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SITUAÇÃO DIFÍCIL

Desemprego bate recorde em setembro, segundo IBGE

Taxa sobe para 14%, com total de ocupados ainda longe do patamar visto em maio

23 de outubro de 2020
12:19 - atualizado às 12:20
Desemprego
Brasil, São Paulo, SP, 26/03/2019. Mutirão de Emprego promovido pela Prefeitura de São Paulo e Sindicato dos Comerciários reúne uma multidão no Vale do Anhangabaú. - Imagem: FELIPE RAU / ESTADÃO. - Crédito:FELIPE RAU/ESTADÃO CONTEÚDO/AE

O desemprego piorou entre agosto e setembro, atingindo o maior resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid (Pnad Covid-19) mensal, iniciada em maio.

Segundo divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (23), a taxa de desemprego aumentou de 13,6% em agosto para 14,0%.

No mês passado, a população ocupada totalizou 82,934 milhões de pessoas, um aumento de 1,0% em relação a agosto, 793 mil vagas a mais. No entanto, o total de ocupados ainda não retomou o patamar de maio, quando somava 84,4 milhões de pessoas.



Já a população desocupada cresceu de 12,9 milhões em agosto para 13,5 milhões de pessoas em setembro, um aumento de 4,3% ante agosto, cerca de 560 mil pessoas a mais. Em relação a maio, quando teve início a pesquisa, a população desempregada saltou 33,1%.

"A população desocupada aumenta continuamente desde o início da pesquisa. Com a questão do relaxamento do isolamento social e a redução de casos de covid diários, as pessoas começaram a não ter mais a pandemia como principal motivação para não procurar trabalho. Claro que há outros motivos, mas ela deixa de ser a principal motivação", apontou Maria Lucia Vieira, coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Inativos e ocupados

O contingente de inativos diminuiu de 75,2 milhões em agosto para 74,1 milhões em setembro, uma redução de 1,5%. Entre os inativos, 26,1 milhões gostariam de trabalhar, mas não buscaram trabalho, sendo que 16 milhões deles argumentaram que não procuraram uma vaga devido à pandemia ou à falta de trabalho na localidade.



O nível de ocupação subiu de 48,2% em agosto para 48,6% em setembro. Dos 82,9 milhões de ocupados em setembro, 5,4 milhões estavam afastados do trabalho que tinham na semana de referência, sendo 3,0 milhões deles devido ao distanciamento social.

Os indicadores vêm caindo desde o início da pandemia devido à redução das medidas de isolamento. Entre os ocupados afastados do trabalho em setembro, aproximadamente 1,1 milhão de pessoas estavam sem receber remuneração.

Perfil

Entre as regiões, a taxa de desocupação foi mais elevada no Nordeste (16,9%), seguida por Norte (14,8%), Sudeste (14,2%), Centro-Oeste (12,1%) e Sul (9,8%).

A taxa de desemprego entre as mulheres foi de 16,9%, ante um resultado de 11,8% entre os homens. A taxa de desemprego aumentou 0,7 ponto porcentual em relação a agosto entre as pessoas de cor preta ou parda, para 16,1% em setembro. Já a taxa de desocupação dos brancos ficou estável em 11,5%.

* Com informações da Estadão Conteúdo

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