🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Naiana Oscar

Naiana Oscar

Naiana Oscar é jornalista freelancer. Formada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e com MBA em Informação Econômico-Financeira e Mercado de Capitais no Instituto Educacional BM&FBovespa e UBS Escola de Negócios. Foi subeditora de Economia do Estadão. Trabalhou como repórter no Jornal da Tarde, no Estadão e na revista Exame

CHOQUE DE REALIDADE

O Brasil corre o risco de ter mais um Pibinho em 2019. Como ficam seus investimentos?

A expectativa de um crescimento de 3% em 2019 depois da eleição deu lugar a uma onda de cortes nas projeções do PIB, hoje de 1,7%. Se economia crescer menos, todos sentem no bolso. Mas será que isso é motivo para você mudar sua carteira de investimentos?

Naiana Oscar
Naiana Oscar
2 de maio de 2019
5:59 - atualizado às 14:51
Homem 'planta' moedas sobre a terra
Imagem: Shutterstock

Tudo indica que a economia brasileira não vai sair do lugar neste ano (de novo), ao contrário do que se imaginava no fim de 2018, sob a euforia do resultado das eleições. Alguns economistas dizem que a chance de o País ter mais um ano perdido é real.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A expectativa de um crescimento de 3% em 2019 deu lugar a uma onda de cortes nas projeções do PIB. Os profissionais do mercado que têm suas apostas divulgadas semanalmente no boletim Focus do Banco Central indicaram, nesta semana, que esperam um crescimento de apenas 1,70% no PIB deste ano - foi o nono corte consecutivo. É muito pouco para uma economia que cresceu só 1,1% em 2017 e em 2018.

Que essa mudança de humor afeta a vida das famílias e os planos de investimento das empresas, não há dúvida. Ninguém põe a mão no bolso enquanto as expectativas não melhorarem - e isso vira uma bola de neve. Mas como ficam os seus investimentos em meio a esse cenário? Foi a pergunta que fiz a analistas de investimentos nas últimas semanas, enquanto também conversava com economistas para entender os motivos da estagnação e o que esperar para os próximos meses.

Se entre os economistas, o tom é de frustração e preocupação com o que pode vir pela frente, nas mesas de operação das gestoras de investimento ainda há otimismo, principalmente com renda variável. “Há uma diferença grande entre o que o economista fala e o resultado do mercado financeiro”, diz Pedro Boesel, analista da Rico, uma plataforma de investimentos do grupo XP Investimentos.

“O PIB não precisa estar acima do esperado para a Bolsa subir.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso é um fato. Em 2011, quando o País cresceu 4%, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira caiu 18,11%. Em 2016, o PIB caiu 3,3%, mas o Ibovespa subiu 38,93%. A comparação ajuda a entender por que a renda variável é a grande aposta da corretora para este ano, já que a taxa básica de juros da economia, a Selic, está num patamar baixo, de 6,5%, e pode até cair mais no futuro com o avanço da reforma da Previdência.

Leia Também

O que azedou o humor dos economistas?

A Proposta de Emenda Constitucional que muda as regras de aposentadoria no País é o pano de fundo do pessimismo dos economistas (que esperavam mais coordenação e rapidez na tramitação) e do otimismo dos gestores (que consideram inevitável a aprovação no Congresso, mesmo que seja mais para o fim do ano). “É um olhar no médio e longo prazo. Estamos focados mais nisso do que em PIB no momento”, afirma Boesel. Dito isso, ele sugere aplicações em ações e fundos multimercado - aqueles que combinam em um só lugar ativos de mercados diferentes (como os de ações, câmbio e renda fixa).

Para um cliente com perfil moderado, por exemplo, a Rico indica a seguinte carteira:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • 42,5% de investimentos em multimercado,
  • 5% em renda variável,
  • 15% em ativos de renda fixa indexados à inflação,
  • 37,5% em pós-fixados.

Para um cliente mais agressivo, a indicação é:

  • 60% em multimercado,
  • 20% em renda variável,
  • 17,5% em ativos indexados à inflação,
  • 2,5% em pós-fixados.

O economista chefe da Guide Investimentos, Victor Candido, seguiu a mesma linha de raciocínio. “Mesmo anos muito ruins para a economia, de muita frustração, podem ser bons para a bolsa”, disse. “Já tivemos anos de crescimento econômico em que a bolsa despencou, porque o mercado anteviu que no ano seguinte ia piorar.”

Embora o resultado de muitas empresas possa ficar prejudicado num cenário de estagnação, Candido diz que o impacto, nesse momento, é menor porque as companhias vêm de um período extremamente negativo entre 2015 e 2016, em que foram obrigadas a fazer ajustes, enxugar a operação, renegociar dívidas e buscar mais eficiência. “Por isso, não aconselho sair da renda variável”, afirma.

Como a renda fixa vai sentir

“A visão é mais pessimista para renda fixa. Se a economia cresce menos, a ociosidade da indústria aumenta, não tem investimento, e isso tem efeito sobre a inflação. Os juros também podem cair até o fim do ano. Se o investidor está numa operação pós-fixada, indexada à Selic ou ao CDI, pode ver o rendimento da aplicação diminuir.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A taxa básica de juros da economia está em sua mínima histórica, de 6,5%. Para uma corrente de analistas, o Banco Central pode optar por novos cortes da Selic na tentativa de dar um empurrãozinho na retomada do crescimento - que parece ainda estar distante.

Está fraco mesmo...

Os indicadores dos três primeiros meses do ano divulgados até agora vieram surpreendentemente fracos. Em março, 43,2 mil postos de trabalho com carteira assinada foram fechados; os índices de confiança da indústria, comércio e serviços tiveram queda generalizada de 1,8 a 3,5 pontos percentuais; além do Boletim Focus que revisou o crescimento para 1,70% na semana passada (o mais baixo para 2019 desde que as projeções para o ano começaram a ser coletadas), instituições financeiras também estão fazendo suas revisões. O Itaú Unibanco reduziu de 2% para 1,3% a previsão para o crescimento do PIB em 2019. O Bradesco cortou de 2,4% para 1,9%. O Monitor do PIB divulgado pela FGV registrou uma retração de 0,4% na economia em fevereiro, reforçando as chances de um resultado negativo no primeiro trimestre.

O que está havendo, na avaliação da economista-chefe da XP Investimentos, Zeina Latif, é um “realinhamento de expectativas”. “O que se dizia era que, passadas as eleições, muitos projetos seriam desengavetados. Ficou claro que isso não era verdade. Também se imaginou que a reforma da Previdência sairia rápido, sem ser desidratada. Outro equívoco.”

O mercado superestimou o potencial de crescimento do Brasil, diz a economista. “Temos um quadro de estagnação, sem motor de crescimento de fora (que garanta aumento de exportações), nem de dentro. Não tem apetite de investimento. Há um consumo reprimido, mas como ele vai se materializar se a taxa de desemprego parou de cair?”. Segundo ela, é preciso estar preparado para novas revisões do PIB. Zeina não tem muita esperança de que seja possível reverter isso nos próximos meses, já que, à medida que a reforma da Previdência vai se arrastando no Congresso, o ano vai sendo comprometido. A proposta já passou pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e começará a ser debatida na comissão especial, mas ainda há um longo caminho pela frente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Tempo, em economia, importa”, diz Silvia Matos, pesquisadora do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) da Fundação Getulio Vargas. “A lentidão com a agenda de reformas e o risco político faz aumentar o custo da tomada de decisão.” Silvia prevê um crescimento de 1,5% a 1,8% este ano e também não descarta mais cortes na projeção, embora torça para que a pressão gerada por uma economia estagnada possa mudar os rumos nos próximos meses.

O que comprar na bolsa?

Diante das incertezas em relação ao cronograma da reforma, Filipe Villegas, analista da Genial Investimentos, prefere adotar um tom mais cauteloso nos novos investimentos. “Não estou falando em realizar posições agora. Não é mudar de um perfil agressivo para um conservador. Mas buscar um conservadorismo em novos investimentos”, afirma.

Em renda variável, ele sugere uma carteira com empresas mais resilientes, com menos estatais. Com um PIB andando de lado, as empresas que tendem a ser mais afetadas são aquelas ligadas a atividades primárias, mais suscetíveis a perdas com a redução da confiança. “Setores que pagam bons dividendos, como elétrico e bancário, podem ser bons pontos de fuga.”, diz. “Evitaria setores como siderurgia (CSN, Usiminas, Gerdau), industrial e ligados ao consumo”, diz.

É importante lembrar que os setores indicados por Villegas para os novos investimentos são diferentes dos que a maioria dos analistas indicava no fim do ano passado, quando o clima era de euforia com a economia brasileira. Naquela época, entre as grandes apostas estavam as empresas do segmento de consumo, que deveriam ter aumento de receitas na esteira do crescimento da economia brasileira. Não que elas sejam agora um mau negócio, mas no novo cenário as cifras esperadas nos seus balanços são menores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
PROJETO ALTERADO

Adeus, Estátua da Liberdade! ‘Veio da Havan’ consegue autorização para construir megaloja em área protegida, mas tem que mudar estilo

21 de janeiro de 2026 - 15:18

Centro Histórico de Blumenau terá uma megaloja da Havan em breve; inauguração está prevista para o fim de abril

MARINHA BRASILEIRA

Pela primeira vez na história, uma mulher assume o comando de uma clínica da Marinha

21 de janeiro de 2026 - 14:02

Mais de 15 anos depois de sua fundação, Policlínica Naval de Manaus tem uma mulher no comando pela primeira vez

ONDE INVESTIR 2026

Eleições, juros e dólar: como investir com tantas incertezas em 2026? Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG, responde

21 de janeiro de 2026 - 12:30

Em evento do Seu Dinheiro, Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG Pactual, diz como decifrar o cenário econômico em 2026

EXTRATO DISPONÍVEL

INSS libera extrato de janeiro com reajuste e isenção do Imposto de Renda, mas suspende atendimento presencial e serviços digitais; entenda

21 de janeiro de 2026 - 10:26

Pagamentos começam em 26 de janeiro; sistemas do Meu INSS ficam indisponíveis por três dias para atualização

INSPIRAÇÃO CAMPEÃ

Inspirado em Ayrton Senna, Bortoleto já tem seu capacete para correr na F1 2026

21 de janeiro de 2026 - 9:19

Gabriel Bortoleto revelou o design que usará em seu segundo ano na Fórmula 1, mantendo as cores verde, amarelo e azul e inspiração em Ayrton Senna

BRILHOU SOZINHA, MAS...

Lotofácil 3592: 1 bilhete premiado, 26 ganhadores, nenhum milionário; Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 55 milhões

21 de janeiro de 2026 - 6:47

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na faixa principal na terça-feira. O bilhete premiado foi um bolão com dezenas de participantes.

CADA VEZ MAIS RICO

Até onde vai a maior fortuna da história? Elon Musk testa um novo patamar e se aproxima dos US$ 800 bilhões

20 de janeiro de 2026 - 10:46

Valorização da xAI impulsionou o patrimônio de Elon Musk, que chegou a se aproximar dos US$ 800 bilhões antes de nova atualização dos números.

JÁ COMEÇOU

SUS: vacina brasileira contra a dengue já começou a ser aplicada em três cidades; veja a próxima etapa

20 de janeiro de 2026 - 8:31

Imunizante totalmente nacional, de dose única, estreia em municípios-piloto e pode mudar a estratégia do Brasil contra uma das doenças mais persistentes do país

PRÊMIOS DE CONSOLAÇÃO

Na traaaave! Lotofácil, Quina e demais loterias da Caixa iniciam semana sem ganhadores; prêmios inflam

20 de janeiro de 2026 - 7:01

Depois de acumular no primeiro sorteio da semana, a Lotofácil pode pagar nesta terça-feira (20) o segundo maior prêmio da rodada das loterias da Caixa — ou o maior, se ela sair sem que ninguém acerte a Mega-Sena

A BOLSA NUNCA DORME

Bolsa aberta 24 horas por dia? Nyse prepara plataforma para negociar ações e ETFs tokenizados sem parar

19 de janeiro de 2026 - 19:28

Wall Street desenvolve plataforma em blockchain para ações tokenizadas e dividendos on-chain; entenda

FECHOU O CERCO?

STF manda bloquear patrimônio de Nelson Tanure em investigação sobre o Banco Master

19 de janeiro de 2026 - 16:03

Segundo a Folha, Dias Toffoli determinou o bloqueio do patrimônio de Nelson Tanure em meio às investigações que apuram supostas fraudes ligadas ao Banco Master

CINEMA

Zootopia 2: Animação da Disney supera bilheteria de Divertida Mente 2, mas não alcança produção chinesa (ainda)

19 de janeiro de 2026 - 14:11

Continuação de Zootopia arrecadou US$ 1,7 bilhão enquanto animação chinesa lucrou US$ 2,25 bilhões

ESG

Cortes de geração, dificuldades de conexão e alta do dólar: mercado de energia solar cai 29% no Brasil 

19 de janeiro de 2026 - 13:20

A potência adicionada no País, que considera tanto as grandes usinas quanto os sistemas de pequeno porte instalados em telhados e terrenos, somou 10,6 gigawatts (GW) no ano passado

FGC

Banco Master: FGC começa a pagar credores; veja como evitar golpes

19 de janeiro de 2026 - 10:24

Quase dois meses depois da liquidação extrajudicial do Banco Master, R$ 40,6 bilhões começam a ser distribuídos pelo FGC

POLUIÇÃO SONORA

Cidade brasileira está entre as mais barulhentas do mundo, mas há outras piores; confira ranking

19 de janeiro de 2026 - 7:05

Spoiler: o lugar mais barulhento do mundo não é Nova Iorque nem Tóquio.

COMEÇA HOJE

Caixa inicia hoje o pagamento do Bolsa Família de janeiro; confira o calendário completo

19 de janeiro de 2026 - 5:41

Os repasses seguem um cronograma escalonado de acordo com o dígito final do NIS; o valor mínimo é de R$ 600, com acréscimos para famílias com crianças, gestantes e adolescentes

ASSINATURA

Ganhos para indústria e suco de laranja, cooperação tecnológica e criação de empregos: quais os impactos do acordo UE-Mercosul

18 de janeiro de 2026 - 16:27

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou um levantamento que aponta que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE), quando entrar em vigor, vai aumentar de 8% para 36% o acesso brasileiro ao mercado de importações mundiais de bens. Isso porque a União Europeia, sozinha, respondeu por 28% do comércio global em 2024. […]

ALGO NÃO CHEIRA BEM

Delegados da PF estão ‘perplexos’ e apontam cenário ‘atípico’ em inquérito do STF sobre Master

18 de janeiro de 2026 - 14:14

Em nota divulgada neste sábado (17), a classe reage ao cenário “manifestamente atípico” na investigação, sob relatoria do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o grupo, tal contexto causa “legítima perplexidade institucional”

ENVOLVIMENTO PESSOAL

Caso Master: Transparência Internacional diz que PGR deveria pedir impedimento de Toffoli

18 de janeiro de 2026 - 13:07

O cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro é o dono dos fundos de investimento que compraram parte da participação dos irmãos de Toffoli no resort Tayayá, no interior do Paraná

FLORESTA NO DESERTO?

A Grande Muralha Verde: China planta floresta em um dos desertos mais inóspitos do planeta

18 de janeiro de 2026 - 12:12

China combate a desertificação do Deserto de Taklamakan com uma mistura improvável de árvores, ciência e megaprojetos de energia solar

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar