🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Imóveis residenciais

Coronavírus adiou lançamentos, acelerou digitalização e vai mudar projetos imobiliários, diz presidente do Secovi-SP

Em entrevista ao Seu Dinheiro, Basilio Jafet conta que a pandemia adiou R$ 2,8 bilhões em lançamentos programados em São Paulo e derrubou em 50% ou mais as vendas de imóveis frente às expectativas; mas maio já apresenta melhora em comparação a abril

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
28 de maio de 2020
5:30 - atualizado às 11:17
Vista noturna de imóveis na cidade de São Paulo
Vista noturna de imóveis na cidade de São Paulo. - Imagem: Shutterstock

O segmento de imóveis residenciais - muito querido pelos brasileiros tanto pelo sonho da casa própria quanto como investimento - viu um crescimento da ordem de 50% nas vendas e nos lançamentos na cidade de São Paulo em 2019, em comparação a 2018.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O principal mercado imobiliário do país começou o ano de 2020 relativamente bem, e com expectativas de crescimento de 10% em Valor Geral de Vendas (VGV).

Mas no meio do caminho tinha uma pandemia. Depois da última crise econômica (2014-2016), o setor imobiliário vinha se recuperando quando, de repente, foi impactado pela pandemia de coronavírus que pôs o mundo de quarentena.

As medidas de isolamento social implementadas pelo poder público começaram a valer na segunda quinzena de março, refletindo-se numa queda de 36% nas vendas ante o mês anterior e 13,8% na comparação anual.

Os dados de abril ainda não foram divulgados, mas segundo o presidente do Secovi-SP, Basilio Jafet, a queda nas vendas no mês foi da ordem de 35%, sendo um recuo de 65% frente ao que era esperado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os lançamentos de maio e abril, no valor de R$ 2,8 bilhões, foram todos adiados, conta. Mas ao menos o mês de maio já tem visto uma leve reação nas vendas.

Leia Também

Segundo o presidente do sindicato patronal da habitação, as famílias que haviam adiado a compra do imóvel em razão da pandemia estão voltando às compras, já que o isolamento está levando mais tempo para passar do que o esperado inicialmente.

Basilio Jafet, presidente do Secovi-SP
Basilio Jafet, presidente do Secovi-SP.

Jafet diz que o setor ainda não reviu as expectativas para o ano, mas que trabalha com a visão, por ora, de que os negócios foram simplesmente adiados. Ainda assim, ele admite que o setor vai passar por mudanças mais ou menos permanentes, passada a pandemia.

Em artigo publicado recentemente no site do Secovi-SP, ele diz que “a vida que conhecemos não voltará”, pois as relações humanas vão se acomodar a um maior distanciamento e a reativação da economia será gradual e cheia de idas e vindas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“O desemprego aumentará sobremaneira, a mão de obra contratada será para um mundo muito mais digital e uma crise social vai mostrar suas garras”, prevê. Ao mesmo tempo, diz, o segmento residencial deverá ser o menos afetado do setor imobiliário, já que as pessoas vão valorizar mais as suas moradias, enquanto o segmento comercial terá que lidar com o home office e as vendas on-line.

Eu conversei com Basilio Jafet por telefone para saber mais detalhes sobre o impacto da pandemia no mercado imobiliário, notadamente no segmento residencial, e entender o que esperar daqui para frente. Confira os principais trechos da entrevista a seguir:

Quais eram as perspectivas para o setor imobiliário em 2020, antes da pandemia?

Nós esperávamos uma continuidade do que ocorreu em 2019, que foi um ano muito bom, depois de alguns anos mais difíceis, em função da crise. Em 2019, o ambiente econômico se desanuviou, as famílias sentiram mais confiança para comprar e havia uma perspectiva melhor de manutenção de empregos. Houve um alívio para aquela demanda reprimida.

O ano de 2020 começou excepcional. O primeiro bimestre foi melhor que o mesmo período de 2019, com mais confiança. E aí veio a pandemia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quais impactos foram sentidos na venda e na locação de imóveis comerciais e residenciais? E nos condomínios?

Primeiro, as pessoas resolveram adiar as compras. Não se pode mais visitar os estandes de vendas e os apartamentos, e inicialmente se esperava que essa paralisação seria coisa de algumas semanas, apenas. Mas passado algum tempo, surgiu também a questão da insegurança em relação à manutenção dos empregos.

Por outro lado, passou a ficar patente que a casa própria é o grande refúgio do patrimônio, pois representa segurança. Estamos com os juros mais baixos da história, e hoje se paga 30% menos num financiamento habitacional do que antes do início do recente ciclo de queda da Selic, o que acabou motivando as pessoas a adquirir imóvel.

Então nós percebemos nos clientes esse sentimento de que a poupança não rende praticamente nada, a bolsa está muito volátil, enquanto o imóvel permanece lá. É a casa, o refúgio, a referência da pessoa.

Com a pandemia demorando mais tempo para passar do que se imaginava inicialmente, uma parte dos clientes que haviam adiado a compra do imóvel está retornando. Maio já teve um ritmo de vendas maior do que abril, apesar do nível ainda baixo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em abril, as vendas foram reduzidas em 35% em relação ao patamar anterior à pandemia e 65% em relação à expectativa para o mês. De cada três clientes, dois adiaram a compra. Ainda não fechamos os números de maio, mas o mês já mostrou uma recuperação.

O segmento de baixa renda, que abarca o Minha Casa Minha Vida, teve uma queda menor nas vendas, da ordem de 50% em relação ao esperado para o mês de abril. Já nos segmentos de média e alta renda, essa queda ficou entre 75% e 80%.

As pessoas que adquirem esses imóveis mais econômicos são mais jovens, mais antenadas com o digital e têm menos receio de comprar depois de fazer apenas uma visita virtual e conversar com o corretor on-line.

Mas esses também são apartamentos com menos detalhes e características únicas, então é mais fácil decidir. Fora que a demanda é bem grande nesse segmento. Mas uma queda de 50% nas vendas em relação ao esperado ainda é bastante.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em relação às locações residenciais, chegou a haver renegociações de inquilinos que perderam sua renda, mas ainda nada muito significativo em quantidade. Essas demandas têm sido resolvidas sem problemas.

Já no segmento de locação comercial tem havido muitas renegociações de aluguel, principalmente a pedido daqueles inquilinos que tiveram de suspender totalmente as atividades. Mas mais de 90% dessas demandas têm resultado em acordos. Tem sido bem comum a concessão de descontos, mas também ocorrem adiamentos, cada caso é um caso.

No caso dos condomínios, estamos sentindo muito respeito pelas novas normas de distanciamento. Temos visto até mesmo muita solidariedade entre vizinhos, muito cuidado. É claro que sempre tem um ou outro conflito, mas o sentimento preponderante é de solidariedade.

Quais têm sido as orientações do Secovi-SP para as locações residenciais e comerciais durante essa pandemia (síndicos, proprietários e locatários)?

Negociação. Deixar a via judicial para último caso. A judicialização não serve a ninguém. Consome tempo, energia e recursos. E nem sempre as soluções são aquelas que as partes esperam. Se o inquilino tem dificuldade de pagar, que comprove e se chegue a um acordo de quanto ele pode pagar. Avaliar também se o proprietário depende do aluguel para viver. E que ninguém tente se aproveitar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quais foram as iniciativas tomadas pelo setor imobiliário até agora para lidar com a crise?

Os lançamentos previstos para abril e maio foram todos adiados. Só na cidade de São Paulo, eles totalizavam R$ 2,8 bilhões. A expectativa é que sejam retomados quando possível, mas não sabemos se isso ocorrerá com todos eles.

Também estamos vendo uma digitalização muito maior para tudo. Conseguimos até algo que parecia impossível: escrituras assinadas digitalmente. Essas questões cartoriais estão passando por uma modernização que é ótima para todos.

Nas residências, estamos sentindo que os projetos vão ter que mudar. As pessoas estão passando a querer um cômodo a mais para montar o home office. Também serão necessários apartamentos mais automatizados, por exemplo, na iluminação, ar condicionado, na cozinha… Com a tendência de as pessoas passarem mais tempo em casa, será preciso mais conforto.

É possível que, essa tendência permanecendo após a pandemia, isso seja um problema para aquele segmento de imóveis supercompactos de alto padrão?

Acho até que quem tiver condições pode querer um imóvel maior, mas via de regra esses empreendimentos têm boas áreas comuns, até mesmo com espaço de trabalho e convivência, o que de certa maneira pode compensar a questão do tamanho reduzido.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como tem sido a atuação do poder público junto ao setor?

Nós estamos trabalhando em conjunto com o governo. Sugerimos protocolos rígidos para poder voltar a atender nos estandes de vendas, mas ainda não fomos atendidos.

Quais as perspectivas para o setor daqui para frente, passada a pandemia?

Ainda não revisamos números, mas estamos considerando que os negócios tenham sido simplesmente adiados. É claro que vai depender da intensidade dos efeitos. Desemprego pode vir a ser uma preocupação.

Pode haver quedas nos preços dos imóveis?

Acho pouco provável. O mercado está bastante ativo e os custos do setor estão muito altos, com restrições urbanísticas maiores à construção. Então dificilmente há margem para queda, na média.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
NÃO FOI DESSA VEZ, MAS...

Copom mantém Selic em 15% ao ano — e sinaliza primeiro corte para março

28 de janeiro de 2026 - 18:38

Decisão correspondeu às expectativas do mercado e surpreendeu com sinalização direta sobre o início dos cortes

SELIC ALTA DEMAIS, BOLSA SEM LASTRO?

“Banco Central já deveria cortar a Selic em 0,25 p.p”, diz Felipe Guerra, da Legacy, que alerta para bolha na bolsa

28 de janeiro de 2026 - 17:10

Enquanto a Legacy defende corte imediato de 0,25 ponto nos juros, Genoa alerta para o risco de o Banco Central repetir erros do passado

NO MAPA DOS GRINGOS

Enquanto brasileiros miram a Europa, destino no Brasil está entre os queridinhos dos estrangeiros para 2026

28 de janeiro de 2026 - 11:55

Cidade brasileira aparece entre os destinos mais reservados para 2026, atrás apenas de Paris e Bangkok, segundo levantamento da eDreams ODIGEO

CASA DE SAL

Casa de garrafas de vidro salta aos olhos no litoral de Pernambuco — e você pode se hospedar nela por R$ 430

28 de janeiro de 2026 - 11:13

Na Ilha de Itamaracá, duas mulheres recolheram cerca de 8 mil garrafas de vidro abandonadas nas praias e a transformaram em lar

DEVO, NÃO NEGO...

Foi mais difícil pagar aluguel em 2025: inadimplência teve leve alta no último ano, mas jogo pode virar em 2026

28 de janeiro de 2026 - 9:00

Levantamento mostra que os imóveis comerciais lideraram as taxas de inadimplência, com média de 4,84%

ENCALHADAS

Mega-Sena encalha e prêmio em jogo agora passa dos R$ 100 milhões; Lotofácil, Quina e outras loterias também emperram

28 de janeiro de 2026 - 7:05

Mega-Sena não sai desde a Mega da Virada. Lotofácil acumula pela primeira vez na semana. +Milionária promete o maior prêmio desta quarta-feira (28).

ENTREVISTA SD

“Não há nenhuma emergência que leve o Banco Central a apressar o corte da Selic”, diz Tony Volpon

28 de janeiro de 2026 - 6:03

O ex-diretor do Copom espera que um primeiro corte venha em março ou abril, quando a expectativa de inflação futura chegar, enfim, aos 3%

POLÍTICA MONETÁRIA

Selic a 8% ou a 15%? Ex-diretores do Banco Central explicam o dilema que o Brasil terá pela frente

27 de janeiro de 2026 - 18:46

Para Bruno Serra e Rodrigo Azevedo, o país entrou na fase decisiva em que promessas já não bastam: o ajuste fiscal precisará acontecer, de um jeito ou de outro

LENDA DO MERCADO

Dólar a R$ 4,40, ou dívida acima de 80% do PIB: o alerta de Stuhlberger para 2026

27 de janeiro de 2026 - 14:42

Dólar, juros e eleição entram no radar do gestor do lendário fundo Verde para proteger a carteira

POLÍTICA MONETÁRIA

Quando o Copom vai começar a cortar a Selic? O que dizem os economistas que esperam ajuste nesta semana e os que só veem corte em março

27 de janeiro de 2026 - 12:02

A grande maioria dos agentes financeiros espera a manutenção dos 15% nesta semana, mas há grandes nomes que esperam um primeiro ajuste nesta quarta-feira

JATINHOS, FESTAS MILIONÁRIAS E MAIS

A vida de rei vivida por Daniel Vorcaro enquanto o Banco Master crescia às custas do FGC

27 de janeiro de 2026 - 9:01

Enquanto o Banco Master caminhava para o colapso, Daniel Vorcaro manteve uma rotina de luxo que incluiu jatos particulares e uma festa de R$ 15 milhões para sua filha de 15 anos

MÁQUINA DE MILIONÁRIOS

Lotofácil abre semana com novo milionário, mas Dupla Sena paga maior prêmio da noite ao sair pela 1ª vez em 2026

27 de janeiro de 2026 - 7:03

Depois de a Lotofácil e a Dupla Sena terem feitos novos milionários, a Mega Sena tem prêmio estimado em R$ 92 milhões hoje

ESTÁ CHEGANDO A HORA

Temporada de balanços do 4T25 se aproxima: confira as datas das divulgações e teleconferências das principais empresas da B3

27 de janeiro de 2026 - 6:00

As empresas começam a divulgar os resultados na próxima semana e, como “esquenta”, a Vale (VALE3) publica hoje seu relatório de produção e vendas

SEGURANÇA ALIMENTAR

Depois da Nestlé e da Lactalis, mais uma gigante faz recall de fórmula infantil por risco de contaminação

26 de janeiro de 2026 - 14:38

Empresas de laticínios estão recolhendo lotes de fórmulas infantis à medida que cresce a preocupação de contaminação por toxina

VAI TER FOLGA?

Calendário de fevereiro de 2026: Carnaval é feriado? Veja as datas e quem tem direito à folga

26 de janeiro de 2026 - 12:20

Calendário de fevereiro 2026 mostra que o Carnaval não é feriado nacional, mas estados e municípios podem decretar folga para trabalhadores

IMPLOSÃO

Torre Palace: do primeiro hotel de luxo de Brasília à implosão no coração do poder

26 de janeiro de 2026 - 12:08

Primeiro hotel de alto padrão da capital federal, o Torre Palace nasceu como símbolo de sofisticação, mas afundou em disputa familiares 

CORRAM PARA AS COLINAS

Ouro ultrapassa US$ 5.120 e atinge recorde em corrida por proteção; ainda vale investir?

26 de janeiro de 2026 - 12:07

Em 2026, com apenas três semanas, o ouro já acumula valorização de 17%

SE A MODA PEGA

Leis municipais proíbem mais de uma pessoa na mesma moto — e o motivo envolve segurança

26 de janeiro de 2026 - 10:15

Medida vale para Lima e Callao e prevê multas, pontos na carteira e até apreensão do veículo em meio ao estado de emergência no país

NA MIRA DA PF

Banco Master, BRB e bilhões sob suspeita: quem a PF vai ouvir na nova fase da operação que investiga o banco de Daniel Vorcaro

26 de janeiro de 2026 - 9:38

Executivos do Master e do BRB, empresários e ex-dirigentes prestam depoimento à Polícia Federal nesta semana. O que está em jogo?

7 ANOS APÓS BRUMADINHO

Vale (VALE3): extravasamento de água e lama em Minas Gerais atingiu unidade da CSN Mineração (CMIN3), que se mantém funcionando

26 de janeiro de 2026 - 9:12

A estimativa da prefeitura de Congonhas, cidade vizinha também afetada pelo vazamento, é que foram derramados 200 mil m³ de água e lama; incidente ocorreu no aniversário de sete anos do rompimento de barragem em Brumadinho

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar