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2020-03-15T12:07:31-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).
Depois da queda

Fundo Verde, de Luis Stuhlberger, mantém posição na bolsa brasileira e aumenta no exterior

Para o gestor do lendário fundo, mercados tendem a se estabilizar conforme as taxas de crescimento do número de novos casos do coronavírus desacelerem

10 de março de 2020
12:14 - atualizado às 12:07
Luis Stuhlberger, sócio da Verde Asset
Luis Stuhlberger, sócio da Verde Asset, durante evento promovido pelo Credit Suisse - Imagem: Fotoka/Divulgação

Com uma queda de 2,86% e perdas em todas as posições, fevereiro foi um mês difícil para o lendário fundo Verde, de Luis Stuhlberger. Mas apesar do agravamento da crise nos mercados pelo coronavírus, o gestor aumentou as posições no mercado de ações.

O fundo mantém por volta de 20% do portfólio na bolsa brasileira e ampliou ao longo do mês a posição em ações globais, também para 20% da carteira.

A gestora também manteve a visão de que os mercados tendem a se estabilizar conforme as taxas de crescimento do número de novos casos do coronavírus desacelerem – embora reconheça que a situação ainda está longe de ser resolvida.

A Verde também acredita que a doença deve refluir conforme as temperaturas no Hemisfério Norte subam e que a reação de política pública tem um papel importante em mitigar o pânico no mercado.

“Temos adotado uma estratégia gradualista, de aumentar as posições em ações do fundo aos poucos, focando no mercado acionário americano, que consideramos o mais resiliente e que deve voltar primeiro”, escreveu a gestora.

Sobre o impasse entre Arábia Saudita e Rússia, Stuhlberger acredita ser pouco provável que a aliança seja retomada no médio prazo. A consequência desse movimento é a queda nos preços de energia, o que transfere renda do bolso dos países árabes para os consumidores do mundo ocidental.

No curto prazo, porém, a guerra de preços do petróleo representa um choque adicional nos mercados, que já vêm em posição frágil, ainda segundo a gestora.

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