O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Monica de Bolle, pesquisadora do Instituto Peterson de Economia Internacional, não vê no governo pessoas com “imaginação suficiente para tirar o País da trajetória de paralisia
A economista Monica de Bolle, pesquisadora do Instituto Peterson de Economia Internacional, em Washington, viu nos números do PIB divulgados ontem pelo IBGE uma demonstração de como a economia brasileira perdeu dinamismo. Na avaliação dela, o País está sem rumo e sem perspectivas de curto prazo.
Para piorar, a economista não vê no governo pessoas com "imaginação" suficiente para tirar o País dessa trajetória de paralisia. Para ela, não há motor de crescimento pelo lado da oferta, pelo lado do serviço e pela indústria. E, para piorar, diz, o "investimento segue absolutamente catastrófico para um País do tamanho do Brasil". A seguir, os principais trechos da entrevista.
Qual a sua avaliação sobre o resultado do PIB no primeiro trimestre?
Foi horrível. É claro que tivemos os efeitos da tragédia de Brumadinho e a crise na Argentina, mas isso não explica tudo o que vimos no primeiro trimestre. Vejo algumas coisas importantes: uma delas é que, desde que o Brasil saiu da recessão (no início de 2017), parece que as forças de crescimento estão completamente emperradas, não por motivos de curto prazo ou que possam ser resolvidos rapidamente. Elas estão emperradas por razões estruturais muito sérias.
Quais razões são essas?
O Brasil está com uma cara de economia que perdeu completamente o dinamismo. Vemos isso olhando os resultados de agora e também os anteriores. Temos uma indústria que não tem dinamismo nenhum, já estamos vendo isso há 20 anos, mas se agravou continuamente até chegar no ponto atual; o setor de serviços é dependente da capacidade de consumo das pessoas; e o consumo das famílias está num ritmo de expansão muito fraco desde a saída da recessão. De um lado porque o desemprego está muito alto e de outro por causa das incertezas causadas exatamente pela falta de emprego e pelas discussões sem rumo econômico do País. A renda real está crescendo num nível muito baixo e os empregos criados, inclusive por causa da reforma trabalhista, têm sido muito precários, em que as pessoas não têm segurança. Tudo isso conspira para tornar o consumo das famílias fraco. Portanto, não há motor de crescimento pelo lado da oferta, pelo lado do serviço e pela indústria.
E os investimentos também continuam caindo.
O investimento segue absolutamente catastrófico para um País do tamanho do Brasil, o que sinaliza exatamente as fragilidades estruturais sobre as quais eu comentei. Investimento é uma coisa que não depende das variáveis de curto prazo. Ele reflete as perspectivas futuras de como as empresas estão vendo o futuro do País. Já tivemos ocasiões em que, mesmo com o quadro econômico ruim, o investimento não caiu tanto quanto agora e até reagiu porque havia uma perspectiva de melhoria futura. Não tem sido o caso dos últimos três anos. Quando a gente olha para trajetória dos investimentos tem sido sistematicamente fraca porque existe essa visão do setor produtivo brasileiro de que falta dinamismo para que as empresas tenham vontade investir e aumentar a capacidade produtiva. Isso reforça o quadro de demanda reprimida.
E quais medidas o governo precisa tomar?
O problema é que no momento não há espaço para tomar medidas anticíclicas nem para dar respiro de curto prazo. O investimento público caiu loucamente. Mas acho que tem algo do qual tem se falado pouco no tempos que é o papel do BNDES. No passado, sempre que a economia não estava indo bem, as empresas podiam contar com certo auxílio do BNDES. Não estou falando de crédito do BNDES nos moldes da Dilma (Rousseff), mas a nossa realidade é que o sistema para funcionar ainda é muito dependente do BNDES. E o BNDES está fazendo exatamente o contrário e segurando o crédito. Então tem um nó aqui que é: vamos fazer o que com o BNDES, que papel ele terá na economia brasileira. Enquanto isso não é respondido, as empresas ficam a ver navios porque os bancos privados só concedem crédito a taxas extremamente elevadas. Tem um problema aí que ninguém consegue explicar. Por que os bancos só concedem a taxas elevadas? Se não tem crédito circulando, não tem como ter investimento.
Leia Também
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Uma alteração momentânea no ano passado fez a cidade se tornar a primeira capital cerimonial do país no século XXI
O Instituto Federal do Ceará (IFCE) divulgou dois editais de concurso público voltados a professores e técnicos administrativos
Dados do FGV IBRE revelam a maior insatisfação dos trabalhadores brasileiros
As loterias da Caixa costumam parar somente aos domingos e nos feriados nacionais. Elas terão calendário alterado durante o Carnaval. Confira a seguir.
Lotofácil foi a única loteria a fazer novos milionários na rodada de quinta-feira. Ganhador recorreu à chamada “teimosinha”.
Apesar de não ser feriado nacional, o Carnaval impacta o funcionamento do mercado financeiro, dos bancos, dos Correios e do transporte público
Partido conservador promove referendo para limitar a população da Suíça que polariza eleitores e traz preocupações para empresários
Indian Creek, uma ilha artificial em Miami, atrai cada vez mais bilionários para chamarem o local de lar
Pré-carnaval em São Paulo teve superlotação e foliões precisaram de ajuda médica; veja como evitar a situação
O ganhador ou a ganhadora do concurso 3611 da Lotofácil pode dizer que viveu na pele uma história que só acontecia no cinema — até agora; demais loterias (11) sorteadas ontem acumularam.
Pagamentos começam hoje e seguem até o fim do mês, conforme o final do NIS; benefício mínimo é de R$ 600
Eleições perderam peso nos preços dos ativos, e investidores estrangeiros seguem otimistas com o país
Para o presidente do conselho de administração do BTG Pactual, o país está com a economia no lugar e o cenário ideal para acelerar
“Por que as taxas de juros são tão altas no Brasil? Por conta da nossa dificuldade de convergência com a meta de inflação”, resumiu o presidente do BC
Veja o que esperar da nova linha Galaxy S com informações vazadas de insiders da Samsung
Lotofácil não foi a única loteria a pagar prêmio de sete dígitos na terça-feira. Dia de Sorte pagou o maior valor da noite. Estimativa de prêmio da Mega-Sena sobe para R$ 55 milhões.
Economistas enxergam ambiente mais favorável para cortes no Brasil do que nos EUA, mas com limites impostos pelos altos gastos públicos
Apesar de não ser tão extravagante quanto a residência principal do bilionário, o imóvel tem várias características de luxo
O deputado acrescentou que, sob sua presidência, a Câmara não colocará em votação nenhuma proposta que altere o modelo atual de independência do BC
Na CEO Conference 2026, do BTG Pactual, o ministro avaliou sua gestão na Fazenda, rebateu o ceticismo de investidores, defendeu a autonomia do BC e comentou o caso Master, exaltando Gabriel Galípolo