Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

O que “O Feitiço de Áquila” pode nos ensinar sobre como caçar assimetrias na bolsa de valores?

Da mesma forma que pequenos movimentos acabam gerando consequências de grandes proporções, assimetrias nascem como se fossem pequenas rusgas na tela de uma pintura a óleo

14 de abril de 2020
8:25 - atualizado às 13:32
Feitiço de Áquila
Cena do filme Feitiço de Aquila - Imagem: Divulgação

"Great storms announce themselves with a single breeze, and a single random spark can ignite the fires of rebellion.” - Ladyhawke, 1985 (no Brasil, O Feitiço de Áquila).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao passo em que as luzes encerram a madrugada e inauguram a manhã, clareando o ambiente, a jovem moça de cabelos loiros, coberta em sua grossa manta vermelha, passa levemente sua mão sobre o pelo escuro do lobo ao seu lado. A atmosfera é fria e as figuras se deitam sobre o gelo, onde teriam passado a noite agitada e cansativa.

A expressão suave da mulher se enrijece ao, lentamente, encarar no horizonte o alvorecer, iluminando com seus raios tórrido alguns trechos de terra úmida ainda não cobertos pelas espessas camadas de neve. Mais ao lado, a luz reflete na espada do cavaleiro, próximo da carruagem, e a moça volta a encarar o animal negro deitado ao chão.

Quanto mais o astro rei os esquenta, menos denso e escuro se torna o pelo do lobo, ganhando coloração mais clara e, gradualmente, perdendo a volumosa pelagem. Com seus profundos olhos belos e azuis, Michelle Pfeiffer observa a transformação do quadrúpede em bípede, sobre o frio solo. Rutger Hauer tem pouco tempo para admirar a beleza interminável de Pfeiffer, a qual ainda não tinha chegado aos 30 anos à época, e que sob os raios solares se transforma em um águia.

A cena descrita acima faz parte do filme "Ladyhawke", ou “O Feitiço de Áquila" no Brasil, de 1985. Por mais que eu não seja um grande fã do título em si, devo admitir que fantasias medievais costumam chamar minha atenção. De história um tanto quanto menos sofisticada do que aquilo que poderia se esperar, o longa carrega consigo um simbolismo importante para a indústria cinematográfica por ter sido o segundo títulos produzido pela 20th Century Fox e coproduzido pela Warner Bros. Veja, foi a partir dos anos 80 que as grandes parcerias entre produtoras começaram a nascer em maior volume, possibilitando novos tipos de produções antes impensáveis. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Contudo, trago a obra para nosso espaço hoje não por sua relativa importância na história do cinema, mas, sim, devido à frase com que iniciei o texto hoje. Tive a oportunidade de revisitar a experiência cinematográfica durante o último fim de semana de Páscoa, desfrutando da já usual quarentena paulistana, e não pude deixar de me fissurar às palavras exibidas.

Leia Também

"Great storms announce themselves with a single breeze, and a single random spark can ignite the fires of rebellion.” - Ladyhawke, 1985 (no Brasil, O Feitiço de Áquila).

Grandes tempestades se anunciam com uma única brisa, e uma única faísca aleatória pode acender o fogo da rebelião… Semana passada, trabalhamos com a temática rebelião, transfigurada na queda da bastilha. Hoje, a ideia volta conjugada como sendo uma parte dentro de um todo informativo. Isto é, trago hoje minha tentativa de trazer até você, leitor, o que na minha cabeça se trata de uma assimetria e como podemos caça-las.

Da mesma forma que pequenos movimentos acabam gerando consequências de grandes proporções, assimetrias nascem como se fossem pequenas rusgas na tela de uma pintura a óleo. Resta-nos atentar no devido momento para o detalhe certo de modo a conseguir antecipar um pequeno defeito que pode vir a se tornar um grande problema na tela.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Aqui será importante entender antecipação não como uma questão de timing, até porque assimetrias acabam se confundindo com o conceito de entrar na hora certa (o que não necessariamente é verdade). A ideia subjacente, na verdade, guarda muita correlação com a noção de aleatoriedade expressa no segundo trecho da frase: “[…] uma única faísca aleatória pode acender o fogo da rebelião”.

Em investimentos, grosso modo, haverá momentos em que movimentos do mercado levarão o preço dos ativos pra cima e pra baixo. A origem do movimento pode ser com razão ou sem razão, mas isso é a média do mercado. 

Resgato, para delimitar nossa fronteira, a definição de investimento de Aswath Damodaran, um dos pais de análise de investimentos da contemporaneidade. Para o professor da NYU, um bom investimento é você comprar uma boa empresa por menos do que ela efetivamente vale. Evidentemente, partimos aqui de um entendimento purista com raízes na clássica escola do valor. Comprar algo bom por menos do que ele vale. 

A assimetria está associada a essa ideia, mas vai além, pois pondera risco. Em um investimento em ações, por exemplo, por conta da responsabilidade limitada, a perda máxima é de 100%. Por outro lado, em caso de ganhos excepcionais, não podemos estimar o limite de alta com precisão. 100%? 1.000%? 2.000%? 10.000%? Qualquer uma é válida. Por isso diz-se que investimento em ações, em geral, costuma oferecer assimetrias convidativas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um outro exemplo repousa nas criptomoedas. Perda máxima de 100%, mas ganho possível ilimitado. Faz sentido colocar uma parcela pequena de seu patrimônio consolidado, como 1% do total (máximo investido), de modo a se aproveitar dessa propriedade assimétrica.

Portanto, quando a matriz de probabilidade associadas nos permite auferir um ganho que mais que compensa a perda, de modo que, se reproduzido inúmeras vezes, teríamos uma estratégia vencedora no longo prazo, dizemos que encontramos uma assimetria convidativa.

Como já dei a entender, grandes correções de mercado, muitas vezes por um choque exógeno imprevisível e de alto impacto, da mesma forma que o coronavírus, por exemplo, propiciam a eclosão de inúmeras assimetrias antes ocultados por preços esticados em demasia no mercado.

Os preços das ações caíram e, de fato, muitas empresas estão valendo menos porque o mundo pós-corona será outro potencialmente bem diferente. Empresas poderão ter prejuízos irrecuperáveis em vários setores. Se considerarmos que o valor intrínseco de uma empresa (o quanto ela vale) é o fluxo de caixa da mesma de hoje até o infinito descontado por uma taxa apropriada, a incerteza é tamanha que qualquer inferência de preço futuro seria mera irresponsabilidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Diante do contexto, portanto, de tamanha exacerbação de impermeabilidade quanto ao futuro, difícil estabelecer assimetrias em um primeiro momento. Com certeza tivemos gente que descontou demais e aí propicia as assimetrias que ocasionam oportunidades pontuais. Mas ainda é muito difícil estabelecer o que é barganha e o que não é em ativos de risco.

O bom investidor precisa saber "caçar" tais assimetrias, o que inclui compreender que não é porque caiu que necessariamente está barato. Entre “barato” e “caído” existe um oceano de distância. Agora, por exemplo, tem muita coisa caída. Muita coisa que parece ser as rusgas no quadro, as faíscas de uma revolução ou uma brisa inicial de uma tempestade. 

Contudo, ainda é muito cedo para dizermos com clareza. Lembre-se: assimetrias envolvem ponderação de risco de perda total. Diante da brutal recessão de que aproxima, possivelmente haverá algumas baleias mortas na praia. O investidor tem que evitar somente um erro brutal: o de morrer antes da hora. Não podemos nunca nos expor a risco de perda total com todo nosso portfólio.

Por isso, para o presente momento, dentro de um portfólio balanceado para ativos de risco ainda, acredito que seja o momento para se carregar papéis de qualidade. Coisas líquidas, com balanço forte, liderança de mercado, pricing power, vantagens competitivas claras, altas barreiras à entrada, longo e sólido histórico de resultados, com crescimento dos lucros por ação em amplos horizontes. Devemos evitar, em um primeiro momento, as empresas alavancadas, com qualquer risco de quebrar agora.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Temos defendido a estruturação de posições de proteção clássica e de caixa para enfrentar a crise, diluindo a parcela exposta a risco em Bolsa na vertical (igualmente entre as partes). Tudo isso, claro, feito sob o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco, e a devida diversificação de carteira, com as respectivas proteções associadas.

A Carteira Empiricus tem acertado no movimento de proteção do patrimônio de seus assinantes, preparando-os para a potencial virada de mão em um futuro próximo, quando teremos mais clareza em relação ao futuro e poderemos encher a mão com vontade a potenciais assimetrias. Agora, no entanto, ainda é momento para se proteger diante da crise. 

Em um outro instante, iremos às compras com mais vontade, mas não ainda. Vale lembrar também que não ir às compras não significa não ter nada de Bolsa. Pelo contrário. X não é f(X) e muito menos g[f(X)]. Sua opinião sobre a realidade pouco importa e sim como você está exposto a ela.Para mais ideias como essa que ilustrei acima, convido-os a dar uma olhada nos nossos escritos na Empiricus, notadamente na Carteira Empiricus. Quem assina, não se arrepende. Além da Carteira Empiricus, Felipe Miranda, nosso Estrategista-Chefe, tenta passar quinzenalmente ideias como esta acima descrita em sua série Palavra do Estrategista, best-seller da Empiricus.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
TRILHAS DE CARREIRA

Surge um novo sentimento: como a inteligência artificial está remodelando o significado das interações humanas no trabalho

10 de maio de 2026 - 8:00

Uma reflexão sobre mattering, pertencimento e o impacto emocional da inteligência artificial no trabalho

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Um CEO para salvar o CrossFit: como a chegada de Bruce Edwards pode reverter queda da marca fitness

9 de maio de 2026 - 9:00

As quedas e polêmicas na agenda do novo gestor; e o “enfant terrible” do Tour de France

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O preço do sucesso da Cimed, a verdade sobre a Smart Fit (SMFT3), resultado do Magalu (MGLU3) e o que mais movimenta os mercados

8 de maio de 2026 - 8:36

Conheça os números da Cimed e entenda tudo o que está por trás da estratégia agressiva de inovação da companhia e qual é o preço que ela está pagando pelo seu sucesso

SEXTOU COM O RUY

Uma mentira contada várias vezes não vira uma verdade, e a forte alta da Smart Fit (SMFT3) deixa isso claro

8 de maio de 2026 - 6:01

Nesta semana, o humor com Smart Fit finalmente começou a melhorar, após a divulgação dos temidos resultados do 1T26. Ao contrário do que se pensava, a companhia mostrou forte expansão de margem bruta.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

FII favorito dos analistas, conflito no Oriente Médio, temporada de balanços e mais: veja o que agita os mercados hoje

7 de maio de 2026 - 9:07

Com a chegada da gestora Patria no segmento de shopping centers, o fundo Patria Malls (PMLL11) ganhou nova roupagem e tem um bom dividend yield. Entenda por que esse FII é o mais recomendado do mês de maio

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Guerra do Irã — amargo mel, fogo gelado e caos organizado

6 de maio de 2026 - 20:49

Entre previsões frustradas, petróleo volátil e incerteza global, investidores são forçados a conviver com dois cenários opostos ao mesmo tempo

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A carteira recomendada para maio, resultados do Itaú e Bradesco, e o que mais move a bolsa hoje

6 de maio de 2026 - 8:57

Na seleção da Ação do Mês, análise mensal feita pelo Seu Dinheiro com 12 bancos e corretoras, os setores mais perenes e robustos aparecem com frequência

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como bloqueios comerciais afetam juros e inflação, e o que analisar na ata do Copom hoje

5 de maio de 2026 - 8:48

Veja como deve ficar o ciclo de corte de juros enquanto não há perspectiva de melhora no cenário internacional

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Petróleo caro, juros presos e a ilusão de controle: ciclo de cortes encurta enquanto a realidade bate à porta

5 de maio de 2026 - 7:14

O quadro que se desenha é de um ambiente mais complexo e menos previsível, em que o choque externo, via petróleo e tensões geopolíticas, se soma a fragilidades domésticas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

BradSaúde sai do casulo no balanço da Odontoprev, conflito entre EUA e Irã, e o que mais esperar dos mercados nesta semana

4 de maio de 2026 - 8:20

Odontoprev divulga seu primeiro balanço após a reorganização e apresenta a BradSaúde em números ao mercado; confira o que esperar e o que mais move a bolsa de valores hoje

DÉCIMO ANDAR

Alta do risco no mercado de crédito impacta fundos imobiliários e principalmente fiagros; é hora de ficar conservador?

3 de maio de 2026 - 8:00

Fiagros demandam atenção, principalmente após início da guerra no Irã, e entre os FIIs de papel, preferência deve ser pelo crédito de menor risco

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O paladar não retrocede: o desafio da Ferrari em avançar sem perder a identidade

2 de maio de 2026 - 9:00

Na abertura do livro O Paladar Não Retrocede, Carlos Ferreirinha, o guru brasileiro do marketing de luxo, usa o automobilismo para explicar como alto padrão molda nossos hábitos.  “Após dirigir um carro automático com ar-condicionado e direção hidráulica, ninguém sente falta da manivela para abrir a janela.”  Da manivela, talvez não. Mas do torque de um supercarro, […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que é ser rico? Veja em quanto tempo você alcança a independência financeira

1 de maio de 2026 - 10:04

Para ser rico, o segredo está em não depender de um salário. Por maior que ele seja, não traz segurança financeira. Veja os cálculos para chegar lá

SEXTOU COM O RUY

No feriado do Dia do Trabalho, considere colocar o dinheiro para trabalhar para você

1 de maio de 2026 - 7:01

Para isso, a primeira lição é saber que é preciso ter paciência pois, assim como acontece na vida real (ou deveria acontecer, pelo menos), ninguém começa a carreira como diretor

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os recados do Copom e do Fed, a derrota do governo no STF, a nova cara da Natura, e o que mais você precisa saber

30 de abril de 2026 - 8:40

Entenda como a Natura rejuvenesceu seu negócio, quais os recados tanto do Copom quanto do Fed na decisão dos juros e o que mais afeta o seu bolso hoje

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Nada como uma Super Quarta depois da outra 

29 de abril de 2026 - 17:30

Corte já está precificado, mas guerra, petróleo e eleições podem mudar o rumo da política monetária

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A Selic e a expectativa para o futuro, resultados da Vale (VALE3) e Santander (SANB11) e o que mais move os mercados hoje

29 de abril de 2026 - 8:25

Entenda por que a definição da Selic e dos juros nos EUA de hoje é tão complicada, diante das incertezas com a guerra e a inflação

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A Super Quarta no meio da guerra entre EUA e Irã, os resultados da Vale (VALE3), e o que mais move os mercados hoje

28 de abril de 2026 - 8:20

A guerra no Irã pode obrigar a Europa a fazer um racionamento de energia e encarecer alimentos em todo o mundo, com aumento dos preços de combustíveis e fertilizantes

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Super Quarta em meio ao caos da guerra: Copom e Fed sob a sombra de Ormuz

28 de abril de 2026 - 7:38

Guerras modernas raramente ficam restritas ao campo militar. Elas se espalham por preços, cadeias produtivas, inflação, juros e estabilidade institucional

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A maratona dos bancos brasileiros, Super Quarta, e o que mais esperar dos mercados nesta semana

27 de abril de 2026 - 8:09

Entenda o que esperar dos resultados dos maiores bancos brasileiros no 1T26; investidores estarão focados nos números que mais sofrem em ciclos de crédito mais apertado e juros maiores

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia