🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Felipe Miranda

Felipe Miranda

Sócio-fundador e Chief Investment Officer (CIO) da Empiricus, é ex-professor da FGV e autor da newsletter Day One, atualmente recebida por mais de 2 milhões de leitores.

exile on wall street

O fim do maior bull market da história

Precisamos defender a renda e, ainda mais importante, a vida daqueles mais afetados pela crise, pois se trata, de forma literal, de uma questão de sobrevivência.

Felipe Miranda
Felipe Miranda
23 de março de 2020
10:46 - atualizado às 13:27
Touro bull market mercado ações bolsa Ibovespa
Imagem: Shutterstock

"Homens fortes criam tempos fáceis
e tempos fáceis geram homens fracos,
mas homens fracos criam tempos difíceis
e tempos difíceis geram homens fortes."
Provérbio oriental

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Ninguém pode afirmar o que nos mantém fechados, o que nos confina e o que nos parece enterrar, mas ainda assim sentimos que existem barreiras, paredes, muros. Será tudo imaginação ou fantasia? Não acredito. Então fazemos a pergunta: Meu Deus, será assim por muito tempo, para sempre, por toda a eternidade? Você sabe o que nos liberta dessa escravidão? É o afeto realmente profundo. Ser amigo, ser irmão, amar, é isso que abre as portas da prisão, por meio de um poder supremo, de uma espécie de força mágica."
Vincent van Gogh

Na tarde de sábado, peguei a autobiografia do Andre Agassi para ler. Era uma tentativa, talvez não deliberada, de me afastar do esgotamento físico e mental alcançado diante do comportamento dos mercados nas últimas semanas. Em certos momentos, você precisa se afastar para poder olhar as coisas em perspectiva. Debruçado sobre as nervuras das folhas, não conseguimos enxergar a floresta.

Eu sabia que a pausa não duraria muito. Nossas almas têm seus próprios ancestrais. E é impossível fugirmos de nós mesmos. Não sabia, porém, que nem mesmo um intervalo de meia hora seria possível. Logo de cara, apareceu a epígrafe acima, a frase de Van Gogh sobre o isolamento. Sincronicidade. Será assim por muito tempo?

Agassi nunca escolheu jogar tênis. Se você parar pra pensar, ele nasceu tenista, ainda que possa atribuir a suposta escolha a seu pai. Talvez seja algo diferente: ele tinha seu próprio daimon, jogar tênis. E o tênis é um esporte de isolamento, solitário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No fim, a minha tentativa de sair mentalmente do tema “distanciamento social” encontrou a própria solidão, seja pela epígrafe de Van Gogh, seja pela solidão da quadra de tênis, “o esporte mais solitário de todos”, segundo o próprio Agassi. Não há como escapar do cenário distópico, nem como fugir de si. No tênis e no mercado, acho que a gente joga contra a gente mesmo.

Leia Também

Enquanto eu lia, era interrompido por apitos de mensagens no WhatsApp. Manchetes e gráficos das mais variadas fontes, capas de jornais e relatórios de bancos. “O Fed vai emprestar US$ 4 trilhões para estimular a economia.” “Pacote fiscal dos EUA soma US$ 2 trilhões.” “Cada americano vai receber automaticamente um cartão com US$ 2 mil”. Trilhões, trilhões. Trilhões por toda a parte.

Na Alemanha, com direito a quarentena de Angela Merkel, prepara-se um pacote de 350 bilhões de euros. A Austrália, por sua vez, lançou um plano de US$ 38,2 bilhões.

Mario Draghi e seu “whatever it takes” são nenezinhos perto do que está acontecendo agora. Vamos para o maior pacote, em termos nominais, já feito na história da humanidade. Caminhamos para salvar todo o mundo, com a impressora de dinheiro rodando a juro negativo de curto prazo. Como percentual do PIB, o déficit público encontra paralelo apenas nas duas grandes guerras mundiais, enquanto os governos batem cabeça para identificar o que seria um Plano Marshall factível agora. A infraestrutura da Europa não está destruída, nem sequer podemos sair às ruas para criar buracos só com o objetivo de tapá-los depois — a menos que o façamos de escafandro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Precisamos defender a renda e, ainda mais importante, a vida daqueles mais afetados pela crise, pois se trata, de forma literal, de uma questão de sobrevivência. Agora, como ter uma resposta keynesiana efetiva, tipicamente desenhada para situações de fraqueza da demanda agregada, diante de rupturas de oferta?

Daí chegamos ao título deste texto. Talvez os três leitores tenham pensado se tratar de uma referência à queda superior a 20% (a rigor, já superior a 30%) dos índices de ações nos EUA. Mas não é isso. Falo aqui do grande bull market do mercado de bonds, iniciado em 1981.

Com tamanha injeção de recursos na economia, a tendência é haver uma perda do valor do dinheiro e um aumento da inclinação das curvas de juro.

Por aqui, em terra brasilis, com incremento da pressão para soltar o gasto público, o problema pode ser pior. Não temos espaço no Orçamento, enquanto começam medidas aqui e ali para flexibilizar, disfarçadamente e sob a prerrogativa de ser algo “one off” e não estrutural, o teto de gastos. Não há saída. Estamos com um cobertor curto nas mãos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Qual é o corolário disso tudo? Surpreendentemente, que as ações podem ser menos arriscadas do que parte das aplicações de renda fixa. Se o dinheiro não vale muito, você corre para ativos reais. Estamos possivelmente presenciando a mudança de paradigma preconizada por Ray Dalio. Tenha um bocado de ouro, ainda que ele possa flutuar no curto prazo (em momentos de fuga desesperada pela liquidez, correlações históricas tendem a ser quebradas e até o ouro pode cair; veja as coisas em perspectiva mais ampla). Evite posições em juros longos. Acredite: eles ficaram mais arriscados do que as ações.

Para encerrar com um pouco de poesia em tempos tão cruéis, vamos de T. S. Elliot: o mundo acaba não com uma explosão, mas com um gemido. Esse é o meu medo diante da chegada da cavalaria.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
TRILHAS DE CARREIRA

O critério invisível que vai diferenciar os profissionais na era da inteligência artificial (IA)

8 de fevereiro de 2026 - 8:00

O que muda na nossa identidade profissional quando parte relevante do trabalho operacional deixa de ser feita por humanos?

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Carnaval abaixo de 0 ºC: os horários e os atletas que representam o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno

7 de fevereiro de 2026 - 9:02

Mudaram as estações e, do pré-Carnaval brasileiro, miramos nosso foco nas baixas temperaturas dos Alpes italianos, que recebem os Jogos Olímpicos de Inverno

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Cuidado com o ouro de tolo ao escolher ações; acompanhe a reação ao balanço do Bradesco (BBDC4) e o que mais move a bolsa

6 de fevereiro de 2026 - 8:45

Veja como distinguir quais ações valem o seu investimento; investidores também reagem a novos resultados de empresas e dados macroeconômicos

SEXTOU COM O RUY

O “lixo” não subiu: empresas pagadoras de dividendos e com pouca dívida devem seguir ditando o ritmo na bolsa

6 de fevereiro de 2026 - 6:07

Olhamos para 2026 e não vemos um cenário assim tão favorável para companhias capengas. Os juros vão começar a cair, é verdade, mas ainda devem permanecer em níveis bastante restritivos para as empresas em dificuldades.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A difícil escolha entre dois FIIs de destaque, e o que esperar dos resultados de empresas e da bolsa hoje

5 de fevereiro de 2026 - 8:33

As principais corretoras do país estão divididas entre um fundo de papel e um de tijolo; confira os campeões do FII do Mês

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Bolsa e o trade eleitoral — by the way, buy the whey

4 de fevereiro de 2026 - 20:00

Investir não é sobre prever o futuro político, mas sobre manter a humildade quando o fluxo atropela os fundamentos. O que o ‘Kit Brasil’ e um pote de whey protein têm em comum?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda no valor da Direcional (DIRR3) é oportunidade para investir, e Santander tem lucro acima do esperado 

4 de fevereiro de 2026 - 8:38

Saiba por que a Direcional é a ação mais recomendada para sua carteira em fevereiro e o que mais move as bolsas hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O bloco dos bancos abre o Carnaval das empresas abertas: qual terá a melhor marchinha?

3 de fevereiro de 2026 - 8:36

Mercado também reage a indicação para o Fed, ata do Copom e dados dos EUA; veja o que você precisa saber antes de investir hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

O efeito Warsh: reação à escolha de Trump é um ajuste técnico ou inflexão estrutural?

3 de fevereiro de 2026 - 7:48

Após um rali bastante intenso, especialmente nos metais preciosos, a dinâmica passou a ser dominada por excesso de fluxo e alavancagem, resultando em uma correção rápida e contundente

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O custo e os benefícios do fim da escala 6×1 para as PMEs, e os dados mais importantes para os investidores hoje

2 de fevereiro de 2026 - 8:42

As PMEs serão as mais impactadas com uma eventual mudança no limite de horas de trabalho; veja como se preparar

DÉCIMO ANDAR

Alinhamento dos astros: um janeiro histórico para investidores locais. Ainda existem oportunidades na mesa para os FIIs?

1 de fevereiro de 2026 - 8:00

Mesmo tendo mais apelo entre os investidores pessoas físicas, os fundos imobiliários (FIIs) também se beneficiaram do fluxo estrangeiro para a bolsa em janeiro; saiba o que esperar agora

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Hora da colheita: a boa temporada dos vinhos brasileiros que superam expectativas dentro e fora do país

31 de janeiro de 2026 - 9:01

Numa segunda-feira qualquer em dezembro, taças ao alto brindam em Paris. Estamos no 9º arrondissement das Galerias Lafayette, a poucas quadras do Palais Garnier. A terra do luxo, o templo do vinho. Mas, por lá, o assunto na boca de todos é o Brasil. Literalmente. O encontro marcou o start do recém-criado projeto Vin du Brésil, iniciativa que […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja como escolher ações para surfar na onda do Ibovespa, e o que mais afeta os mercados hoje

30 de janeiro de 2026 - 8:54

Expansão de famosa rede de pizzarias e anúncio de Trump também são destaque entre os investidores brasileiros

SEXTOU COM O RUY

Próxima parada: Brasil. Por que o fluxo de dinheiro gringo pode fazer o Ibovespa subir ainda mais este ano

30 de janeiro de 2026 - 7:11

O estrangeiro está cada vez mais sedento pelos ativos brasileiros, e o fluxo que tanto atrapalhou o Ibovespa no passado pode finalmente se tornar uma fonte propulsora

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A mudança de FIIs para fiagros que pode impulsionar dividendos, a reação aos juros e o que mais você precisa saber hoje

29 de janeiro de 2026 - 8:38

Veja por que o BTG Pactual está transformando FIIs em fiagros, e qual a vantagem para o seu bolso; a bolsa brasileira também irá reagir após o recorde de ontem na Super Quarta e a dados dos EUA

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Prepare-se para um corte da Selic ainda hoje

28 de janeiro de 2026 - 15:03

Por isso, deveríamos estar preparados para um corte da Selic nesta SuperQuarta — o que, obviamente, é muito diferente de contar com isso

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

BC não tem pressa, bolsa dispara e dólar afunda: veja o que move os mercados hoje

28 de janeiro de 2026 - 8:32

Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central, explica por que a Selic não deve começar a cair hoje; confira a entrevista ao Seu Dinheiro

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A mensagem que pode frear o foguete do Ibovespa, mais tarifas de Trump e o que mais os investidores precisam saber hoje

27 de janeiro de 2026 - 8:23

A primeira Super Quarta do ano promete testar o fôlego da bolsa brasileira, que vem quebrando recordes de alta. Alianças comerciais e tarifas dos EUA também mexem com os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Super Quarta sob os holofotes: juros parados, expectativas em movimento

27 de janeiro de 2026 - 7:08

A expectativa é de que o Copom mantenha a Selic inalterada, mas seja mais flexível na comunicação. Nos EUA, a coletiva de Jerome Powell deve dar o tom dos próximos passos do Fed.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os investimentos na tabela periódica, tensões geopolíticas e tarifas contra o Canadá: veja o que move os mercados hoje

26 de janeiro de 2026 - 8:28

Metais preciosos e industriais ganham força com IA, carros elétricos e tensões geopolíticas — mas exigem cautela dos investidores

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar