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Um risco a menos

8 de abril de 2020
20:15 - atualizado às 14:20
Selo O Melhor do Seu Dinheiro; investimentos
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Caro leitor,

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No início do ano, antes de o coronavírus se espalhar pelo mundo, virar de cabeça para baixo todas as projeções para o futuro próximo e talvez mudar o nosso modo de vida para sempre, o principal risco citado por analistas e gestores para os mercados em 2020 eram as eleições presidenciais americanas.

Alguns agentes financeiros mais otimistas chegavam a citar o pleito como talvez o único risco do ano para os preços dos ativos. Eu achava meio exagerado. Afinal, aqui é Brasil. Mas ok. O temor dos grandes investidores, à época, era que o Partido Democrata acabasse indicando um candidato extremamente antimercado.

Com a chegada da pandemia, porém, o risco eleitoral americano se tornou algo menor. Ele não deixou de existir, e seu potencial complicador para uma situação que já está feia permanecia. Mas dado que todo mundo entrou em modo de sobrevivência - literalmente - e passou a se concentrar em apagar incêndios nas suas vidas pessoais, profissionais e financeiras, a verdade é que o mercado deixou para se preocupar com essa questão depois.

Pois hoje esse risco meio esquecido acabou por dar uma mãozinha aos mercados. O senador democrata Bernie Sanders desistiu oficialmente da corrida presidencial, que agora deverá ser disputada pelo ex-vice-presidente americano Joe Biden. Considerado da ala mais radical do partido, Sanders era o pré-candidato mais temido pelo mercado. O moderado Biden agrada bem mais aos investidores.

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Com um risco a menos, as bolsas americanas fecharam em forte alta, e a bolsa brasileira foi a reboque. Na cobertura de mercados de hoje, o Victor Aguiar te conta exatamente como os mercados reagiram e também fala sobre os outros fatores que influenciaram as negociações.

Leia Também

O que comprar agora

Para o nosso colunista Felipe Miranda, mente quem diz que sabe o que vem depois que o furacão do coronavírus passar. E quem ganhou dinheiro na queda dos mercados o fez por sorte ou por ter previsto a evolução da pandemia. No primeiro caso, nada a se vangloriar; no segundo, se é que alguém se enquadra nele, parabéns, sua visão superou até a dos melhores investidores do mundo. Em meio a essa crise, diz o Felipe, apenas uma coisa é certa: é preciso ser prudente e preservar o capital. Não quer dizer que você deva fugir totalmente do risco, mas sim que você deve correr os riscos certos. Quer saber que ativos comprar agora? O Felipe respondeu na sua coluna de hoje.

Não se esqueça do Leão

Em meio a essa enxurrada de notícias sobre coronavírus, quarentena, recessão e o sobe e desce das bolsas, pode ser que você acabe se esquecendo de algumas obrigações, como declarar o seu imposto de renda. Se você ainda não entregou a sua declaração e tem alguma dúvida sobre como prestar contas ao Leão, nós aqui no Seu Dinheiro estamos prontos para te ajudar. E montamos um projeto todo especial para isso. Saiba mais.

Faço mais, se for preciso

O Banco Central já fez o bastante para garantir a liquidez do sistema, mas pode fazer ainda mais, se for preciso. Esta foi a mensagem deixada pelo presidente da entidade Roberto Campos Neto hoje, em evento do Credit Suisse. Campos Neto disse que as medidas tomadas pelo BC superam as implementadas após a crise de 2008, o que não impede que o banco dos bancos use mais o seu arsenal. O presidente do BC também disse quando os bancos vão começar a pagar as folhas de salários das empresas.

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Bye, bye, Brasil

O dólar continua a dar adeus ao Brasil. Até o dia 3 de abril, a saída da moeda do país em 2020 superou a entrada em US$ 13 bilhões, informou o BC. Esse fluxo cambial, afetado pela pandemia do coronavírus, fica bem contrastado com o mesmo período do ano passado, quando houve entrada de US$ 2,7 bilhões. E mares mais calmos não parecem estar à vista: segundo o Instituto Internacional de Finanças, os emergentes devem ter uma recuperação apenas moderada do fluxo de dólares neste ano, insuficiente para compensar as perdas.

Vínculo de trabalho?

A Justiça suspendeu a liminar que obrigava o aplicativo de entregas iFood a pagar um salário mínimo aos seus entregadores que fossem diagnosticados com covid-19, estivessem no grupo de risco ou então sob suspeita da doença. Mesmo assim, o iFood anunciou medidas para apoiar entregadores afetados pelo coronavírus. Confira os detalhes da decisão.

Sinal verde para a Petrobras

O Cade aprovou a venda de campos terrestres da Petrobras no Polo Tucano Sul, a 100 quilômetros de Salvador, para a Eagle. A decisão tomada pelo órgão antitruste não prevê restrições ao negócio. Deste modo, a estatal vendeu integralmente a participação na região por US$ 3 milhões.

Queda forte

O comércio mundial deve encolher entre 13% e 22% este ano, segundo a Organização Mundial do Comércio. O tombo é ainda maior do que o observado na crise financeira de 2008. Mas resta uma ponta de otimismo nessa história. O presidente da OMC acredita que é possível uma recuperação vigorosa e até muito rápida. Veja os detalhes nesta matéria do Estadão.

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Melhor na foto

Após terem recebido críticas de outros países pela retenção de materiais necessários ao combate da pandemia de coronavírus, os Estados Unidos quiseram ficar melhor na foto e anunciaram a liberação de US$ 225 milhões em assistência médica, humanitária e econômica para auxiliar outras nações a combaterem a doença.

O bilionário quer ajudar

Mais um bilionário quer ajudar a combater a covid-19. O CEO do Twitter, Jack Dorsey, anunciou que vai doar US$ 1 bilhão à causa, o equivalente a 28% de sua fortuna pessoal. A bolada deve ser destinada a diversas áreas, como saúde, educação e renda básica.

Um abraço e uma ótima noite para você!

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