Capital privado assume novas ferrovias
O contrato será assinado até novembro e as obras começam no primeiro trimestre de 2021, com investimento total de R$ 2,73 bilhões e prazo de quatro anos para conclusão

Os caminhos de ferro começam a entrar em uma nova fase de investimento pesado e de expansão da malha federal. No momento em que o Brasil ainda dimensiona os impactos socioeconômicos causados pela pandemia da covid-19 e busca alternativas para minimizar os danos à população, vem do setor ferroviário uma resposta com efeitos diretos sobre o processo de retomada do País e a matriz do transporte nacional.
[captacao]
O Estadão fez um levantamento detalhado sobre o que vai ocorrer nos próximos meses no setor ferroviário. O que se vê é um cenário marcado por pragmatismo, longe dos discursos oficiais que, até 2015, chegaram a prometer uma estrada de ferro que cruzaria 5 mil quilômetros entre Brasil e Peru, até alcançar o Oceano Pacífico.
Não estão mais sobre a mesa ideias megalomaníacas de cruzar o Mato Grosso rumo a Machu Picchu. O objetivo é dar passos que se convertam em investimento, geração de emprego, redução de custos e ampliação do modal. E esses passos já estão marcados pelo traçado de três grandes empreendimentos ferroviários do País.
Em Mato Grosso, um novo trecho de ferrovia sairá do município de Água Boa (MT) para avançar 383 quilômetros até a cidade de Mara Rosa (GO), onde vai se conectar ao eixo central da Ferrovia Norte-Sul. Essa obra dá início à prometida Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), por meio de um acordo já firmado com a Vale.
Contrato
O contrato será assinado até novembro e as obras começam no primeiro trimestre de 2021, com investimento total de R$ 2,73 bilhões e prazo de quatro anos para conclusão.
Leia Também
Na Bahia, mais R$ 410 milhões deste mesmo acordo com a Vale já foram reservados pelo Ministério da Infraestrutura para a compra de trilhos, material que vai ser usado para conclusão do trecho central de 485 quilômetros da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), entre as cidades de Barreiras e Caetité. A aquisição será feita no início do ano que vem.
Ainda no primeiro trimestre do ano que vem, vai a leilão o projeto mais ambicioso de todo o setor, a Ferrogrão, com seus 933 quilômetros entre Sinop (MT) e Miritituba (PA) e investimentos previstos de R$ 8,4 bilhões somente em sua construção.
Juntos, esses três projetos somam R$ 13,140 bilhões de investimento 100% privado, ao longo de cinco anos, com injeção direta na economia já a partir de 2021. É uma guinada histórica no setor ferroviário. A abertura de novos trechos de estradas de ferro sempre foi marcada pela dependência do dinheiro público.
A entrada pesada das empresas que acontece agora, porém, se deve a uma mudança crucial de rumo: a permissão para que as atuais concessionárias de ferrovias do País façam a renovação antecipada de seus contratos. Essas concessões realizadas na década de 1990 - e que só venceriam entre 2026 e 2028 - começaram a ser renovadas agora, por mais 30 anos.
Em troca, o governo passou a firmar acordos financeiros bilionários, por meio do chamado "investimento cruzado", um modelo que começa a redefinir a matriz do transporte de cargas no País.
As negociações firmadas agora aliviam ainda a situação crítica encarada pelo investimento público. "A restrição fiscal e a falta de recurso da União não podem ser desculpa para não buscarmos as soluções que precisamos para expandir a participação do modo ferroviário em nossa matriz de transportes", diz Tarcísio Gomes de Freitas, ministro da Infraestrutura.
A partir do planejamento das próprias concessionárias, a consultoria de negócios Inter.B avaliou o efeito econômico dos investimentos cruzados desenhados para todo o setor, até 2026. Sem a renovação antecipada das concessões, as empresas têm planos de injetar R$ 24,4 bilhões em suas operações nesse período.
No cenário em que os acordos são firmados antecipadamente, porém, esse investimento privado salta para R$ 43,6 bilhões, ou seja, são R$ 19,2 bilhões a mais para serem aplicados na ampliação de ferrovias em todo o País.
Favorável
É esse cenário que leva o diretor-executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), Fernando Paes, a classificar o momento atual como o mais favorável desde o processo de privatização da antiga estatal RFFSA, concluído entre 1996 e 1998.
"Há uma expectativa muito concreta e de curtíssimo prazo de investimentos privados robustos, sem paralelo, talvez, até mesmo com o ciclo inicial pós-desestatização do setor."
A materialização desses novos projetos, porém, ajuda a pavimentar o caminho para que as ferrovias, que respondem por cerca de 15% do transporte de cargas do País, alcancem a meta do Plano Nacional de Logística e cheguem a 30% até 2025.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
DANÇA DAS CADEIRAS
Fiscal na mira do mercado: BTG avalia cenário político e possíveis nomes para a Fazenda no Lula 4; confira
26 de outubro de 2026 - 19:43EXIGÊNCIAS MAIS RIGOROSAS
Banco Central aprova novas regras para ofertas de crédito e cria proteção contra o endividamento excessivo
24 de outubro de 2026 - 8:59CENÁRIO ELEITORAL
“Se o Lula vencer, o cenário tende a favorecer mais o rentismo”, diz CEO da EQI; veja as apostas da corretora
23 de outubro de 2026 - 15:56VANTAGEM EM XEQUE
Esta cidade fora de SP virou hub de galpões logísticos. Agora, a Reforma Tributária pode mudar o jogo
23 de outubro de 2026 - 11:15A SERVIÇO DE SUA MAJESTADE
Quem será o próximo James Bond? Quatro nomes estão na disputa final para interpretar o agente 007
23 de outubro de 2026 - 11:09ELEIÇÕES NO MERCADO IMOBILIÁRIO
Minha Casa Minha Vida ou Casa Verde Amarela? Os planos de Lula e Flávio Bolsonaro para o mercado imobiliário e a compra da casa própria
23 de outubro de 2026 - 7:09CARRO-CHEFE ENCALHADO
Mega-Sena acumula novamente e prêmio alcança R$ 230 milhões; 3 bolões com dezenas de pessoas dividem a Lotofácil
23 de outubro de 2026 - 5:47DISPUTA DE REGULADORES
Afinal, quem falhou no caso Banco Master? Ex-presidente da CVM aponta para o Banco Central
22 de outubro de 2026 - 18:45LUZES ACESAS
Volta ao presencial e ‘cheque gordo’ do Itaú (ITUB4) dão nova vida a escritórios de SP — mas nem todos os bairros ganham
22 de outubro de 2026 - 10:09Conteúdo Empiricus
Mercado de opções cresce 79% na B3 em 2026; confira como você também pode aproveitar oportunidades com esse tipo de operação na bolsa
22 de outubro de 2026 - 10:00PRECISA DE CONSERTO
Lotofácil, Quina e outras loterias acumulam e atenção se volta para prêmio de R$ 200 milhões em jogo na Mega-Sena
22 de outubro de 2026 - 5:53MAIS DINHEIRO NA MESA
Governo libera mais R$ 6,49 bilhões para empresas afetadas pelo tarifaço dos EUA e por conflitos internacionais; veja quem pode acessar o crédito
21 de outubro de 2026 - 10:03NEM POR DECRETO
Mega-Sena acumula de novo e prêmio vai a R$ 200 milhões; Dia de Sorte aproveita para brilhar sozinha
21 de outubro de 2026 - 5:42FINANÇAS
Investimentos liberam mais limite nos cartões de crédito do BTG Pactual. Conheça os requisitos e benefícios das versões Gold, Platinum e Black
20 de outubro de 2026 - 16:00PRÉVIA DO RESULTADO
Receitas em alta e ações de lado: balanço da SpaceX (SPCX) finalmente decolou? Saiba o que esperar
20 de outubro de 2026 - 15:03DESTAQUE NA IMPRENSA
Repórteres do Seu Dinheiro são vencedoras do prêmio +Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças
20 de outubro de 2026 - 14:58O MISTÉRIO CONTINUA
Universidade desembolsa R$ 4,5 milhões em nova etapa de busca por avião desaparecido de Amelia Earhart, mas encontra outra coisa
20 de outubro de 2026 - 14:02COMEÇOU BEM
Lotomania desencanta, paga R$ 14 milhões e ofusca prêmio milionário na Lotofácil; Mega-Sena acumulada promete R$ 185 milhões hoje
20 de outubro de 2026 - 5:55REAJUSTADO E ANTECIPADO
Governo antecipa pagamento do Bolsa Família reajustado a poucos dias do tira-teima entre Lula e Flávio Bolsonaro — e coloca a culpa no El Niño
19 de outubro de 2026 - 13:06ABRIU DISTÂNCIA