Presidente da CCJ quer definir relator da Previdência ainda nesta semana
Ideia de Felipe Francischini é bater o martelo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e o secretário da Previdência, Rogério Marinho

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, Felipe Francischini (PSL-PR), disse nesta terça-feira, 26, que deve indicar o relator da reforma da Previdência na comissão ainda nesta semana.
Ele disse que tentará realizar uma reunião ainda nesta terça com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, para bater o martelo sobre o nome. "Mas a questão da relatoria cabe a mim", enfatizou. "Um relator do PSL é uma das possibilidades", adiantou.
A CCJ aprovou nesta tarde um novo acordo para a ida de Guedes à comissão no dia 3 de abril - quarta-feira da próxima semana. Segundo Francischini, a justificativa de Guedes para não ir nesta terça ao Congresso porque ainda não há um relator designado "pegou mal".
"Pegou mal a nota redigida pelo Ministério da Economia, não foi a forma correta de fundamentação. Essa questão de não vir devido à falta de um relator não foi construída comigo", acrescentou o deputado. "Não há rusga nenhuma, não vou entrar em atrito com ninguém", completou.
O presidente da CCJ disse ainda que havia combinado em um almoço na última sexta-feira com Onyx que o relator da reforma na comissão seria escolhido nesta semana após "fatos políticos que tornassem o ambiente mais favorável", nas palavras dele. Francischini ainda cobrou do governo uma unidade maior de discurso em torno da defesa da reforma. "Algumas correntes do governo não estão alinhadas politicamente. Temos visto isso em entrevistas: uma pessoa diz algo e outra diz o contrário. É preciso haver uma uniformidade", completou.
Francischini criticou o que classificou de "falta de uniformização no discurso sobre a Previdência", tanto no governo quanto na base aliada no Congresso Nacional. "Há correntes no governo que não estão alinhadas no discurso da reforma", afirmou.
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"Falta, para acabar com os atritos, ter uniformidade no posicionamento do governo", afirmou Francischini. Ele afirmou que deve ter entre esta terça e quarta-feira uma reunião com os ministros Paulo Guedes (Economia) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e com o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, para alinhar os ponteiros e definir o relator da reforma na comissão.
Apesar dos atritos, Francischini disse que "com uma construção básica" ainda é possível aprovar a reforma na Câmara no primeiro semestre deste ano. "O que atrapalhou muito foram os atritos na semana passada entre os Poderes e também (atritos) internos na Casa", disse.
Ele avaliou, porém, que é difícil, aprovar a proposta também no Senado ainda no primeiro semestre. Segundo o presidente da CCJ, o mais provável é que os senadores apreciem a matéria no início do segundo semestre.
*Com Estadão Conteúdo.
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