🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

US$ 5 milhões pelo ralo e um velho esbanjador arrependido

Cada vez tenho mais convicção de que os cidadãos brasileiros não poderão contar com o governo. A tendência das aposentadorias é convergir para o salário mínimo e o valor deste encolher. Eu mesmo cometi o erro de pensar apenas no presente.

6 de maio de 2019
12:28
O avião Cessna 180 nos ares
O avião Cessna 180 - Imagem: Shutterstock

Nos últimos artigos que escrevi, tenho batido na tecla da necessidade de poupança. E hoje mesmo vou falar um pouco mais sobre o assunto, sem esgotá-lo, tal sua importância. Cada vez tenho mais convicção de que os cidadãos brasileiros não poderão contar com o governo. A tendência das aposentadorias é convergir para o salário mínimo e o valor deste encolher.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Cito como exemplo minha própria pessoa e a propensão que sempre tive em gastar dinheiro em coisas supérfluas toda vez que meu orçamento ficou folgado. Só após abril de 1995, quando larguei a linha de frente do mercado para viver das letras, é que me tornei mais pão-duro, ou menos esbanjador. Mesmo assim, tive várias recaídas.

Se, desde os 17 anos de idade, quando comecei a trabalhar, tivesse pagado um dízimo à minha velhice, e aplicado em um ativo mais do que seguro (letras do Tesouro – Treasury Bills – dos Estados Unidos, por exemplo), teria hoje facilmente uns cinco milhões de dólares guardados, e essa conta continuaria aumentando a cada mês.

Mas comecemos pelo começo:

Quando, aos 18 anos, eu operava câmbio em Belo Horizonte, o dinheiro chovia em minha conta corrente de pós-adolescente. Pois bem, entre 1958 e 1965, eis para onde ia a grana:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Embora morasse em BH, todos os domingos ia e voltava ao Rio, para ver o Fluminense jogar, ora em minha Berlineta Interlagos, ora em meu Renault 1093, ambos carros de corrida.

Leia Também

Se o torneio era o Rio-São Paulo, e o jogo na capital paulista, eu pegava um avião. Decolava do aeroporto da Pampulha, geralmente num turboélice Viscount da Vasp, descia em Congonhas, assistia à partida e regressava no primeiro voo disponível.

Me encantei com um monomotor Cessna 180, prefixo PP-ATD (Alfa Tango Delta), que entrou para a minha frota.

Nesse período em BH, fiz uma viagem a Montevidéu, Buenos Aires e Bariloche, além de ter assistido à Copa do Mundo de 1962, no Chile. Isso numa época em que passagens aéreas internacionais eram caras pra burro (o governo subvencionava os voos domésticos).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Felizmente nunca me interessei por roupas de grife, relógios Rolex, canetas Mont Blanc e outras frescuras (em meu juízo, é claro). Mas se a grana desse para comprar uma Ferrari, pode o caro amigo leitor apostar que eu teria tido uma.

Pois bem, entre 1965 e 1967, recém-casado pela primeira vez, morei nos Estados Unidos, onde estudei na New York University. Lá tive um padrão de vida um pouco melhor do que meus colegas da NYU; trabalhava nos fins de semana buscando e entregando carros na Costa Leste para a Hertz e para a Avis, além de dispor da grana da venda do Cessna.

Mais salário, mais gastos

De volta ao Brasil, já tendo nascido meu primeiro filho, tive um orçamento sem maiores folgas. Isso até ver meu salário decuplicado da noite para o dia, passando de 10 para 100 salários mínimos.

Jamais conseguiria gastar tanto dinheiro. Aprendi em menos de três meses.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Agora eu assistia a todos os jogos do Fluminense. Podia ser uma partida numa quarta-feira à noite, no estádio da Fonte Nova, na Bahia, ou um amistoso em Huelva, na Espanha, num domingo à tarde, saindo do Galeão na sexta-feira (primeira classe da Varig) e regressando em seguida para o Brasil. Sem contar extravagâncias como ir a Sarajevo, na atual Bósnia (antiga Iugoslávia), apenas para ver uma única partida.

No apartamento que comprei em Ipanema, com vista para o mar, certa ocasião aluguei um Fusca (meus dois outros carros e minha moto estavam na oficina) e o esqueci na garagem durante três meses.

Quando fui interpelado pelo síndico (só tinha vaga para dois automóveis) é que me lembrei do Fusquinha e fui devolvê-lo. Foi um sufoco para convencer o dono da locadora a pagar somente a metade, já que rodara nesse tempo menos de quinze quilômetros.

Se estivesse em um aeroporto com a família, e o avião atrasava muito, mais do que depressa eu alugava um jatinho da Líder.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Praticava esporte. Mais precisamente autobol, que é futebol de automóveis. Tinha de comprar um carro por semana (geralmente táxis velhos Gordini e Volks 1300 4 portas).

Certa ocasião, o Castro (dono da oficina que consertava e pintava os carros com as cores dos times) me disse que meu adversário, o América (eu jogava pelo Fluminense), estava devendo um dinheirão (digamos, uns 25 mil reais em valores de hoje) e não podia liberar os carros para o jogo.

Não pensei duas vezes. Quitei a dívida do oponente e a partida pôde ser realizada.

Um dos caras mais ricos do mercado, amigo meu até hoje, que jogava autobol pelo Botafogo, me deu uma bronca.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Você gasta dinheiro demais, Ivan. Um dia, vai se arrepender.”

Vindo de quem vinha, o conselho era para assustar. Mas não assustou.

Foi nessa ocasião que comecei a acompanhar corridas de Formula 1 ao redor do mundo, sempre me hospedando numa das melhores suítes do melhor hotel (justamente num fim de semana onde os preços subiam vertiginosamente, por causa da competição).

Quando me mudei de armas e bagagens para os mercados futuros de Chicago e Nova York, havia meses no qual as contas fechavam no vermelho (eu especulava adoidado para mim mesmo). Em outros, ganhava uma nota preta, como, por exemplo, quando acertei o bull market da soja em Chicago (1988).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mesmo nessas ocasiões mais radiantes, eu não economizava um dólar sequer. Reaplicava tudo em calls, puts, futuros, shorts, spreads e seja lá o que fosse que o cardápio do mercado oferecesse.

Só em 1995, quando me tornei escritor, com todas as limitações financeiras da profissão, tomei vergonha na cara. Não só diminuí os gastos pessoais como passei a economizar.

Em 2008, ao vender, por 200 mil dólares, os direitos de filmagem de Os mercadores da noite, economizei três quartos desse dinheiro, sendo o restante gasto no casamento de minha filha, despesa essa da qual não me arrependo nem um pouco.

Recaída do Ivan gastador

Agora, os direitos autorais estão dando uma folga e estou tendo uma recaída.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não só passei o Carnaval num resort de luxo, como fiz questão da melhor suíte, que dispunha de uma banheira de hidromassagem, na qual não entrei com medo de não ter forças nem jeito de conseguir sair lá de dentro.

No próximo dia 17, irei passar um fim de semana no interior de São Paulo. Meu voo decola às 09:15 da manhã de uma sexta-feira do Santos Dumont.

Poderia sair daqui de casa numa boa. Mas preferi dormir no melhor hotel do aeroporto. Não num quarto qualquer (diária: 299 reais), mas na Suíte Superior Executiva (com terraço e vista para o mar: R$828,45).

Como ninguém é de ferro, minha mulher e eu jantaremos nesse terraço, acompanhados de um bom vinho (ela) e de um excelente Gentleman Jack ou Double Black (eu). Afinal de contas, nessa noite estarei completando 79 anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como disse o Pedro Cerize durante uma palestra num evento de aniversário da Inversa, “shortear” o Ivan é mau negócio. “Ele não morre”, completou. Não percebi se o tom da voz era de regozijo ou de lamento.

Pois bem, enquanto não morro, acho melhor baixar o facho e voltar a poupar com consistência, tal como iniciei em 1995.

Espero que o caro amigo leitor siga minhas dicas quando o aconselho a investir o que sobra, e sempre fazer com que sobre algum, e jamais saia gastando dinheiro por aí.

Seja o Ivan “unha de fome” e abjure o Ivan perdulário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
BOLSA FAMÍLIA 2026

Calendário do Bolsa Família março de 2026: veja quando começam os pagamentos e quem pode receber o benefício

1 de março de 2026 - 12:45

Pagamentos do Bolsa Família começam em 18 de março e seguem até o fim do mês conforme o final do NIS; benefício mínimo é de R$ 600

INVESTIDORES OPINAM

Eleições de 2026: pesquisa do BTG mostra ações favoritas em cenários com Lula ou Flávio Bolsonaro

1 de março de 2026 - 12:00

Levantamento feito durante a CEO Conference indica preferência por exportadoras em caso de reeleição de Lula e por financeiras e estatais em eventual vitória da oposição

CALENDÁRIO BPC

BPC/LOAS começa a ser pago amanhã (2): confira o calendário do benefício de um salário-mínimo

1 de março de 2026 - 11:11

Benefício assistencial começa na segunda-feira (2), seguindo o calendário do INSS e é pago conforme o número final do BPC

ALÉM DAS PISTAS

De ‘filho do dono’ a ativo milionário: Primeiro brasileiro na Fórmula 1 desde Massa movimenta milhões de dólares; veja valores e os salários de seus adversários na temporada

1 de março de 2026 - 8:16

Saiba quanto ganham os principais pilotos da F1 em meio a salários, bônus e patrocínios

PAGAMENTOS 2026

Bolsa Família, Pé-de-Meia, Gás do Povo e mais: veja o calendário completo dos programas sociais do governo para março de 2026

28 de fevereiro de 2026 - 14:06

Confira datas oficiais de pagamento dos benefícios sociais em março de 2026

BALANÇO DO MÊS

Rali do Ibovespa continua em fevereiro, mas Tesouro Direto acelera e coloca a renda fixa no páreo — na outra ponta, Bitcoin derrete quase 20%

27 de fevereiro de 2026 - 19:01

Bolsa brasileira diminui o ritmo em fevereiro, enquanto a renda fixa se valoriza diante da perspectiva de queda dos juros, e o Bitcoin segue em queda livre

MENOS DENTES, MAIS DINHEIRO

A inflação da fada do dente: uma moedinha já não é mais suficiente

27 de fevereiro de 2026 - 15:30

Crianças norte-americanas estão ‘cobrando’ dos pais uma média de US$ 5,84 por dente de leite, alta de 17% em relação ao ano passado

OLHOS NA SALA

Aspirador de pó espião? Homem assume controle acidental de milhares de equipamentos e expõe risco à privacidade

27 de fevereiro de 2026 - 15:17

Falha em sistema permitiu acesso remoto a mais de 7 mil aparelhos conectados dentro de residências

TRANSIÇÃO CONCLUÍDA

Gás do Povo: Governo prepara-se para implementar fase final do programa sucessor do Auxílio Gás

27 de fevereiro de 2026 - 14:28

Gás do Povo substitui o Auxílio Gás e garante recarga gratuita do botijão de 13 kg para famílias de baixa renda

INCENTIVO PARA ESTUDANTES

Calendário do Pé-de-Meia março 2026: veja quando o governo paga os incentivos do ensino médio

27 de fevereiro de 2026 - 10:20

Programa funciona como uma poupança educacional, paga até R$ 9.200 por aluno e tem depósitos ao longo do ano

CAÇADORES DE PECHINCHAS

Receita Federal realiza leilão com iPhones baratos e carros a partir de R$ 6 mil; veja como participar

27 de fevereiro de 2026 - 10:18

O certame, marcado para 13 de março, reúne 223 lotes de produtos que vão de eletrônicos a joias, com preços abaixo do mercado

ARRUMANDO A CASA

Vale (VALE3) reforça capital e enxuga estrutura. O que está por trás do movimento de R$ 500 milhões?

27 de fevereiro de 2026 - 9:34

Mineradora capitaliza reservas e incorpora duas empresass em meio a questionamentos do mercado sobre o fôlego das ações VALE3

BRILHOU SOZINHA MAIS UMA VEZ

Lotofácil 3622 paga prêmio milionário em capital; Mega-Sena acumula pelo oitavo sorteio seguido e valor em jogo vai a R$ 145 milhões

27 de fevereiro de 2026 - 6:57

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de quinta-feira (26). Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam.

‘NO PRECINHO’

Considerada a capital Nacional do Doce, essa cidade já foi uma das mais ricas do Brasil e hoje é a mais barata para se comprar um imóvel

26 de fevereiro de 2026 - 15:36

Uma cidade do interior do Rio Grande do Sul foi considerada uma das cidades mais baratas para se comprar imóveis residenciais

ALÉM DA ORLA

Longe da praia, este é o bairro com o aluguel mais caro do país — e fica ao lado de um dos parques mais visitados da América Latina

26 de fevereiro de 2026 - 15:08

Levantamento aponta mudança no mapa das regiões mais valorizadas do Brasil e revela disparada de preços em área nobre de São Paulo

TOUROS E URSOS #260

Dólar abaixo de R$ 5, juros em queda e Ibovespa caro: esta é a visão da Legacy para 2026

26 de fevereiro de 2026 - 12:45

Pedro Jobim, economista-chefe e sócio-fundador da Legacy Capital é o convidado desta semana no podcast Touros e Ursos

SOB PRESSÃO

O rombo de R$ 50 bilhões que abalou o FGC: “É algo novo”, diz ex-presidente do fundo sobre caso Banco Master

26 de fevereiro de 2026 - 10:58

Impacto é mais que o dobro do maior caso da história do fundo, mas Jairo Saddi diz que não há risco sistêmico e defende ajustes sem pressa

SÓ DEU ELA

Lotofácil 3621 deixa 2 vencedores mais próximos do primeiro milhão de reais; Mega-Sena promete R$ 130 milhões hoje

26 de fevereiro de 2026 - 7:58

Os ganhadores do concurso 3621 da Lotofácil vão embolsar mais de R$ 750 mil, mas as bolas na trave na +Milionária, na Dupla Sena e na Lotomania também chamaram a atenção.

BTG SUMMIT 2026

‘Gosto de ativos em reais. No final das contas vai remunerar melhor do que o dólar’, diz André Esteves ao falar de investimentos em evento do BTG

25 de fevereiro de 2026 - 19:59

Em evento do BTG Pactual, o chairman e sócio sênior do banco indicou quais os melhores ativos para investir neste ano; confira

BTG SUMMIT 2026

Nem bolha, nem catástrofe para os empregos: gestor da Kinea explica o que o mercado ainda não entendeu sobre a inteligência artificial

25 de fevereiro de 2026 - 19:01

Durante evento do BTG Pactual, Marco Freire afirmou que a inteligência artificial deve transformar empregos e investimentos no longo prazo, mas descarta ruptura imediata

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar