Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Bolsonaro, quem diria, “dilmou”

Quando a intempestiva intervenção de Bolsonaro fez com que a Petrobras perdesse 32,4 bilhões de reais em valor de mercado

15 de abril de 2019
13:42 - atualizado às 17:29
Montagem de Jair Bolsonaro e Dilma Rousseff
Jair Bolsonaro e Dilma Rousseff - Imagem: Shutterstock

Parece que foi de propósito, uma vendetta pessoal. Bastou que eu publicasse, na quinta-feira dia 11, na newsletter “Warm Up Pro”, a crônica "O príncipe" garante, sugerindo a compra de contratos futuros de petróleo, na Nymex, em Nova York, e de ações da Petrobras, na B3, para que o presidente Jair Bolsonaro mandasse a empresa cancelar um aumento de 5,74% no preço do óleo diesel, aumento esse que começaria a vigorar na sexta, dia 12 de abril.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A quem seguiu meu conselho, peço desculpas. Só espero que tenha comprado suas ações nas mínimas do dia, já que os papéis da Petrobras caíram 8,5%.

Meus argumentos, ao menos eu pensava, eram mais do que sólidos. Durante o governo de Michel Temer, na gestão Pedro Parente, a estatal começou a praticar uma política comercial realista, vendendo combustíveis pelo preço internacional multiplicado pela cotação do dólar.

Veio a greve dos caminhoneiros e Parente, por imposição de Temer, voltou atrás numa alta do diesel, para encerrar uma greve de caminhoneiros que paralisava o país.

Parente logo depois pediu demissão do cargo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tanto Temer como Bolsonaro “dilmaram” nessas duas oportunidades. Para quem tem memória curta, lembro que a presidente fazia política anti-inflacionária (malsucedida, por sinal) maquiando preços de serviços públicos e de derivados de petróleo.

Leia Também

É evidente que não poderia dar certo. Tanto é que a inflação em 2015 (no segundo mandato de Dilma) foi de 10,67%, mais de quatro pontos percentuais acima do topo da meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional (entre 4,5% e 6,5%).

Temer, cuja popularidade era próxima de zero, preferiu abortar os avanços de Parente a travar uma luta contra os caminhoneiros.

Em janeiro deste ano, ao tomar posse na presidência da Petrobras, Roberto Castello Branco mostrou-se ultraliberal. Não só defendeu a política de preços reais, como a privatização da empresa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Eu fui um dos otários que acreditaram. Na primeira oportunidade, ele foi infiel aos seus princípios e obedeceu ao chefe.

Quando o preço da soja sobe no mercado internacional, os agricultores brasileiros a vendem no mercado interno pela mesma fórmula simples: preço em Chicago x cotação do dólar frente ao real. O mesmo acontece com o milho e diversos outros produtos.

Isso chama-se “lei de mercado”. Pena que tenha sido praticada tão poucas vezes pela Petrobras. E, quando isso aconteceu, a União sabotou o conceito. Desastradamente, como seria de se presumir.

A intempestiva intervenção de Bolsonaro fez com que a empresa perdesse 32,4 bilhões de reais em valor de mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como o maior acionista é a União, percebe-se que somos nós todos, brasileiros, que estamos aliviando os caminhoneiros.

Ao ser indagado por que vetara o aumento do diesel, Jair Bolsonaro falou que o percentual era maior do que a inflação prevista para todo o ano de 2019.

Honestamente, o homem é muito limitado, como sempre diz o Fernando Gabeira. O que tem a ver uma coisa com a outra? A inflação (é triste ter de explicar algo tão primário) é uma combinação de todos os preços praticados: aluguel, energia, material escolar, chuchu, smartphones, passagens de ônibus, etc., etc., etc... Entra até o preço do Bromazepam, um anti-ansiolítico que precisei tomar tão logo vi a notícia de que Jair Bolsonaro cancelara o aumento do diesel.

Outra declaração do capitão-presidente, ao ser perguntado por jornalistas a respeito do veto, foi a de dizer que não entendia nada de economia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Cacete! Se não entende, por que não perguntou ao Posto Ipiranga, que se encontrava em viagem aos Estados Unidos? Garanto que ele atenderia o telefone.

De caminhoneiros, conheço um pouco.

No primeiro trimestre de 2001, viajei quarenta dias de carreta por grande parte do Brasil, pesquisando para o meu livro Carga Perigosa. Mais tarde, fui roteirista da série Carga Pesada, da TV Globo.

Caminhoneiros reclamam de tudo: do preço do frete, do combustível, dos pedágios nas estradas, dos buracos das estradas sem pedágio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

São uma categoria forte. Chantageando governos, eles já conseguiram fechar quase todas as balanças das rodovias brasileiras. Assim podem trafegar com excesso de peso, danificando o asfalto, o mesmo asfalto do qual se queixam.

E não é só aqui no Brasil.

Nas semanas que precederam o golpe militar chileno, em 1973, houve uma paralisação geral dos caminhoneiros locais. Aderiram ao movimento não só os autônomos como também as empresas transportadoras.

O general Augusto Pinochet aproveitou-se do clima de insatisfação popular com a escassez de gêneros para depor o presidente Salvador Allende, que preferiu se suicidar a deixar o Palacio de La Moneda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Durante o governo John Kennedy, seu irmão, Bob, secretário de Justiça (US Attorney General), travou uma luta feroz contra o líder dos caminhoneiros (os teamsters), Jimmy Hoffa. Conseguiu vencer a parada. Hoffa foi parar na cadeia.

Margaret Thatcher preferiu parar o país a ceder aos mineiros de carvão. Com perdão pelo trocadilho, a Iron Lady ganhou a parada.

Ao contrário dos dois estadistas acima, Jair Bolsonaro entregou os pontos antes que eventuais reivindicações acontecessem. Já vinha fazendo isso nas negociações da Reforma da Previdência.

Mesmo que volte atrás em seu veto ao aumento, Bolsonaro já mostrou sua tibieza.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como já escrevi por ocasião do segundo turno das eleições presidenciais de 2018, votei no 17. Ou melhor, votei contra o PT. E não me arrependo disso. A outra opção era pior.

Para o mercado em geral, e para a Bolsa em particular, sempre será melhor um presidente favorável ao capitalismo, mesmo que movido a impulsos, como o capitão, do que Haddad, Dilma, Lula, Gleisi, etc.

Quanto às ações da Petrobras, (com exceção de uns day trades rápidos), é bom esperar para pôr em carteira quando (e se) ocorrer a privatização da empresa, mesmo que isso signifique postergar a decisão para o seu futuro bisneto.

Com Bolsonaro, não dá. Ele tem o hábito de “dilmar” de vez em quando.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
UM NOVO INTERESSADO

Acionista da Oncoclínicas (ONCO3) coloca R$ 500 milhões na mesa — mas, antes, quer derrubar todo o conselho

25 de março de 2026 - 9:06

Fundo minoritário propõe injetar capital novo na operação, mas exige antes reconfigurar a governança da companhia; entenda

AINDA MAIS ENDIVIDADAS

Raízen (RAIZ4), GPA (PCAR3)… pedidos de recuperação de empresas devem piorar em 2026, e corte da Selic não faz nem cócegas na dívida

25 de março de 2026 - 6:25

Empresas já estão renegociando dívidas com credores há muito tempo, mas, para algumas, o fôlego acabou. Guerra e juros altos podem levar a uma piora do cenário corporativo, segundo especialistas consultados por Seu Dinheiro

APOSTA ALTA

Recorde de R$ 57 bilhões: para onde vai o investimento do Mercado Livre (MELI34), que também promete criar de 10 mil empregos no Brasil

24 de março de 2026 - 19:23

Gigante do e-commerce vê espaço para crescer e acelera aportes em logística e serviços financeiros; confira os detalhes do plano

RAIO-X DO CONSUMO

Corrida do varejo no Brasil: quem ganha e quem fica para trás, segundo o BTG

24 de março de 2026 - 18:40

Com base no desempenho do quarto trimestre de 2025, banco destaca quais empresas conseguiram driblar os juros altos e o consumo fraco no final do ano passado

O QUE FAZER COM AS AÇÕES?

Casas Bahia (BHIA3) saiu do “modo sobrevivência” e agora busca virar a chave de vez: vai dar certo? BTG responde

24 de março de 2026 - 17:30

BTG vê avanço operacional e melhora financeira após Investor Day, mas mantém cautela com juros altos e estrutura de capital

“IMPOSTO DO PECADO”

Copa, eleições e imposto indefinido: o que afeta a Ambev (ABEV3) e outras fabricantes de cerveja, segundo o BTG

24 de março de 2026 - 16:04

Ainda não é possível saber qual o tamanho do impacto do Imposto Seletivo sobre cervejas, que ainda não foi regulamentado; efeito sobre a Ambev deve ser neutro 

REAÇÃO AO RESULTADO

Ações do Agibank caem em Wall Street após primeiro balanço desde o IPO. O que incomodou o mercado?

24 de março de 2026 - 14:48

Suspensão temporária no principal motor do negócio resulta em balanço “misto” no 4T25. Vale a pena manter o otimismo com as ações agora?

DESCONTOS DE ATÉ 30%

Depois da chegada de sua marca irmã mais barata, preços da Zara caem; qual o risco para C&A (CEAB3) e Lojas Renner (LREN3)?

24 de março de 2026 - 14:15

Nos últimos dias, diversos vídeos nas redes sociais mostram que a Zara reprecificou diversos produtos. A própria XP verificou, em levantamento, que os itens ficaram 15% mais baratos, com alguns cortes chegando a 30%

PRESSÃO REGULATÓRIA

Sanepar (SAPR11) cai até 7% após Agepar propor repasse de R$ 3,9 bilhões a usuários; entenda o que está em jogo

24 de março de 2026 - 12:37

Mudança de regra pode afetar diretamente as expectativas de retorno e geração de caixa da companhia de saneamento paranaense

REAÇÃO AO BALANÇO

Movida (MOVI3) muda o foco: lucro líquido sobe 64,5% e rentabilidade bate recorde no 4T25; é hora de comprar as ações?

24 de março de 2026 - 11:38

Lucro líquido chegou a R$ 102,3 milhões no período, em meio a estratégia mais focada em rentabilidade e menos dependente de crescimento de frota; veja os destaques do resultado

VEJA OS DETALHES

Um em cada cinco: auditoria ligada à Fictor Alimentos (FICT3) aparece em 113 fundos do entorno do Banco Master

24 de março de 2026 - 11:16

Levantamento com dados da CVM e da Anbima mostra forte presença da UHY em fundos ligados ao ecossistema do Banco Master, além de conexões com a Fictor, vínculos indiretos entre estruturas e indícios de investimentos cruzados entre os veículos

PROVENTOS À VISTA

Mais dinheiro na mesa: Vibra (VBBR3) anuncia R$ 393,5 milhões em juros sobre o capital próprio — ainda dá tempo de entrar?

24 de março de 2026 - 9:38

Data de corte se aproxima e ações devem virar “ex” nos próximos dias; veja o calendário dos proventos da Vibra

MERCADO IMOBILIÁRIO EM ALTA

XP mantém aposta nas construtoras de baixa renda e elege sua ação favorita; confira qual

23 de março de 2026 - 19:49

Mais dinheiro no setor, mudança no IR e ajustes no MCMV podem turbinar vendas; veja quem deve ganhar

IMPACTOS CONTÁBEIS DA RJ

Atraso acumulado: Oi (OIBR3) adia balanços dos dois últimos trimestres e não dá nova previsão para divulgar os números

23 de março de 2026 - 19:35

A operadora adiou a divulgação dos resultados do terceiro e do quarto trimestres de 2025, além das demonstrações financeiras anuais, e segue sem nova data para apresentação dos números ao mercado

RETORNO AO ACIONISTA

Rede D’Or (RDOR3) anuncia pagamento de R$ 350 milhões em JCP; veja quem tem direito — e o efeito nos dividendos

23 de março de 2026 - 19:17

Investidor precisa ficar atento à data de corte para não perder o direito ao provento

VEJA OS DETALHES

Entre dívidas ocultas e balanços questionáveis: o que laudo pericial revela sobre a crise da Fictor

23 de março de 2026 - 18:40

Laudo da Laspro libera avanço da recuperação, mas identifica números conflitantes, dependência de aportes internos e confusão patrimonial entre as empresas

SINAL DE ALERTA

Taesa (TAEE11) pode cair 15%, segundo esta corretora que recomenda venda para as ações

23 de março de 2026 - 18:21

Genial Investimentos revisa tese e aponta riscos que colocam em xeque a percepção de estabilidade da transmissora

TROCA DE LIDERANÇA

Santander Brasil (SANB11) sem Mario Leão: o que muda — e o que não muda — com a chegada do novo CEO?

23 de março de 2026 - 16:11

Em reunião com analistas, CEO diz que transição foi planejada e que modelo atual veio para ficar; veja o que esperar do bancão agora

SINAL VERMELHO?

Alliança Saúde (AALR3) em xeque: Fitch rebaixa rating para nível pré-calote, enquanto empresa tenta segurar pressão dos credores

23 de março de 2026 - 14:04

Liminar judicial dá 60 dias de fôlego à antiga Alliar, enquanto empresa tenta negociar dívidas e evitar um desfecho mais duro

OURO LÍQUIDO EM QUEDA

Prio (PRIO3) anuncia início da produção em Wahoo e prevê 40 mil barris/dia ao fim de abril, mas ações caem com guerra no radar

23 de março de 2026 - 13:31

A ação, no entanto, está em queda, com o arrefecimento da guerra no Oriente Médio, após o anúncio de Donald Trump, e a queda do petróleo tipo brent

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia