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O desafio de avaliar as responsabilidades sociais e ambientais dos seus investimentos
A experiência dos anos de jornalismo, vários deles trabalhando em notícias em “tempo real” voltadas ao mercado financeiro, treinaram o meu senso de urgência. Mas nada prepara você para reagir a tragédias como as do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho e o incêndio no Ninho do Urubu, o centro de treinamento do Flamengo.
Passei a minha infância e adolescência bem perto do campo de futebol que anos mais tarde viraria o CT do Santos Futebol Clube. Nunca fui um bom jogador e sempre fiquei entre os últimos (nunca o último!) escolhidos nas peladas. Mas cresci com vários garotos muito bons de bola e um deles inclusive chegou a jogar nas categorias de base do clube.
Os rostos de cada um desses amigos sobre os quais pouco ou nada sei hoje me vieram nitidamente quando vi na TV pela primeira vez o que sobrou do alojamento onde ficavam os garotos do Flamengo.
Tragédias interrompem sonhos, e investir também é uma forma de sonhar. Afinal, trata-se de deixar de consumir algo hoje com um objetivo no futuro. Pode ser uma viagem, um curso, a aposentadoria ou o simples e legítimo desejo de ficar rico.
Falo não apenas dos acionistas diretos de VALE3, mas também daqueles que destinaram uma parcela do FGTS aos fundos de privatização criados pelo governo para comprar os papéis da mineradora. Sem falar nos milhares de cotistas de fundos que aplicam em ações ou títulos de dívida da empresa. Todos eles colocaram seu dinheiro na Vale e acreditaram que a empresa traria um bom retorno para seus investimentos.
A tragédia de Brumadinho colocou luz em um aspecto pouco considerado no momento em que investimos: cuidar de quem cuida dos nossos sonhos. Em outras palavras, faz parte do nosso papel levar em conta não só a rentabilidade, mas também fatores sociais, ambientais e éticos.
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Até porque um descuido nessa área pode doer (e muito) no bolso. Que o diga a queda de 23% das ações da Vale acumulada desde o rompimento da barragem. Ou seja, no longo prazo a tendência é que empresas com práticas sustentáveis tenham uma rentabilidade maior e protejam o seu patrimônio.
A mineradora nem de longe é o único exemplo. Os prejuízos provocados pelo vazamento de óleo da plataforma da BP nos Estados Unidos e o escândalo da fraude das emissões de poluentes da Volkswagen ainda estão na mente do mercado lá fora.
Mas nem precisamos ir tão longe. Basta lembrar que a fatura das empresas envolvidas na Lava Jato ainda está aberta.
Se avaliar o investimento financeiro em uma ação já não é tarefa simples, incluir nessa análise critérios de sustentabilidade torna a missão quase impossível. Mas existem algumas referências pelas quais você pode se guiar.
A principal delas é o ISE, o índice de sustentabilidade empresarial da B3. Criado em 2005, o indicador reúne, em tese, ações de empresas listadas na bolsa brasileira com práticas mais rigorosas de sustentabilidade.
Digo “em tese” porque o índice não está livre de falhas. As ações da Vale, que deixaram a carteira em 2015 depois do rompimento da barragem da Samarco em Mariana (MG), haviam voltado ao ISE em janeiro deste ano. E com uma participação maior do que a mineradora tem no Ibovespa, o principal índice da bolsa.
A falha, nesse caso, não foi exatamente a inclusão da Vale, caso a empresa tenha passado corretamente por todos os critérios necessários para fazer parte do ISE. O problema foi a demora de 13 longos dias para o conselho responsável pelo índice decidir excluir as ações, o que acontecerá a partir da terça-feira, dia 12.
Um comentário do repórter Fernando Pivetti na redação do Seu Dinheiro durante a semana resume bem a situação: a Vale é uma espécie de “maçã podre” que poderia contaminar todo o cesto. De fato, o ISE acumulou uma queda maior que o Ibovespa desde Brumadinho graças ao peso da Vale.
Se você nunca se atentou a essas questões na hora de investir, não está sozinho. É algo que praticamente todo o mercado ignora, incluindo vários dos gurus da Faria Lima.
No Brasil, os fundos de ações classificados pela Anbima na categoria sustentabilidade e governança somavam pouco mais de R$ 400 milhões - quase nada para os padrões do mercado.
Para você ter uma ideia, no exterior os fundos que adotam padrões ESG - sigla em inglês para “environmental, social and governance” - somavam pelo menos US$ 2,5 trilhões no fim de 2016.
Isso significa que temos um longo caminho pela frente. Mas é só cobrando das empresas e dos gestores de fundos um compromisso mais firme com questões sociais e ambientais e éticas que podemos fazer a diferença, dentro e fora dos gramados.
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