Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2020-10-28T07:26:21-03:00
Estadão Conteúdo
AJUDA ESTATAL

Empréstimos com aval de fundo do BNDES turbinado pelo Tesouro chegam a R$ 71,1 bilhões

Valores liberados pela instituição de fomento foram destinados prioritariamente a micro, pequenas e médias empresas

28 de outubro de 2020
7:26
BNDES
Imagem: Agência Brasil

As contratações de empréstimos com garantias do Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), fundo de aval administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no âmbito do Programa Emergencial de Acesso a Crédito (Peac), atingiram R$ 71,064 bilhões até a noite de sexta-feira (23).

Com isso, o banco de fomento já destinou em torno de R$ 105 bilhões para todas suas ações lançadas para mitigar os efeitos da crise causada pela pandemia de covid-19.

Segundo nota divulgada nesta terça-feira (27), pelo BNDES, desde o anúncio das primeiras medidas no fim de março, os valores liberados pela instituição de fomento foram destinados prioritariamente a micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) – 96% das 258 mil firmas apoiadas. No total, essas empresas empregam cerca de 8,5 milhões de pessoas.



O Peac soma 102.914 empréstimos, contraídos por 88,9 mil empresas. Criado no fim de maio, como resposta às críticas de que as medidas de flexibilização do crédito para mitigar a crise não estariam chegando na ponta, o cerne do Peac foi a capitalização do FGI com aportes do Tesouro Nacional.

O fundo de aval já recebeu quatro parcelas de R$ 5 bilhões, num total de R$ 20 bilhões, máximo previsto no Peac. Com isso, o FGI terá condições de dar avais para cerca de R$ 100 bilhões em empréstimos, pois pelas regras de alavancagem do fundo, é possível garantir R$ 5,00 para cada R$ 1,00 disponível.

O Peac começou a operar em 30 de junho, mas as contratações de empréstimos ganharam ritmo acelerado após a taxa cobrada para utilização da garantia do FGI - o chamado Encargo por Concessão de Garantia (ECG), que variava de 3,5% e 5% sobre o valor de cada operação - ser reduzido a zero. A alteração foi feita na tramitação do projeto que converteu em lei a Medida Provisória (MP) que criou o programa.

O banco de fomento concede os avais para as empresas elegíveis que recorrem a empréstimos com instituições financeiras que tenham aderido ao Peac. Todos os bancos do sistema financeiro estão aptos a aderir - atualmente, 46 agentes financeiros já estão habilitados a oferecer os empréstimos. Os financiamentos podem ser de R$ 5 mil até R$ 10 milhões. Podem recorrer ao Peac empresas, associações, fundações privadas e cooperativas que faturaram entre R$ 360 mil e R$ 300 milhões em 2019.

A conversão da MP do Peac em lei também criou o Peac-Maquininhas, modalidade do programa, dessa vez com recursos do Tesouro Nacional, que usa o fluxo de pagamentos nas máquinas de cartão como aval para empréstimos de menor porte. Segundo o BNDES, já foram aprovados R$ 105 milhões em empréstimos para 3,3 mil clientes.

Capital de giro e folha de pagamento

Em outra frente, a linha BNDES Crédito Pequenas Empresas, que oferece empréstimos para capital de giro, já aprovou R$ 8 bilhões, apoiando 24,6 mil empresas.

Por sua vez, o Programa Emergencial de Suporte ao Emprego (Pese), linha de crédito voltada exclusivamente para financiar as folhas de salários das empresas de menor porte, lançada pelo Banco Central (BC) e custeada pelo Tesouro, aprovou R$ 7,3 bilhões - bem abaixo do desenho original, que previa R$ 40 bilhões; os recursos acabaram direcionadas para outras linhas, como o Pronampe, operado pelo Banco do Brasil (BB).

No apoio setorial, o BNDES destacou o consórcio que formou com 15 instituições financeiras para emprestar R$ 15,3 bilhões na Conta Covid, para financiamento ao setor elétrico, "de forma a evitar um aumento imediato maior das tarifas". A parcela do BNDES no financiamento sindicalizado foi de R$ 2,7 bilhões.



O BNDES também listou no balanço das ações para mitigar a pandemia o Matchfunding Salvando Vidas, "ação de financiamento coletivo destinado à compra de materiais, insumos e equipamentos para Santas Casas e hospitais filantrópicos", que levantou R$ 74 milhões, metade doada pelo banco de fomento.

Já o Programa de Apoio Emergencial ao Combate da Pandemia do Coronavírus emprestou R$ 293 milhões para o setor de saúde.

Por fim, na conta dos R$ 105 bilhões para enfrentar a crise, o BNDES colocou os valores que deixou de cobrar em empréstimos ativos. A suspensão de pagamentos ("standstill", no jargão do setor financeiro) somou R$ 12,6 bilhões, atingindo 28,6 mil MPMEs e 499 grandes empresas.

No setor público, a suspensão das cobranças somou R$ 3,9 bilhões. Além disso, o BNDES acelerou liberações de financiamentos já contratados por Estados no total de R$ 225 milhões.

Comentários
Leia também
INVISTA COMO UM MILIONÁRIO

Sirva-se no banquete de investimentos dos ricaços

Você sabe como ter acesso aos craques que montam as carteiras dos ricaços com aplicações mínimas de R$ 30? A Pi nasceu para colocar esses bons investimentos ao seu alcance

De volta ao jogo

Como ficam os seus investimentos em renda fixa com a Selic em 6,25%

Renda fixa “voltou ao jogo”, mas ainda não dá para ficar rico. Veja como fica o retorno das aplicações conservadoras agora que o Banco Central elevou a Selic mais uma vez

entrevista

BC briga para recuperar a credibilidade e poderia ter acelerado alta da Selic, diz economista-chefe da gestora Garde

Para Daniel Weeks, BC passou mais tempo do que o necessário com a sinalização de que manteria taxa de juros muito baixas; ele avalia que aumento poderia ter sido de 1,25 ponto e que discussão sobre fim do ciclo de ajustes ainda não acabou

Seu Dinheiro na sua noite

Seguindo a rota planejada

Decisão da Selic pelo Copom, juros nos Estados Unidos, dólar em alta e muitas outras notícias que mexeram com o mercado hoje

Vai mudar

Ultrapar (UGPA3): Marcos Lutz, ex-presidente da Cosan, assumirá como CEO em janeiro de 2022

Lutz já era membro do conselho de administração da Ultrapar (UGPA3) e, após o período como CEO, deve virar presidente do colegiado

Bota para subir

Após nova alta da Selic, FMI apoia aperto monetário adotado pelo Banco Central para combater inflação

Os diretores do órgão também aprovam o compromisso do BC intervenções limitadas para conter condições desordenadas de mercado

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies