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Nota da Presidência diz que entrada de ajuda humanitária no país vizinho foi exitosa, mas segundo reportagem do "Estadão", parece que não foi bem assim

A Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência divulgou ontem à noite uma nota a respeito da crise que envolve a Venezuela e da ajuda humanitária enviada ao país vizinho pelo Brasil.
De acordo com a Presidência, os dois primeiros caminhões brasileiros cruzaram a fronteira para a Venezuela, sem que ocorressem incidentes na travessia.
A reportagem do "Estadão", no entanto, esteve no local e relatou que os caminhões ficaram apenas na linha de fronteira: uma rua com uma bandeira do Brasil e outra da Venezuela.
Os caminhões chegaram a ultrapassar a linha e ficar entre as duas bandeiras. Mas embora o local seja considerado solo venezuelano, ele fica, na verdade, a mais de 800 metros das barreiras militares do país vizinho.
"A Presidência da República informa que a participação do governo brasileiro foi exitosa em reunir e transportar as doações até o destino de distribuição", diz a nota do Planalto. "Inicia-se uma segunda fase da operação com os últimos preparativos de logística para a entrega dos produtos que se encontram armazenados na capital do estado, Boa Vista."
Os caminhões não se aproximaram das barreiras e não foram descarregados. Eles ficaram estacionados no local, e no início da noite foram retirados da linha de fronteira, após o início de uma confusão entre manifestantes.
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A assessoria de imprensa do Planalto foi questionada pelo "Broadcast", serviço de notícias em tempo real do "Estadão", a respeito deste suposto êxito da operação. Segundo a assessoria, houve êxito porque os caminhões entraram e este é o início da operação brasileira.
A Presidência informou ainda, por meio da nota, que o Ministério da Defesa ampliou as capacidades da Operação Acolhida, que está em atividade há mais de um ano, "mediante a triplicação do efetivo da equipe médica, o aumento do potencial logístico e a ampliação do sistema de evacuação médica, por meio da disponibilização de novas ambulâncias equipadas".
Conforme a nota, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, esteve na manhã de ontem em Paracaima, justamente para viabilizar a entrada dos caminhões com medicamentos e alimentos no país vizinho.
"O governo brasileiro confia na solução da questão, certo de que os líderes daquele país terão a sensibilidade de atenuar as condições de vulnerabilidade às quais estão submetidos nossos irmãos venezuelanos", completou a nota.
Em Brasília, neste sábado (23), o presidente da República, Jair Bolsonaro, passou toda a tarde no Palácio da Alvorada. Ele não teve compromissos oficiais.
*Com Estadão Conteúdo
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