Menu
2019-06-17T09:37:58-03:00
não pegou bem

Demissão de Levy é mal recebida no mercado financeiro

Executivos do mercado financeiro chamam a atenção para o impacto que a postura de Bolsonaro pode gerar no andamento da agenda de recuperação da economia brasileira e na visão dos estrangeiros em relação ao País

17 de junho de 2019
9:33 - atualizado às 9:37
Joaquim Levy, ex-presidente do BNDESem encerramento do seminário Diálogos para o Amanhã
Joaquim Levy, ex-presidente do BNDES em encerramento do seminário Diálogos para o Amanhã - Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil

A maneira como o presidente Jair Bolsonaro conduziu a demissão de Joaquim Levy da presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi recebida por críticas entre pesos pesados do mercado financeiro que temem mais reflexos negativos na visão do investidor estrangeiro sobre o Brasil. A leitura é que, além de desnecessária, a postura do presidente também pode dificultar a atração de bons nomes para o governo.

O pedido de demissão por parte de Levy já era esperado desde a tarde de sábado após Bolsonaro dizer que "sua cabeça estava a prêmio". Não é de hoje que o governo e a equipe econômica estão insatisfeitos com o desempenho do BNDES na agenda de redução do tamanho dos bancos públicos. Especificamente do lado de Bolsonaro, ainda havia críticas sobre a necessidade de o presidente do BNDES "abrir a caixa preta" de empréstimos feitos durante o governo do PT.

Uma fonte lembra que Levy já foi uma escolha feita pelas mãos do ministro da Economia, Paulo Guedes. Seu nome, que foi ministro da Fazenda no governo Dilma Rousseff, teve dificuldade de passar pelo "escrutínio" da "direita". O estopim foi a indicação de Marcos Pinto Barbosa, ex-sócio de Armínio Fraga no Gávea Investimentos, para o cargo de diretor de Mercado de Capitais do banco de fomento. Conforme a avaliação, "tirando a forma", a saída de Levy "já estava precificada".

O desfecho para a saída de Levy do BNDES desagradou a muitos executivos do mercado financeiro ouvidos pelo Estadão/Broadcast. Uma fonte chama atenção para o impacto que a postura de Bolsonaro pode gerar não só no andamento da agenda de recuperação da economia brasileira mas, principalmente, na visão dos estrangeiros em relação ao País. Chega a comparar Bolsonaro com a ex-presidente Dilma Rousseff, bastante criticada no mercado financeiro por sua "postura impulsiva" em determinadas ocasiões.

A avaliação é de que o presidente aparentemente "não está nem aí para o ânimo dos investidores estrangeiros com o Brasil". E a conclusão é que episódios como este "dificultam um ambiente de estabilidade no mercado".

O presidente de uma gestora internacional de recursos afirmou que, a despeito de o investidor internacional ser pragmático e gostar da atual equipe econômica, não tem uma imagem tão positiva em relação ao governo Bolsonaro. Ele considera que falta postura ao presidente e reclama da recorrência de episódios desgastantes.

"Agora tem o presidente do BNDES. Antes, foi o presidente dos Correios. Teve também o Santos Cruz. Se a crise Moro crescer... aí começa a ficar complexo", avaliou.

Para o executivo de um grande banco, apesar da postura de Bolsonaro, o mercado segue otimista com a reforma da Previdência. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

App da Pi

Aplique de forma simples, transparente e segura

projeções da corretora

XP Investimentos amplia cobertura e recomenda compra para dois FIIs de lajes corporativas

Cotas dos fundos PVBI11 e RECT11 têm potencial de alta de no mínimo 12% e oferecem rendimento de dividendo de até 8,4%

pandemia no país

Covid-19: Brasil acumula 4,4 milhões de casos e 134,9 mil mortes

O Brasil chegou a 4.455.386 casos de covid-19 desde o início da pandemia. Em 24 horas desde o boletim de ontem (16), foram registrados 36.303 novos diagnósticos positivos

seu dinheiro na sua noite

A inflação da Helena

Na semana passada, minha filha veio me perguntar sobre o aumento do preço do arroz. Ou melhor, bem ao estilo dela, nem me deu tempo de responder e trouxe na ponta da língua as razões para a disparada, incluindo a alta do dólar. A conversa me pegou de surpresa. A Helena completa 10 anos nesta […]

Bluechips salvam o dia

Ibovespa descola-se de ressaca global pós-overdose de bancos centrais e fecha em leve alta; dólar cai

Apesar da melhora pontual na bolsa brasileira, os investidores mantiveram um pé atrás pela ausência de sinalização de novas medidas de estímulo pelo Fed

larry kudlow

Casa Branca pede estímulos do Congresso para pequenos negócios nos EUA

“Um estímulo do Congresso aos pequenos negócios seria ainda melhor” para a recuperação econômica, afirmou o conselheiro econômico da Casa Branca, Larry Kudlow

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements