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O [mau] comportamento dos mercados: as semelhanças entre a trajetória do câmbio e de uma bola de basquete

O câmbio vai oscilar ao gosto das notícias - das guerras comerciais à falta de agenda econômica do governo federal. Mas existe um estranho - e ainda pouco compreendido - “efeito de três pontos”.

Imagem: Shutterstock

Olá, seja bem-vindo ao nosso papo de domingo sobre Aposentadoria FIRE® (Financial Independence, Retire Early). 

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Você já se perguntou de onde os economistas tiram suas previsões para o dólar? 

Ou melhor, que tal as previsões para o Ibovespa? 

Na coluna de hoje, vou compartilhar com você algumas ideias que não são minhas, mas que certamente vão te ajudar a entender como funciona o mecanismo de expectativas do mercado financeiro. 

Cesta de três pontos

Sou um fã ocasional da NBA, daqueles que preferem assistir só o último quarto, e não o jogo inteiro. 

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Pode me julgar, mas convenhamos, a emoção fica toda para o final…

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Independente de você acompanhar ou não o basquete, as variáveis econômicas são como arremessos de três pontos. 

Em teoria, cada tiro de três é completamente independente do outro. Faz sentido. 

Na prática, porém, ao acertar três arremessos seguidos, a probabilidade de que Stephen Curry acerte o quatro, o quinto, o sexto… é cada vez maior. 

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A técnica é diretamente influenciada pela confiança, numa espécie de correlação de “longo prazo”. 

Da mesma maneira, numa noite ruim, três arremessos seguidos que não entram podem destruir a sua performance.

Essa mesma dependência parece vigorar para algumas variáveis macroeconômicas. Um dólar que sobe hoje, amanhã, depois de amanhã… tende a continuar subindo. 

Naturalmente o câmbio vai oscilar ao gosto das notícias - das guerras comerciais à falta de agenda econômica do governo federal. 

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Mas existe um estranho - e ainda pouco compreendido - “efeito de três pontos”.

Como os economistas racionalizam isso?

Ainda que o Rodolfo Amstalden - meu chefe - não é daqueles que acreditam que uma planilha pode conter toda a complexidade do mundo. 

Mas se ele acreditasse, eis como eu faria uma previsão: de maneira reducionista.

Assumiria em meus modelos que as cotações do dólar são independentes (que o preço de hoje não afeta o preço de amanhã). 

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Um padrão de passeio aleatório. 

Então, eu partiria da cotação de hoje e compilaria o histórico de volatilidade do câmbio. 

Para isso, assumiria a mãe de todas as premissas: que os mercados se comportam de maneira “normal”, ou seja, obedecem a distribuição normal de probabilidades. 

A famosa curva de sino.

Como assim? Deixa eu simplificar BEM esse negócio.

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Qual a amplitude da volatilidade diária do dólar frente à média das suas cotações?

Digamos que seja de R$ 1,00  ao ano, sendo R$ 0,50 para mais e para menos.

Portanto, se o dólar partir de R$ 5,50, subir a R$ 6,00 e depois retornar a R$ 5,00, ele teve uma amplitude de movimento de R$ 1,00. Dentro da banda. 

Importante: os números são ilustrativos, apenas para que você compreenda o mecanismo. 

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Com base nesse dado (que chamamos de desvio padrão), eu diria o seguinte ao Rodolfo: 

Chefe, meus modelos indicam um dólar a R$ 6,00 num cenário pessimista (em que, por exemplo, tenhamos a ruptura do teto de gastos), ou R$ 5,00 num cenário otimista. 

Na prática, eu não dei resposta nenhuma, e mesmo assim mantive meu emprego. Todos saímos felizes, sem uma resposta, com a falsa sensação de dominarmos o futuro do câmbio.

Assim funcionam os departamentos dos grandes bancos de investimento. 

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Claro que eles dão uma enfeitada, adicionam algumas camadas de complexidade ao exemplo que eu trouxe acima, mas no fundo é isso. 

É como colocar uma carroceria de Tesla sobre um HB20. É um Tesla, ou um HB20?

Você sabe a resposta.

A dependência de longo prazo

Algumas ideias que ficaram soltas: 

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  1. eu disse, no exemplo do basquete, que existe alguma dependência de longo prazo para variáveis econômicas, tal como nas cestas de três pontos. 
  2. depois, eu disse que assumiria independência entre o movimento diário do câmbio no modelo que preparei para o Rodolfo. 

Por que a incoerência? 

Porque é exatamente assim que os profissionais de mercado financeiro trabalham. 

Como não conseguimos prever os padrões dos preços com precisão, precisamos assumir hipóteses simplificadoras. 

Existe um problema nessas hipóteses... elas são excessivamente simplificadoras.

Refletem uma versão em preto e branco de um mundo infinitamente colorido. 

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Quem chegou mais perto de explicar essa complexidade para além das hipóteses simplificadoras foi o matemático Benoit Mandelbrot. 

Como sua obra era daquelas que sem um PhD em matemática ficaria impossível de compreender, contamos com o apoio do jornalista Richard Hudson, que reescreveu a obra de Mandelbrot para o público em geral. 

O resultado foi o livro O [mau] comportamento dos mercados, a última edição que recebi deste clube do livro, dedicado a pessoas que querem aprender sobre finanças e investimentos.

O clube é animal, com livros a preço de custo (impressão, direitos autorais e frete), chegando na minha casa a cada dois meses. 

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Se você se interessou pelo livro de Mandelbrot, super recomendo que se junte a mim e aos demais membros. 

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