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Ministro da Casa Civil afirmou que os números divulgados pelo presidente são para "dar tranquilidade às pessoas"

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou nesta sexta-feira (4) que as idades mínimas para aposentadoria anunciadas pelo presidente Jair Bolsonaro para a proposta da reforma da Previdência, de 62 anos para homens e 57 para mulheres, com um período de transição, buscam apenas dar "tranquilidade" para a população. Onyx não soube dizer se serão, de fato, adotadas no projeto da equipe econômica.
Onyx disse a jornalistas que acredita que o "foco do presidente (com a declaração) era a previdência em geral", ao ser questionado se as idades sugeridas eram relativas ao INSS e ao serviço público. Afirmou, ainda, que Bolsonaro só terá conhecimento da proposta após uma apresentação da equipe econômica com duas possibilidades diferentes daqui a duas semanas.
"Quando o presidente fala alguns números, de 62 anos e 57 anos, quis dar tranquilidade de que não vai haver ruptura, vai ser feita transição lenta e gradual preservando direito das pessoas, tendo um olhar humano para reforma e preservando direitos", declarou.
Embora tenha convocado coletiva de imprensa, nesta tarde de sexta-feira, para esclarecer declarações de Bolsonaro, Onyx negou que haja "ruído" no governo.
Ele disse que a equipe econômica chefiada pelo "professor" Paulo Guedes vem trabalhando desde que iniciou processo de transição para elaborar dois caminhos de proposta de reforma da Previdência.
"Guedes fala que a atual Previdência brasileira é navio com casco furado, um avião que tem um pane que precisa ser consertada, e é nisso parte do trabalho de como é que consertamos nosso navio. Outra questão que Guedes também já falou que não é justo colocar filhos e netos dentro de barco que mais cedo ou mais tarde poderá afundar, e aí precisa criar novo sistema. E nós sempre defendemos a questão da capitalização para o Brasil em algo assemelhado, que remete, mas será diferente, do modelo chileno", disse Onyx.
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Como mostrou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, a decisão do presidente Jair Bolsonaro de lançar as primeiras diretrizes do que pode ser sua proposta de reforma ocorreu antes mesmo de conversar com sua equipe econômica sobre o tema e gerou grande clima de desconforto nos bastidores.
A avaliação é de que a antecipação de Bolsonaro e de alguns ministros do núcleo duro do governo pode tumultuar o meio de campo na negociação de uma medida que já enfrenta resistências na população e entre categorias com amplo poder de lobby no Congresso Nacional.
Além disso, a reforma sinalizada por Bolsonaro foi vista por economistas como uma proposta mais "light", incapaz de resolver o problema estruturalmente ou sinalizar para a sustentabilidade das contas no longo prazo. Segundo ele, a proposta poderia incluir idades mínimas de 57 anos para mulheres e 62 anos para homens, após um período mais curto de transição. "O futuro presidente reavaliaria essa situação e botaria para o próximo governo 2023 até 2028, passar para 63, 64", afirmou.
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