Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

covid-19 no radar

‘Esse é o momento de sobreviver à crise’, diz presidente do Itaú Unibanco

Segundo Candido Bracher, o mundo tem dificuldades para lidar com a crise por sua origem em um fator de saúde pública – e não no mercado financeiro, como ocorreu em 2008

Estadão Conteúdo
3 de abril de 2020
12:59
Candido Bracher, presidente do Itaú Unibanco
Candido Bracher, presidente do Itaú Unibanco - Imagem: Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo

O presidente do Itaú Unibanco, Candido Bracher, afirmou na quinta-feira, 2, em entrevista ao vivo ao jornal O Estado de S. Paulo, que o Brasil não vai conseguir fugir de uma forte crise econômica e de uma acentuada queda no PIB em 2020, na esteira da pandemia do novo coronavírus. Segundo ele, ainda é cedo para entender como será a retomada. Por isso, no momento, a prioridade deve ser a saúde. "Esse é o momento de sobrevivermos à crise." Bracher disse ainda que a quarentena é "dolorosa sob ponto de visto econômico, mas é mais doloroso as pessoas morrendo em hospitais".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o executivo, o mundo tem dificuldades para lidar com a crise por sua origem em um fator de saúde pública - e não no mercado financeiro, como ocorreu em 2008. Para ele, os bancos podem ter um papel fundamental na retomada da economia: "É preciso irrigar a economia, permitindo que as cadeias econômicas continuem a funcionar. Isso coloca responsabilidade enorme nos bancos."

O sacrifício econômico, de qualquer forma, será forte, de acordo com o presidente do Itaú Unibanco. Ele acredita que a retração do Produto Interno Bruto (PIB) irá muito além da queda de cerca de 1% atualmente prevista pela instituição. "Eu peço desculpas ao meu economista-chefe, Mário Mesquita, mas tenho impressão que vai cair bem mais. Acho inevitável."

Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista:

A crise do coronavírus é diferente das outras?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vejo a crise com grande preocupação, pois sua duração e intensidade ainda são ignorados por todos. Depende de fatores médicos e econômicos. O que difere esta crise é que a maior parte das crises que vivemos - a de 2008, a asiática e a russa - foram financeiras. Essa é uma crise de produção. Ela tem origem em um vírus, na saúde pública, e interrompe a produção em diversos setores ao mesmo tempo. Isso impacta muito os bancos. Se na crise de 2008 o sistema financeiro era problema, nesta (o sistema financeiro) é parte importante da solução. O sistema financeiro é necessário para que a economia não estanque. É preciso irrigar a economia, permitindo que as cadeias econômicas continuem a funcionar.

Leia Também

Os bancos brasileiros estão preparados para agir?

Como nunca estiveram. Uma parte fundamental são recursos tecnológicos. Se não houvesse a quantidade de clientes digitalizados e recursos que os bancos têm hoje, seria impossível atender ao público. Depois da crise de 2008, houve no mundo inteiro um movimento de exigir maior capitalização dos bancos. As exigências de capital que os reguladores impuseram aumentaram muito, fazendo com que os bancos estivessem mais bem preparados para esta crise.

Como essa ajuda se dará?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Injetando liquidez na economia. Num primeiro momento, existe uma grande demanda de liquidez. Um colega meu de banco comparou isso ao álcool gel. As empresas entraram no banco pedindo liquidez, assim como as pessoas entraram nos supermercados em busca de álcool gel. Houve uma demanda difícil de atender. O Banco Central agiu rapidamente, através de liberação de compulsório e outras medidas para restaurar a liquidez. Além da liquidez, é necessário crédito. Primeiro passo, é conceder crédito a quem já tem crédito. Na abertura da crise, as dívidas foram roladas em 60 dias. Nós, do Itaú, já fizemos mais de 150 mil dessas renovações.

E no longo prazo?

No segundo momento, tem o crédito adicional. As condições se deterioraram, e o risco de crédito se elevou muito. É fundamental os bancos se manterem saudáveis na crise. O Banco Central foi rápido nisso. A ideia da MP é financiar 100% da folha de pagamento das pequenas empresas, com seis meses de carência e depois 30 meses para pagar a uma taxa de 3,75%. Bancos vão arcar com 15% do risco de crédito e o governo, com 85%.

Há uma discussão entre presidente e governadores sobre isolamento. Qual é a sua opinião?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É uma pergunta para médicos e infectologistas. Mas me oriento pelos especialistas. Todas as leituras que tenho feito mostram que não há alternativa razoável fora da quarentena horizontal (com toda a população confinada). Ela é dolorosa sob ponto de visto econômico, mas é mais doloroso as pessoas morrendo em hospitais.

O Brasil tem muita gente que vive em favelas, fora de todos os cadastros oficiais. Os bancos terão o papel de fazer o dinheiro chegar a quem mais precisa?

Temos de nos empenhar ao máximo para fazer o dinheiro chegar a essas pessoas, aos que são bancarizados, com a abertura de contas-pagamento e pelas maquininhas, que atingiriam os autônomos. O sistema financeiro tem capilaridade suficiente para isso.

Os bancos aumentaram taxas de juros após o início da crise do coronavírus, como foi reportado ao longo da semana?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nossas taxas de juros para pessoas físicas e micro e pequenas empresas estão em linha com as praticadas antes. Houve um momento de elevação para grandes empresas. Nas grandes empresas, a dinâmica é diferente, a taxa é decidida caso a caso.

Algumas empresas estão se mobilizando para ajudar o governo. O que o Itaú já fez?

Logo no primeiro momento, anunciamos uma doação de R$ 150 milhões, pelos nossos institutos, destinada à compra de equipamentos médicos e atendimento a comunidades. Com Bradesco e Santander, fizemos a importação de 5 milhões de testes da China, contando com a ajuda da mineradora Vale na logística. Agora temos um programa de R$ 50 milhões de compra de máscaras de microempresas. Tentamos comprar respiradores, mas foi impossível. E agora estamos dando uma fiança para duas pequenas empresas brasileiras, que estão se propondo a produzir 6,5 mil respiradores.

Algumas empresas já anunciaram demissões. Como o banco vai se comportar?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como presidente do banco, tive a possibilidade de garantir a manutenção do emprego pela duração da crise. Antecipamos o 13.º salário, pois pode haver despesas excepcionais neste período de crise. Mesmo assim, tenho preocupação com os funcionários de atendimento ao público. O maior problema é nas agências, pois uma parte do público não é digitalizada. Hoje nós começamos a entrega de máscaras e na quarta-feira 100% dos funcionários já terão recebido máscaras.

Como o sr. vê o cenário da economia pós-pandemia?

Ninguém pode dizer isso com segurança. A duração da crise depende de fatores médicos. É uma relação entre a quantidade de espaço nos hospitais e a quantidade de doentes. E da intensidade da crise depende de quanto de política fiscal contracíclica. O governo está disposto. Mas a disposição é uma coisa. Capacidade de fazer medidas chegarem à ponta é outra. A última previsão de nossa área econômica era de que o PIB cairia um pouco menos de 1% este ano. Peço desculpas ao meu economista-chefe, Mário Mesquita, mas eu tenho impressão que vai cair bem mais.

Durante os últimos anos, a receita econômica era de corte de custos. É preciso entender que o cenário mudou - e que isso tem de ficar para trás agora?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sem dúvida. Tem uma frase boa de Keynes: quando os fatos mudam, eu mudo de opinião. Os fatos mudaram radicalmente e precisamos mudar de opinião. Não é momento de pensar em austeridade fiscal.

Algo de positivo pode sair da crise do coronavírus?

A gente só aprende alguma coisa de bom se a gente sobrevive à crise. É o momento de sobreviver à crise. E aqui eu acho importante que, na crise, haja esse sentimento de solidariedade, de que estamos na mesma trincheira. É o que tenho visto acontecer.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O QUE VEM POR AÍ

O que vai mudar no seu bolso: o BTG Pactual faz as contas do Brasil para 2026 e prevê dólar a R$ 4,90

10 de maio de 2026 - 13:45

Banco atualizou as projeções para inflação, PIB e diz como a guerra no Oriente Médio pode mexer com o bolso do brasileiro

ANOTE NA AGENDA

IPCA volta a assombrar enquanto o mundo para para ver o aperto de mãos de Xi e Trump; confira o que pode mexer com a bolsa

10 de maio de 2026 - 12:33

A semana que começa será carregada de eventos, tanto no Brasil como no exterior, capazes de mexer com o bolso — e os nervos — dos investidores

DIREITOS DO CONSUMIDOR

Geladeira parou de funcionar logo após a compra? Você pode ter direito a troca imediata para produtos considerados essenciais no Código de Defesa do Consumidor

10 de maio de 2026 - 7:29

Geladeiras, celulares e fogões estão entre os produtos considerados essenciais e que exigem solução imediata segundo o Código de Defesa do Consumidor (CDC)

FORA DA FRONTEIRA

De olho nas eleições: missão de Lula em acabar com a escala 6×1 entra na mira do mercado internacional e Financial Times avalia a medida

8 de maio de 2026 - 16:45

O governo Lula se tornou pauta do jornal de finanças mais influente do mundo, que destacou o atraso do Brasil em tratar sobre o tema

NOVO DESENROLA BRASIL

Desenrola paralelo: Itaú, Bradesco, Santander e Nubank lançam iniciativas próprias para renegociar dívidas de público não atendido pelo programa do governo

8 de maio de 2026 - 16:22

Itaú, Bradesco, Santander e Nubank não só aderiram ao Desenrola 2.0 como criaram programa similar para público não elegível

HAJA RESISTÊNCIA

Detergentes contaminados: O que é a Pseudomonas aeruginosa, a bactéria que prolifera até em uma fábrica como a Ypê

8 de maio de 2026 - 12:11

A Pseudomonas aeruginosa está presente até mesmo no ar e pode causar distúrbios sérios, com risco de morte

COMÉRCIO MAIS FÁCIL

Brasil promulga acordo para facilitar comércio no Mercosul

8 de maio de 2026 - 10:47

Acordo foi firmado entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai para reduzir custos e prazos, ampliar a previsibilidade das regras e oferecer maior segurança jurídica

COMPANHIA BEM-VINDA

Lotofácil 3679 e Dia de Sorte 1210 deixam 4 pessoas a meio caminho do primeiro milhão de reais; Mega-Sena 3005 acumula e Quina 7020 pode pagar R$ 13 milhões hoje

8 de maio de 2026 - 6:48

Lotofácil não foi a única modalidade a ter ganhadores na rodada de quinta-feira (7). A ‘menos difícil’ das loterias da Caixa contou com a companhia da Dia de Sorte.

IVY LEAGUE

Universidade que mais forma bilionários no mundo é alma mater de 45 prêmios Nobel, do criador da bomba atômica e de 8 presidentes dos EUA — e ainda viu nascer uma das redes sociais mais influentes da atualidade

7 de maio de 2026 - 16:42

Presidentes, políticos, bilionários, atrizes e ganhadores de Prêmios Nobel passaram por essa universidade, unidos pelo lema “Veritas” — a verdade.

DESENROLA 2.0

Itaú, Bradesco, Nubank e Santander: como vai funcionar o Desenrola 2.0 para devedores de bancos privados?

7 de maio de 2026 - 16:08

Enquanto alguns bancos privados ainda se preparam para o Desenrola 2.0, outros já estão renegociando dívidas

DESENROLA 2.0

Caixa e Banco do Brasil já aderiram ao programa Desenrola 2.0; veja como participar nos bancos públicos

7 de maio de 2026 - 15:15

Banco do Brasil já realizou 1.807 renegociações apenas na quarta-feira (6), primeiro dia do programa Desenrola 2.0

COPOM SOB PRESSÃO

O sonho da Selic mais baixa ficou mais distante? XP entra na onda de revisões e eleva projeção para os juros com inflação mais difícil de domar

7 de maio de 2026 - 14:29

Corretora passou a prever Selic de 13,75% no fim de 2026 diante da alta do petróleo, piora das expectativas e tensão geopolítica — mas não é a única a elevar as estimativas para a taxa básica

TEVE DE TUDO

Dupla Sena 2953 aproveita bola dividida na Lotofácil 3678, desencanta e faz o único milionário da rodada; Mega-Sena promete R$ 36 milhões hoje

7 de maio de 2026 - 7:08

Lotofácil 3678 teve três ganhadores na quarta-feira (6), mas não foi páreo para o prêmio milionário da Dupla Sena

CHOQUE DE INTERESSES

A incerteza energética vai continuar? “Trump quer o urânio em solo americano”, alerta gestor da BTG Asset

6 de maio de 2026 - 19:03

Segundo Ricardo Kazan, impasse sobre urânio enriquecido trava negociações e amplia incertezas no mercado de commodities

ALERTA GLOBAL

Petróleo à beira de um choque? Mercado pode entrar em fase ‘não linear’, diz gestor da BTG Asset

6 de maio de 2026 - 18:02

Gestor da BTG Asset alerta para risco de disparada do petróleo e racionamento global com estoques em queda e conflito no Oriente Médio

O(S) VILÃO(ÕES) DA HISTÓRIA

Entre as tramas do Desenrola 2.0, especialista alerta para possíveis golpes e fraudes relacionados ao programa; confira dicas

6 de maio de 2026 - 16:20

Desenrola 2.0 chama atenção de endividados e golpistas; especialista também destaca papel de instituições financeiras e bancos

ETF DAY

‘Não vamos fazer ajuste fiscal simplesmente aumentando imposto todo ano’, diz Mansueto Almeida, que dá o caminho das pedras

6 de maio de 2026 - 16:08

Para ex-secretário do Tesouro Nacional, ajuste fiscal é possível e não precisa ser drástico, mas precisa de qualquer forma focar em controle de gastos: “Brasil tributa muito acima da média da América Latina”

META ALCANÇADA

Corredor que fez a Maratona de Londres com geladeira nas costas alcança meta de 1 milhão de libras em apenas 10 dias

6 de maio de 2026 - 15:42

Jordan Adams não está correndo apenas cerca de 42,2 km todos os dias por mais de um mês, ele também disputa contra o tempo

BOLADA DIVIDIDA

Da selva real à selva da pedra, Lotofácil 3677 faz os primeiros milionários da semana; Mega-Sena 3004 acumula e prêmio em jogo dispara

6 de maio de 2026 - 7:24

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de terça-feira, 5 de maio. Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam. +Milionária pode pagar quase R$ 40 milhões hoje.

ÚLTIMA CHANCE

Hoje é o último dia para tirar e regularizar o título de eleitor para votar nas eleições de 2026; veja até que horas é possível correr

6 de maio de 2026 - 5:27

O alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para brasileiros com mais de 18 anos; cartórios eleitorais funcionarão em horário especial

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia