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Em recuperação

Bolsonaro deve deixar hospital hoje, mas agenda ainda será restrita

Após ter alta do hospital, o presidente retornará a Brasília e terá de manter um ritmo moderado de trabalho, conforme recomendações médicas

13 de fevereiro de 2019
7:05 - atualizado às 15:51
Bolsonaro
Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante entrevista para o jornal do SBT - Imagem: Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro deve ter alta do hospital nesta quarta-feira, 13, segundo informações do médico Antonio Luiz Macedo, que acompanha sua recuperação.

Bolsonaro está internado há 17 dias no hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde foi submetido ao procedimento de retirada de uma bolsa de colostomia.

De acordo com o médico, o presidente está “excelente” e muito bem-humorado. Ontem, Bolsonaro deu sete voltas de 40 metros cada uma durante caminhada pelo corredor do hospital, sem precisar de ajuda de andador e de enfermeiros.

Após ter alta do hospital, o presidente retornará a Brasília e terá de manter um ritmo moderado de trabalho, conforme recomendações médicas. Bolsonaro deverá ficar alguns dias em sua residência, no Palácio da Alvorada, para só depois voltar a despachar do Palácio do Planalto. “Ele voltará em um ritmo tranquilo, moderado”, disse o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros.

O presidente já pediu para adaptar um gabinete de trabalho no Alvorada para poder receber ministros de sua equipe e despachar sem precisar se deslocar até o Planalto.

‘Evolução’

Embora o cirurgião da equipe médica tenha confirmado a previsão de alta para esta quarta-feira, o boletim divulgado nesta terça-feira pelo hospital não fazia menção à data de saída de Bolsonaro do hospital. Segundo o comunicado, o presidente “mantém boa evolução clínica, está afebril, sem dor abdominal e o quadro pulmonar encontra-se em resolução”.

Ainda de acordo com o boletim, Bolsonaro “segue com dieta leve e suplemento nutricional, com boa tolerabilidade” e “prossegue realizando exercícios respiratórios e de fortalecimento muscular, alternados a períodos de caminhada”. As visitas permanecem restritas.

Nesta terça-feira, Bolsonaro não despachou nem recebeu visitas de ministros. No entanto, participou, “por telefone”, de um encontro entre o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, que se reuniram em Brasília.

De acordo com a assessoria do Planalto, o presidente não fez qualquer menção à alta médica. Pediu ainda para repetir no jantar o cardápio que comeu no almoço: sopa, macarrão leve à bolonhesa e fruta cozida. À tarde, Bolsonaro tomou um lanche com chá, torrada e bolacha. Especialistas em cirurgias como a dele dizem que a evolução da alimentação é um dos pontos-chave para a melhora do quadro dos pacientes.

Antes mesmo do diagnóstico de pneumonia, o Palácio do Planalto já esperava que Bolsonaro voltasse a Brasília com uma rotina controlada. A situação intensificou a recomendação médica. “Com a pneumonia, fica muito debilitado. Quando ele retornar, tem que retornar mais devagar e, pouco a pouco, voltar ao ritmo normal de chegar às 8 horas e sair do Palácio do Planalto à noite”, afirmou o porta-voz, Rêgo Barros.

Retorno

Segundo interlocutores, Bolsonaro está incomodado com o tempo ausente e quer retomar logo o comando do País. Ele tem dito que tem “necessidade de estar em Brasília” e está “agoniado” para voltar. O avião da FAB que o transportará de São Paulo para Brasília já está preparado caso a alta seja confirmada para esta quarta-feira.

Internado desde 27 de janeiro, Bolsonaro passou por uma cirurgia de reconstrução do trânsito intestinal e, durante a recuperação, foi diagnosticado com pneumonia. O quadro de saúde fez a equipe médica estender a internação. Nesta quarta-feira, termina o período de medicação com antibióticos administrados para conter a infecção pulmonar.

*Com Estadão Conteúdo

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