O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Penso no esforço que o Brasil será obrigado a fazer para voltar ao time dos “bons pagadores” de dívidas. Vejo a luta do ministro da Economia, Paulo Guedes, e de políticos alinhados ao governo Bolsonaro pela aprovação da reforma da Previdência no Congresso.
“O endereço é Avenida Paulista 1804, Bela Vista. O CEP é 01310-922, mas você não precisa dele.” Repeti essa frase duas dezenas de vezes em 30 de abril de 2008. Seria uma quarta-feira qualquer, se eu não estivesse no 19º andar do edifício do Banco Central do Brasil na capital paulista. No mesmo piso caminhava, de lá para cá, o presidente da instituição, Henrique Meirelles. “Eu já informei o presidente e o ministro”, disse ele a dois diretores, ao chefe de gabinete, a duas secretárias e a dois assistentes que estavam presentes no corredor. Meirelles referia-se ao então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e ao ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.
“Vamos avisar a imprensa. Convocar uma entrevista”, disse o meu chefe para aquela enxuta audiência (eu inclusive) que passou a listar as dificuldades de acomodar um grande número de jornalistas. As cadeiras disponíveis seriam suficientes? Eram e eu sabia... Quantas tomadas existiam para as equipes de TV? Será que o ministro Mantega roubaria a cena? Ah, ele tentaria... Isso eu também sabia.
Aderi à turma “do contra” por uma razão infame: eu não tinha a menor ideia de como deveria tratar a mídia em uma situação tão inesperada e incrivelmente positiva. Engoli o choro. Por favor, não leve minha frase ao pé da letra! Sob pressão da chefia tratei de chamar a imprensa com a notícia: “A agência de classificação de risco de crédito S&P promoveu o Brasil a grau de investimento!”.
Lembra que era abril de 2008? Pois é, embora a concordata do banco Lehman Brothers (um marco da crise financeira global de 2008–09) fosse anunciada apenas em 15 de setembro, em 2007 já havia sinais evidentes de que a bolha imobiliária inflada por crédito barato nos EUA explodiria. Ora, com outras palavras, o presidente do Banco Central estava dizendo que o Brasil havia tirado o bilhete premiado. Mas, em 2015, o Brasil já tinha torrado o prêmio. Perdeu o selo de “bom pagador” de suas dívidas.
Sabe o que isso quer dizer? Que o Brasil perdeu a melhor carta de apresentação que poderia usar quando precisasse pedir crédito a bancos, investidores e mesmo a outros países ou a qualquer um que pudesse ajudar a financiar o crescimento da nossa economia.
Como tudo na vida, prejuízo nem sempre vem da noite para o dia. O Brasil desceu a ladeira aos poucos num longo processo de deterioração fiscal, pressão inflacionária, baixo crescimento, aumento do desemprego e elevado grau de corrupção escancarado pela Operação Lava Jato. Enfim, o Brasil colecionou desvantagens e muitos erros na condução da política econômica. E o resultado foi a destruição da confiança que o mundo tinha em nossa economia.
Leia Também
Estou puxando pela memória e contando um dia de trabalho (já muito antigo) porque me lembro daquela entrevista de 2008 quando penso no esforço que o Brasil será obrigado a fazer para voltar ao time dos “bons pagadores” de dívidas. Vejo (e você também!) a luta do ministro da Economia, Paulo Guedes, e de políticos alinhados ao governo Bolsonaro pela aprovação da reforma da Previdência no Congresso. Felizmente, o primeiro round foi vencido!
O texto, com a exclusão de poucos itens, passou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara por 48 votos a 18, na terça-feira (23). Todo mundo falou disso nas redes sociais, na TV, nos jornais. Esse placar é confortável. Vamos combinar, 48 é muito mais que 18, mas não garante vitória fácil na comissão especial que deve começar a discutir a proposta do governo em 7 de maio. De novo, na Câmara.
O presidente Jair Bolsonaro tem as condições necessárias — a maior delas é sua equipe econômica — de entrar para a história como o governante que trouxe um futuro viável para o país a valor presente e é impensável que não se esforce para tanto. É isso o que eu penso. Então não seria a hora de usar e abusar de sua fama de mandão e enquadrar geral: filhos, apoiadores, correligionários e seus pares (de ministério ou farda) que não correspondam à altura do desafio imposto (e por ele abraçado) de tirar o Brasil do pântano em que mergulhou em 2015 e 2016?
Trazer um futuro promissor (de contas equilibradas) a valor presente significaria muito para mim e para você. E, veja, eu nem estou falando que teríamos muito a ganhar. Prefiro dizer que teríamos pouco ou nada a perder. A manutenção da inflação em torno de 4 por cento ao ano, nível esperado pelo Banco Central para o ano que vem, é uma conquista e tanto! Preserva o poder de compra de quem tem trabalho. A entrada de dólares de estrangeiros interessados em investir no país cresceria, puxando o preço do dólar para baixo. Assim, manter a inflação sob controle fica mais fácil.
Inflação baixa, dólar bem-comportado e governo com despesas ao menos estabilizadas evitam aumento da taxa de juros. Tudo somado, a economia brasileira teria um gás para avançar. Se você tem dinheiro — algum ou muito —, com certeza teria um retorno mais atraente de suas aplicações financeiras. E não estou pensando na caderneta de poupança ou só em taxa de juro. Na Bolsa são negociadas ações. Quem compra uma ação está comprando um pedacinho de uma empresa. E que empresa não gostaria de se preparar, produzir e vender mais em um país com mais consumidores?
O pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro em rede nacional ontem à noite, agradecendo formalmente ao presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), pela aprovação da proposta de reforma da Previdência na CCJ da Câmara tende a acalmar os mercados que acompanharão, em dúvida, a instalação da comissão especial da Previdência hoje, às 11h.
A iniciativa de Bolsonaro de destacar o papel de Maia, para que o primeiro passo da reforma fosse dado, tende a aplacar divergências entre Executivo e Legislativo em torno da articulação política. Após a queda de 2 por cento do Ibovespa e forte alta do dólar na quarta-feira (24), hoje a tendência de acomodação dos preços dos ativos está na mesa. No exterior, porém, o dólar segue forte em relação às principais moedas de economias emergentes e os índices futuros da Bolsa de Nova York estão no vermelho.
Na B3, o Ibovespa futuro opera em leve baixa, o dólar à vista já ultrapassou 4 reais no início dos negócios e, ainda em alta, é negociado a 3,9952. Juros acompanham a moeda americana.
Em participação no podcast Touros e Ursos, Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, afirma que spreads no crédito provado estão “apertados demais”, não compensam o risco de calote. Ele defende foco em juros reais, com críticas até ao Tesouro IPCA+ e aos prefixados
Mesmo com atualizações automáticas, usuários do Chrome podem permanecer vulneráveis se não atualizarem o navegador
Com ajustes elétricos, bateria interna e USB‑C integrado, a cadeira da Toyota leva tecnologia automotiva ao home office
A chefe é “Mona”, IA do Google que fundou e gerencia a cafeteria — e que é responsável por avaliar funcionários humanos
Coca-Cola quer estar mais presente no consumo diário e espontâneo dos consumidores brasileiros
Lotofácil manteve a fama de loteria “menos difícil” da Caixa na rodada de quarta-feira (29), mas foi superada pela Super Sete, que pagou o prêmio principal pela primeira vez em 2026
O Dia do Trabalhador, celebrado nesta sexta-feira (04), influenciará o funcionamento dos principais serviços do Brasil
O guia detalha os dias em que os programas sociais são pagos pelo governo à população, feitos periodicamente e sujeitos à mudanças
Empresas de apostas online tiveram faturamento de R$ 2,2 bilhões em janeiro deste ano; pesquisa da FecomercioSP mostra o que está no radar desse mercado
Colegiado evitou antecipar os próximos passos e disse que Selic alta por período prolongado surtiu efeito para a contração da atividade econômica
Álbum da Copa de 2026 será a edição mais cara; economista dá dicas de como prepara o bolso para a coleção
O banco conta com uma carteira de R$ 406 bilhões no agronegócio e espera ver uma estabilidade em 2026
Adidas ganhou a corrida nas pistas e obteve um impulso nas ações no rescaldo da Maratona de Londres
Com aumento do valor de referência do Gás do Povo, governo brasileiro tenta mitigar efeitos da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã
Sequência de filme que marcou a cultura pop nas última décadas, ‘O Diabo Veste Prada 2’ chega aos cinemas brasileiros nesta semana; confira quem é a Miranda Priestly na ‘vida real’
Há espaço para aceleração dos cortes da Selic no segundo semestre, mas por ora Copom deve continuar com a mesma cautela, diz Rafaela Vitória
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de terça-feira, 28 de abril. Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam.
Em relatório anual, fundo afirma que bancou garantias, fez empréstimos e ainda viu indicador de liquidez cair abaixo do nível recomendado
O alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para brasileiros com mais de 18 anos, o; prazo vai até dia 6 de maio
Declaração de Magda Chambriard vem em meio a discussões no Congresso sobre uso de receitas do petróleo para reduzir tributos