🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

Gestão na crise

Legacy vê “repressão financeira” com juro baixo e aposta em carteira global de ações

Felipe Guerra, sócio da gestora que possui R$ 14,5 bilhões em patrimônio, acredita em recuperação em “V” da crise e aponta o teto de gastos como “pau de circo” para sustentar juro baixo no país

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
6 de julho de 2020
5:57 - atualizado às 11:00
Felipe Guerra, sócio-gestor da Legacy Capital
Felipe Guerra, sócio-gestor da Legacy Capital - Imagem: Divulgação

Questionado no fim do ano passado sobre as principais posições da Legacy Capital, Felipe Guerra respondeu com a curiosa sigla “BBBBB”. Era uma referência às posições compradas em ativos brasileiros como a bolsa e NTN-B (título público corrigido pela inflação).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Eu voltei a entrevistar o sócio da gestora que possui R$ 14,5 bilhões em patrimônio na semana passada. Como não podia ser diferente, o efeito coronavírus nos mercados acabou tirando alguns “bês” e acrescentando outras letras aos fundos.

O sócio da Legacy – gestora formada há dois anos por ex-profissionais da tesouraria do Santander – até segue com uma visão positiva para a bolsa brasileira. Mas diante das incertezas que seguem no radar aposta hoje em uma diversificação não não só de ativos, mas também geográfica.

Além da alocação “óbvia” na bolsa dos Estados Unidos, a Legacy detém ações nos mercados da Suíça, Alemanha e Japão. A ideia é não ficar exposto a um único país cuja economia pode eventualmente sofrer com um surto localizado de coronavírus.

O cenário de medidas mais duras de isolamento, contudo, não está no radar do gestor, pelo contrário. “O sarrafo para fazer lockdown está mais alto. A contaminação teria que piorar muito para termos que fechar novamente as economias.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Após o baque global com a disseminação do vírus nos primeiros meses do ano, Guerra está no grupo dos que veem uma maior possibilidade de uma recuperação em “V” das economias. Aqui no Brasil a convicção dele é menor, mas os indicadores recentes têm sido animadores.

Leia Também

“Os dados de alta frequência da economia, como o movimento nas estradas, vendas de veículos e consumo de energia mostram uma recuperação clara em curso” — Felipe Guerra, Legacy Capital

Ao mesmo tempo, ele avalia que a injeção massiva de recursos pelos bancos centrais em boa parte compensa as perdas das economias no período de quarentena com o coronavírus.

Repressão financeira

A liquidez sem precedentes patrocinada pelos bancos centrais, em conjunto com as taxas de juros nas mínimas históricas, devem continuar empurrando os investidores para ativos de maior risco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“O mundo e o Brasil estão passando por uma repressão financeira. Nesse novo mundo, ativos alternativos como crédito e bolsa ganham valor.”

Se a bolsa é a grande aposta hoje, quais papéis a Legacy tem na carteira? Guerra falou principalmente sobre setores que considera promissores, como os de marketing digital, biotecnologia, comércio eletrônico e meios de pagamento.

Com a reabertura e retomada das economias, ele também vê espaço para a valorização de produtores de commodities.

Quando eu perguntei especificamente sobre nomes, ele citou apenas uma ação: Petrobras. “A empresa continua no processo de venda de ativos e vem operando com margens maiores com a desvalorização do real.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dólar está caro, mas…

Ao falar sobre câmbio, o gestor da Legacy mais uma vez retomou o tema da repressão financeira ao dizer que hoje é difícil manter apostas contra o dólar.

Isso porque o atual cenário de juros baixos e liquidez farta deve levar o brasileiro a aumentar a alocação de recursos no exterior. “Toda vez que o dólar cair vai ter investidor local aproveitando para ter mais ativo em dólar.”

Do ponto de vista de fundamentos, porém, ele considera que o real está barato, diante dos atuais patamares de risco e de preços das commodities, principais produtos da pauta de exportação brasileira.

Por que então o câmbio tem oscilado tanto? Para Guerra, o mercado tem usado a moeda brasileira como proteção (hedge) em momentos de maior aversão a risco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O movimento é um efeito colateral da queda da Selic, que torna o real mais vulnerável. “Quando a Selic estava a 14% era caro ficar vendido em real”, afirmou.

Por outro lado, nos momentos em que as dúvidas do mercado diminuem, essas posições contra a moeda brasileira são desmontadas, o que provoca a volatilidade do câmbio.

Pau de circo

Nesse cenário, Guerra também vê pouco espaço para ganhos no mercado de juros, que durante muito tempo foi a principal fonte de retorno para os fundos multimercados.

A expectativa dele é de que o ciclo de queda da Selic esteja muito perto do fim após o corte para 2,25% ao ano, se é que já não acabou. E a relação entre risco e retorno de ficar aplicado em taxas não compensa diante da alta volatilidade nos mercados. “Preferimos ter bolsa no Brasil do que renda fixa”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para o sócio da Legacy, o próximo movimento relevante da Selic será para cima, principalmente se a perspectiva de retomada mais rápida da economia se confirmar.

Não que ele espere uma alta substancial dos juros no país. “A taxa está hoje abaixo do que seria compatível com a nossa economia, mas o juro estrutural hoje no país é mais baixo.”

Toda essa análise, contudo, depende de um fator: a manutenção do teto de gastos do governo. Guerra classificou a medida aprovada no governo Temer como o “pau de circo” que sustenta a economia.

“Enquanto o teto de gastos persistir os investidores de modo geral vão acreditar que as expectativas de inflação estão ancoradas e o juro médio tem como se manter mais baixo do que foi no passado.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Maior risco

Ao ser questionado sobre o principal risco no horizonte, o sócio da Legacy não cita nem o lado fiscal e político nem a pandemia do coronavírus, e sim as eleições nos Estados Unidos.

Ainda que a escolha de Joe Biden tenha diminuído um pouco a possibilidade de uma guinada mais radical na política norte-americana, Guerra disse que uma vitória do democrata nas eleições deve ser ruim para a bolsa.

“Ele tem uma agenda bem focada na taxação de empresas, então a chance de haver um aumento de impostos é alta”, disse. Por isso ele acredita que o mercado acionário tende a cair caso a candidatura de Biden ganhe favoritismo.

Estreia em previdência

Assim como quase todo o mercado, a Legacy começou a crise do coronavírus no vermelho. O principal fundo da casa registrou perdas nos três primeiros meses de 2020, mas conseguiu se recuperar a partir de abril e fechou o semestre com retorno de 2,67%, acima do 1,75% do CDI, o indicador de referência.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A gestora reabriu os fundos para captação, mas deve voltar a fechá-los quando o patrimônio se aproximar dos R$ 15 bilhões, segundo Guerra. A novidade é que a gestora se prepara para lançar o primeiro fundo de previdência, que deve replicar a carteira principal com os devidos ajustes regulatórios.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
HORA DE COMPRAR

Usiminas (USIM5) está prestes a deslanchar? UBS BB eleva recomendação e vê espaço para alta de quase 40%

17 de março de 2026 - 19:08

Banco vê mudança estrutural no setor com medidas protecionistas e avalia que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial de alta da siderúrgica

AÇÃO EM ALTA

Vale a pena investir? Sabesp (SBSP3) aprova R$ 583 milhões em JCP após lucro de quase R$ 2 bilhões no 4º trimestre

17 de março de 2026 - 14:00

Ações da ex-estatal de saneamento sobem após a divulgação do balanço do 4º trimestre, aumento de capital e renda extra para os acionistas

RETORNOS SUSTENTÁVEIS

Carteira ESG: B3 (B3SA3) e Motiva (MOTV3) são as favoritas dos analistas para investir agora e buscar lucros com sustentabilidade

16 de março de 2026 - 14:03

Ações da Motiva podem valorizar mais de 31%, segundo analistas do BTG Pactual; confira as indicações dos bancos e corretoras para buscar ganhos com ações ligadas a ESG

NO RADAR DO INVESTIDOR

Petróleo em alta no mundo e diesel mais caro no Brasil: a semana que pressionou bolsa, dólar e juros

14 de março de 2026 - 12:48

Temores sobre o Estreito de Ormuz, aumento do petróleo e incertezas geopolíticas pressionam ativos; mercado agora aguarda decisão do Copom

GLOBAL MONEY WEEK

B3 oferece aulas gratuitas sobre investimentos e educação financeira; veja como participar

14 de março de 2026 - 9:21

Programação faz parte da Global Money Week e inclui cinco aulas on-line sobre organização financeira, Tesouro Direto, proteção de investimentos e diversificação de carteira

RENDA COM IMÓVEIS

Fundos imobiliários batem recorde de investidores e Ifix está nas máximas históricas: há espaço para mais?

13 de março de 2026 - 19:45

Fundos imobiliários estão descontados e podem gerar retornos atrativos em 2026, mas Itaú BBA indica que é preciso se atentar a indicadores para evitar ciladas; XP também tem visão positiva para a indústria no ano

KIT GEOPOLÍTICO

Petróleo nas alturas: CMDB11, ETF de commodities, ganha força como estratégia de proteção das carteiras

13 de março de 2026 - 16:17

Fundo do BTG listado na B3 reúne empresas brasileiras ligadas a setores como petróleo, mineração e agronegócio, oferecendo exposição diversificada ao ciclo de commodities

REAÇÃO AO BALANÇO

Magalu (MGLU3) passou no ‘teste de fogo da Selic’ enquanto outras sucumbiram, diz Fred Trajano

13 de março de 2026 - 13:39

CEO destaca que Magalu teve lucro em ambiente de juros altos, enquanto analistas veem desempenho misto e pressão no e-commerce

FATIA MAIOR

Vale (VALE3) cancela quase 100 milhões de ações mantidas em tesouraria; entenda a vantagem para o acionista

13 de março de 2026 - 11:15

Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais

O MOTIVO DA QUEDA

Ouro naufraga na tempestade do Oriente Médio. É o fim da linha para o porto seguro dos investidores?

12 de março de 2026 - 16:14

O metal precioso fechou em baixa de 1% e levou com ele a prata, que recuou menos, mas acompanhou o movimento de perdas

MERCADOS

Sem colete à prova de balas, Ibovespa cai mais de 2% e dólar vai às máximas do dia; bolsa sangra com Irã-EUA e fogo amigo do IPCA 

12 de março de 2026 - 12:47

Bolsas ao redor do mundo sentiram os efeitos do novo capítulo do conflito no Oriente Médio, enquanto o barril do Brent voltou a ser cotado aos US$ 100

PEGOU UM SHAPE

Smart Fit (SMFT3) dá salto de 6% na bolsa. Para o BTG, a era fitness pode gerar lucro de 56% aos investidores

11 de março de 2026 - 16:41

A rede teve um salto de quase 20% no lucro líquido recorrente do 4º trimestre de 2025 e planeja abrir até 350 de academias neste ano

INVESTIMENTOS

Recuperação extrajudicial do GPA (PCAR3) acende alerta em fundo imobiliário; varejista responde por 22% da receita do FII

11 de março de 2026 - 14:15

GPA afirma estar adimplente com o FII; acordos firmados entre fundos imobiliários e grandes empresas costumam incluir mecanismos de proteção para os proprietários dos imóveis

CRESCIMENTO FRACO

Dividendos da Telefônica (VIVT3) vão minguar? UBS alerta que sim. Entenda por que o banco agora recomenda venda das ações

11 de março de 2026 - 11:30

Relatório aponta desaceleração na geração de caixa da dona da Vivo e avalia que dividendos e valuation já não compensam o menor crescimento esperado

O FLUXO NÃO PAROU

R$ 42,5 bilhões em dinheiro gringo na B3: guerra não afasta o estrangeiro da bolsa brasileira

10 de março de 2026 - 19:35

O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3

MOMENTO DE DECISÃO

Depois do rali do petróleo, vem a dúvida: manter posição ou realizar lucros? Aqui está a resposta

10 de março de 2026 - 19:00

A alta do petróleo animou o mercado, mas um alerta de analistas está chamando atenção; confira o que diz a Genial Investimentos

CONFLITO COM OS DIAS CONTADOS?

A guerra vai acabar? Verde diz o que pode parar Trump no Irã — e não é a disparada do petróleo

10 de março de 2026 - 12:35

Na carta de fevereiro, o fundo de Stuhlberger avalia o conflito no Oriente Médio e diz quais as peças do tabuleiro foram mexidas — o lendário investidor deu tchau para o euro

O CÉU É O LIMITE

Até onde o petróleo pode chegar após atingir o maior nível desde 2022?

9 de março de 2026 - 18:29

Segundo analistas, os preços da commodity só vão se acomodar se ficar claro para o mercado quanto tempo o conflito no Oriente Médio vai durar

EM BUSCA DE ABRIGO

Brasil vira porto seguro do UBS: por que o banco suíço está comprado em câmbio, juros e ações brasileiras?

9 de março de 2026 - 18:00

Enquanto o Oriente Médio ferve, o UBS vê o Brasil como um dos emergentes menos expostos ao conflito

AO LADO DA PRIO

O que o gringo vê na Petrobras (PETR4)? Saiba por que a estatal é uma das preferidas entre os investidores estrangeiros

9 de março de 2026 - 15:04

Embora o risco político da Petrobras afete a inclinação dos investidores brasileiros em investir na ação, os estrangeiros são mais otimistas com a ação

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar