Menu
2020-01-31T12:46:49-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
hora do balanço

Contas públicas têm melhor resultado desde 2014, mas ainda seguem no negativo

União, estados, municípios e empresas estatais, registrou déficit primário de R$ 61,872 bilhões no ano passado

31 de janeiro de 2020
11:54 - atualizado às 12:46
dinheiro real
Imagem: Shutterstock

O setor público consolidado, formado por União, estados, municípios e empresas estatais, registrou déficit primário de R$ 61,872 bilhões no ano passado - o resultado é o melhor desde 2014. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (31) pelo Banco Central.

Esse foi o sexto ano seguido de resultado negativo nas contas públicas. Mesmo assim, números de 2019 são os melhores desde 2014, quanto o déficit tinha chegado a R$ 32,536 bilhões. O resultado representa ainda grande melhora em relação a 2018, quando as contas ficaram negativas em R$ 108,258 bilhões.

O saldo negativo de 2019 corresponde a 0,85% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

O déficit primário representa o resultado negativo das contas do setor público desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. O montante difere do resultado divulgado na quarta-feira (29) pelo Tesouro Nacional, de déficit de R$ 95,1 bilhões, porque, além de considerar os governos locais e as estatais, o BC usa uma metodologia diferente, que considera a variação da dívida dos entes públicos.

No ano passado, segundo o BC, o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) teve déficit primário de R$ 88,899 bilhões. O resultado negativo foi parcialmente compensado pelo superávits de R$ 15,196 bilhões registrado por estados e municípios e de R$ 11,831 bilhões das empresas estatais, excluídas as dos grupos Petrobras e Eletrobras.

O resultado do Banco Central é levado em conta para o cumprimento da meta fiscal estabelecida na Lei de Diretrizes Orçamentárias e no Orçamento Geral da União, que era de até R$ 132 bilhões de déficit primário nos três níveis de governo e nas estatais para 2019.

Resultado do mês

Em dezembro de 2019, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 13,513 bilhões, resultado menor do que de igual período de 2018, quando chegou a R$ 41,133 bilhões.

No mês passado, segundo o BC, o Governo Central teve déficit primário de R$ 16,100 bilhões. Os estados e os municípios registraram déficit de R$ 7,136 bilhões; e as estatais, excluídas as dos grupos Petrobras e Eletrobras, superávit primário de R$ 9,724 bilhões.

[leia tambem]

Gastos com juros

Os gastos com os juros da dívida pública totalizaram R$ 24,920 bilhões no mês passado, contra R$ 26,909 bilhões em dezembro de 2018. No acumulado no ano, os juros nominais atingiram R$ 367,282 bilhões (5,06% do PIB), resultado menor em relação a 2018, que chegou a R$ 379,184 bilhões.

O déficit nominal, representado pela soma do resultado primário e dos juros, atingiu R$ 38,43 bilhões em dezembro e R$ 429,154 bilhões no acumulado de 2019 (5,91% do PIB)

O resultado nominal é levado em conta pelas agências de classificação de risco ao analisar o endividamento de um país. Quanto maior o rombo nas contas públicas, a recomendação de investimento piora porque o país não está conseguindo economizar para pagar a dívida pública.

Dívida bruta

A dívida bruta do setor público recuou em 2019 para R$ 5,500 trilhões, 75,8% do PIB. Em 2018, o indicador chegou a 76,5% do PIB (R$ 5,271 trilhões). Assim como o resultado nominal, a dívida bruta é usada pelas agências de classificação de risco para traçar comparações internacionais.

*Com Agência Brasil

Comentários
Leia também
DINHEIRO QUE PINGA NA SUA CONTA

Uma renda fixa pra chamar de sua

Dá para ter acesso a produtos melhores do que encontro no meu banco? (Spoiler: sim).

Seu Dinheiro na sua noite

O pior pregão desde o ‘Joesley Day’

Se o ano no Brasil só começa mesmo depois do Carnaval, 2020 resolveu chegar logo com uma voadora no peito dos brasileiros. Enquanto nós descansávamos ou curtíamos a folia, os mercados no exterior amargavam fortes perdas diante do agravamento da disseminação do coronavírus fora da China, notadamente na Itália. Pois bem, após a batucada pela […]

Gigante de tecnologia

Microsoft revê projeção trimestral e cita impactos do coronavírus

Empresa de tecnologia vive uma demora maior do que a esperada para a volta ao normal das operações em suas cadeias de suprimento

Caos na bolsa

Pressionado pelo coronavírus, Ibovespa cai 7% e tem o pior pregão desde o Joesley Day

O Ibovespa perdeu quase oito mil pontos nesta quarta-feira, impactado por um forte movimento de correção por causa da disparada de casos do coronavírus fora da China — todas as ações do índice fecharam em queda. Já o dólar à vista subiu a R$ 4,44, cravando mais um recorde nominal de encerramento

Mais uma polêmica

Vídeo de Eduardo Bolsonaro defendendo Orçamento impositivo circula pelo WhasApp

Vídeo mostra a fala do parlamentar no plenário da Câmara, no dia 26 de março do ano passado

Surto mundial

Por coronavírus, Costa Cruzeiros amplia medida de segurança em seus navios; Nestlé aconselha funcionários a não viajarem

Entre as providências está a proibição da entrada de pessoas que tenham viajado para países e regiões afetadas pela doença

FORA DO AR

Investidores da XP relatam problemas para acessar home broker nesta quarta-feira

Ao ser procurada, a assessoria de imprensa informou que “a plataforma apresentou lentidão para alguns clientes no início da tarde desta quarta-feira”

Medida do BC

Moody’s: diminuição de compulsório para depósitos a prazo é positiva

Para a agência, os gigantes do mercado são os mais beneficiados, por deterem 72% de todos os depósitos a prazo no Brasil

CDS no radar

Risco-país do Brasil tem novo dia de alta e vai a 106 pontos

Desde o começo de fevereiro o CDS vinha sendo negociado abaixo dos 100 pontos

CRIPTOMOEDAS

Criptomoedas ainda mantêm um papel limitado como forma de proteção, para analistas do JPMorgan

Apesar da baixa correlação das criptomoedas com ativos tradicionais, analistas do banco acreditam que elas ainda não podem servir como hedge da carteira

Gastos no exterior

Compras com cartão no exterior serão cobradas conforme a taxa de câmbio do dia

Opção estará disponível a consumidores a partir de 1º de março e já estava autorizada pelo BC desde 2016; atualmente, valor a ser pago na fatura é definido dez dias antes do fechamento

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements