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Após a forte alta acumulada ao longo de dezembro, o Ibovespa cede a um movimento de realização de lucros nesta sexta-feira. O clima para os mercados, no entanto, segue bastante tranquilo — tanto é que o dólar à vista continuou encontrando espaço para alívio

Teremos mais recordes do Ibovespa nesta sexta-feira (27)? Há duas maneiras de abordar essa pergunta. Em termos intradiários, a resposta é sim: o índice chegou a subir 0,51% mais cedo e tocou os 117.802,86 pontos, marcando uma nova máxima nessa base de comparação.
Mas e em termos de fechamento? Bem, ainda estamos longe do fim do pregão, mas a perspectiva não é muito animadora nesse front: por volta de 17h25, o Ibovespa recuava 0,60%, aos 116.500,95 pontos, influenciado por um movimento de realização dos lucros recentes.
Apesar da baixa, o ambiente segue tranquilo para os mercados financeiros, tanto aqui como lá fora — e o tom de calmaria visto no câmbio mostra que não há uma onda de pessimismo tomando conta dos agentes financeiros. O dólar à vista fechou em queda de 0,28%, a R$ 4,0503, acumulando baixa de 1,08% na semana.
Lá fora, os índices acionários americanos têm um dia de pouca movimentação: o Dow Jones (+0,15%) e o S&P 500 (+0,04%) operam em alta e flertam com mais recordes, enquanto o Nasdaq (-0,13%) cai.
O principal destaque da agenda desta sexta-feira foi a divulgação da taxa de desemprego, que recuou de 11,6% para 11,2% no trimestre encerrado em novembro, de acordo com o IBGE.
A queda reforça a tendência de recuperação da economia observada em outros dados, o que favorece as ações das empresas ligadas ao setor de consumo, grande destaque do rali recente da bolsa.
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A melhora na atividade também se reflete na inflação medida pelo IGP-M, que acelerou e bateu em 2,09% em dezembro, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). O dado assusta à primeira vista, mas ficou levemente abaixo da mediana apurada pela pesquisa Projeções Broadcast, que previa alta de 2,12%.
No exterior, atenção para o avanço de 5,4% no lucro das indústrias da China em novembro — o dado tinha recuado 9,9% em outubro. O indicador foi comemorado pelos mercados globais por sinalizar a recuperação da atividade do gigante asiático.
Considerando a perspectiva otimista em relação à China, as bolsas americanas tentam dar continuidade ao rali recente, buscando novas máximas. Esse noticiário também dá aval para um alívio generalizado no câmbio.
O dólar perde terreno em relação às divisas de países emergentes, como o peso mexicano, o rublo russo, o rand sul-africano e o peso chileno — o real, assim, pega carona no contexto internacional.
As curvas de juros não acompanharam o alívio no dólar e terminaram o dia com um viés de estabilidade. Por mais que o mercado de câmbio estivesse tranquilo hoje, a aceleração na inflação trouxe instabilidade ao mercado.
Veja como ficaram os principais DIs:
No front corporativo, destaque para as ações ON da MRV (MRVE3), que operam em alta de 1,72% e lideram os ganhos do Ibovespa. Mais cedo, a construtora anunciou uma alteração na proposta de incorporação da companhia americana AHS Residential — um movimento que atendeu às demandas dos acionistas minoritários.
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