Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

As apostas do gestor do Verde

Otimista, Luis Stuhlberger não vê recessão mundial no curto prazo e aposta na melhora estrutural do Brasil

Em palestra em evento da XP, mítico gestor do fundo Verde falou das suas perspectivas para a economia e dos investimentos na sua carteira

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
6 de julho de 2019
16:39 - atualizado às 17:01
Luis Stuhlberger, gestor do fundo Verde
Luis Stuhlberger: aposta em ações brasileiras e NTN-B longas, mirando Brasil diferente. - Imagem: Leo Martins

Luis Stuhlberger, mítico gestor do fundo Verde e historicamente cético, vem dando sinais de um certo otimismo, comparado à boa parte do mercado, que anda bastante temerosa com a desaceleração da economia mundial e a possibilidade de uma recessão global.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em palestra no Expert XP neste sábado (06), evento promovido pela corretora XP Investimentos, Stuhlberger se disse "moderadamente otimista" e afirmou que não vê "no curto prazo, nem aqui, nem no mundo, motivo para ser catastrófico".

O gestor falou ainda sobre onde o seu fundo Verde está investindo: títulos públicos atrelados à inflação (NTN-B) de longo prazo e ações locais com boas perspectivas de crescimento, ainda que não estejam baratas.

Tais investimentos evidenciam que a casa aposta numa mudança estrutural bastante profunda da economia brasileira: um país de juros estruturalmente baixos e crescendo mais por força do investimento privado que do governo.

No Brasil, o fundo está fora de ações de bancos e empresas ligadas a commodities. Também não há posição relevante em câmbio - "não temos opinião formada", disse Stuhlberger sobre esse mercado - nem em bolsas estrangeiras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O temor é quanto às consequências da guerra comercial entre EUA e China. "É um problema difícil de resolver", disse o gestor.

Leia Também

EUA vai pelo mesmo caminho de Europa e Japão, mas não agora

Sobre o pessimismo de parte do mercado em relação à economia global, Stuhlberger expôs o seguinte raciocínio: o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) mundial só é da ordem dos 3%, 3,5% por conta de países como China e Índia que crescem ou tem o potencial de crescer muito, puxando a média para cima.

"Não dá para achar que o crescimento potencial do PIB em países ricos, hoje em dia, é de um número acima de 2%, 2,5%", disse, acrescentando que a próxima década será "a década da Índia".

Ele explicou que países europeus, Japão e EUA têm um crescimento potencial mais baixo mesmo, com a população envelhecendo e um uso intensivo de tecnologia. Esses elementos são, nas palavras do gestor, "extremamente deflacionistas". "O que aconteceu no Japão está acontecendo agora na Europa, e é o que permite a esses países ter juro zero ou negativo", disse.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Stuhlberger ressalvou que os EUA são uma exceção em termos de taxa de natalidade e crescimento econômico nesse cenário, mas que em algum momento vão enveredar pelo mesmo caminho que Japão e Europa. "Muita gente acha que isso vai acontecer agora. A gente acha que vai acontecer, mas mais para frente", previu.

O gestor acrescentou que o cenário deve ser mesmo de crescimento baixo e juros reduzidos, mas que isso não significa que haverá uma recessão grande nos EUA já no ano que vem. "Não concordamos com isso", falou.

Stuhlberger admite que há um problema no financiamento dos déficits dos países ricos e que o lado fiscal pode ficar perigoso, mas lembra que a situação dos EUA é mais confortável que a da Europa e do Japão nesse quesito.

Do ponto de vista global, não é a questão do refinanciamento das dívidas nem a possibilidade de uma recessão nos EUA que preocupam a Verde, mas sim a guerra comercial entre Estados Unidos e China, dificultada por um problema de confiança entre os países.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Esse confronto pode trazer alguma consequência sobre os mercados", disse Stuhlberger, explicando por que o Verde zerou a posição em mercados globais e tem até uma pequena posição vendida como hedge (proteção).

"Inacreditavelmente surpreso" com a reforma da Previdência

Ainda que Luis Stuhlberger não tenha uma visão apoteótica para a economia mundial, sua visão mais construtiva é mesmo em relação ao Brasil.

O gestor se disse "inacreditavelmente surpreso" com o andamento da reforma da Previdência, que hoje prevê uma economia entre R$ 900 bilhões e R$ 1 trilhão em dez anos. Ele lembra que a reforma de Temer, que no início previa algo como R$ 500 bilhões de economia, com possibilidades de desidratação, já era algo que maravilhava o mercado.

Na sua fala, o gestor pareceu genuinamente animado. Manteve-se cauteloso, dizendo não querer se antecipar, já que a reforma ainda não foi aprovada. Mas, segundo ele, se ela sair como está agora, haverá um cenário muito positivo, já que a magnitude será maior que o esperado anteriormente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A visão da Verde é de que está havendo de fato uma mudança de cenário no Brasil. Se antes o país tinha um modelo de "acelerador fiscal", em que o governo ampliava gastos acima do crescimento do PIB para estimular a economia, e freava pelo lado monetário, com a elevação de juros para controlar a inflação gerada, agora o cenário está começando a se inverter: o Brasil pode passar a ter um "freio fiscal", já que o governo não tem mais dinheiro para gastar, e passar a ter um "acelerador monetário", com juros estruturalmente mais baixos.

"O Brasil está crescendo pouco, mas pelo menos agora o crescimento não será à base de esteroides", disse Stuhlberger, se referindo a investimento majoritariamente governamental, muitas vezes com capital alocado segundo "critérios estranhos". "Agora vamos crescer com nossas próprias forças", completou.

Onde investir daqui para frente

Nesse cenário, o investimento privado via mercado de capitais tomando o lugar que era do BNDES no financiamento aos negócios será de fundamental importância, lembrou o gestor. E há demanda por investimentos, inclusive pela pessoa física, já que a Selic está muito baixa e, na opinião da Verde, deve cair a 5% ao ano com a aprovação da reforma da Previdência.

Stuhlberger disse ter uma opinião diferente da média do mercado brasileiro hoje, que se mostra um tanto descrente, com as constantes revisões do crescimento do PIB para baixo e a manutenção da alta taxa de desemprego. "Mesmo respeitando o consenso, a gente acha que nessa questão do crescimento do PIB a gente pode sofrer uma linearidade positiva", disse.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para ele, o grosso do crescimento virá de onde há mais carência no país, a infraestrutura. Mas o gestor crê estar vendo algo a mais do que boa parte do mercado, pois já haveria sinais de fatores que podem puxar o crescimento.

É o caso de um crescimento razoável no consumo das famílias, uma poupança familiar alta para os nossos padrões históricos e uma recuperação nas vendas do varejo, que ainda têm espaço para melhorar mais.

"Tenho a impressão de que estamos numa trajetória robusta de pelo menos melhorar bastante. Não dá para achar que o crescimento potencial brasileiro é de 3%. Mas entre algo como 1% e 2%, 2,5%, é possível", disse.

Nesse sentido, as apostas da Verde estão na bolsa brasileira e nas NTN-B longas. No mercado de ações, Stuhlberger foca em empresas cujos retornos sobre patrimônio líquido (ROE) e margens Ebitda estão abaixo da média, ainda que suas ações não pareçam muito baratas. Empresas financeiras e de commodities, no entanto, ficam de fora.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na renda fixa, Stuhlberger acredita que boa parte do movimento de valorização dos títulos prefixados e atrelados à inflação, que já deram bastante ganho à Verde neste ano, já aconteceu. Os rendimentos desses papéis agora, afinal, estão bem reduzidos. Mas os títulos de longo prazo, especialmente as NTN-B, ainda apresentam boa oportunidade, disse o gestor.

Veja a apresentação completa do gestor a partir do minuto 03:50:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
INCENTIVO PARA ESTUDANTES

Pé-de-Meia: confira as datas de pagamento em maio de 2026 e saiba como funciona o programa criado para tentar frear a evasão escolar

2 de maio de 2026 - 6:28

Confira o calendário de maio do programa Pé‑de‑Meia, que oferece até R$ 9,2 mil para alunos de baixa renda permanecerem na escola

SEM CONVERSA

Por que o governo declarou guerra às bets no novo Desenrola?

1 de maio de 2026 - 18:52

Quem aderir ao programa de renegociação de dívidas com recursos do FGTS não poderá fazer apostas online por um ano

TRÊS DÉCADAS DE ‘NOVELA’

Acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia entra em vigor nesta sexta; quais são as oportunidades para o Brasil?

1 de maio de 2026 - 12:31

A redução ou isenção de tarifas para o comércio entre os dois blocos econômicos deve abrir espaço para a expansão de exportação brasileira para a Europa; veja o que está em jogo

O QUE ESPERAR PARA O ANO

Itaú eleva projeção da Selic para 13,25% ao ano em 2026; veja os motivos para a piora do cenário

1 de maio de 2026 - 11:01

Segundo o banco, a autoridade monetária segue comprometida com um ciclo de flexibilização, mas agora sob maior cautela, diante da piora do ambiente inflacionário

FICOU MAIS ARRISCADO?

Fitch faz alerta sobre risco da dívida dos EUA: peso está acima de outros países semelhantes

1 de maio de 2026 - 10:25

Gastos e redução das receitas levarão a dívida, já alta, para patamares acima de 120% do PIB norte-americano no ano que vem, muito superior à média de outros países com a classificação AA

COM CHAVE DE OURO

Mega-Sena 3002 fecha abril pagando R$ 127 milhões na capital mais fria do Brasil; Quina 7014 premia bolão da internet; Lotofácil e outras loterias acumulam

1 de maio de 2026 - 7:23

Mega-Sena não saía desde o fim de março e por pouco não passou abril em branco. Bolão ganhador da Quina tinha 50 participantes. Loterias entram em recesso no feriado de hoje e voltam amanhã.

ATENÇÃO BENEFICIÁRIOS

Gás do Povo em maio de 2026: confira datas de pagamento e novo reajuste do valor

1 de maio de 2026 - 5:43

Confira as datas, o reajuste do valor em maio e as regras de recebimento do Gás do Povo, programa social que fornece gás de cozinha a famílias de baixa renda.

ATENÇÃO, BENEFICIÁRIOS

Bolsa Família de maio de 2026: confira a data de pagamento e quem poderá se beneficiar

1 de maio de 2026 - 5:31

Dinheiro referente ao benefício começa a cair em 18 de maio e segue até o fim do mês, conforme o final do NIS; valor mínimo é de R$ 600

OPORTUNIDADE NO CAMPO

BTG Pactual aposta no agro em 2026 e vê bancos como chave da retomada: ‘É hora de estar mais próximo’

30 de abril de 2026 - 19:51

Banco mantém apetite pelo setor, aposta em carteira “bem defendida” e vê espaço para apoiar produtores em meio a juros altos e margens pressionadas

BALANÇO DOS INVESTIMENTOS

Bitcoin segue em recuperação e tem maior alta de abril; renda fixa passa por alívio, e dólar volta a cair. Veja os melhores investimentos do mês

30 de abril de 2026 - 19:32

Cessar-fogo entre EUA e Irã reduziu aversão a risco e deu espaço para alguma recuperação dos ativos; Ibovespa fechou perto da estabilidade

VALORES SALGADOS

Aluguel dispara em São Paulo e sobe 63% em um bairro no último ano — veja quanto custa morar na capital agora

30 de abril de 2026 - 19:01

Pesquisa com 178 mil anúncios de imóveis residenciais mostra que morar de aluguel em São Paulo está mais caro do que um ano atrás

TOUROS E URSOS

Muito risco para pouco retorno: por que o crédito privado não está compensando hoje — e quais são as exceções

30 de abril de 2026 - 17:30

Em participação no podcast Touros e Ursos, Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, afirma que spreads no crédito provado estão “apertados demais”, não compensam o risco de calote. Ele defende foco em juros reais, com críticas até ao Tesouro IPCA+ e aos prefixados

TOME CUIDADO

Google solta alerta grave de segurança no navegador Chrome; mas é relativamente fácil resolver o problema

30 de abril de 2026 - 16:11

Mesmo com atualizações automáticas, usuários do Chrome podem permanecer vulneráveis se não atualizarem o navegador

DAS RUAS PARA O HOME-OFFICE

Só não faz o cafezinho: Toyota lança cadeira gamer inspirada em assentos de seus próprios carros de luxo

30 de abril de 2026 - 15:26

Com ajustes elétricos, bateria interna e USB‑C integrado, a cadeira da Toyota leva tecnologia automotiva ao home office

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL?

Em estabelecimento totalmente administrado por IA, robô manda em humanos, pede dinheiro para funcionários e compra ingredientes para pratos que não estão no cardápio

30 de abril de 2026 - 14:34

A chefe é “Mona”, IA do Google que fundou e gerencia a cafeteria — e que é responsável por avaliar funcionários humanos

UMA COCA-COLA TODO DIA?

Coca-Cola anuncia mudanças que vão impactar no tamanho dos refrigerantes e no bolso dos consumidores

30 de abril de 2026 - 11:35

Coca-Cola quer estar mais presente no consumo diário e espontâneo dos consumidores brasileiros

SEM RECLAMAÇÕES

Super Sete 841 aproveita bola dividida na Lotofácil 3673 e paga o único prêmio milionário da rodada nas loterias da Caixa; Mega-Sena 3002 pode pagar R$ 130 milhões hoje

30 de abril de 2026 - 9:02

Lotofácil manteve a fama de loteria “menos difícil” da Caixa na rodada de quarta-feira (29), mas foi superada pela Super Sete, que pagou o prêmio principal pela primeira vez em 2026

AGENDA DE FERIADOS

Dia do Trabalhador: Como fica o funcionamento da B3, dos bancos, do Pix, dos Correios e de outros serviços no feriado?

30 de abril de 2026 - 6:30

O Dia do Trabalhador, celebrado nesta sexta-feira (04), influenciará o funcionamento dos principais serviços do Brasil

AGENDA MENSAL DE BENEFÍCIOS

Bolsa Família, Gás do Povo e Pé-de-Meia e mais: confira o calendário completo dos programas sociais para maio de 2026

30 de abril de 2026 - 5:29

O guia detalha os dias em que os programas sociais são pagos pelo governo à população, feitos periodicamente e sujeitos à mudanças

AMEAÇA ÀS FINANÇAS?

Faturamento das bets dispara 44,4% em um ano, mas cifra bilionária camufla riscos para o bolso

29 de abril de 2026 - 19:20

Empresas de apostas online tiveram faturamento de R$ 2,2 bilhões em janeiro deste ano; pesquisa da FecomercioSP mostra o que está no radar desse mercado

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia