Os fundos DI que não servem para investir a sua reserva de emergência
Quando se trata da alocação do seu portfólio, esta é a hora em que a reserva de emergência é rainha. Quem negou-se no passado a deixar dinheiro “parado” em um fundo DI, rendendo perto do CDI, talvez esteja passando aperto hoje

A expressão “cash is king” dispensa definição em tempos de crise. Esteja o mundo em quarentena ou não, os boletos insistem em chegar, geralmente até o quinto dia do mês, e ter dinheiro disponível é uma questão de sobrevivência. Você pode ser investidor do fundo mais disputado do mercado, mas, se não tiver saldo na conta corrente, de nada adianta.
- O Felipe Miranda, estrategista-chefe da Empiricus, estará ao vivo com o sócio-fundador do BTG Pactual, André Esteves, para discutir as principais lições deixadas pela crise atual. O encontro acontece às 16 horas. Você pode acompanhar tudo neste link.
O mesmo vale para as empresas. Quando perguntamos aos gestores de ações quais papéis eles têm em suas carteiras, ou em quais oportunidades estão de olho, o principal critério de escolha hoje é: companhias com caixa, pouco endividadas, que possam sobreviver financeiramente mesmo que fiquem paradas por meses.
[captacao]
Quando se trata da alocação do seu portfólio, esta é a hora em que a reserva de emergência é rainha. Quem negou-se no passado a deixar dinheiro “parado” em um fundo DI, rendendo perto do CDI, talvez esteja passando aperto hoje, ou tenha sido obrigado a sacar de outros investimentos no pior momento, realizando o prejuízo recente. Pois é, a tal emergência um dia chega.
Mas há alguns investidores que, mesmo tendo constituído uma reserva de emergência, vão se decepcionar no momento em que mais precisarão dela. É como se você tivesse colocado moedas em um cofre e, na hora de usar o que acumulou, descobrisse que estão faltando algumas. Espero que não seja o seu caso.
Antes de avançar, peço licença para relembrar alguns pontos. Recomendamos que o destino de sua reserva de emergência seja um fundo que investe apenas em títulos públicos pós-fixados (Tesouro Selic). Isso porque essa é a parcela do seu portfólio que não pode correr risco e que precisa estar prontamente à disposição. O mais importante aqui não é o rendimento, mas a segurança e a previsibilidade.
Leia Também
O preço da oportunidade: bolsa em queda, dólar em alta e leilões de imóveis antes do feriado
O cenário para a bolsa brasileira mudou; saiba como se preparar
Por isso, abominamos produtos supostamente destinados à reserva de emergência, mas que, na verdade, estão expostos a riscos de mercado ou a títulos de crédito privado. O argumento usado por quem os oferece é que esses fundos “turbinados” rendem um pouco mais do que o CDI. É claro que o risco de crédito privado (que, na prática, corresponde a emprestar dinheiro para empresas) não é mencionado.
Para evitar cair nessa cilada, existe até uma regra de bolso: se o fundo tiver “CP” no nome, ele de cara já não serve para reserva de emergência. Isso porque a nomenclatura mostra que o produto em questão é autorizado a investir mais de 50% de seu patrimônio líquido em títulos da categoria.
O problema é que muito investidor, sem saber, aloca sua reserva de emergência em fundos que, mesmo em menor grau, têm na carteira títulos de crédito privado. A revelação tem mais ou menos a cara do gráfico abaixo:

As linhas acima representam alguns fundos DI oferecidos na indústria que não carregam “CP” no nome, mas que, por terem em sua composição títulos de crédito privado, acumularam retorno negativo neste ano. Veja acima como eles se descolaram do referencial, o CDI.
Isso por conta especialmente da pressão recente no mercado secundário de títulos privados, que obrigou gestores a se desfazerem desses ativos rapidamente e a qualquer preço, o que resultou em prejuízo aos cotistas.
O estudo foi feito pelo Felipe Arrais, que se debruçou sobre os produtos da categoria para entender melhor o que tem sido oferecido no mercado como destino para a reserva de emergência dos investidores.
Ele apurou que, de um universo de 228 fundos de renda fixa denominados “referenciados DI” ou “Fundos Simples” disponíveis ao varejo (amostra que exclui aqueles que levam CP no nome), 104 tiveram pelo menos uma cota negativa neste ano. Desse total, 97 fundos tinham crédito privado na carteira.
Ou seja, infelizmente, a indústria ainda é dominada por fundos DI com riscos que não compensam o investimento.
Para evitar esse tipo de decepção, os produtos que sugerimos para sua reserva de emergência aqui na série Os Melhores Fundos de Investimento são apenas cinco: os fundos Simples de taxa zero de BTG Pactual Digital, Órama, Pi, Rico e Vitreo.
Eles não vão te deixar na mão numa emergência porque investem apenas em Tesouro Selic e têm resgate no mesmo dia, cumprindo as exigências de segurança e liquidez que te garantirão tranquilidade para passar pela crise com os boletos em dia.
Se quiser conhecer alternativas para as outras parcelas do seu portfólio além da reserva de emergência, venha por aqui.
O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Não precisa ser assim: Ibovespa junta os cacos da ressaca eleitoral
27 de outubro de 2026 - 8:59INSIGTHS ASSIMÉTRICOS
O choque passou pela bolsa, mas o veredito virá do fiscal
27 de outubro de 2026 - 7:10O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Nunca antes: bolsa, dólar e juros reagem à reeleição de Lula com circuit-breaker no radar dos investidores
26 de outubro de 2026 - 8:21O MELHOR DO SEU DINHEIRO
O jogo só termina quando acaba: WEG em queda, IPCA-15 e cautela na bolsa no último pregão antes do segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro
23 de outubro de 2026 - 7:51SEXTOU COM O RUY
A bolsa tem bons motivos para continuar subindo, mas a WEG (WEGE3) serve como alerta
23 de outubro de 2026 - 6:03O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Uma nova aposentadoria complementar: novas pesquisas eleitorais e início da temporada de balanços movimentam os mercados
22 de outubro de 2026 - 8:27EXILE ON WALL STREET
Rodolfo Amstalden: Na média, continua tudo meio igual
21 de outubro de 2026 - 20:00O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Um passo de cada vez: início da temporada de balanços e pesquisa Quaest mexem com os mercados hoje
21 de outubro de 2026 - 8:44O MELHOR DO SEU DINHEIRO
O joio, o trigo e os inadimplentes: eleições, temporada de balanços, revolta na França e petróleo em alta movimentam os mercados hoje
20 de outubro de 2026 - 8:23INSIGTHS ASSIMÉTRICOS
Protestos na França: quando a dívida cobra a conta das economias desenvolvidas
20 de outubro de 2026 - 7:33O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Temporada de balanços do 3T26, visão de dono para empreender e eleições: o que movimenta os mercados hoje
19 de outubro de 2026 - 8:28VISÃO DE DONO
Antes de abrir uma empresa, experimente um estágio de dono
19 de outubro de 2026 - 6:45PLANO A
Caça às bruxas: os fundos de previdência caros e pouco rentáveis que nós não recomendamos
18 de outubro de 2026 - 8:00O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Em busca do eletroposto mais próximo e das ações que vão se dar bem na temporada de balanços; veja o que mexe com seu bolso hoje
16 de outubro de 2026 - 8:16SEXTOU COM O RUY
A bolsa subiu na expectativa, mas a realidade segue difícil. O que esperar da temporada de resultados?
16 de outubro de 2026 - 7:05O MELHOR DO SEU DINHEIRO
A volta do fantasma dos distratos, o peso dos juros para o desempenho da bolsa e tudo o que mexe com o seu bolso hoje
15 de outubro de 2026 - 8:35EXILE ON WALL STREET
Rodolfo Amstalden: O empurrão que faltava para o Novo Keynesianismo
14 de outubro de 2026 - 19:45O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Brasileiros à prova da teoria financeira, ‘Pix MEI’, o renascimento do Magalu e o que mais mexe com o seu bolso hoje
14 de outubro de 2026 - 8:28O MELHOR DO SEU DINHEIRO
As propostas de Lula e Flávio Bolsonaro para as PMES, o sumiço das LCIs e LCAs que pagavam 95% e o que agita os mercados hoje
13 de outubro de 2026 - 8:19O MELHOR DO SEU DINHEIRO