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Em trajetória de queda desde o mês passado, o dólar retornou, nesta quinta-feira, para perto da marca psicológica dos R$ 5. Até bem pouco tempo atrás, tal valor para a moeda americana era considerado absurdamente alto, mas nada como um ano de acontecimentos extremos para colocarmos as coisas em perspectiva, não é mesmo?
Pois bem, hoje a divisa recuou forte ante o real e voltou para essa cotação que não víamos desde o início de junho. A continuidade do fluxo de recursos estrangeiros para a bolsa brasileira, bem como um leilão de swap do Banco Central foram alguns dos motivos do alívio.
Mas, em outra frente, parece que o comunicado do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) na noite de ontem agradou, afinal.
Sob críticas de agentes de mercado e pressionado pela alta dos juros futuros, o BC ainda assim manteve os juros inalterados, sem se comprometer com altas futuras em breve, e reiterando que os choques inflacionários recentes são temporários.
Mesmo assim, o fato de ter oficialmente fechado as portas para novos cortes, acenando para uma possibilidade de alta na Selic antes do imaginado, parece ter contribuído para esse recuo da moeda americana. O mercado considerou o comunicado do BC “hawkish”, no fim das contas.
De quebra, hoje o Ibovespa fechou em forte alta, acima dos 115 mil pontos, e reduzindo a sua perda acumulada no ano para apenas 0,53%.
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