🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Ivan Sant’Anna: Brasil flerta com atraso ao confundir desenvolvimento e intervencionismo

Ivan vai apresentar para você como a história se repete no Brasil se o assunto for ingerência governamental no mercado.

8 de agosto de 2020
11:00 - atualizado às 14:27
(Brasília - DF, 04/06/2019) Hasteamento da Bandeira Nacional no Palácio do Alvorada. - Imagem: Marcos Corrêa/PR

Com 56 votos a favor, 14 contra e uma abstenção, na última quinta-feira, 6 de agosto, o Senado Federal limitou os juros do cartão de crédito e do cheque especial em 30% ao ano enquanto durar o estado de calamidade pública provocado pela Covid-19.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Agora o projeto segue para a Câmara dos Deputados. De lá, se for aprovado, vai para sanção presidencial. Só que dificilmente Jair Bolsonaro, tendo como orientador Paulo Guedes, deixará de vetar a iniciativa.

O problema é que vetos podem ser derrubados pelo Legislativo, como, aliás, vem acontecendo constantemente durante o governo Bolsonaro.

À primeira vista, a iniciativa parece mais do que justa. Com uma taxa Selic de dois por cento e uma inflação prevista, para 2020, de 1,63% (último boletim Focus), trinta por cento ainda é um assalto.

Acontece que sempre que um país (e o Brasil tem sido mestre nisso) começa a interferir no livre mercado, as coisas desandam. Esse tipo de prática nunca dá certo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Logo um parlamentar irá sugerir que, enquanto a pandemia estiver em curso, os preços dos remédios serão congelados. Outro poderá apresentar projeto de lei impedindo os planos de saúde de aumentar suas mensalidades.

Leia Também

São essas intromissões indevidas que fazem desandar a economia, engessando-a, afugentando o capital estrangeiro.

Essa história do Congresso Nacional se meter em taxas de juros tem um precedente surreal. O parágrafo 3º do artigo 192 da Constituição Federal de 1988 limitou as taxas de juros reais em 12% ao ano.

“[…] acima deste limite será conceituada como crime de usura, punido, em todas as suas modalidades […]", dispunha um trecho do parágrafo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Claro que não colou. Não colou porque não podia colar. Ainda mais num cenário de hiperinflação (a de 1988 foi de 980%), e os juros calculados diariamente, meio que no chutômetro.

Como necessitava de regulamentação, através de lei complementar, o parágrafo nunca foi posto em discussão. Muito menos, implementado.

Pudera. Quem sabe (risos) até mesmo o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal se mudariam para outro país.

O deputado constituinte, Fernando Gasparian (1930-2006), que propôs os tais 12%, era meu vizinho no Alto da Boa Vista. Eu jogava pelada na casa dele aos sábados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele simplesmente odiava bancos, culpando-os pela concordata de suas empresas de tecelagem.

E não é que levou os demais constituintes na conversa e fez valer sua vendeta pessoal.

Numa outra agressão às leis básicas de mercado, entre 3 de setembro de 1962 e 24 de janeiro de 1967 vigorou no Brasil a Lei de Remessa de Lucros, criada pelo presidente João (Jango) Goulart e aprovada pelo Congresso.

O dispositivo impedia que as empresas estrangeiras com filiais no Brasil enviassem para suas matrizes mais do que 10 por cento dos lucros obtidos aqui.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nos quase quatro anos e meio em que a lei esteve em vigor, a maioria das multinacionais se absteve de vir para cá.

Por outro lado, aquelas que já se encontravam em terras tupiniquins usavam de estratagemas para driblar a legislação.

Na importação de insumos, maquinário e outros bens, superfaturavam. Ou seja, compravam por preços acima dos praticados pelo mercado. Agindo desse modo, garantiam o lucro antes de ele se materializar.

Já as multinacionais exportadoras, subfaturavam. Vendiam barato fazendo com que o resultado fosse obtido por algum sócio lá fora.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tempo mesmo durou a SUNAB (Superintendência Nacional de Abastecimento), cuja função era aprovar (ou não) qualquer aumento de preço. Começou no governo Jango e só foi extinta na administração FHC.

Houve uma ocasião em que a SUNAB determinou que todos os restaurantes (todos mesmo, inclusive os mais exclusivos) servissem uma refeição popular. Ela constava de feijão, arroz, algum tipo de carne, salada e um copo de refresco.

Você ia no melhor restaurante do Rio ou de São Paulo e lá estava no cardápio, ao final de uma lista de iguarias:

Prato popular: x cruzeiros, ou cruzeiros novos, ou cruzados, ou novos cruzados, ou cruz credos, sei lá.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Claro que a refeição, muito semelhante à que é servida atualmente para o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, ao ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e Cia, ganhou um apelido: SUNABÃO.

De vez em quando meia dúzia de gaiatos entrava no Bife de Ouro, que era o restaurante do tradicionalíssimo Copacabana Palace, e ordenava ao garçom:

“Solta seis ‘sunabões!’”

O estabelecimento era obrigado a servir a refeição. Se lhe davam algum tratamento especial na cozinha (escatologias que acabo de imaginar, e das quais faço questão de poupar o leitor), a história, assim como o anedotário popular, não registrou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tem mais. Sim. Tem mais. O Brasil sempre se supera.

Antes que, no governo Collor, as importações fossem libertadas de seus grilhões, houve diversos atropelamentos dos princípios básicos de uma economia livre.

Em 1984, por exemplo, foi criada a lei de reserva de mercado para a informática. Computadores, só nacionais. Não deviam ser muito bons porque, quem podia, contrabandeava.

Isso retardou consideravelmente o desenvolvimento do país por longos sete anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Volta e meia o Brasil flerta com o atraso. Foi o que aconteceu no Senado Federal esta semana. Só espero que o namoro não prospere e vire casamento.

Covid-19 é uma doença. Mais precisamente, uma pandemia. Que se previne com máscaras e isolamento. E se erradica com vacina. Não com leis demagógicas e inconsequentes.

Aproveito para indicar a leitura do meu último livro lançado "30 Lições de Mercado". Você pode adquirir neste link o livro que vai mudar seu pensamento em relação aos investimentos.

Um forte abraço e um ótimo fim de semana.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ivan Sant'Anna

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O custo e os benefícios do fim da escala 6×1 para as PMEs, e os dados mais importantes para os investidores hoje

2 de fevereiro de 2026 - 8:42

As PMEs serão as mais impactadas com uma eventual mudança no limite de horas de trabalho; veja como se preparar

DÉCIMO ANDAR

Alinhamento dos astros: um janeiro histórico para investidores locais. Ainda existem oportunidades na mesa para os FIIs?

1 de fevereiro de 2026 - 8:00

Mesmo tendo mais apelo entre os investidores pessoas físicas, os fundos imobiliários (FIIs) também se beneficiaram do fluxo estrangeiro para a bolsa em janeiro; saiba o que esperar agora

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Hora da colheita: a boa temporada dos vinhos brasileiros que superam expectativas dentro e fora do país

31 de janeiro de 2026 - 9:01

Numa segunda-feira qualquer em dezembro, taças ao alto brindam em Paris. Estamos no 9º arrondissement das Galerias Lafayette, a poucas quadras do Palais Garnier. A terra do luxo, o templo do vinho. Mas, por lá, o assunto na boca de todos é o Brasil. Literalmente. O encontro marcou o start do recém-criado projeto Vin du Brésil, iniciativa que […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja como escolher ações para surfar na onda do Ibovespa, e o que mais afeta os mercados hoje

30 de janeiro de 2026 - 8:54

Expansão de famosa rede de pizzarias e anúncio de Trump também são destaque entre os investidores brasileiros

SEXTOU COM O RUY

Próxima parada: Brasil. Por que o fluxo de dinheiro gringo pode fazer o Ibovespa subir ainda mais este ano

30 de janeiro de 2026 - 7:11

O estrangeiro está cada vez mais sedento pelos ativos brasileiros, e o fluxo que tanto atrapalhou o Ibovespa no passado pode finalmente se tornar uma fonte propulsora

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A mudança de FIIs para fiagros que pode impulsionar dividendos, a reação aos juros e o que mais você precisa saber hoje

29 de janeiro de 2026 - 8:38

Veja por que o BTG Pactual está transformando FIIs em fiagros, e qual a vantagem para o seu bolso; a bolsa brasileira também irá reagir após o recorde de ontem na Super Quarta e a dados dos EUA

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Prepare-se para um corte da Selic ainda hoje

28 de janeiro de 2026 - 15:03

Por isso, deveríamos estar preparados para um corte da Selic nesta SuperQuarta — o que, obviamente, é muito diferente de contar com isso

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

BC não tem pressa, bolsa dispara e dólar afunda: veja o que move os mercados hoje

28 de janeiro de 2026 - 8:32

Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central, explica por que a Selic não deve começar a cair hoje; confira a entrevista ao Seu Dinheiro

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A mensagem que pode frear o foguete do Ibovespa, mais tarifas de Trump e o que mais os investidores precisam saber hoje

27 de janeiro de 2026 - 8:23

A primeira Super Quarta do ano promete testar o fôlego da bolsa brasileira, que vem quebrando recordes de alta. Alianças comerciais e tarifas dos EUA também mexem com os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Super Quarta sob os holofotes: juros parados, expectativas em movimento

27 de janeiro de 2026 - 7:08

A expectativa é de que o Copom mantenha a Selic inalterada, mas seja mais flexível na comunicação. Nos EUA, a coletiva de Jerome Powell deve dar o tom dos próximos passos do Fed.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os investimentos na tabela periódica, tensões geopolíticas e tarifas contra o Canadá: veja o que move os mercados hoje

26 de janeiro de 2026 - 8:28

Metais preciosos e industriais ganham força com IA, carros elétricos e tensões geopolíticas — mas exigem cautela dos investidores

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O corre de R$ 1 bilhão: entre a rua e a academia premium, como a imensa popularidade das corridas impacta você

24 de janeiro de 2026 - 9:02

Sua primeira maratona e a academia com mensalidades a R$ 3.500 foram os destaques do Seu Dinheiro Lifestyle essa semana

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O melhor destino para investir, os recordes da bolsa e o que mais você precisa saber hoje

23 de janeiro de 2026 - 8:24

Especialistas detalham quais os melhores mercados para diversificar os aportes por todo o mundo

PARECE QUE O JOGO VIROU

Onde não investir em 2026 — e um plano B se tudo der errado

23 de janeiro de 2026 - 6:45

Foque sua carteira de ações em ativos de qualidade, sabendo que eles não vão subir como as grandes tranqueiras da Bolsa se tivermos o melhor cenário, mas não vão te deixar pobre se as coisas não saírem como o planejado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha da renda fixa, o recorde da bolsa, e o que mais move os mercados hoje

22 de janeiro de 2026 - 8:30

A disputa entre títulos prefixados e os atrelados à inflação será mais ferrenha neste ano, com o ciclo de cortes de juros; acompanhe também os principais movimentos das bolsas no Brasil e no mundo

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Menos cabeças, mais PIB para a China?

21 de janeiro de 2026 - 20:13

No ritmo atual de nascimentos por ano, a população chinesa pode cair para 600 milhões em 2100 — menos da metade do número atual

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja onde investir em 2026, o que esperar das reuniões em Davos e o que mais afeta as bolsas hoje

21 de janeiro de 2026 - 8:28

Evento do Seu Dinheiro tem evento com o caminho das pedras sobre como investir neste ano; confira ao vivo a partir das 10h

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha pelas compras do Brasil, a disputa pela Groenlândia e o que mais move os mercados hoje

20 de janeiro de 2026 - 8:34

Mercado Livre e Shopee já brigam há tempos por território no comércio eletrônico brasileiro, mas o cenário reserva uma surpresa; veja o que você precisa saber hoje para investir melhor

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

A diplomacia gelada: um ano de Trump 2.0, tensão na Groenlândia e o frio de Davos

20 de janeiro de 2026 - 7:58

A presença de Trump em Davos tende a influenciar fortemente o tom das discussões ao levar sua agenda centrada em comércio e tarifas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda da Selic não salva empresas queimadoras de caixa, dados econômicos e o que mais movimenta seu bolso hoje

19 de janeiro de 2026 - 8:34

Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar