Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Naiana Oscar

Naiana Oscar

Naiana Oscar é jornalista freelancer. Formada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e com MBA em Informação Econômico-Financeira e Mercado de Capitais no Instituto Educacional BM&FBovespa e UBS Escola de Negócios. Foi subeditora de Economia do Estadão. Trabalhou como repórter no Jornal da Tarde, no Estadão e na revista Exame

CHOQUE DE REALIDADE

O Brasil corre o risco de ter mais um Pibinho em 2019. Como ficam seus investimentos?

A expectativa de um crescimento de 3% em 2019 depois da eleição deu lugar a uma onda de cortes nas projeções do PIB, hoje de 1,7%. Se economia crescer menos, todos sentem no bolso. Mas será que isso é motivo para você mudar sua carteira de investimentos?

Naiana Oscar
Naiana Oscar
2 de maio de 2019
5:59 - atualizado às 14:51
Homem 'planta' moedas sobre a terra
Imagem: Shutterstock

Tudo indica que a economia brasileira não vai sair do lugar neste ano (de novo), ao contrário do que se imaginava no fim de 2018, sob a euforia do resultado das eleições. Alguns economistas dizem que a chance de o País ter mais um ano perdido é real.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A expectativa de um crescimento de 3% em 2019 deu lugar a uma onda de cortes nas projeções do PIB. Os profissionais do mercado que têm suas apostas divulgadas semanalmente no boletim Focus do Banco Central indicaram, nesta semana, que esperam um crescimento de apenas 1,70% no PIB deste ano - foi o nono corte consecutivo. É muito pouco para uma economia que cresceu só 1,1% em 2017 e em 2018.

Que essa mudança de humor afeta a vida das famílias e os planos de investimento das empresas, não há dúvida. Ninguém põe a mão no bolso enquanto as expectativas não melhorarem - e isso vira uma bola de neve. Mas como ficam os seus investimentos em meio a esse cenário? Foi a pergunta que fiz a analistas de investimentos nas últimas semanas, enquanto também conversava com economistas para entender os motivos da estagnação e o que esperar para os próximos meses.

Se entre os economistas, o tom é de frustração e preocupação com o que pode vir pela frente, nas mesas de operação das gestoras de investimento ainda há otimismo, principalmente com renda variável. “Há uma diferença grande entre o que o economista fala e o resultado do mercado financeiro”, diz Pedro Boesel, analista da Rico, uma plataforma de investimentos do grupo XP Investimentos.

“O PIB não precisa estar acima do esperado para a Bolsa subir.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso é um fato. Em 2011, quando o País cresceu 4%, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira caiu 18,11%. Em 2016, o PIB caiu 3,3%, mas o Ibovespa subiu 38,93%. A comparação ajuda a entender por que a renda variável é a grande aposta da corretora para este ano, já que a taxa básica de juros da economia, a Selic, está num patamar baixo, de 6,5%, e pode até cair mais no futuro com o avanço da reforma da Previdência.

Leia Também

O que azedou o humor dos economistas?

A Proposta de Emenda Constitucional que muda as regras de aposentadoria no País é o pano de fundo do pessimismo dos economistas (que esperavam mais coordenação e rapidez na tramitação) e do otimismo dos gestores (que consideram inevitável a aprovação no Congresso, mesmo que seja mais para o fim do ano). “É um olhar no médio e longo prazo. Estamos focados mais nisso do que em PIB no momento”, afirma Boesel. Dito isso, ele sugere aplicações em ações e fundos multimercado - aqueles que combinam em um só lugar ativos de mercados diferentes (como os de ações, câmbio e renda fixa).

Para um cliente com perfil moderado, por exemplo, a Rico indica a seguinte carteira:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • 42,5% de investimentos em multimercado,
  • 5% em renda variável,
  • 15% em ativos de renda fixa indexados à inflação,
  • 37,5% em pós-fixados.

Para um cliente mais agressivo, a indicação é:

  • 60% em multimercado,
  • 20% em renda variável,
  • 17,5% em ativos indexados à inflação,
  • 2,5% em pós-fixados.

O economista chefe da Guide Investimentos, Victor Candido, seguiu a mesma linha de raciocínio. “Mesmo anos muito ruins para a economia, de muita frustração, podem ser bons para a bolsa”, disse. “Já tivemos anos de crescimento econômico em que a bolsa despencou, porque o mercado anteviu que no ano seguinte ia piorar.”

Embora o resultado de muitas empresas possa ficar prejudicado num cenário de estagnação, Candido diz que o impacto, nesse momento, é menor porque as companhias vêm de um período extremamente negativo entre 2015 e 2016, em que foram obrigadas a fazer ajustes, enxugar a operação, renegociar dívidas e buscar mais eficiência. “Por isso, não aconselho sair da renda variável”, afirma.

Como a renda fixa vai sentir

“A visão é mais pessimista para renda fixa. Se a economia cresce menos, a ociosidade da indústria aumenta, não tem investimento, e isso tem efeito sobre a inflação. Os juros também podem cair até o fim do ano. Se o investidor está numa operação pós-fixada, indexada à Selic ou ao CDI, pode ver o rendimento da aplicação diminuir.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A taxa básica de juros da economia está em sua mínima histórica, de 6,5%. Para uma corrente de analistas, o Banco Central pode optar por novos cortes da Selic na tentativa de dar um empurrãozinho na retomada do crescimento - que parece ainda estar distante.

Está fraco mesmo...

Os indicadores dos três primeiros meses do ano divulgados até agora vieram surpreendentemente fracos. Em março, 43,2 mil postos de trabalho com carteira assinada foram fechados; os índices de confiança da indústria, comércio e serviços tiveram queda generalizada de 1,8 a 3,5 pontos percentuais; além do Boletim Focus que revisou o crescimento para 1,70% na semana passada (o mais baixo para 2019 desde que as projeções para o ano começaram a ser coletadas), instituições financeiras também estão fazendo suas revisões. O Itaú Unibanco reduziu de 2% para 1,3% a previsão para o crescimento do PIB em 2019. O Bradesco cortou de 2,4% para 1,9%. O Monitor do PIB divulgado pela FGV registrou uma retração de 0,4% na economia em fevereiro, reforçando as chances de um resultado negativo no primeiro trimestre.

O que está havendo, na avaliação da economista-chefe da XP Investimentos, Zeina Latif, é um “realinhamento de expectativas”. “O que se dizia era que, passadas as eleições, muitos projetos seriam desengavetados. Ficou claro que isso não era verdade. Também se imaginou que a reforma da Previdência sairia rápido, sem ser desidratada. Outro equívoco.”

O mercado superestimou o potencial de crescimento do Brasil, diz a economista. “Temos um quadro de estagnação, sem motor de crescimento de fora (que garanta aumento de exportações), nem de dentro. Não tem apetite de investimento. Há um consumo reprimido, mas como ele vai se materializar se a taxa de desemprego parou de cair?”. Segundo ela, é preciso estar preparado para novas revisões do PIB. Zeina não tem muita esperança de que seja possível reverter isso nos próximos meses, já que, à medida que a reforma da Previdência vai se arrastando no Congresso, o ano vai sendo comprometido. A proposta já passou pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e começará a ser debatida na comissão especial, mas ainda há um longo caminho pela frente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Tempo, em economia, importa”, diz Silvia Matos, pesquisadora do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) da Fundação Getulio Vargas. “A lentidão com a agenda de reformas e o risco político faz aumentar o custo da tomada de decisão.” Silvia prevê um crescimento de 1,5% a 1,8% este ano e também não descarta mais cortes na projeção, embora torça para que a pressão gerada por uma economia estagnada possa mudar os rumos nos próximos meses.

O que comprar na bolsa?

Diante das incertezas em relação ao cronograma da reforma, Filipe Villegas, analista da Genial Investimentos, prefere adotar um tom mais cauteloso nos novos investimentos. “Não estou falando em realizar posições agora. Não é mudar de um perfil agressivo para um conservador. Mas buscar um conservadorismo em novos investimentos”, afirma.

Em renda variável, ele sugere uma carteira com empresas mais resilientes, com menos estatais. Com um PIB andando de lado, as empresas que tendem a ser mais afetadas são aquelas ligadas a atividades primárias, mais suscetíveis a perdas com a redução da confiança. “Setores que pagam bons dividendos, como elétrico e bancário, podem ser bons pontos de fuga.”, diz. “Evitaria setores como siderurgia (CSN, Usiminas, Gerdau), industrial e ligados ao consumo”, diz.

É importante lembrar que os setores indicados por Villegas para os novos investimentos são diferentes dos que a maioria dos analistas indicava no fim do ano passado, quando o clima era de euforia com a economia brasileira. Naquela época, entre as grandes apostas estavam as empresas do segmento de consumo, que deveriam ter aumento de receitas na esteira do crescimento da economia brasileira. Não que elas sejam agora um mau negócio, mas no novo cenário as cifras esperadas nos seus balanços são menores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
AGENDA PÉ-DE-MEIA

Calendário do Pé-de-Meia abril de 2026: veja quando o governo paga os incentivos do ensino médio

2 de abril de 2026 - 5:46

Pé-de-Meia funciona como uma poupança educacional, paga até R$ 9.200 por aluno e tem depósitos ao longo do ano

QUE VENHA ABRIL

Lotofácil 3650 tem 12 vencedores, mas só um ganha prêmio milionário; Mega-Sena vai para abril de ressaca depois de enfiar o pé na jaca em março

1 de abril de 2026 - 7:05

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de terça-feira, 31 de março. Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam. +Milionária pode pagar R$ 33 milhões hoje.

CALENDÁRIO INSS E BPC

Começa hoje o pagamento do INSS e BPC/LOAS de abril de 2026: confira o calendário e como consultar

1 de abril de 2026 - 5:22

Benefícios começam a ser pagos nesa quarta-feira (1), seguindo o calendário do INSS; valores já estão corrigidos pelo novo salário-mínimo

ATENÇÃO BENEFICIÁRIOS

Pagamentos Bolsa Família de abril de 2026: veja quando o dinheiro cai na conta e quem pode receber

1 de abril de 2026 - 5:21

Pagamentos do Bolsa Família começam em 16 de abril e seguem até o fim do mês, conforme o final do NIS; valor mínimo é de R$ 600

CORRIDA PRESIDENCIAL

Lula, Caiado ou Flávio Bolsonaro? Eleições ainda não têm ‘alternativa matadora’, mas eleitores estão mais à direita, diz André Esteves

31 de março de 2026 - 19:15

Com seis meses restantes até as eleições presidenciais, chairman do BTG Pactual ainda não enxerga um nome forte para ganhar a disputa da presidência

CENÁRIO BRASILEIRO

Juro real duplica o patrimônio em 10 anos, mas ‘não é sustentável’ para a economia, alerta Mansueto

31 de março de 2026 - 16:40

Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG Pactual, avaliou o cenário da economia brasileira no evento Global Managers Conference 2026

APETITE POR EMERGENTES

Guerra, petróleo caro e fuga dos EUA: o combo que pode jogar a favor do Brasil, segundo André Esteves, do BTG

31 de março de 2026 - 13:29

Chairman do BTG Pactual vê fluxo global migrando para emergentes e revela “carta na manga” brasileira; confira

CHOQUE ALÉM DO PETRÓLEO

A guerra no Oriente Médio já chegou no seu bolso — e os bancos tentam colocar em números o peso dessa inflação

31 de março de 2026 - 13:03

Entre preço de fertilizantes e desabastecimento de materiais, analistas aumentam as projeções de inflação para alimentos

SÓ O COELINHO NÃO DESCANSA

Feriados e chocolates: abril traz Páscoa e Tiradentes após um mês sem feriados nacionais; confira as datas

31 de março de 2026 - 7:45

Confira o calendário de feriados de abril para se programar e aproveitar para descansar durante o mês

EMPRESTA O BRILHO?

Lotofácil 3649 faz multimilionário na RMSP e teimosinha leva prêmio principal da Quina 6989; concurso 2374 da Timemania promete hoje prêmio maior que o da Mega-Sena 2991

31 de março de 2026 - 7:02

Lotofácil e Quina foram as únicas loterias a terem ganhadores na segunda-feira (30). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Já os prêmios em jogo em cada uma delas aumentaram.

AGENDA MENSAL DE BENEFÍCIOS

Bolsa Família, Pé-de-Meia, Gás do Povo e mais: veja o calendário completo dos programas sociais do governo para abril de 2026

31 de março de 2026 - 5:29

Bolsa-Família, Gás do Povo e mais programas sociais do governo realizam pagamentos neste mês; confira a agenda

MCMV PARA A CLASSE MÉDIA

Novo teto de R$ 600 mil do Minha Casa Minha Vida contempla imóveis em 1,4 mil ruas de São Paulo — em quais bairros estão essas casas e apartamentos?

30 de março de 2026 - 19:28

Um bairro da Zona Norte tem o maior número de ruas com imóveis que integram o novo limite do Minha Casa, Minha Vida, mas ainda está fora do radar dos compradores

EFEITO DOMINÓ

Guerra pressiona inflação global e pode travar cortes de juros, alerta FMI; Brasil já sente os primeiros efeitos

30 de março de 2026 - 16:46

Fundo vê risco de pressão persistente nos preços e alerta para impacto nas expectativas; mercado brasileiro já revisa IPCA para cima

BC JOGA NO TEMPO

Por que o BC pisou no freio? “Gordura” da Selic vira trunfo em meio à turbulência global e permite “ganhar tempo”, diz Galípolo

30 de março de 2026 - 13:05

Em evento, Gabriel Galípolo afirma que novos choques externos não mudaram a trajetória da política monetária; veja o que ele disse

O RECADO DO MERCADO

Inflação dá sinal de alerta no Focus: mercado piora projeções para alta dos preços e reforça juros altos por mais tempo

30 de março de 2026 - 9:03

Economistas ajustam expectativas para os próximos anos e reforçam cenário de desinflação mais lenta; veja estimativas no relatório desta semana

FICOU NO VÁCUO

Mega desprestigiada? Dupla de Páscoa, +Milionária e mais 4 modalidades começam a semana com prêmios maiores que o da Mega-Sena

30 de março de 2026 - 7:52

Mega-Sena acaba de sair pela terceira vez em março e fica longe do pódio dos maiores prêmios das loterias da Caixa. Dupla de Páscoa lidera pela segunda semana seguida, mas posição tem data de validade.

O COELHINHO ENGORDOU

Caixa anuncia aumento de 14,3% no prêmio da Dupla de Páscoa; veja quanto vai ser sorteado no feriado prolongado

30 de março de 2026 - 6:44

Sorteio da Dupla de Páscoa de 2026 está marcado para o próximo sábado, dia 4 de abril. A estimativa original de prêmio era de R$ 35 milhões. Agora o valor aumentou.

CERTEZA DA INCERTEZA

Fim da linha para a queda da Selic? As perspectivas para os juros no Brasil com a guerra e a eleição pela frente

30 de março de 2026 - 6:04

Na Europa e nos EUA já se fala em aumento dos juros devido aos riscos inflacionários; economistas respondem se Brasil corre esse risco também

ALÉM DO PETRÓLEO

Cenário de estresse global muda o jogo para a inflação e a Selic: veja o que pode acontecer com os juros, segundo o Inter

29 de março de 2026 - 17:09

Segundo o banco, o aumento do petróleo traz pressão não só para o preço dos combustíveis e deve se espalhar por alimentos e bens industriais

COMBUSTÍVEL MAIS CARO

Alckmin espera fim de guerra em 60 dias e admite prorrogar subsídio ao diesel, com petróleo acima dos US$ 100

29 de março de 2026 - 14:40

Alckmin disse que o governo tem dialogado com os estados, mas que não pode obrigá-los a reduzir o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o diesel importado

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia