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As perdas provocadas pela pandemia da covid-19 na economia global melhoraram a posição do Brasil no ranking mundial
As perdas provocadas pela pandemia da covid-19 na economia global melhoraram a posição do Brasil no ranking mundial, apesar da retração de 1,5% registrada pela economia brasileira de janeiro a março ante o quarto trimestre de 2019.
Como os efeitos do novo coronavírus só chegaram ao País nas duas últimas semanas de março, o Brasil ficou na 15ª posição num ranking internacional de desempenho da atividade econômica com 44 países, compilado pela agência de classificação de risco Austin Rating.
Os dados do PIB brasileiro foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que anunciou nesta sexta-feira, 29, os resultados das Contas Nacionais Trimestrais.
O Brasil ficou logo à frente de países como México (-1,6% no primeiro trimestre de 2020 ante o último trimestre de 2019), Holanda (-1,7%), Israel (-1,8%), Dinamarca (-1,9%), Reino Unido (-2,0%) e Alemanha (-2,2%).
Epicentro da pandemia em um primeiro momento, a China ficou na penúltima posição na lista, com uma retração de 9,8% do PIB do primeiro trimestre na margem, atrás apenas da lanterninha Nigéria (-14,3%).
A França ocupou a 32ª posição do ranking, com retração de 5,8% da economia na mesma base de comparação. A Itália, também bastante afetada pela pandemia, ficou na 27ª posição, com queda de 4,7% do PIB. Já os Estados Unidos ficaram em 12º lugar, com recuo de 1,2% no PIB.
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Apenas seis países do ranking cresceram no período de janeiro a março. O Chile (3,0%) ocupou a liderança, seguido por Índia (1,1%), Rússia (0,6%), Bulgária (0,3%), Romênia (0,3%) e Finlândia (0,1%).
Para o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, o Brasil deveria estar mais próximo dos países emergentes no topo da lista e não das economias que foram afetadas primeiro pela pandemia. "O Brasil demorou mais a sofrer os efeitos da pandemia, mas com apenas 15 dias de economia parada o PIB caiu 1,5% no primeiro trimestre. Imagina com dois meses", destaca.
A Austin revisou seus cálculos para baixo e já prevê uma retração de 10,1% para o PIB nacional no segundo trimestre ante o imediatamente anterior.
A previsão, com isso, é que o País volte a ocupar uma posição pior no ranking internacional. Isso porque muitos países que hoje estão perto da lanterna, como a própria China, começam a retornar à normalidade.
"O País deve ter uma pancada maior que outros países no segundo trimestre e, muito provavelmente, ficar próximo da lanterna do ranking", prevê Agostini.
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