🔴 LIBERADO: ESPECIALIZAÇÃO EXECUTIVA EM IA –  COMECE A TRANSFORMAR A SUA CARREIRA

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

As idas e vindas do câmbio

Onde investir em 2020: o cenário para o dólar segue turbulento — e, na dúvida, é melhor comprar

Após um 2019 turbulento, especialistas acreditam que o dólar à vista deva enfrentar menos volatilidade em 2020, terminando o ano não muito distante dos níveis atuais

Imagem de uma cédula de dólar com zoom
Imagem: Shutterstock

O mercado de câmbio passou por ondas de alívio e de estresse em 2019. O dólar à vista começou o ano na faixa de R$ 3,80 e chegou a encostar em R$ 3,65 em fevereiro, mas, a partir daí, começou a enfrentar turbulências — passando pelo momento mais tenso em novembro, quando foi a R$ 4,25.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas, quando tudo parecia caminhar para a explosão da taxa de câmbio, a calmaria tomou conta das negociações: a divisa se afastou das máximas, terminando o ano em R$ 4,01, alta de 3,63%.

  • Onde Investir 2020: veja a série especial completa com indicações do que esperar do mercado de ações, câmbio, renda fixa, imóveis, fundos imobiliários e criptomoedas.

É claro que as oscilações do dólar não são arbitrárias: o mercado reage às idas e vindas do noticiário doméstico e internacional — e, na reta final de 2019, informações mais animadoras no Brasil e no exterior contribuíram para dar algum alento ao câmbio.

Só que, por mais que o fluxo de notícias tenha sido favorável ao longo de dezembro, especialistas alertam que essa onda de alívio não é eterna: por mais que o cenário tenha ficado menos nebuloso, ele ainda não está totalmente nítido para o mercado de moedas.

Eu conversei com diversos analistas ao longo dos últimos dias para tentar entender para onde o dólar poderá ir em 2020. O diagnóstico foi quase sempre o mesmo: a moeda americana não tem espaço para recuar muito, mas também não deve passar por pressões mais intensas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ou seja: é bom se acostumar com o dólar à vista perto dos níveis atuais — há alguma volatilidade no horizonte, mas, por enquanto, nada que se assemelhe às fortes emoções vistas em 2019.

Leia Também

ENTREVISTA EXCLUSIVA

Multimercados em crise? CEO da Bradesco Asset vê ‘seleção natural’ e diz que uma nova onda de consolidação vem aí

FIM DA NEGOCIAÇÃO CONTÍNUA

B3 tira ação da Ambipar (AMBP3) das negociações regulares da bolsa por atraso; entenda

"Pessoas que têm viagens a lazer em 2020 deveriam comprar dólares e não se preocupar com o assunto. Podemos ter a taxa de câmbio abaixo de R$ 4,00 ou indo para perto de R$ 4,35, não vemos uma tendência muito clara", diz André Carvalho, estrategista de ações para América Latina do Bradesco BBI.

Afinal, comprar dólares nunca é mau negócio: a moeda americana serve como proteção e contribui para diversificar os ativos de sua carteira de investimentos, reduzindo os riscos.

Impasse

Como você já sabe, as perspectivas para a bolsa em 2020 são positivas, com os especialistas apostando em mais um ciclo de ganhos para o mercado acionário brasileiro. Sendo assim, por que o cenário para o dólar não é igualmente otimista?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Há diversos fatores que contribuem para impedir um alívio maior no câmbio. A começar pela queda da Selic ao piso histórico de 4,5% ao ano e a perspectiva de manutenção da taxa em níveis baixos por um tempo prolongado — uma variável que dá forças à bolsa, mas que pressiona o dólar.

Com a Selic caindo num ritmo acentuado em 2019, a diferença entre a taxa de juros do Brasil e de outros países acabou se estreitando. Com isso, a aplicação em ativos brasileiros perdeu atratividade, já que os rendimentos polpudos do passado já não existem mais — assim, há uma menor entrada de recursos estrangeiros que visavam apenas essa rentabilidade fácil.

"As taxas de juros [no Brasil] estão mais baixas que na maioria dos emergentes, como México, Turquia, África do Sul e Índia. Isso traz uma pressão [ao mercado de câmbio local]", diz Ronaldo Patah, estrategista do UBS Wealth Management, também apontando o diferencial de juros como um ponto relevante de estresse em 2020.

Por outro lado, Patah afirma que a perspectiva de retomada do crescimento econômico do Brasil, somada à melhoria no front fiscal com a aprovação da reforma da Previdência, aumenta a atratividade do país aos olhos do investidor estrangeiro, balanceando um pouco as forças.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim, considerando as duas variáveis, o UBS vê o dólar perto de R$ 4,10 ao fim de 2020, podendo oscilar numa banda entre R$ 3,90 e R$ 4,30 ao longo do ano.

Ano eleitoral = ano de tensão

Outro foco de incerteza para o mercado de câmbio é a eleição presidencial dos Estados Unidos: do lado republicano, Donald Trump tentará o segundo mandato; do lado democrata, no entanto, ainda não há definição a respeito de quem concorrerá à Casa Branca.

Trata-se, assim, de um ano dividido em dois: no primeiro semestre, a perspectiva de retomada do crescimento global e alívio nas tensões comerciais entre americanos e chineses devem dar força aos mercados financeiros, especialmente aos ativos de países emergentes.

Mas, na segunda metade de 2020, as eleições americanas tendem a dominar a atenção dos investidores — e a trazer volatilidade ao mercado de câmbio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Não é só na primeira terça-feira de novembro [data da eleição dos EUA] que a coisa pega", diz Emy Shayo, estrategista para a América Latina e Brasil do J.P. Morgan — a casa enxerga o dólar a R$ 4,30 ao fim de 2020. "Depende muito de quem vai ser o candidato dos democratas".

Entre os possíveis rivais de Trump, destacam-se no momento a senadora Elizabeth Warren, o senador Bernie Sanders, o ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg e o ex-vice-presidente do país, Joe Biden.

Para Carvalho, do Bradesco BBI, as eleições americanas tendem a trazer ruídos ao mercado ao longo de 2020 — e, como sempre, um cenário mais incerto em termos internacionais resulta em maior aversão ao risco em relação aos mercados emergentes, como o Brasil.

"O que pode balancear é a recuperação da economia da China. Estamos observando esse pêndulo", diz.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tensão e alívio

Considerando todos esses fatores, pode-se dizer que o mercado de câmbio tende a repetir a dinâmica de 2019, com momentos de calmaria e de nervosismo se sucedendo — a diferença é que a magnitude dos movimentos tende a ser menor que a vista ao longo do último ano.

"Com a Selic mais baixa, temos retornos menores das aplicações, e isso contribui para um câmbio mais fraco. Mas, por outro lado, as reformas permitiram que o nível de risco, hoje, seja menor do que já foi", diz Júlia Gottlieb, economista do Itaú Unibanco, apostando no dólar perto de R$ 4,15 ao fim de 2020.

Conclusão: Ainda há muitas incertezas sobre a tendência do câmbio e espera-se um ano de alta volatilidade. Se você não tem investimento em dólar, é bom comprar um pouco para manter uma carteira diversificada. Mas não é o caso de fazer uma grande aposta na moeda americana.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
B3, bolsa de valores, ações, mercados. 31 de agosto de 2026 - 16:42
28 de agosto de 2026 - 19:20
Imagem com a bandeira do Brasil ao fundo e um gráfico vermelho com números e uma seta apontando para baixo representando a queda do ibovespa 27 de agosto de 2026 - 17:01
Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro eleições 27 de agosto de 2026 - 15:31
Cifrão em um prédio em construção representando os dividendos das ações de construtoras, incorporadoras e fundos imobiliários 27 de agosto de 2026 - 10:04
Copo de cerveja dourada e gelada centralizado em primeiro plano, com gotas de condensação visíveis no vidro. Ao fundo, desfocado, aparece um gráfico financeiro com velas e linhas de mercado em tons de laranja e vermelho, simbolizando o impacto de fatores econômicos e tributários sobre a Ambev e o setor de bebidas. 25 de agosto de 2026 - 19:41
25 de agosto de 2026 - 16:01
25 de agosto de 2026 - 13:06
Montagem traz uma imagem de gráfico de ações ao fundo e uma urna eletrônica no centro 24 de agosto de 2026 - 17:03
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar