🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Eduardo Campos

Eduardo Campos

Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.

Política

Flávio Bolsonaro e a teoria da bosta seca

Movimentações financeiras do senador e de seu ex-assessor geram um odor incômodo a um governo que nem começou, podendo resultar em indigestas faturas políticas

Eduardo Campos
Eduardo Campos
21 de janeiro de 2019
12:07 - atualizado às 13:58
Imagem: Montagem: Seu Dinheiro

O assunto em diferentes rodas de conversa, no noticiário e nas redes foi e continua sendo um só: as movimentações financeiras do filho do presidente Jair Bolsonaro, o senador eleito Flávio Bolsonaro, e seu ex-motorista Fabrício Queiroz.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao falar sobre o tema com diferentes grupos de amigos e colegas começava com a seguinte pergunta, que também faço ao leitor: Você conhece a teoria da bosta seca?

A maioria das respostas, entre breve riso e aquela olhadela de desconfiança, era um “não”, seguindo de “mas conta mais aí”.  Essa teoria tem domínio público, até porque advém de um antigo dito popular, mas cabe lembrar aqui que Elio Gaspari faz bom uso dessa figura em suas colunas na “Folha de S.Paulo” e outros jornais.

Tínhamos uma pilha de excremento exposta ao ar, as movimentações atípicas de Fabrício Queiroz detectadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A pilha estava lá, mas já parecia estar “secando”, ou seja, fedendo menos, pois o tema estava circunscrito ao ex-assessor, à falta de esclarecimentos em função de um câncer e até a uma dança em quarto de hospital.

Na sexta-feira, no entanto, Flávio Bolsonaro e seus advogados resolvem remexer a “bosta” ao entrar com pedido de suspensão de investigação e anulação de provas no Supremo Tribunal Federal (STF). Com isso, o odor fétido tomou enormes proporções, engolfando o senador, que agora aparece como investigado, e ampliando as suspeitas sobre seu ex-assessor, que teria movimentado R$ 7 milhões nos últimos três anos. Até então, o valor controverso era de R$ 1,2 milhão entre saques e depósitos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ação e reação

Podemos ver da seguinte maneira. Flávio “atacou” o Ministério Público e o Coaf e a resposta veio já na sexta-feira à noite, no “Jornal Nacional”. O senador recebeu 48 depósitos em dinheiro, de R$ 2 mil cada, totalizando R$ 96 mil. Depois surgiu o pagamento de um boleto de R$ 1 milhão para beneficiário não identificado.

Leia Também

Depósitos fracionados e feitos em sequência constituem indício de operação suspeita, que os bancos são obrigados a informar ao Coaf, que por iniciativa própria ou por determinação de outro Poder, elabora um relatório de inteligência e encaminha ao MP ou outra autoridade.

A versão “na boca do povo” é que Flávio Bolsonaro seria beneficiário da tal “rachadinha”. Funcionários do gabinete devolvem parte do salário ao contratante.

Com o ar já bastante contaminado, no domingo à noite, o senador deu duas entrevistas às TVs “Record” e “Rede TV”. O senador se defendeu e justificou que o dinheiro recebido foi proveniente da venda de apartamento e que o pagamento de R$ 1 milhão, também se refere a transação imobiliária feita não por ele, mas pela Caixa, envolvendo quitação com construtora e financiamento imobiliário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os documentos todos, segundo Flávio, serão entregues à autoridade competente, que ele espera descobrir se é o MP do Rio ou MP de Brasília, com sua "consulta" ao STF.

Pois bem, ao falar de transações imobiliárias o senador abriu espaço para mais uma remexida nos dejetos, pois a “Folha de S. Paulo” diz hoje que, em três anos, o senador comprou R$ 4,2 milhões em imóveis.

Palácios e seus habitantes

Em meio ao mau cheiro, vimos notas de que “alas do governo” querem explicações rápidas, numa tentativa de se distanciar da pilha indesejada. Depois aparece o vice-presidente, Hamilton Mourão, tentando traçar uma “linha higienista” falando que “a bosta” não é do governo, mas sim do filho do presidente, e ele que tem de dar explicações.

Mesmo que atrasada, a tentativa é válida, pois o nome do presidente não parece diretamente implicado. Mas quando “fontes palacianas” ou “do governo” falam é sinal de que o cheiro desagradável já invadiu os palácios e não adianta abrir ou mesmo fechar as janelas. Pior, quando fontes palacianas comentam assuntos como esse, conseguem o exato oposto do pretendido, levando o problema para dentro do Palácio do Planalto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pode ser um misto de inexperiência, com falta de assessoria e estratégia de comunicação. O senso de sobrevivência também pode falar mais alto, mas em política instintos básicos e primitivos nem sempre ajudam.

A crise, por assim dizer, já é do governo e creio difícil que seria diferente, já que o envolvido é filho do mandatário que se elegeu sabendo bem que teria um escrutínio aguerrido dentro de uma eleição, que como falamos, despertou dois dos sentimentos mais primitivos da população, o ódio e o medo. Essas funções foram instigadas de maneira ímpar, eclipsando o funcionamento do córtex pré-frontal.

Efeitos práticos

Enquanto aguardamos as cenas dos próximos capítulos, ou se a bosta volta a secar ou continua sendo remexida, o que se pode depreender é um desgaste para o governo antes mesmo da abertura do ano legislativo.

Não será o último “escândalo” do governo, isso é fato, mas para boa parte dos congressistas, governo desgastado é sinal de “presa fácil”, se não para garantir “benesses”, para criar dificuldades e vender facilidades ou mesmo “fazer oposição”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já temos notícias de que o PT quer instituir uma CPI para “investigar” o caso. O investigar vem entre aspas, pois CPI serve para qualquer coisa, menos para investigar.

Assim, Bolsonaro já chega com uma fatura em aberto no Senado e a eleição do presidente dessa Casa se torna ainda mais relevante. Ponto para Renan Calheiros, que como vimos aqui, é favorito a comandar a Casa e já deu acenos favoráveis a Flávio, mudando postura inicial de ameaça ao senador e ao governo.

Todas essas intricadas relações podem ter algum efeito sobre a agenda de reformas que o governo pretende colocar em votação o mais rápido possível.

Sobre reformas, especialmente a da Previdência, o que se viu no fim de semana foi uma entrevista do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, defendendo que os militares devam ficar de fora e um desenho de estratégia política pouco convincente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sobre os militares, por mais que tenham diferenças com relação aos civis, essas diferenças devem ser equacionadas na carreira e não na aposentadoria. Seria mais interessante fazer ajuste de carreiras e soldos para “reduzir” essas diferenças, e tratar a aposentadoria de forma mais linear com os demais. Se for atender a todos os “diferentes” sobrará apenas alguns leitores e eu para arcar com a fatura, já que juízes, MP, polícias, professores, parlamentares e outros são “mais iguais que os outros”.

Na parte de estratégia, o ministro disse que não desidratará a proposta inicial, pois não quer um “pacotinho light” como o de Michel Temer. Data venia em discordar, mas seria mais inteligente mandar um texto bastante duro e negociar alterações até “um limite” preestabelecido e propositadamente não divulgado.

O custo político é menor que “tentar impor” um texto pronto ao Congresso sobre um tema urgente e controverso. Dar “margem” ao Congresso é sinal de boa vontade, de desejo de interlocução. Política se faz com gestos e não dar “margem muito grande”, como disse Onyx, a deputados e senadores, pode dificultar as coisas ou elevar seu custo de aprovação.

Para terminar, por mais que Flávio e seu motorista consigam provar a lisura das operações financeiras atípicas que lhe imputam, essa “bosta” vai ficar exposta ao longo de todo período de governo. É torcer para a “bosta secar”, parar de feder tanto e não ser remexida, não importando que outros partidos tenham pilhas de excremento ainda maiores. Quem está governo é sempre a “vidraça” da vez.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
É MUITO MILHÃO

R$ 160 milhões: Mega-Sena entra em março com maior prêmio em disputa, mas Quina acumulada rouba a cena hoje entre as loterias da Caixa

2 de março de 2026 - 7:14

Como a Mega-Sena só corre amanhã, a Quina e a Lotomania são as loterias da Caixa com os maiores prêmios em jogo na noite desta segunda-feira (2); confira os valores em jogo.

ESTÁ CHEGANDO A HORA

Calendário do PIS/Pasep março de 2026: confira quando o abono cai na conta

2 de março de 2026 - 6:06

Pagamentos do abono salarial aos beneficiários do PIS e do Pasep em 2026 seguem mês de nascimento ou número de inscrição e vão até agosto

ESTIMATIVA

Conta dos 5 maiores bancos com capitalização do FGC pode se aproximar de R$ 30 bi

1 de março de 2026 - 18:15

Com patrimônio de cerca de R$ 125 bilhões, o FGC pode ter de usar ao menos R$ 52 bilhões com Banco Master, Will Bank e Banco Pleno, o que indicaria necessidade de recapitalização

BOLSA FAMÍLIA 2026

Calendário do Bolsa Família março de 2026: veja quando começam os pagamentos e quem pode receber o benefício

1 de março de 2026 - 12:45

Pagamentos do Bolsa Família começam em 18 de março e seguem até o fim do mês conforme o final do NIS; benefício mínimo é de R$ 600

INVESTIDORES OPINAM

Eleições de 2026: pesquisa do BTG mostra ações favoritas em cenários com Lula ou Flávio Bolsonaro

1 de março de 2026 - 12:00

Levantamento feito durante a CEO Conference indica preferência por exportadoras em caso de reeleição de Lula e por financeiras e estatais em eventual vitória da oposição

CALENDÁRIO BPC

BPC/LOAS começa a ser pago amanhã (2): confira o calendário do benefício de um salário-mínimo

1 de março de 2026 - 11:11

Benefício assistencial começa na segunda-feira (2), seguindo o calendário do INSS e é pago conforme o número final do BPC

ALÉM DAS PISTAS

De ‘filho do dono’ a ativo milionário: Primeiro brasileiro na Fórmula 1 desde Massa movimenta milhões de dólares; veja valores e os salários de seus adversários na temporada

1 de março de 2026 - 8:16

Saiba quanto ganham os principais pilotos da F1 em meio a salários, bônus e patrocínios

PAGAMENTOS 2026

Bolsa Família, Pé-de-Meia, Gás do Povo e mais: veja o calendário completo dos programas sociais do governo para março de 2026

28 de fevereiro de 2026 - 14:06

Confira datas oficiais de pagamento dos benefícios sociais em março de 2026

BALANÇO DO MÊS

Rali do Ibovespa continua em fevereiro, mas Tesouro Direto acelera e coloca a renda fixa no páreo — na outra ponta, Bitcoin derrete quase 20%

27 de fevereiro de 2026 - 19:01

Bolsa brasileira diminui o ritmo em fevereiro, enquanto a renda fixa se valoriza diante da perspectiva de queda dos juros, e o Bitcoin segue em queda livre

MENOS DENTES, MAIS DINHEIRO

A inflação da fada do dente: uma moedinha já não é mais suficiente

27 de fevereiro de 2026 - 15:30

Crianças norte-americanas estão ‘cobrando’ dos pais uma média de US$ 5,84 por dente de leite, alta de 17% em relação ao ano passado

OLHOS NA SALA

Aspirador de pó espião? Homem assume controle acidental de milhares de equipamentos e expõe risco à privacidade

27 de fevereiro de 2026 - 15:17

Falha em sistema permitiu acesso remoto a mais de 7 mil aparelhos conectados dentro de residências

TRANSIÇÃO CONCLUÍDA

Gás do Povo: Governo prepara-se para implementar fase final do programa sucessor do Auxílio Gás

27 de fevereiro de 2026 - 14:28

Gás do Povo substitui o Auxílio Gás e garante recarga gratuita do botijão de 13 kg para famílias de baixa renda

INCENTIVO PARA ESTUDANTES

Calendário do Pé-de-Meia março 2026: veja quando o governo paga os incentivos do ensino médio

27 de fevereiro de 2026 - 10:20

Programa funciona como uma poupança educacional, paga até R$ 9.200 por aluno e tem depósitos ao longo do ano

CAÇADORES DE PECHINCHAS

Receita Federal realiza leilão com iPhones baratos e carros a partir de R$ 6 mil; veja como participar

27 de fevereiro de 2026 - 10:18

O certame, marcado para 13 de março, reúne 223 lotes de produtos que vão de eletrônicos a joias, com preços abaixo do mercado

ARRUMANDO A CASA

Vale (VALE3) reforça capital e enxuga estrutura. O que está por trás do movimento de R$ 500 milhões?

27 de fevereiro de 2026 - 9:34

Mineradora capitaliza reservas e incorpora duas empresass em meio a questionamentos do mercado sobre o fôlego das ações VALE3

BRILHOU SOZINHA MAIS UMA VEZ

Lotofácil 3622 paga prêmio milionário em capital; Mega-Sena acumula pelo oitavo sorteio seguido e valor em jogo vai a R$ 145 milhões

27 de fevereiro de 2026 - 6:57

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de quinta-feira (26). Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam.

‘NO PRECINHO’

Considerada a capital Nacional do Doce, essa cidade já foi uma das mais ricas do Brasil e hoje é a mais barata para se comprar um imóvel

26 de fevereiro de 2026 - 15:36

Uma cidade do interior do Rio Grande do Sul foi considerada uma das cidades mais baratas para se comprar imóveis residenciais

ALÉM DA ORLA

Longe da praia, este é o bairro com o aluguel mais caro do país — e fica ao lado de um dos parques mais visitados da América Latina

26 de fevereiro de 2026 - 15:08

Levantamento aponta mudança no mapa das regiões mais valorizadas do Brasil e revela disparada de preços em área nobre de São Paulo

TOUROS E URSOS #260

Dólar abaixo de R$ 5, juros em queda e Ibovespa caro: esta é a visão da Legacy para 2026

26 de fevereiro de 2026 - 12:45

Pedro Jobim, economista-chefe e sócio-fundador da Legacy Capital é o convidado desta semana no podcast Touros e Ursos

SOB PRESSÃO

O rombo de R$ 50 bilhões que abalou o FGC: “É algo novo”, diz ex-presidente do fundo sobre caso Banco Master

26 de fevereiro de 2026 - 10:58

Impacto é mais que o dobro do maior caso da história do fundo, mas Jairo Saddi diz que não há risco sistêmico e defende ajustes sem pressa

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar