🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

Gestão na crise

Legacy vê “repressão financeira” com juro baixo e aposta em carteira global de ações

Felipe Guerra, sócio da gestora que possui R$ 14,5 bilhões em patrimônio, acredita em recuperação em “V” da crise e aponta o teto de gastos como “pau de circo” para sustentar juro baixo no país

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
6 de julho de 2020
5:57 - atualizado às 11:00
Felipe Guerra, sócio-gestor da Legacy Capital
Felipe Guerra, sócio-gestor da Legacy Capital - Imagem: Divulgação

Questionado no fim do ano passado sobre as principais posições da Legacy Capital, Felipe Guerra respondeu com a curiosa sigla “BBBBB”. Era uma referência às posições compradas em ativos brasileiros como a bolsa e NTN-B (título público corrigido pela inflação).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Eu voltei a entrevistar o sócio da gestora que possui R$ 14,5 bilhões em patrimônio na semana passada. Como não podia ser diferente, o efeito coronavírus nos mercados acabou tirando alguns “bês” e acrescentando outras letras aos fundos.

O sócio da Legacy – gestora formada há dois anos por ex-profissionais da tesouraria do Santander – até segue com uma visão positiva para a bolsa brasileira. Mas diante das incertezas que seguem no radar aposta hoje em uma diversificação não não só de ativos, mas também geográfica.

Além da alocação “óbvia” na bolsa dos Estados Unidos, a Legacy detém ações nos mercados da Suíça, Alemanha e Japão. A ideia é não ficar exposto a um único país cuja economia pode eventualmente sofrer com um surto localizado de coronavírus.

O cenário de medidas mais duras de isolamento, contudo, não está no radar do gestor, pelo contrário. “O sarrafo para fazer lockdown está mais alto. A contaminação teria que piorar muito para termos que fechar novamente as economias.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Após o baque global com a disseminação do vírus nos primeiros meses do ano, Guerra está no grupo dos que veem uma maior possibilidade de uma recuperação em “V” das economias. Aqui no Brasil a convicção dele é menor, mas os indicadores recentes têm sido animadores.

Leia Também

“Os dados de alta frequência da economia, como o movimento nas estradas, vendas de veículos e consumo de energia mostram uma recuperação clara em curso” — Felipe Guerra, Legacy Capital

Ao mesmo tempo, ele avalia que a injeção massiva de recursos pelos bancos centrais em boa parte compensa as perdas das economias no período de quarentena com o coronavírus.

Repressão financeira

A liquidez sem precedentes patrocinada pelos bancos centrais, em conjunto com as taxas de juros nas mínimas históricas, devem continuar empurrando os investidores para ativos de maior risco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“O mundo e o Brasil estão passando por uma repressão financeira. Nesse novo mundo, ativos alternativos como crédito e bolsa ganham valor.”

Se a bolsa é a grande aposta hoje, quais papéis a Legacy tem na carteira? Guerra falou principalmente sobre setores que considera promissores, como os de marketing digital, biotecnologia, comércio eletrônico e meios de pagamento.

Com a reabertura e retomada das economias, ele também vê espaço para a valorização de produtores de commodities.

Quando eu perguntei especificamente sobre nomes, ele citou apenas uma ação: Petrobras. “A empresa continua no processo de venda de ativos e vem operando com margens maiores com a desvalorização do real.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dólar está caro, mas…

Ao falar sobre câmbio, o gestor da Legacy mais uma vez retomou o tema da repressão financeira ao dizer que hoje é difícil manter apostas contra o dólar.

Isso porque o atual cenário de juros baixos e liquidez farta deve levar o brasileiro a aumentar a alocação de recursos no exterior. “Toda vez que o dólar cair vai ter investidor local aproveitando para ter mais ativo em dólar.”

Do ponto de vista de fundamentos, porém, ele considera que o real está barato, diante dos atuais patamares de risco e de preços das commodities, principais produtos da pauta de exportação brasileira.

Por que então o câmbio tem oscilado tanto? Para Guerra, o mercado tem usado a moeda brasileira como proteção (hedge) em momentos de maior aversão a risco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O movimento é um efeito colateral da queda da Selic, que torna o real mais vulnerável. “Quando a Selic estava a 14% era caro ficar vendido em real”, afirmou.

Por outro lado, nos momentos em que as dúvidas do mercado diminuem, essas posições contra a moeda brasileira são desmontadas, o que provoca a volatilidade do câmbio.

Pau de circo

Nesse cenário, Guerra também vê pouco espaço para ganhos no mercado de juros, que durante muito tempo foi a principal fonte de retorno para os fundos multimercados.

A expectativa dele é de que o ciclo de queda da Selic esteja muito perto do fim após o corte para 2,25% ao ano, se é que já não acabou. E a relação entre risco e retorno de ficar aplicado em taxas não compensa diante da alta volatilidade nos mercados. “Preferimos ter bolsa no Brasil do que renda fixa”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para o sócio da Legacy, o próximo movimento relevante da Selic será para cima, principalmente se a perspectiva de retomada mais rápida da economia se confirmar.

Não que ele espere uma alta substancial dos juros no país. “A taxa está hoje abaixo do que seria compatível com a nossa economia, mas o juro estrutural hoje no país é mais baixo.”

Toda essa análise, contudo, depende de um fator: a manutenção do teto de gastos do governo. Guerra classificou a medida aprovada no governo Temer como o “pau de circo” que sustenta a economia.

“Enquanto o teto de gastos persistir os investidores de modo geral vão acreditar que as expectativas de inflação estão ancoradas e o juro médio tem como se manter mais baixo do que foi no passado.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Maior risco

Ao ser questionado sobre o principal risco no horizonte, o sócio da Legacy não cita nem o lado fiscal e político nem a pandemia do coronavírus, e sim as eleições nos Estados Unidos.

Ainda que a escolha de Joe Biden tenha diminuído um pouco a possibilidade de uma guinada mais radical na política norte-americana, Guerra disse que uma vitória do democrata nas eleições deve ser ruim para a bolsa.

“Ele tem uma agenda bem focada na taxação de empresas, então a chance de haver um aumento de impostos é alta”, disse. Por isso ele acredita que o mercado acionário tende a cair caso a candidatura de Biden ganhe favoritismo.

Estreia em previdência

Assim como quase todo o mercado, a Legacy começou a crise do coronavírus no vermelho. O principal fundo da casa registrou perdas nos três primeiros meses de 2020, mas conseguiu se recuperar a partir de abril e fechou o semestre com retorno de 2,67%, acima do 1,75% do CDI, o indicador de referência.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A gestora reabriu os fundos para captação, mas deve voltar a fechá-los quando o patrimônio se aproximar dos R$ 15 bilhões, segundo Guerra. A novidade é que a gestora se prepara para lançar o primeiro fundo de previdência, que deve replicar a carteira principal com os devidos ajustes regulatórios.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
GIGANTE DO E-COMMERCE NO JOGO

Após novela com os Correios, fundo imobiliário TRBL11 dispara 12% com a locação de galpão logístico para a Shopee

19 de fevereiro de 2026 - 18:30

O galpão logístico que é protagonista de uma batalha com os Correios terá novo inquilino e o contrato prevê a redução da vacância do FII para 3,3%

MAIS DILUIÇÃO

Azul (AZUL53): depois de emitir mais 45 trilhões de ações para sair da RJ o quanto antes, aérea desaba 50% na bolsa; entenda

19 de fevereiro de 2026 - 17:53

Movimento faz parte da reta final da recuperação judicial nos EUA e impacta investidores com forte diluição

SUSTENTABILIDADE NA BOLSA

Investimento em ESG: C&A (CEAB3) e Allos (ALOS3) entram nas ações sustentáveis recomendadas pelo BTG em fevereiro

19 de fevereiro de 2026 - 15:40

As empresas substituíram os papéis da Cyrela (CYRE3) e Rede D’Or (RDOR3)

O GRUPAMENTO ESTÁ VALENDO

Simpar (SIMH3) corta pela metade ações em circulação e amplia teto para novas emissões; veja o que muda para o acionista

18 de fevereiro de 2026 - 15:21

A companhia promoveu um grupamento na proporção 2 por 1, sem alteração do capital social, mas outra aprovação também chamou atenção do mercado

PORTFÓLIO EM EXPANSÃO

TRXF11 adiciona mais um galpão logístico ao carrinho, que será ocupado por gigante do e-commerce

18 de fevereiro de 2026 - 11:06

Após a compra, o fundo passará a ter 114 imóveis em carteira, com presença em 17 estados e uma ABL de aproximadamente 1,2 milhão de metros quadrados

VOLATILIDADE NOS MERCADOS

De ressaca? O que esperar dos papéis da Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3) hoje, depois de perderem valor em Wall Street no feriado

18 de fevereiro de 2026 - 10:48

ADRs da Vale e Petrobras antecipam dia de volatilidade enquanto mercados voltam do feriado; aversão a risco e queda do minério de ferro explicam quedas

SD ENTREVISTA

O gringo quer Brasil, mas começa pelo Ibovespa. A vez das small caps ainda deve chegar, mas não para todas; veja 10 ações para comprar

18 de fevereiro de 2026 - 6:10

Com fluxo estrangeiro concentrado no Ibovespa, as small caps também sobem no ano, mas ainda não brilham. Werner Roger, CIO da Trígono Investimentos, conta o que falta para isso

MERCADO DÁ ADEUS À FOLIA

Xô ressaca! O ajuste de contas entre o confete e a bolsa brasileira depois dos ganhos tímidos de Nova York

17 de fevereiro de 2026 - 18:24

Wall Street não parou nesta terça-feira (17), encerrando o pregão com alta modesta. Já na B3, o investidor troca a fantasia pelos gráficos e encara a ata do Fed em plena Quarta-feira de Cinzas.

ALTA TENSÃO

Todo mundo de olho na Petrobras (PETR4): petróleo fecha em queda com sinal de acordo entre Irã e EUA

17 de fevereiro de 2026 - 16:52

Embora um entendimento geral tenha sido alcançado nesta terça-feira (17), o Oriente Médio segue em alerta com trocas ameaças de ataque de Trump e o fechamento do Estreito de Ormuz

ALAVANCAGEM OCULTA

Ouro cai quase 3% em um dia com onda geopolítica mais calma. Mas só isso explica a baixa recente do metal precioso?

17 de fevereiro de 2026 - 16:27

Mudança na margem para ouro, prata e platina aceleraram a queda de preços dos metais; entenda o que mudou e como isso mexeu com as cotações

APOSTA MANTIDA

Portfólio robusto e dividendos previsíveis: este fundo imobiliário segue como compra para a XP

17 de fevereiro de 2026 - 13:07

Com baixa vacância, contratos longos e espaço para reciclagem de ativos, Patria Renda Urbana segue entre os preferidos da corretora

QUEM TEM MEDO DA IA

Como uma ex-fabricante de máquinas de karaokê derrubou o valor de empresas de transporte e logística em todo o mundo

17 de fevereiro de 2026 - 11:32

Um único relatório impulsionou o valor da empresa na bolsa em 30%, mas teve um efeito muito maior para outras companhias de logística

INOVAÇÕES

Novos lançamentos, mercado internacional: o que esperar do mercado de ETFs para este ano

16 de fevereiro de 2026 - 11:15

Ainda que 850 mil investidores seja um marco para a indústria de ETFs, ainda é um número pequeno na comparação com o número de 100 milhões de investidores na renda fixa e de 5,4 milhões na renda variável

CLIMA DE FOLIA?

Vai ter pregão na bolsa hoje? Veja o que funciona — e o que não — na B3 nesta semana de Carnaval

16 de fevereiro de 2026 - 9:52

Pregão ficará fechado por alguns dias e voltará em horário reduzido; Tesouro Direto também sofre alterações

FORA DO ÓBVIO

Energia nuclear, games, bilionários: conheça os ETFs mais curiosos da bolsa brasileira e veja como investir nessas tendências

16 de fevereiro de 2026 - 6:06

Há um leque de oportunidades no mundo dos ETFs, para diferentes tipos de investidores, do mais conservador ao mais agressivo

FUNDOS IMOBILIÁRIOS

FIIs disparam no início de 2026 e retornos chegam a 13% — fundos de papel se destacam entre os campeões

15 de fevereiro de 2026 - 13:05

Levantamento da Quantum Finance mostra que fundos de papel lideraram as altas de janeiro, com retornos que chegaram a ser seis vezes maiores que o do IFIX

JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO

Dona da Vivo, Telefônica Brasil (VIVT3) pagará R$ 325 milhões em proventos aos acionistas; veja quem recebe

13 de fevereiro de 2026 - 13:11

Ainda dá tempo de embolsar os ganhos. Veja até quando investir na ação para ter direito ao pagamento de juros sobre o capital próprio

IMPULSO INTERNO E EXTERNO

Usiminas (USIM5) reverte prejuízo no 4T25, mas ação está entre as maiores altas do Ibovespa também por outro motivo

13 de fevereiro de 2026 - 12:41

Além da perspectiva positiva para o primeiro trimestre de 2026, a siderúrgica está sendo beneficiada por uma medida que pega a China em cheio; entenda os detalhes

FECHAMENTO DOS MERCADOS

Dólar cai a R$ 5,18 e volta a fechar no menor nível em quase 2 anos; na bolsa, o dia foi de recordes

11 de fevereiro de 2026 - 18:50

A narrativa de rotação global de ativos, a partir dos Estados Unidos, segue em curso. S&P 500 e Nasdaq terminaram o dia em baixa.

CEO CONFERENCE 2026

“Upsides pornográficos”: derrota de Lula nas eleições pode fazer a bolsa deslanchar, diz André Lion, da Ibiuna

11 de fevereiro de 2026 - 13:32

Em painel na CEO Conference 2026, do BTG Pactual, o CIO da Ibiuna afirmou que uma eventual alternância de poder pode destravar uma reprecificação relevante dos ativos e pressionar os juros reais para baixo

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar