🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

As apostas do gestor do Verde

Otimista, Luis Stuhlberger não vê recessão mundial no curto prazo e aposta na melhora estrutural do Brasil

Em palestra em evento da XP, mítico gestor do fundo Verde falou das suas perspectivas para a economia e dos investimentos na sua carteira

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
6 de julho de 2019
16:39 - atualizado às 17:01
Luis Stuhlberger, gestor do fundo Verde
Luis Stuhlberger: aposta em ações brasileiras e NTN-B longas, mirando Brasil diferente. - Imagem: Leo Martins

Luis Stuhlberger, mítico gestor do fundo Verde e historicamente cético, vem dando sinais de um certo otimismo, comparado à boa parte do mercado, que anda bastante temerosa com a desaceleração da economia mundial e a possibilidade de uma recessão global.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em palestra no Expert XP neste sábado (06), evento promovido pela corretora XP Investimentos, Stuhlberger se disse "moderadamente otimista" e afirmou que não vê "no curto prazo, nem aqui, nem no mundo, motivo para ser catastrófico".

O gestor falou ainda sobre onde o seu fundo Verde está investindo: títulos públicos atrelados à inflação (NTN-B) de longo prazo e ações locais com boas perspectivas de crescimento, ainda que não estejam baratas.

Tais investimentos evidenciam que a casa aposta numa mudança estrutural bastante profunda da economia brasileira: um país de juros estruturalmente baixos e crescendo mais por força do investimento privado que do governo.

No Brasil, o fundo está fora de ações de bancos e empresas ligadas a commodities. Também não há posição relevante em câmbio - "não temos opinião formada", disse Stuhlberger sobre esse mercado - nem em bolsas estrangeiras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O temor é quanto às consequências da guerra comercial entre EUA e China. "É um problema difícil de resolver", disse o gestor.

Leia Também

EUA vai pelo mesmo caminho de Europa e Japão, mas não agora

Sobre o pessimismo de parte do mercado em relação à economia global, Stuhlberger expôs o seguinte raciocínio: o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) mundial só é da ordem dos 3%, 3,5% por conta de países como China e Índia que crescem ou tem o potencial de crescer muito, puxando a média para cima.

"Não dá para achar que o crescimento potencial do PIB em países ricos, hoje em dia, é de um número acima de 2%, 2,5%", disse, acrescentando que a próxima década será "a década da Índia".

Ele explicou que países europeus, Japão e EUA têm um crescimento potencial mais baixo mesmo, com a população envelhecendo e um uso intensivo de tecnologia. Esses elementos são, nas palavras do gestor, "extremamente deflacionistas". "O que aconteceu no Japão está acontecendo agora na Europa, e é o que permite a esses países ter juro zero ou negativo", disse.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Stuhlberger ressalvou que os EUA são uma exceção em termos de taxa de natalidade e crescimento econômico nesse cenário, mas que em algum momento vão enveredar pelo mesmo caminho que Japão e Europa. "Muita gente acha que isso vai acontecer agora. A gente acha que vai acontecer, mas mais para frente", previu.

O gestor acrescentou que o cenário deve ser mesmo de crescimento baixo e juros reduzidos, mas que isso não significa que haverá uma recessão grande nos EUA já no ano que vem. "Não concordamos com isso", falou.

Stuhlberger admite que há um problema no financiamento dos déficits dos países ricos e que o lado fiscal pode ficar perigoso, mas lembra que a situação dos EUA é mais confortável que a da Europa e do Japão nesse quesito.

Do ponto de vista global, não é a questão do refinanciamento das dívidas nem a possibilidade de uma recessão nos EUA que preocupam a Verde, mas sim a guerra comercial entre Estados Unidos e China, dificultada por um problema de confiança entre os países.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Esse confronto pode trazer alguma consequência sobre os mercados", disse Stuhlberger, explicando por que o Verde zerou a posição em mercados globais e tem até uma pequena posição vendida como hedge (proteção).

"Inacreditavelmente surpreso" com a reforma da Previdência

Ainda que Luis Stuhlberger não tenha uma visão apoteótica para a economia mundial, sua visão mais construtiva é mesmo em relação ao Brasil.

O gestor se disse "inacreditavelmente surpreso" com o andamento da reforma da Previdência, que hoje prevê uma economia entre R$ 900 bilhões e R$ 1 trilhão em dez anos. Ele lembra que a reforma de Temer, que no início previa algo como R$ 500 bilhões de economia, com possibilidades de desidratação, já era algo que maravilhava o mercado.

Na sua fala, o gestor pareceu genuinamente animado. Manteve-se cauteloso, dizendo não querer se antecipar, já que a reforma ainda não foi aprovada. Mas, segundo ele, se ela sair como está agora, haverá um cenário muito positivo, já que a magnitude será maior que o esperado anteriormente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A visão da Verde é de que está havendo de fato uma mudança de cenário no Brasil. Se antes o país tinha um modelo de "acelerador fiscal", em que o governo ampliava gastos acima do crescimento do PIB para estimular a economia, e freava pelo lado monetário, com a elevação de juros para controlar a inflação gerada, agora o cenário está começando a se inverter: o Brasil pode passar a ter um "freio fiscal", já que o governo não tem mais dinheiro para gastar, e passar a ter um "acelerador monetário", com juros estruturalmente mais baixos.

"O Brasil está crescendo pouco, mas pelo menos agora o crescimento não será à base de esteroides", disse Stuhlberger, se referindo a investimento majoritariamente governamental, muitas vezes com capital alocado segundo "critérios estranhos". "Agora vamos crescer com nossas próprias forças", completou.

Onde investir daqui para frente

Nesse cenário, o investimento privado via mercado de capitais tomando o lugar que era do BNDES no financiamento aos negócios será de fundamental importância, lembrou o gestor. E há demanda por investimentos, inclusive pela pessoa física, já que a Selic está muito baixa e, na opinião da Verde, deve cair a 5% ao ano com a aprovação da reforma da Previdência.

Stuhlberger disse ter uma opinião diferente da média do mercado brasileiro hoje, que se mostra um tanto descrente, com as constantes revisões do crescimento do PIB para baixo e a manutenção da alta taxa de desemprego. "Mesmo respeitando o consenso, a gente acha que nessa questão do crescimento do PIB a gente pode sofrer uma linearidade positiva", disse.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para ele, o grosso do crescimento virá de onde há mais carência no país, a infraestrutura. Mas o gestor crê estar vendo algo a mais do que boa parte do mercado, pois já haveria sinais de fatores que podem puxar o crescimento.

É o caso de um crescimento razoável no consumo das famílias, uma poupança familiar alta para os nossos padrões históricos e uma recuperação nas vendas do varejo, que ainda têm espaço para melhorar mais.

"Tenho a impressão de que estamos numa trajetória robusta de pelo menos melhorar bastante. Não dá para achar que o crescimento potencial brasileiro é de 3%. Mas entre algo como 1% e 2%, 2,5%, é possível", disse.

Nesse sentido, as apostas da Verde estão na bolsa brasileira e nas NTN-B longas. No mercado de ações, Stuhlberger foca em empresas cujos retornos sobre patrimônio líquido (ROE) e margens Ebitda estão abaixo da média, ainda que suas ações não pareçam muito baratas. Empresas financeiras e de commodities, no entanto, ficam de fora.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na renda fixa, Stuhlberger acredita que boa parte do movimento de valorização dos títulos prefixados e atrelados à inflação, que já deram bastante ganho à Verde neste ano, já aconteceu. Os rendimentos desses papéis agora, afinal, estão bem reduzidos. Mas os títulos de longo prazo, especialmente as NTN-B, ainda apresentam boa oportunidade, disse o gestor.

Veja a apresentação completa do gestor a partir do minuto 03:50:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
METAIS PRECIOSOS EM QUEDA LIVRE

Ouro cai mais de 11% e prata derrete 31% em um único dia; entenda o que causou o nervosismo no mercado

30 de janeiro de 2026 - 18:30

Investidores reagem à indicação de Kevin Warsh para o Fed e a dados de inflação acima do esperado nos EUA

ALTO PADRÃO

Como será o hotel de luxo que casal bilionário dono da melhor vinícola do mundo vai construir no Brasil

30 de janeiro de 2026 - 16:03

Rede de hotéis de luxo associada à casal de bilionários terá primeira unidade no Brasil, no interior de São Paulo, com inauguração prevista para 2027 ou 2028

VAI TER DESCANSO?

Carnaval 2026 não é feriado nacional; veja quem tem direito à folga

30 de janeiro de 2026 - 11:13

Apesar da tradição, o Carnaval não é feriado nacional em 2026; datas aparecem como ponto facultativo no calendário oficial

DEBATE ACALORADO

Escala 6×1 com os dias contados? Por que essas empresas se anteciparam e decidiram acabar com ela

30 de janeiro de 2026 - 10:40

Enquanto o Congresso ainda discute o fim da escala 6×1, empresas de setores que operam no limite da jornada legal começam a antecipar mudanças e adotar modelos de trabalho com mais dias de descanso

A ESCOLHA FOI FEITA

Adeus, Jerome Powell, olá, Kevin Warsh: conheça o escolhido de Trump para ocupar a presidência do Fed

30 de janeiro de 2026 - 10:10

Em suas redes sociais, Trump afirmou que não tem dúvidas de que Warsh será lembrado como um dos grandes presidentes do Fed

ROUBOU A CENA

Quina aproveita bola dividida na Lotofácil 3600 e faz o maior milionário da rodada; Mega-Sena tem repetição improvável

30 de janeiro de 2026 - 7:10

Enquanto a Quina roubou a cena da Lotofácil, a Mega-Sena acumulou de novo na quinta-feira (29) e o prêmio em jogo subiu para R$ 115 milhões.

VAI CAIR MAIS

Selic em 11,50% em 2026 — o que levou o UBS BB a mudar a projeção para os juros? Spoiler: não foi apenas a sinalização do Copom de corte em março

29 de janeiro de 2026 - 18:32

Esta é a primeira revisão do banco suíço para a taxa básica desde março de 2025; projeção anterior era de 12% até o final do ano

REGULAMENTAÇÃO

Cannabis medicinal já pode ser cultivada por universidades no Brasil: veja o que muda com as novas regras aprovadas pela Anvisa

29 de janeiro de 2026 - 16:00

Anvisa aprovou novas regras para a cannabis medicinal, permitindo o cultivo da planta por universidades e instituições de pesquisa, sob exigências rígidas de controle e segurança; veja as novas regras para a Cannabis medicinal no país

DIRETORES AFASTADOS

Fiscal de si mesmo: BC abre investigação interna para apurar crescimento acelerado e liquidação do Master

29 de janeiro de 2026 - 9:35

O objetivo da medida é tentar entender o que aconteceu com o Master, e como o Banco Central pode reforçar a sua governança interna de fiscalização.

ÁGUA

Califórnia resolve um problema que as mudanças climáticas não garantem mais

29 de janeiro de 2026 - 8:42

Diante das secas cada mais vez imprevisíveis, o estado mais rico dos EUA passou a tratar a água como infraestrutura estratégica

GRANDES PRÊMIOS DE CONSOLAÇÃO

Lotofácil acumula de novo e prêmio dispara, mas não faz nem cócegas nos R$ 102 milhões em jogo hoje na Mega-Sena

29 de janeiro de 2026 - 7:09

Depois de acumular pelo segundo sorteio seguido, a Lotofácil pode pagar nesta quinta-feira (29) o segundo maior prêmio da rodada das loterias da Caixa, mas a Quina vem logo atrás.

NÃO FOI DESSA VEZ, MAS...

Copom mantém Selic em 15% ao ano — e sinaliza primeiro corte para março

28 de janeiro de 2026 - 18:38

Decisão correspondeu às expectativas do mercado e surpreendeu com sinalização direta sobre o início dos cortes

SELIC ALTA DEMAIS, BOLSA SEM LASTRO?

“Banco Central já deveria cortar a Selic em 0,25 p.p”, diz Felipe Guerra, da Legacy, que alerta para bolha na bolsa

28 de janeiro de 2026 - 17:10

Enquanto a Legacy defende corte imediato de 0,25 ponto nos juros, Genoa alerta para o risco de o Banco Central repetir erros do passado

NO MAPA DOS GRINGOS

Enquanto brasileiros miram a Europa, destino no Brasil está entre os queridinhos dos estrangeiros para 2026

28 de janeiro de 2026 - 11:55

Cidade brasileira aparece entre os destinos mais reservados para 2026, atrás apenas de Paris e Bangkok, segundo levantamento da eDreams ODIGEO

CASA DE SAL

Casa de garrafas de vidro salta aos olhos no litoral de Pernambuco — e você pode se hospedar nela por R$ 430

28 de janeiro de 2026 - 11:13

Na Ilha de Itamaracá, duas mulheres recolheram cerca de 8 mil garrafas de vidro abandonadas nas praias e a transformaram em lar

DEVO, NÃO NEGO...

Foi mais difícil pagar aluguel em 2025: inadimplência teve leve alta no último ano, mas jogo pode virar em 2026

28 de janeiro de 2026 - 9:00

Levantamento mostra que os imóveis comerciais lideraram as taxas de inadimplência, com média de 4,84%

ENCALHADAS

Mega-Sena encalha e prêmio em jogo agora passa dos R$ 100 milhões; Lotofácil, Quina e outras loterias também emperram

28 de janeiro de 2026 - 7:05

Mega-Sena não sai desde a Mega da Virada. Lotofácil acumula pela primeira vez na semana. +Milionária promete o maior prêmio desta quarta-feira (28).

ENTREVISTA SD

“Não há nenhuma emergência que leve o Banco Central a apressar o corte da Selic”, diz Tony Volpon

28 de janeiro de 2026 - 6:03

O ex-diretor do Copom espera que um primeiro corte venha em março ou abril, quando a expectativa de inflação futura chegar, enfim, aos 3%

POLÍTICA MONETÁRIA

Selic a 8% ou a 15%? Ex-diretores do Banco Central explicam o dilema que o Brasil terá pela frente

27 de janeiro de 2026 - 18:46

Para Bruno Serra e Rodrigo Azevedo, o país entrou na fase decisiva em que promessas já não bastam: o ajuste fiscal precisará acontecer, de um jeito ou de outro

LENDA DO MERCADO

Dólar a R$ 4,40, ou dívida acima de 80% do PIB: o alerta de Stuhlberger para 2026

27 de janeiro de 2026 - 14:42

Dólar, juros e eleição entram no radar do gestor do lendário fundo Verde para proteger a carteira

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar