Clubes de charutos aliam serviços exclusivos, brindes de luxo e outras regalias
Conheça os principais lugares para apreciar o fumo com liberdade e estilo, no Brasil e no mundo

A primeira vista, podem parecer apenas lugares onde os apreciadores de charutos podem fumar com tranquilidade, mas os principais clubes do gênero no país buscam cada vez mais agregar atrativos exclusivos, para fidelizar ou seduzir clientes. Além das tradicionais harmonizações com bebidas especiais e degustações, o cardápio pode incluir serviços de alfaiate, barbeiro e concierge, sem contar a lista recheada de “experiências”, que vão de kart e poker a jantares e viagens.
“Quando se degusta um charuto com o cliente, conversamos e ele mesmo sugere alguns serviços”, conta André Caruso, que comanda a casa que leva o nome da família, cuja tradição no ramo é centenária. “Fomos a primeira loja a vender Montblanc no Brasil, a primeira tabacaria a colocar presentes além de charutos e cachimbos”, diz o empresário. Hoje, o lugar abriga, por exemplo, uma loja de vinhos da Grand Cru.
Segundo ele, a Caruso Lounge terá algumas novidades neste ano, entre elas dois aplicativos e a oferta para os associados, em agosto, de um final de semana exclusivo em um “grande hotel” – ainda não revelado.
Atualmente, para ficar sócio da Caruso, existem três planos pessoa física, que variam de R$ 320 a R$ 1.250 por mês, com validade de um ano. Os diferentes patamares vão agregando serviços e vantagens, como um corte de cabelo ou barba por mês, desconto no engraxate etc. O nível mais premium agrega todos os anteriores e inclui, por exemplo, o direito a dez convidados e uso da sala de reunião por quatro horas durante o mês.
A casa, que está situada no Itaim Bibi, na capital paulista, tem ainda um plano para quem reside fora de São Paulo, além de uma modalidade corporativa. Nesta última, explica André Caruso, também existe um portfólio exclusivo, incluindo experiências com carros e motos, por exemplo. “A empresa decide qual evento gostaria de fazer para 20 clientes e realizamos em conjunto.” Também com três faixas de preços e benefícios, os pacotes para companhias são para dez pessoas e variam, na modalidade anual, de R$ 2.250 a R$ 5.250 por mês.
A Caruso é aberta ao público, mas os associados têm descontos e direito a uma sala restrita, todos os dias – o lugar funciona de segunda a sábado, do meio-dia à meia-noite.
Leia Também

Projeto verão e cigar sommelier
Em outro clube de referência, o Espaço Quai D’Orsay, nos Jardins, as segundas-feiras são reservadas apenas para sócios. De terça a sexta, fica aberto entre 15h e 01h e, aos sábados, fecha um pouco mais cedo, à meia-noite. Até o fim de março, excepcionalmente, poderá ser visitado também aos domingos, das 15h às 20h.
“Para atender à demanda de clientes, criamos um projeto verão”, conta o gerente comercial do espaço, André Riccieri. “O conceito é um pouco diferente, pois nessas ocasiões o clube fica totalmente aberto ao público e oferece uma programação com música ao vivo ou DJ.” O set list já incluiu jazz, blues, flashback e folk, por exemplo.
O Quai D’Orsay tem como política só aceitar novos membros a partir da indicação de um sócio ativo. “O conceito de serviço do clube não é somente a venda de charutos, mas muito mais a parte de serviços”, diz Riccieri. “Poucas pessoas fumam charuto sozinhas. Criamos eventos para que nosso público se conheça e isso possa inclusive gerar negócios, networking.”
Quase todos os dias, por exemplo, existe uma experiência sensorial, a “Habanos para Iniciantes”, que envolve charutos e bebidas premium. “É uma degustação guiada”, resume o gerente. O interessado pode comprar pelo site e fazer de forma individual, junto com um especialista, ou em turmas de até cinco pessoas.
No mês de março, entre os dias 18 e 22, o Quai D’Orsay abrigará ainda um curso completo na área de charutos para formar profissionais do setor. Será a segunda vez que a International Association of Cigar Sommeliers, com sede na República Dominicana, promoverá um programa do tipo no Brasil, afirma o gerente.
A primeira edição aconteceu em 2018, também no Quai D’Orsay, quando todas as 18 vagas foram preenchidas. Neste ano, o curso foi formatado para o mesmo número de participantes, ao custo individual de US$ 700, e no pós-Carnaval só restavam quatro vagas. “Por ser um treinamento internacional, e o único reconhecido como profissional na área de charutos, existe uma forte demanda”, diz Riccieri, que garantiu no ano passado seu diploma de cigar sommelier.
Ele explica que, dentro da rotina dos frequentadores, o Quai D’Orsay funciona como um programa de fidelidade. Existe uma taxa única de adesão, atualmente de R$ 550, válida por 12 meses. Nesse intervalo, a pessoa precisa acumular um número mínimo de pontos para permanecer no programa e não existe mensalidade. A pontuação, que pode ser trocada por produtos ou benefícios, vem não apenas dos gastos na casa, mas também por frequência e comparecimento a eventos.
A partir do segundo ano, a anuidade não é cobrada desde que o associado tenha atingido um mínimo de pontos (15 mil, sendo que cada R$ 1 vale 1 ponto na categoria inicial). Do contrário, pagará R$ 850. “Na prática, não temos hoje ninguém que pague anuidade”, garante Riccieri.
De acordo com ele, existe um contador único de pontos desde o ingresso no clube, que serve de parâmetro para que o sócio possa avançar ou não de categoria. A marca nunca é zerada e, portanto, fica valendo mesmo que existam resgates pelo caminho.
Baforadas pelo mundo
O conceito de cigar clubs é muito tradicional no exterior. Uma das referências no ramo é o Macanudo, em Nova York (EUA), famoso por ter uma das melhores e mais extensas seleções de charutos da cidade, com mais de 130 variedades. Exemplo de elegância e tradição, o clube tem até um “dress code” em sua página inicial, informando que os cavalheiros devem usar camisa de colarinho e alertando para os itens “estritamente proibidos”, como trajes esportivos.
No velho continente, o hotel De L’Europe, em Amsterdã (Holanda), abriga o Freddy's Fumoir, descrito como uma reminiscência de um clube de cavalheiros. Lá, os visitantes são convidados a “desfrutar do fumo após o jantar com um bom copo de conhaque”.
Em Paris, uma das atrações é a tabacaria “A La Civette”, de 1716, que se intitula a mais antiga e famosa da França. Fica próxima ao Museu do Louvre, ou do Palais Royal, como a casa prefere usar como referência oficial em seu site – que traz em destaque uma frase do dramaturgo francês Thomas Corneille, na comédia “Le Festin de Pierre”: “O tabaco é divino; não há nada que seja igual a isso...”, em livre tradução.
Dando um pulo em Londres, os amantes de charutos podem aproveitar a visita ao Regent’s Park ou aos museus Madame Tussauds e Sherlock Holmes e conferir, perto dali, o cigar lounge do No. Ten Manchester Street Hotel, tido como um dos melhores hotéis boutique do centro da cidade. É necessário fazer reserva e exige-se atualmente um gasto mínimo, por pessoa, de 25 libras.

CHEGOU AO TST
Greve na Caixa: Justiça do Trabalho julga dissídio em meio a impasse entre banco e funcionários
29 de setembro de 2026 - 9:59PÉ NA AREIA
Lotofácil 3791 premia bolão no Nordeste; Mega-Sena corre hoje valendo R$ 52 milhões
29 de setembro de 2026 - 7:25E AGORA, PETROBRAS?
EUA podem fechar a torneira do diesel e deixar o Brasil mais vulnerável, segundo Citi; é hora de rever a carteira de BDRs?
28 de setembro de 2026 - 18:10CASAS DE APOSTAS
R$ 1,7 bilhão na mesa: bets terão de devolver dinheiro a 22,9 milhões de apostadores após MP de Lula
28 de setembro de 2026 - 17:16O PREÇO DAS ELEIÇÕES
Sem rali eleitoral? Gatilho para a bolsa brasileira fica para depois das eleições; saiba qual é, segundo o JP Morgan
28 de setembro de 2026 - 12:00INSEGURANÇA
Bets estudam medidas para tentar reverter proibição depois de MP de Lula, mas proximidade da eleição atrapalha
28 de setembro de 2026 - 10:04É BOM SABER
Milhões de brasileiros desconhecem benefício do novo RG e ficam sem acesso mais seguro ao gov.br
28 de setembro de 2026 - 9:27DANÇA DAS CADEIRAS
+Milionária acumulada promete R$ 99 milhões, mas Mega-Sena se aproxima; confira o ranking dos maiores prêmios das loterias da Caixa
28 de setembro de 2026 - 6:41NAS MÃOS ERRADAS
Fim da humanidade? Desenvolvimento da IA sem controle pode levar a um bilhão de mortes, diz Bill Gates
27 de setembro de 2026 - 17:01O QUE BOMBOU NO SD
O sumiço das LCIs e LCAs, os R$ 10 bilhões do Bradesco e os dividendos da Petrobras (PETR4): as mais lidas da semana
27 de setembro de 2026 - 15:01FIIS DE LAJES CORPORATIVAS
Locação do Esther Towers pelo Itaú Unibanco, maior da história, abre alerta; entenda o que acontece com setor de escritórios agora
27 de setembro de 2026 - 11:30ELEIÇÃO, JUROS E FISCAL
“Essa taxa se torna insustentável”: os juros que enchem o bolso do investidor podem estar virando problema para o Brasil
26 de setembro de 2026 - 17:19DESTAQUES DA BOLSA
Magazine Luiza (MGLU3) ganha fôlego e Natura (NATU3) fica na lanterna: veja os altos e baixos do Ibovespa na semana
26 de setembro de 2026 - 16:08TOUROS E URSOS
Seu próximo carro será chinês? BYD, GWM e a nova guerra do mercado automotivo
26 de setembro de 2026 - 15:00DE OLHO NAS DÍVIDAS
Desenrola 3.0: governo Lula quer renegociar até R$ 150 bilhões em dívidas — mas como vai bancar essa conta?
26 de setembro de 2026 - 11:24Conteúdo Empiricus
McKinsey: Só 6% das empresas faturam com IA de verdade — veja característica em comum entre elas
26 de setembro de 2026 - 9:00O CRONOGRAMA DO RESGATE
O que acontece com o dinheiro de quem apostou nas bets após a proibição do governo
25 de setembro de 2026 - 18:58MIX DE SENTIMENTO
Ibovespa ainda pode subir quase 20%, mas investidores estão com pé atrás; Safra explica o motivo
25 de setembro de 2026 - 18:40EFEITOS VIRÃO NO 3T26
As vendas continuam, mas o dinheiro não chega: como a greve na Caixa afeta as incorporadoras, segundo BTG Pactual
25 de setembro de 2026 - 16:36CORRENDO CONTRA O TEMPO?