mudanças na legislação para suspender o pagamento da dívida previdenciária dos municípios. "Deveria ter cláusula de calamidade pública para que dinheiro ficasse direto na ponta", disse Guedes.
Leia Também
"Temos que suspender regras normais. O ideal era que nenhum recurso fosse enviado de uma cidade para Brasília neste momento. O ideal era que o dinheiro todo ficasse na ponta para o combate. Mas se fizéssemos assim agora, desse jeito, amanhã estaríamos todos na cadeia. Dependemos de uma aprovação de ações extraordinárias", afirmou Guedes na reunião.
No início da conferência, após ouvir as demandas, Guedes adiantou que teria dificuldades para atender o pleito sobre Previdência. "Eu tenho impressão que não consigo mexer (…) Se for instrução normativa da economia, nós vamos fazer, mas creio que (sobre previdência) não é possível. Nós não temos previsão de adiar recebimentos da previdência. Mas pedi à equipe para apurar", declarou.
Após insistência por parte do presidente da CNM, Glademir Aroldi, Guedes disse que concordava com a demanda, mas justificou que "o problema é a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)". "A LRF é o certo para tempos normais. Gostaria que houvesse uma cláusula de calamidade pública, que nessa situação de calamidade que temos hoje, uma ameaça global, isso poderia acontecer em várias circunstâncias", comentou Guedes.
Além da questão previdenciária, Aroldi também pediu para que a equipe econômica avalie suspender por quatro meses o pagamento do patronal atual do regime geral e do regime próprio. "Isso seria decisivo e nos manteria com as portas abertas e as prefeituras funcionando", disse Aroldi para Guedes.
O presidente da CNM propôs ainda, uma linha de financiamento para pagamento dos precatórios, entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões. "Com esse financiamento resolveríamos o problema de precatórios e injetaríamos os recursos na economia", defendeu.
'Vamos sair dessa crise antes dos outros países'
Guedes considera que o Brasil voltará a crescer em um período de cinco meses, após superar a crise decorrente da pandemia do novo coronavírus. O ministro estima que será necessário cerca de três meses de isolamento social no País para atender a área da saúde durante o pico das contaminações.
"Daqui a cinco meses estamos crescendo de novo. Nós vamos surpreender. Vamos sair dessa crise antes dos outros países, vamos fazer dinheiro chegar nas prefeituras", disse o ministro ao encerrar a sua participação na videoconferência da CNM.
No encontro, Guedes defendeu aumentar os repasses para os municípios, mas relatou dificuldades para fazê-lo porque considera que o Brasil "está cheio de dinheiro carimbado, bloqueado em fundos". Segundo ele, 96% dos recursos estão nessa situação.
O ministro voltou a defender a aprovação do pacto federativo para que cada município possa decidir a destinação dos recursos. "O dinheiro tem que estar livre para que o prefeito decida. Não há substituto para o gestor local", declarou.
VIDEOGAMES
Rockstar anuncia Grand Theft Auto VI: The Album, tracklist oficial do GTA 6 que conta com Travis Scott, Keith Richards, Pinkpantheress e mais
17 de setembro de 2026 - 15:27O QUE A FARIA LIMA NÃO VÊ
Você tem medo de investir? Emoções e bets travam as finanças — mas também podem ser combustível
17 de setembro de 2026 - 14:03APOSTAS ONLINE
O rombo das bets: apostas online podem ter engolido metade do crescimento do PIB em 2025
17 de setembro de 2026 - 13:28PODCAST TOUROS E URSOS
A Faria Lima está errada? ‘Risco de o Brasil quebrar é zero’, diz Felipe Salto, da Warren; o que o mercado não enxerga sobre o risco fiscal
17 de setembro de 2026 - 12:01PRIMEIRO DESDE 2023
Governo anuncia aumento de 15% do Bolsa Família; confira o novo valor
17 de setembro de 2026 - 11:30PELA MADRUGADA
Bancários veem avanço em negociação e marcam assembleia para votar fim de greve na Caixa
17 de setembro de 2026 - 9:43SALVOU A NOITE
Lotofácil tem retorno discreto aos sorteios regulares e Dia de Sorte aproveita para brilhar sozinha; Mega-Sena corre hoje valendo R$ 102 milhões
17 de setembro de 2026 - 6:49É HOJE
Bolsa Família é pago hoje; veja quem receberá em setembro e as regras do benefício
17 de setembro de 2026 - 5:45SEM SURPRESA
Juros cada vez menores: Copom corta Selic para 13,75% e não sinaliza próximos passos, embora mercado espere mais cortes
16 de setembro de 2026 - 18:41SD EXPLICA
O Brasil vai quebrar? Entenda o que é risco fiscal e como as contas públicas afetam os seus investimentos
16 de setembro de 2026 - 17:16BEBIDAS PROTEICAS
NotShake Protein: Anvisa proíbe todos os lotes das bebidas da marca
16 de setembro de 2026 - 16:01MAMMA MIA!
Pizzaria gringa quer ser a mais nova concorrente da Pizza Hut e da Domino’s no Brasil; conheça a Papa Johns
16 de setembro de 2026 - 15:03PRAZO MAIS CURTO
Greve na Caixa dificulta saque de prêmios milionários e pode atrasar pagamento para vencedores da Lotofácil da Independência que dividiram R$ 300 milhões
16 de setembro de 2026 - 11:09APROVEITANDO A CHANCE
Aposta do interior de SP ofusca bola dividida na Lotofácil da Independência e embolsa prêmio de R$ 34 milhões na Quina
16 de setembro de 2026 - 7:33RATEIO
Lotofácil da Independência 2026 tem 72 apostas premiadas e mais de 1.500 de ganhadores, mas apenas 33 ficam milionários
16 de setembro de 2026 - 6:44SD ENTREVISTA
Inflação deve subir com El Niño e petróleo, mas Copom vai cortar juros mesmo assim, diz economista-chefe da Bradesco Asset
16 de setembro de 2026 - 6:03NÃO TEM MAIS VOLTA
Veja os números da Lotofácil da Independência 2026; rateio será conhecido em instantes
15 de setembro de 2026 - 21:44CHEGOU A HORA
Assista ao vivo ao sorteio da Lotofácil da Independência 2026
15 de setembro de 2026 - 20:01B3 WEEK 2026
Copom amanhã: quanto você pagaria para apostar na decisão? Mercado de previsões entra no radar do investidor brasileiro; entenda como funciona
15 de setembro de 2026 - 19:14B3 WEEK 2026