⚽️ Jogos das quartas-de-final começam a se desenhar; confira os dias da próxima fase

Cotações por TradingView
2019-04-07T15:18:53-03:00
Estadão Conteúdo
Informações confidenciais

Bolsonaro teve dados acessados na eleição

Segundo a Receita Federal, os acessos foram feitos em datas próximas a convenções de partidos, no início do segundo turno e logo depois do resultado das eleições

7 de abril de 2019
15:18
O presidente Jair Bolsonaro
Foram levantados dados de irmãos e tios do presidente, além do próprio Bolsonaro - Imagem: Palácio do Planalto/Flickr

A Receita Federal identificou que os dois servidores que acessaram dados do presidente Jair Bolsonaro e de seus familiares fizeram várias consultas ao longo de 2018 e em períodos que coincidem com datas importantes do calendário eleitoral, disse ontem ao Estadão/Broadcast o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra. "Está comprovado e está nas mãos da polícia. Nem o secretário da Receita pode entrar e fuçar o que quiser."

De acordo com o secretário, dois acessos feitos no final de outubro não foram justificados e estão sob investigação.

Foram levantados dados de irmãos e tios do presidente, além do próprio Bolsonaro. Em depoimento à Polícia Federal, um dos servidores investigados, Odilon Alves Filho, disse que fez apenas um acesso e consultou só dados cadastrais, por curiosidade. Ele é irmão da deputada Norma Ayub (DEM-SP).

A Receita abriu sindicância depois de a corregedoria ter sido informada que dados confidenciais do presidente e de vários CPFs relacionados à família dele estavam sendo acessados - os sistemas do órgão são monitorados e cada consulta é registrada. "Pedimos à PF que investigue se há ligações externas, se isso faz parte de um plano maior, se tem gente por trás", afirmou o secretário.

Cintra avisou Bolsonaro da sindicância no fim de janeiro e disse que o presidente pediu para dar andamento à investigação "como qualquer outro caso". O secretário teve vários encontros com Bolsonaro nos últimos meses. Na sexta-feira (5), o presidente escreveu no Twitter que os servidores procuravam "algo para vazar" e incriminá-lo antes das eleições.

Os acessos aos dados foram feitos em datas próximas a convenções de partidos, no início do segundo turno e logo depois do resultado das eleições, entre outros períodos. A PF foi acionada no fim de janeiro e, segundo apurou o Estado, está agora investigando a dimensão dos acessos e que dados os servidores, ambos administrativos, conseguiram levantar. Na quinta-feira (4), os policiais apreenderam computadores e ouviram os servidores. A operação está em andamento e o sigilo foi redobrado.

Sindicância

Foi aberto um processo disciplinar dentro do Fisco, que pode levar à suspensão ou exoneração dos investigados. Além de Alves, que trabalha em uma delegacia da Receita em Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo, é investigado também um segundo servidor vinculado à delegacia da Receita Federal de Campinas, que acessou dados em Sumaré, ambas cidades do interior de São Paulo. Os dois funcionários teriam agido de forma separada.

Apesar de não ser presidente na época, a consulta a dados de Bolsonaro já não poderia ser feita por servidores sem justificativa, já que, como deputado federal, ele era uma "pessoa politicamente exposta". Políticos e familiares fazem parte dessa lista em que há um controle ainda maior no sistema da Receita e, quando os dados são consultados, é gerado um alerta para o superior imediato do servidor.

De acordo com o advogado Yamato Ayub Alves, irmão de Odilon, ele admitiu ter feito um acesso a dados cadastrais do presidente, no dia 30 de outubro - dois dias depois do segundo turno das eleições presidenciais e quando já se sabia que Bolsonaro havia sido eleito presidente.

Ayub disse que o irmão acessou apenas dados do chamado sistema via, que permite consulta a nome, CPF e endereço, e não entrou em um segundo sistema da Receita que tem dados fiscais, como a declaração de Imposto de Renda do contribuinte. "Ele fez isso de forma ingênua, sem maldade. Não houve vazamento nem quebra de sigilo."

Segundo a deputada Norma Ayub, "Odilon é Bolsonaro doente". Ela afirmou que também fez campanha para ele ano passado. O servidor é agente administrativo da Receita na agência de Cachoeiro do Itapemirim. Ele ingressou no órgão em 1981 e recebe cerca de R$ 5 mil por mês. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Comentários
Leia também
INVISTA COMO UM MILIONÁRIO

Sirva-se no banquete de investimentos dos ricaços

Você sabe como ter acesso aos craques que montam as carteiras dos ricaços com aplicações mínimas de R$ 30? A Pi nasceu para colocar esses bons investimentos ao seu alcance

CAPACITAÇÃO TECH

Ford abre vagas para curso gratuito de tecnologia; saiba como participar

5 de dezembro de 2022 - 15:36

Ao todo, são 80 vagas para pessoas em situação de vulnerabilidade social interessadas em atuar na área

FUTEBOL NA WEB3

Um novo tipo de figurinha: Fifa e Crypto.com anunciam lançamento de NFTs da Copa do Mundo no Catar

5 de dezembro de 2022 - 13:27

FIFA fecha parceria com a Coca-Cola e a plataforma Crypto.com para criar 10 mil artes exclusivas criadas pelo artista Gmunk dedicadas à Copa do Mundo no Catar

DINHEIRO NOVO

Mais uma empresa novata na B3 pede dinheiro aos acionistas e planeja aumento de capital por valor 62% abaixo do IPO

5 de dezembro de 2022 - 12:26

A provedora de serviços de internet Desktop (DESK3) fará um aumento de capital privado de até R$ 300 milhões; ações caem forte na B3

ESTÁGIO E TRAINEE

Natura e Porto Seguro estão com vagas abertas para estágio e trainee; veja oportunidades com bolsas-auxílio de até R$ 2,9 mil

5 de dezembro de 2022 - 12:19

As empresas aceitam candidaturas de estudantes e recém-formados, em diversos cursos; o início está previsto entre janeiro e março de 2023

OPORTUNIDADE NA CRISE

Será a volta por cima? Credit Suisse atrai o interesse de príncipe saudita e de fundo dos EUA

5 de dezembro de 2022 - 12:11

Propostas à nova unidade do Credit Suisse ainda não foram formalizadas, mas totalizaram o equivalente a mais de US$ 1 bilhão, segundo o Wall Street Journal

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies