FMI prevê pico da dívida sobre PIB no último ano do governo Bolsonaro
Para este ano, a instituição estima dívida bruta equivalente a 91,6% do PIB - ante previsão de 90,4% feita há seis meses

A dívida bruta do País como porcentagem do Produto Interno Bruto (PIB) deve atingir o ponto mais alto no último ano do governo do presidente Jair Bolsonaro.
As previsões de resultado fiscal do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgadas nesta quarta-feira (16) mostram que até o ano final do mandato do presidente a dívida continuará a crescer, o resultado primário seguirá negativo e a receita ficará praticamente estável.
Os últimos números do Monitor Fiscal do FMI mostram que a dívida bruta do Brasil deve ficar mais alta em 2019 e 2020, na comparação com as estimativas divulgadas pelo Fundo em abril.
Para este ano, a instituição estima dívida bruta equivalente a 91,6% do PIB - ante previsão de 90,4% feita há seis meses. Em 2020, a dívida deve subir para 93,9%. O pico será atingido em 2022, chegando a 95,3% do PIB e, a partir do ano seguinte, começará a cair. Para 2024, a previsão do FMI é que fique em 94,9% do PIB.
A promessa de campanha eleitoral de Bolsonaro, reforçada inicialmente pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, como uma medida "factível", de zerar o déficit das contas públicas no primeiro ano de governo está distante das projeções do FMI. O resultado primário do País só sairá do negativo, segundo as novas projeções do banco, em 2022 - para um resultado igual a zero do PIB. A perspectiva está em linha com as últimas análises de mercado.
Leia Também
O déficit, aliás, deve ser maior em 2019 e 2020 do que o previsto pelo FMI no primeiro semestre deste ano. Em abril, o fundo projetava resultado primário negativo em 1,8% neste ano e também negativo em 1,0% no ano que vem. Agora, as projeções são de -1,9% e 1,4% para 2019 e 2020, respectivamente.
"A reforma da Previdência está no caminho para ser aprovada. Se você olhar para a qualidade das finanças públicas no Brasil, isso será uma contribuição importante", afirmou Victor Gaspar, diretor de Assuntos Fiscais do FMI.
'É preciso mais'
Entre os números do Fundo de abril e de outubro, o governo conseguiu avançar na tramitação da reforma no Congresso.
Mas o FMI tem dado sinais de que será preciso ir além e que a mudança no sistema previdenciário é só uma parte da solução para o nível de endividamento brasileiro. Na terça-feira, a economista-chefe do Fundo, Gita Gopinath, afirmou: "É preciso fazer mais, porque os níveis da dívida são muito altos".
Guedes, que era esperado para a reunião anual do Fundo que começou esta semana, não viajará a Washington para representar o Brasil. Com o argumento de que precisa ficar no País para focar sua atenção em assuntos internos, mudou os planos de última hora. Quem representará a delegação brasileira é o secretário de Comércio Exterior, Marcos Troyjo.
As previsões de gastos do governo ficam praticamente empatadas com o último relatório do FMI e, pelos números atuais, devem passar de 38,3% em 2019 para 37,7% em 2020, chegando a 36,4% em 2024, todos em porcentagem sobre o PIB nacional. A receita estimada do governo foi ligeiramente reduzida na comparação com os números anteriores e deve oscilar entre 30,8% e 30,6% nos próximos quatro anos.
*Com informações do jornal O Estado de S. Paulo e Estadão Conteúdo
Conteúdo Empiricus
Com Lula e Flávio Bolsonaro empatados, Bolsa Família pode decidir a eleição? Entenda os impactos para os seus investimentos
20 de setembro de 2026 - 11:00ELEIÇÕES 2026
Lula e Flávio Bolsonaro seguem empatados no 2º turno com distância de 2 pontos, segundo Datafolha
17 de setembro de 2026 - 19:49ELEIÇÕES 2026
Ressaca do STF: como os presidenciáveis reagiram ao dia seguinte da sessão turbulenta
16 de setembro de 2026 - 19:45UM DIA (QUASE) HISTÓRICO
Alexandre Moraes e Banco Master: um resumo sobre como acabou o julgamento do STF
15 de setembro de 2026 - 19:57ELEIÇÕES 2026
Lula amplia vantagem e volta a ficar numericamente à frente de Flávio Bolsonaro, mostra pesquisa BTG Pactual/Nexus
14 de setembro de 2026 - 9:20DE CABEÇA PARA BAIXO?
Brasil no centro e sul no topo: novos mapas-múndi lançados pelo IBGE desafiam convenções cartográficas
12 de setembro de 2026 - 14:00Conteúdo Market Makers
Eleições 2026: Rali do Ibovespa ‘voltou à mesa’ com crescimento de Bolsonaro e Cury, avalia analista
12 de setembro de 2026 - 9:00ELEIÇÕES 2026
Com vantagem menor no 1º turno, Lula vê empate técnico com Flávio Bolsonaro persistir no 2º turno, diz Datafolha
11 de setembro de 2026 - 19:32TENSÃO ESQUENTOU
Crise no STF: com julgamento de Moraes na porta, Mendonça derruba sigilo do caso Master a pedido de Fachin
11 de setembro de 2026 - 9:04ELEIÇÕES 2026
Dia quente na política: empate nas pesquisas, decisões do TSE, internação de candidato e as revelações de Augusto Cury
10 de setembro de 2026 - 19:52O DIA NA POLÍTICA
Fachin intervém para conter crise no STF e tira Moraes do inquérito das fake news
9 de setembro de 2026 - 18:36ELEIÇÕES 2026
Afastamento na PF, silêncio de Lula e reação dos presidenciáveis: o resumo político do dia
8 de setembro de 2026 - 19:50ELEIÇÕES 2026
Após crise no STF: Flávio Bolsonaro e Augusto Cury passam numericamente o presidente pela primeira vez, mostra pesquisa BTG Pactual/Nexus
8 de setembro de 2026 - 10:33ELEIÇÕES 2026
Primeira pesquisa Quaest após crise no STF mostra Lula com 36% e Flávio com 29% no 1º turno; disputa segue acirrada no 2º turno
7 de setembro de 2026 - 18:51SÍMBOLOS NACIONAIS
Dia da Independência do Brasil: a introdução desconhecida do Hino Nacional e a canção composta por D. Pedro I
7 de setembro de 2026 - 17:00Conteúdo Market Makers
Seus investimentos e patrimônio estão preparados para as Eleições 2026?
6 de setembro de 2026 - 9:00ELEIÇÕES 2026
Lula ironiza ingerência de Trump, Flávio acena a Tarcísio para 2030 e Caiado defende reforma no STF; confira o dia dos candidatos
4 de setembro de 2026 - 19:48ELEIÇÕES 2026
Datafolha: Lula lidera 1º turno e vence cenários de 2º turno, mas vê vantagem sobre Flávio Bolsonaro encurtar
3 de setembro de 2026 - 19:38O DIA NA POLÍTICA
Caso Master-Moraes segue reverberando nas eleições, a cautela de Lula e a batalha pelo voto feminino
3 de setembro de 2026 - 19:03ELEIÇÕES 2026