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No ano passado, os novos depósitos em planos de previdência privada aberta somaram R$ 126,4 bilhões, expansão de 16,9% frente a 2018. A captação líquida, que considera os resgates realizados no período, foi de R$ 55,5 bilhões, consolidando uma expansão de 40,4%
O setor de previdência privada aberta conseguiu mudar de rota em 2019, ancorado no debate e na aprovação da reforma nas regras da aposentadoria e também no aumento da concorrência, que pressionou as taxas de administração para baixo. Além de adicionar cerca de 400 mil novos participantes, o segmento inverteu a trajetória da captação de recursos, que cresceu tanto no comparativo bruto quanto no líquido - considerando resgates, o que empurrou as reservas para o patamar histórico de quase R$ 1 trilhão.
"O desempenho do setor em 2018 já apontava para uma recuperação, que se confirmou no ano passado. O mercado retomou seu ponto de equilíbrio de crescimento pela procura de planos de previdência. Em 2020, esperamos um resultado ainda melhor", diz o presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), Jorge Nasser.
No ano passado, os novos depósitos em planos de previdência privada aberta somaram R$ 126,4 bilhões, expansão de 16,9% frente a 2018. A captação líquida, que considera os resgates realizados no período, foi de R$ 55,5 bilhões, consolidando uma expansão de 40,4% - ante uma queda anual de mais de 30% em 2018, na mesma base de comparação.
O crescimento das contribuições levou as reservas acumuladas pelos participantes do sistema para o patamar de R$ 946,8 bilhões. "A indústria ruma para superar a marca de R$ 1 trilhão em reservas, o que mostra o vigor do setor neste momento de recuperação da economia", avalia Nasser.
Ele chama atenção para o aumento de participantes no sistema, que nos últimos anos teve de diversificar seu portfólio e baixar o custo da gestão para reter sua base frente à propagação de casas que ofereciam fundos e planos sem taxa de carregamento e um pedágio menor pela gestão dos ativos.
Depois de perder 200 mil clientes em 2018, as seguradoras conseguiram atrair 400 mil novos usuários para o setor de previdência privada aberta, fechando o ano passado com um total de 13,5 milhões de indivíduos com planos nas mãos.
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"A aprovação da reforma da Previdência foi fundamental para atrair novos participantes e ajudar a mudar um pouco o comportamento do mercado. Até por falta da informação, existia uma visão de que o governo operaria um milagre, o que começou a mudar", explica Nasser.
De acordo com ele, não é possível traçar um perfil dos novos participantes, uma vez que as seguradoras não abrem esses detalhes. Há, porém, conforme o presidente da FenaPrevi, o ingresso de novos participantes com perfil básico e que estão investindo em um plano de previdência privada aberta pela primeira vez na vida. Além do debate da reforma, contribuiu para atrair esse público a diversificação de produtos do setor, que passou a investir em planos de tíquete menor - há planos que aceitam a aplicação a partir de R$ 50 por mês.
A queda dos juros básicos (a Selic) no País, que agora está em 4,25% ao ano, também ajudou nesse movimento. Em busca de melhor remuneração, os participantes seguem se deslocando para fundos multimercado, que combinam diferentes estratégias. A modalidade fechou o ano respondendo por 13% das aplicações. O índice, segundo a FenaPrevi, era de 9,8%, em 2018, e de 7,3%, em 2017.
"Um fator importante para o crescimento de nossas reservas foi o aumento das opções no portfólio do mercado de previdência. Com a queda dos juros, ampliamos a oferta de fundos multimercado, o que foi decisivo para fortalecer a atratividade dos planos", diz Nasser.
O volume de investimentos de pessoas físicas totalizou R$ 3,263 trilhões no ano passado, 12,05% mais do que em 2018, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). "Foi o melhor desempenho dos últimos anos. Muito disso foi puxado pela renda variável, em meio ao ano positivo na Bolsa de Valores, que teve crescimento acima de 31%", disse o presidente do Fórum de Distribuição da Anbima, José Ramos Rocha Neto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
A proposta é antecipar as contribuições ordinárias dos associados do FGC, de 2026 a 2028, além de exigir uma contribuição extraordinária, segundo o jornal O Globo.
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