BC quer que todos participem do PIX e que o custo seja barato, diz diretor
"É natural que as agendas evoluam e a gente foque na eficiência do sistema financeiro", afirmou Pinho de Mello, em evento virtual na tarde desta segunda-feira

O diretor de Organização do Sistema Financeiro do Banco Central, João Manoel Pinho de Mello, afirmou nesta segunda-feira, 13, que a autarquia deseja que todas as instituições financeiras participem do PIX - o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos - e que o custo seja barato.
"É natural que as agendas evoluam e a gente foque na eficiência do sistema financeiro", afirmou Pinho de Mello, em evento virtual na tarde desta segunda-feira. "O PIX, assim como o open banking, é um dos principais pilares da agenda BC# na dimensão competitividade", acrescentou.
Ele lembrou que o BC não ofertará nenhum serviço ligado ao PIX, mas sim uma plataforma "extremamente barata", que vai favorecer a competição entre instituições financeiras.
[captacao]
Segundo ele, as instituições que hoje contam com mais de 500 mil contas operacionais - contas correntes e de poupança, entre outras - serão obrigadas a participar do PIX. No entanto, há um interesse bem maior por parte das instituições, mesmo entre aquelas com menos contas bancárias. "Queremos garantir que boa parte do mercado está lá (no PIX) e vá participar" disse.
Leia Também
Pinho de Mello deu ainda uma série de exemplos sobre como funcionará o PIX para o cliente de produtos financeiros. De acordo com o diretor do BC, será possível realizar transferências bancárias, em poucos segundos, 24 horas por dia, todos os dias da semana, apenas informando uma "chave" específica do recebedor do dinheiro. A chave poderá ser um número de telefone, um e-mail ou CPF, por exemplo. "O BC vai consultar a conta desta pessoa, o banco vai ter que autenticar (a operação) e o dinheiro passa em até dez segundos para aquela pessoa", descreveu.
Ele explicou ainda que o PIX permitirá o pagamento de contas em estabelecimentos comerciais por meio de QR code - um tipo de código lido por celulares -, com transferência imediata dos recursos para o empresário.
O diretor do BC afirmou que o custo do PIX será baixo. Segundo ele, as instituições financeiras terão que pagar R$ 0,01 a cada dez transações. "Esperamos que a competição faça com que (o custo) seja barato para o estabelecimento comercial", disse.
Pinho de Mello participou na tarde desta segunda-feira de evento virtual do jornal Valor Econômico.
Mello disse que a autarquia não proibiu a realização de pagamentos via WhatsApp no Brasil, mas sim suspendeu o serviço. Segundo ele, essa suspensão ocorreu para que o BC avaliasse o serviço.
Em 23 de junho, o BC determinou que Visa e Mastercard suspendessem o uso do aplicativo de mensagens para realização de pagamentos e transferências de recursos. Na época, o BC alegou que a decisão buscava "preservar um adequado ambiente competitivo, que assegure o funcionamento de um sistema de pagamentos interoperável, rápido, seguro, transparente, aberto e barato".
"Por determinação legal, o BC tem obrigação de garantir que soluções de pagamento sejam interoperáveis e neutras", disse hoje Pinho de Mello. Na prática, isso significa que pagadores e recebedores precisam estar conectados e que todas as instituições financeiras possam participar do sistema com as mesmas condições. "E queremos garantir que seja barato", acrescentou o diretor.
De acordo com Pinho de Mello, notícias na imprensa deram conta que um número limitado de bancos e bandeiras participariam do mercado de pagamentos via WhatsApp. "(A opção) foi ofertada a todos os bancos?", questionou.
O diretor afirmou que, caso haja a garantia de que o sistema é aberto, com possibilidade de participação de todas as instituições financeiras, será possível autorizar o sistema. "Os entes regulados, Visa e Mastercard, já colocaram (ao BC) pedido de autorização", afirmou.
Ele disse ainda que o BC soube pela imprensa que a solução de pagamento para o lojista, via WhatsApp, "iria custar quase 4%". "O valor chama a atenção", disse Pinho de Mello. "É porque a solução é mais cara? Porque poucos podem participar?" O diretor do BC reforçou que o serviço está suspenso até que a autarquia possa avaliá-lo.
NOVA ECONOMIA?
Análise: o que o ‘acusador’ André Lara Resende colocou em debate e vale mais do que a proposta em si
3 de novembro de 2026 - 14:33INSTABILIDADE
Banco do Brasil enfrenta instabilidade em aplicativos e clientes relatam dificuldades em usar Pix
3 de novembro de 2026 - 12:30NOVIDADES NO RADAR
Caixa abre apostas para a Mega da Virada 2026 com prêmio bilionário e mudança na data e no horário do sorteio
3 de novembro de 2026 - 9:42RESSACA ELEITORAL
Menos cortes nos juros, mais inflação: Focus muda de cara às vésperas do Copom
3 de novembro de 2026 - 9:10Conteúdo Empiricus
Pote de ouro? Esse setor pode ser a chave para proteger sistemas de ataques de IA; ativos ligados a ele podem se valorizar até 42 vezes, segundo analistas
3 de novembro de 2026 - 9:00POLÍTICA ECONÔMICA
Por que o possível encontro de Lula com um dos pais do Plano Real deixou o mercado financeiro em alerta
2 de novembro de 2026 - 13:58MAIS LIDAS DO SD
Cruzeiro que terminou com passageiros abandonados, planos de Lula para o MEI, anulação das eleições e mais: veja o que bombou nesta semana
1 de novembro de 2026 - 17:24ANOTE NO CALENDÁRIO:
Queda da Selic à vista? Copom e payroll dividem atenções em semana mais curta no Brasil; veja a agenda econômica
1 de novembro de 2026 - 15:04Dívidas
Oncoclínicas (ONCO3) consegue apoio de credores para avançar com plano de recuperação de R$ 5,7 bilhões
31 de outubro de 2026 - 11:00TOUROS E URSOS #294
O efeito Lula 4: sangria na B3 e dólar a R$ 5,40; o que fazer com seus investimentos após a virada nas urnas
30 de outubro de 2026 - 19:39O QUE ABRE E O QUE FECHA
A bolsa abre no feriado de Finados? Veja como ficam os horários dos bancos, Correios, agências de INSS e outros serviços
30 de outubro de 2026 - 6:30VOLTANDO AO NORMAL
Aposta do Rio de Janeiro fatura quase R$ 4 milhões na Lotofácil 3817; Mega-Sena acumula depois de pagar o maior prêmio individual da história das loterias no Brasil
30 de outubro de 2026 - 5:45HORA DE COMPRAR?
Lucro cresce, caixa surpreende e Citi volta a recomendar compra para Motiva (MOTV3), mas com preço-alvo mais baixo
29 de outubro de 2026 - 14:01É RECORDE!
Mega-Sena desencanta e aposta do Mato Grosso fatura sozinha prêmio de R$ 324,9 milhões
29 de outubro de 2026 - 5:49CARRO-CHEFE ENCALHADO
Mega-Sena encalha de novo e pode pagar o maior prêmio individual da história das loterias no Brasil; 3 apostas simples dividem a Lotofácil 3815
28 de outubro de 2026 - 5:51LIDERANÇA TEM UM PREÇO
Citi passa a recomendar compra de Mercado Livre, mas vê risco em investimentos para manter liderança
27 de outubro de 2026 - 14:22MEGA SENA TODO DIA
Lotofácil 3814 faz 2 novos milionários; Mega-Sena acumula e prêmio sobe para R$ 305 milhões
27 de outubro de 2026 - 5:58DANÇA DAS CADEIRAS
Fiscal na mira do mercado: BTG avalia cenário político e possíveis nomes para a Fazenda no Lula 4; confira
26 de outubro de 2026 - 19:43EXIGÊNCIAS MAIS RIGOROSAS
Banco Central aprova novas regras para ofertas de crédito e cria proteção contra o endividamento excessivo
24 de outubro de 2026 - 8:59CENÁRIO ELEITORAL