O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Movimentações financeiras do senador e de seu ex-assessor geram um odor incômodo a um governo que nem começou, podendo resultar em indigestas faturas políticas
O assunto em diferentes rodas de conversa, no noticiário e nas redes foi e continua sendo um só: as movimentações financeiras do filho do presidente Jair Bolsonaro, o senador eleito Flávio Bolsonaro, e seu ex-motorista Fabrício Queiroz.
Ao falar sobre o tema com diferentes grupos de amigos e colegas começava com a seguinte pergunta, que também faço ao leitor: Você conhece a teoria da bosta seca?
A maioria das respostas, entre breve riso e aquela olhadela de desconfiança, era um “não”, seguindo de “mas conta mais aí”. Essa teoria tem domínio público, até porque advém de um antigo dito popular, mas cabe lembrar aqui que Elio Gaspari faz bom uso dessa figura em suas colunas na “Folha de S.Paulo” e outros jornais.
Tínhamos uma pilha de excremento exposta ao ar, as movimentações atípicas de Fabrício Queiroz detectadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A pilha estava lá, mas já parecia estar “secando”, ou seja, fedendo menos, pois o tema estava circunscrito ao ex-assessor, à falta de esclarecimentos em função de um câncer e até a uma dança em quarto de hospital.
Na sexta-feira, no entanto, Flávio Bolsonaro e seus advogados resolvem remexer a “bosta” ao entrar com pedido de suspensão de investigação e anulação de provas no Supremo Tribunal Federal (STF). Com isso, o odor fétido tomou enormes proporções, engolfando o senador, que agora aparece como investigado, e ampliando as suspeitas sobre seu ex-assessor, que teria movimentado R$ 7 milhões nos últimos três anos. Até então, o valor controverso era de R$ 1,2 milhão entre saques e depósitos.
Podemos ver da seguinte maneira. Flávio “atacou” o Ministério Público e o Coaf e a resposta veio já na sexta-feira à noite, no “Jornal Nacional”. O senador recebeu 48 depósitos em dinheiro, de R$ 2 mil cada, totalizando R$ 96 mil. Depois surgiu o pagamento de um boleto de R$ 1 milhão para beneficiário não identificado.
Leia Também
Depósitos fracionados e feitos em sequência constituem indício de operação suspeita, que os bancos são obrigados a informar ao Coaf, que por iniciativa própria ou por determinação de outro Poder, elabora um relatório de inteligência e encaminha ao MP ou outra autoridade.
A versão “na boca do povo” é que Flávio Bolsonaro seria beneficiário da tal “rachadinha”. Funcionários do gabinete devolvem parte do salário ao contratante.
Com o ar já bastante contaminado, no domingo à noite, o senador deu duas entrevistas às TVs “Record” e “Rede TV”. O senador se defendeu e justificou que o dinheiro recebido foi proveniente da venda de apartamento e que o pagamento de R$ 1 milhão, também se refere a transação imobiliária feita não por ele, mas pela Caixa, envolvendo quitação com construtora e financiamento imobiliário.
Os documentos todos, segundo Flávio, serão entregues à autoridade competente, que ele espera descobrir se é o MP do Rio ou MP de Brasília, com sua "consulta" ao STF.
Pois bem, ao falar de transações imobiliárias o senador abriu espaço para mais uma remexida nos dejetos, pois a “Folha de S. Paulo” diz hoje que, em três anos, o senador comprou R$ 4,2 milhões em imóveis.
Em meio ao mau cheiro, vimos notas de que “alas do governo” querem explicações rápidas, numa tentativa de se distanciar da pilha indesejada. Depois aparece o vice-presidente, Hamilton Mourão, tentando traçar uma “linha higienista” falando que “a bosta” não é do governo, mas sim do filho do presidente, e ele que tem de dar explicações.
Mesmo que atrasada, a tentativa é válida, pois o nome do presidente não parece diretamente implicado. Mas quando “fontes palacianas” ou “do governo” falam é sinal de que o cheiro desagradável já invadiu os palácios e não adianta abrir ou mesmo fechar as janelas. Pior, quando fontes palacianas comentam assuntos como esse, conseguem o exato oposto do pretendido, levando o problema para dentro do Palácio do Planalto.
Pode ser um misto de inexperiência, com falta de assessoria e estratégia de comunicação. O senso de sobrevivência também pode falar mais alto, mas em política instintos básicos e primitivos nem sempre ajudam.
A crise, por assim dizer, já é do governo e creio difícil que seria diferente, já que o envolvido é filho do mandatário que se elegeu sabendo bem que teria um escrutínio aguerrido dentro de uma eleição, que como falamos, despertou dois dos sentimentos mais primitivos da população, o ódio e o medo. Essas funções foram instigadas de maneira ímpar, eclipsando o funcionamento do córtex pré-frontal.
Enquanto aguardamos as cenas dos próximos capítulos, ou se a bosta volta a secar ou continua sendo remexida, o que se pode depreender é um desgaste para o governo antes mesmo da abertura do ano legislativo.
Não será o último “escândalo” do governo, isso é fato, mas para boa parte dos congressistas, governo desgastado é sinal de “presa fácil”, se não para garantir “benesses”, para criar dificuldades e vender facilidades ou mesmo “fazer oposição”.
Já temos notícias de que o PT quer instituir uma CPI para “investigar” o caso. O investigar vem entre aspas, pois CPI serve para qualquer coisa, menos para investigar.
Assim, Bolsonaro já chega com uma fatura em aberto no Senado e a eleição do presidente dessa Casa se torna ainda mais relevante. Ponto para Renan Calheiros, que como vimos aqui, é favorito a comandar a Casa e já deu acenos favoráveis a Flávio, mudando postura inicial de ameaça ao senador e ao governo.
Todas essas intricadas relações podem ter algum efeito sobre a agenda de reformas que o governo pretende colocar em votação o mais rápido possível.
Sobre reformas, especialmente a da Previdência, o que se viu no fim de semana foi uma entrevista do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, defendendo que os militares devam ficar de fora e um desenho de estratégia política pouco convincente.
Sobre os militares, por mais que tenham diferenças com relação aos civis, essas diferenças devem ser equacionadas na carreira e não na aposentadoria. Seria mais interessante fazer ajuste de carreiras e soldos para “reduzir” essas diferenças, e tratar a aposentadoria de forma mais linear com os demais. Se for atender a todos os “diferentes” sobrará apenas alguns leitores e eu para arcar com a fatura, já que juízes, MP, polícias, professores, parlamentares e outros são “mais iguais que os outros”.
Na parte de estratégia, o ministro disse que não desidratará a proposta inicial, pois não quer um “pacotinho light” como o de Michel Temer. Data venia em discordar, mas seria mais inteligente mandar um texto bastante duro e negociar alterações até “um limite” preestabelecido e propositadamente não divulgado.
O custo político é menor que “tentar impor” um texto pronto ao Congresso sobre um tema urgente e controverso. Dar “margem” ao Congresso é sinal de boa vontade, de desejo de interlocução. Política se faz com gestos e não dar “margem muito grande”, como disse Onyx, a deputados e senadores, pode dificultar as coisas ou elevar seu custo de aprovação.
Para terminar, por mais que Flávio e seu motorista consigam provar a lisura das operações financeiras atípicas que lhe imputam, essa “bosta” vai ficar exposta ao longo de todo período de governo. É torcer para a “bosta secar”, parar de feder tanto e não ser remexida, não importando que outros partidos tenham pilhas de excremento ainda maiores. Quem está governo é sempre a “vidraça” da vez.
Anvisa proíbe a venda de azeite da marca San Olivetto devido a irregularidades apontadas nas ações da distribuidora e da fabricante
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na segunda-feira (16). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Em contrapartida, os prêmios em jogos aumentaram.
Rodolfo Amstalden, CEO da casa de análise, criou um serviço para facilitar o investimento em renda fixa e variável, além de ajudar no acesso à educação financeira
Comunicado oficial alerta candidatos, mas expectativa por novo concurso cresce — mesmo sem previsão confirmada pelo banco
Estudo do Insper indica que bolsa do Pé-de-Meia reduz abandono escolar entre jovens de famílias mais vulneráveis
Após quatro anos sem concorrência, a Starlink, projeto da SpaceX de Elon Musk, ganha um forte concorrente no mercado brasileiro
Como a Mega-Sena só corre amanhã, a Quina é a loteria da Caixa com os maior prêmio em jogo na noite desta segunda-feira (16); confira os valores em disputa.
Ganhos na bolsa e na renda fixa garantiram superávit bilionário ao fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil
O atraso nas regras do IR 2026, um prêmio milionário na Lotofácil e a disputa entre Casas Bahia e Pão de Açúcar estão entre as notícias mais lidas da semana no Seu Dinheiro
Receita Federal divulga detalhes do IRPF 2026 em coletiva às 10h; atraso no anúncio pode reduzir a janela de envio da declaração neste ano
Bilhetes simples cravaram as 15 dezenas e renderam mais de R$ 1 milhão para cada vencedor; Mega-Sena, Quina e +Milionária seguem travadas
Pagamentos do abono salarial seguem mês de nascimento ou número de inscrição e vão até agosto; hoje são contemplados os nascidos em fevereiro.
Preso em Brasília, Vorcaro escolhe José Luís de Oliveira Lima para liderar a defesa; advogado já atuou em casos como Mensalão e julgamento de Braga Netto
Entre as 70 atrações do Cacau Park, o destaque é a mais alta e mais rápida montanha-russa da América Latina
Com tecnologia do Gemini, o Google quer transformar o Maps em um assistente capaz de responder perguntas e sugerir lugares em tempo real
Aumento será de R$ 0,38 por litro nas refinarias, enquanto governo aposta em desoneração e subsídio para suavizar efeito nas bombas
James Howells seria considerado um bilionário no Brasil se sua agora ex-namorada não tivesse jogado fora um HD com 8 mil bitcoins
Escalada do Brent e bloqueio das importações aumentam pressão sobre a política de preços da estatal
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de quinta-feira (12). Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania acumularam. Consequentemente, os prêmios em jogo aumentaram.
Briga entre o bilionário e o ministro do STF se estende desde 2024 com investigações sobre a plataforma X