Poder e dilemas de uma sigla
A esta altura do campeonato você já deve estar familiarizado com a sigla ESG. Recém incorporada ao vocabulário do mercado financeiro, ela agrega temas relativos a meio ambiente, ações sociais e governança corporativa e se tornou uma nova, e importante, métrica para análise de empresas. Cada vez mais consumidores e investidores estão exigindo responsabilidade das […]

A esta altura do campeonato você já deve estar familiarizado com a sigla ESG.
Recém incorporada ao vocabulário do mercado financeiro, ela agrega temas relativos a meio ambiente, ações sociais e governança corporativa e se tornou uma nova, e importante, métrica para análise de empresas. Cada vez mais consumidores e investidores estão exigindo responsabilidade das corporações nestas três áreas.
[captacao]
Não basta mais ter um bom perfil financeiro e operações em ordem, é preciso também estar alinhado com práticas ESG. Quem não está corre o risco de ver os investimentos diminuírem, ou de enfrentar dificuldades na hora de pegar dinheiro emprestado.
Mas entre a teoria e a prática existe uma grande distância. Vamos olhar para a letra “E” da sigla. Como exigir que empresas cujas operações necessariamente geram poluição se enquadrem nos ditames que envolvem a parte de meio ambiente?
Todos queremos reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa. Só que nossos carros são movidos a combustíveis fósseis. O plástico, onipresente em nossas vidas, é produzido a partir do petróleo, esse grande poluidor. Devemos (ou melhor, podemos) parar de investir em petroleiras e fabricantes de produtos químicos?
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Em sua tradicional coluna de sexta-feira, Ruy Hungria aborda essa questão pegando a Eneva como exemplo. Ela é uma companhia que atua na geração de energia por meio de termelétricas, uma matriz altamente poluente. Sob a perspectiva do ESG, a tese de investimento dela estaria com os seus dias contados.
Só que as termelétricas garantem que a gente não enfrente uma nova crise de apagão, como ocorreu em 2001.
E aí, o que fazer? Não deixe de conferir a coluna de hoje.
O que você precisa saber hoje
MERCADOS
•O Ibovespa fechou ontem em alta de 0,46%, aos 118.400 pontos, puxado pela valorização das commodities e a perspectiva da aprovação de um pacote de estímulos de US$ 900 bilhões nos Estados Unidos, o que animou as bolsas globais. O dólar caiu 0,5%, para R$ 5,07.
•O que mexe com os mercados hoje? Lá fora, as bolsas internacionais operam com um fôlego mais limitado nesta sexta-feira, pesando a preocupação com a segunda onda e a possibilidade de um novo pacote de estímulos nos Estados Unidos. No Brasil, o Banco Central realiza nova intervenção no câmbio, o que pode segurar o dólar em dia de cautela.
EMPRESAS
•A Petrobras assinou ontem um contrato para a venda de sua participação em 14 campos terrestres de exploração e produção no Polo Recôncavo, localizado na Bahia, para a 3R Petroleum Óleo e Gás, por US$ 250 milhões.
•A Petrobras também informou ontem que resolveu pendências jurídicas que tinha com a Petros, fundo de pensão de seus funcionários, e com a Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil. Em um dos casos, a empresa terá de fazer um pagamento de R$ 4,5 bilhões.
• Ao menos cinco empresas anunciaram ontem o pagamento de juros sobre capital próprio, incluindo Petz e Raia Drogasil. Veja os valores e condições da operação de cada companhia.
ECONOMIA
•A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou ontem os detalhes da sexta rodada de concessão aeroportuária para 22 aeroportos. A agência marcou para 1º de abril a data para a entrega das propostas e 7 de abril para o leilão.
• O Congresso Nacional aprovou ontem a abertura de um crédito suplementar de R$ 3,303 bilhões no Orçamento, com parte do valor destinado para o pagamento de compromissos do Brasil com organismos multilaterais. Sem o dinheiro, o governo ficará inadimplente e perderá o direito de voto em diversos órgãos, incluindo a Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
•O Brasil registrou 1.092 novas mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, segundo atualização divulgada ontem pelo Ministério da Saúde. O último dia em que foram registrados mais de 1 mil óbitos foi no dia 30 de setembro.
O MELHOR DO SEU DINHEIRO
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