O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Será mesmo que os mercados se comportam em ciclos, em grandes ondas longas, que duram anos, em que a próxima onda sempre toca o máximo e/ou o mínimo anterior? E estariam mesmo as ações subindo nas últimas semanas ou seria o dinheiro que está caindo?
Às vezes, quase sempre, acho meus textos longos demais. Talvez eu seja apenas prolixo. Talvez seja falta de tempo. Faço longo por falta de tempo de fazê-los curtos. Mais provável que a incompetência decorra da soma das duas coisas.
Por conta do feriado, tive um pouco mais de tempo e, por isso, hoje vai ser mais curto. Com mais tempo na agenda, tenho espaço para mais reflexões. Sem a pretensão de que elas venham acompanhadas de respostas. Como diria meu professor Luizinho, importam as perguntas. Tenho pena daqueles portadores de tantas certezas, desprovidos da capacidade de questionar, inclusive a si mesmos.
Sabe, eu fico pensando… será mesmo que os mercados se comportam em ciclos, em grandes ondas longas, que duram anos, em que a próxima onda sempre toca o máximo e/ou o mínimo anterior? Eu tenho essa dúvida porque, conforme me lembrou o Pedro Cerize, que é um gênio, se nós estivermos na quinta onda do Ibovespa, vamos lá superar os 40 mil pontos em dólar. Mas — e esse é um grande mas — se nós ainda estivermos na quarta onda, devemos caminhar para os 9.000 pontos em dólar.
Pode parecer assustador, mas me vêm tantas combinações possíveis à mente. 60 mil com R$ 6,50 por dólar; 65 mil com R$ 6; e por aí vai. Claro que parece distante agora. Sempre parece ex-ante. Mas, objetivamente, 62 mil pontos bateu outro dia. Some a isso uma eventual crise institucional doméstica com o segundo teste da mínima lá fora, típica dos bear markets, e estaremos lá. Minha dor é perceber que, apesar de termos feito tudo o que fizemos, talvez ainda sejamos os mesmos. Depois de tudo, o risco é descobriremos que ainda somos o Brasil de sempre nas crises: juro de 6% e Bolsa a 10 mil pontos em dólares.
Uma outra provocação que tem sido perturbadora para mim: estariam mesmo as ações subindo nas últimas semanas ou seria o dinheiro que está caindo? Ora, o Ibovespa subiu da mínima dos 62 mil pontos para essa faixa atual dos 78 mil pontos. Mas se você colocar aí algum indexador a coisa não é tão simples assim. Veja você mesmo o gráfico do Ibovespa sobre o dólar, sobre o ouro e sobre o bitcoin. O Fed tem limites para o que ele pode comprar.



Dois recados mais pragmáticos para terminar por hoje.
Leia Também
1) Se você é acionista da PetroRio (PRIO3) — e eu me surpreendi com os milhares de acionistas disso —, por favor tome cuidado. Não brinque com fogo. Não subestime a probabilidade de uma junior oil company explodir do dia para a noite. O mercado de petróleo está simplesmente colapsando e isso vai matar gente pelo caminho. Quem está alavancado e pensava em tocar uma campanha exploratória, tinha isso em seu business plan, está em maus lençóis agora. Existe o risco de esse negócio dividir por três. Você não pode estar exposto a um downside desse tamanho.
2) A postura do controlador da AES Tietê em relação à proposta de fusão apresentada pela Eneva só corrobora a coluna de segunda-feira (20). Um absoluto desrespeito aos mais elementares princípios de governança corporativa. Com a carta-resposta ao BNDES negando a convocação de AGE e restringindo a votação da matéria de fusão aos ordinaristas (na verdade, em temas de fusão, o preferencialista deveria votar), a AES rasga seu estatuto e compra uma briga direta com a B3 e o BNDES. Uma vergonha. Perdem todos os demais stakeholders.
Depois de quase cinco anos de seca de IPOs, 2026 pode ver esse cenário mudar, e algumas empresas já entraram com pedidos de abertura de capital
Esta é a segunda vez que me pergunto isso, mas agora é a Inteligência Artificial que me faz questionar de novo
São três meses exatos desde que Lando Norris confirmou-se campeão e garantiu à McLaren sua primeira temporada em 17 anos. Agora, a Fórmula 1 está de volta, com novas regras, mudanças no calendário e novidades no grid. Em 2026, a F1 terá carros menores e mais leves, novos modos de ultrapassagem e de impulso, além de novas formas de recarregar as […]
Ações das petroleiras subiram forte na bolsa nos últimos dias, ainda que, no começo do ano, o cenário para elas não fosse positivo; entenda por que ainda vale ter Petrobras e Prio na carteira
Para dividendos, preferimos a Petrobras que, com o empurrãozinho do petróleo, caminha para um dividend yield acima de 10%; já a Prio se enquadra mais em uma tese de crescimento (growth)
Confira o que esperar dos resultados do 4T25 da Petrobras, que serão divulgados hoje, e qual deve ser o retorno com dividendos da estatal
A concentração em tecnologia deixou lacunas nas carteiras — descubra como o ambiente geopolítico pode cobrar essa conta
A Ação do Mês busca chegar ao Novo Mercado e pode se tornar uma pagadora consistente — e robusta — de dividendos nos próximos anos; veja por que a Axia (AXIA3) é a escolhida
Veja como acompanhar a temporada de resultados das construtoras na bolsa de valores; PIB, guerra no Oriente Médio e Caged também afetam os mercados hoje
Mais do que tentar antecipar desfechos políticos específicos, o foco deve permanecer na gestão de risco e na diversificação, preservando uma parcela estratégica de proteção no portfólio
Em situações de conflito, fazer as malas para buscar um cenário mais tranquilo aparece como um anseio para muitas pessoas. O dinheiro estrangeiro, que inundou a B3 e levou o Ibovespa a patamares inéditos desde o começo do ano, tem data para carimbar o passaporte e ir embora do Brasil — e isso pode acontecer […]
Primeiro bimestre de 2026 foi intenso, mas enquanto Ibovespa subiu 18%, IFIX avançou apenas 3%; só que, com corte de juros à vista, é hora de começar a recompor posições em FIIs
Entre as cabines de primeira classe e os destinos impactados pelo excesso de visitantes, dois olhares sobre a indústria de viagens atual
Veja por que a Vivo (VIVT3) é vista como boa pagadora de dividendos, qual o tamanho da Bradsaúde e o que mais afeta o mercado hoje
Mesmo sendo considerada uma das ações mais “sem graça” da bolsa, a Vivo subiu 50% em 2025 e já se valoriza quase 30% em 2026
Mesmo com a perspectiva de queda nos juros, os spreads das debêntures continuam comprimidos, mas isso pode não refletir uma melhora nos fundamentos das empresas emissoras
Estudo histórico revela como o desempenho do mês de janeiro pode influenciar expectativas para o restante do ano no mercado brasileiro
Entenda o que as novas tarifas de exportação aos EUA significam para aliados e desafetos do governo norte-americano; entenda o que mais você precisa ler hoje
Antigos alvos da política comercial norte-americana acabam relativamente beneficiados, enquanto aliados tradicionais que haviam negociado condições mais favoráveis passam a arcar com custos adicionais
Os FIIs multiestratégia conseguem se adaptar a diferentes cenários econômicos; entenda por que ter essa carta na manga é essencial