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Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril.
Corte-surpresa

Em novo corte extraordinário, banco central americano zera taxas de juros

Juros foram cortados para a faixa de zero a 0,25% ao ano, em resposta aos impactos negativos do coronavírus sobre a atividade econômica; Powell disse que encontro de hoje substitui a reunião marcada para quarta-feira.

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
15 de março de 2020
18:27 - atualizado às 20:57
Jerome Powell Fed
Presidente do Fed, Jerome Powell. - Imagem: Federal Reserve

O Federal Reserve (Fed) fez novo corte extraordinário nas taxas de juros neste domingo (15), reduzindo-as da faixa de 1% a 1,25% ao ano para a faixa de zero a 0,25% ao ano a partir de amanhã. Em 3 de março, o banco central americano já havia feito outro corte-surpresa.

A decisão pela redução de juros foi de nove votos a um. O único voto contrário foi da presidente do Fed de Cleveland, Loretta Mester. A medida foi motivada pelo avanço do coronavírus no mundo e seus impactos negativos sobre a atividade econômica. "Os efeitos do coronavírus pesarão sobre a atividade econômica no curto prazo e colocam riscos sobre as perspectivas econômicas", diz o comunicado da instituição.

A próxima reunião oficial do FOMC, o equivalente americano ao nosso Comitê de Política Monetária (Copom), estava marcada para a próxima quarta (18). Em coletiva depois do anúncio do corte de juros, o presidente do Fed, Jerome Powell, disse que o encontro de hoje substitui o de quarta-feira.

Afrouxamento monetário

O Fed anunciou ainda um programa de afrouxamento monetário de US$ 700 bilhões e reduziu a zero a taxa de depósitos compulsórios dos bancos, valores que as instituições financeiras precisam depositar junto ao banco central e que reduz a quantia de recursos disponíveis para empréstimos.

O programa de US$ 700 bilhões será usado para compra de US$ 500 bilhões em títulos do Tesouro e US$ 200 bilhões em ativos lastreados em hipotecas. Já a redução no compulsório será válida a partir de 26 de março.

"O Federal Reserve está preparado para usar todo o seu arsenal de ferramentas para suportar o fluxo de crédito para famílias e negócios e, assim, promover seus objetivos de maximizar empregos e estabilizar os preços", diz o comunicado.

O banco central americano anunciou, ainda, outras medidas para injetar liquidez no sistema financeiro e liberar recursos para instituições financeiras concederem crédito a famílias e empresas, sobretudo àquelas mais afetadas pelo avanço do coronavírus.

Ação coordenada de bancos centrais

O Fed disse, ainda, que agiu em coordenação com os bancos centrais de Canadá, Inglaterra, Japão, Suíça e União Europeia em medidas de injeção de liquidez no sistema.

Ações coordenadas de bancos centrais de diversos países para combater os efeitos nefastos do coronavírus na economia mundial eram ansiosamente aguardado pelo mercado, que temiam um vazio de liderança neste momento de tantas incertezas.

Em pronunciamento ao vivo hoje mais cedo, o presidente americano Donald Trump disse: "Corte de juros pelo Fed neste domingo é uma grande notícia; estou muito contente."

Apesar da aparente boa notícia para o mercado de ações, os futuros dos principais índices da bolsa de Nova York operam em queda de mais de 3%.

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