O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Conheça a saga de Meyer Nigri, dono da incorporadora Tecnisa, que viu uma de suas bandeiras na área financeira se concretizar em agosto
Dos convidados que preenchiam o salão nobre do Palácio do Planalto naquele 20 de agosto, nenhum parecia tão satisfeito quanto o paulista Meyer Nigri, dono da incorporadora Tecnisa. O evento marcava o lançamento de uma nova linha de crédito imobiliário da Caixa. O banco estatal permitiria, a partir dali, que o índice oficial de inflação fosse usado para corrigir empréstimos na compra da casa própria. Era uma causa pela qual o empresário militava havia anos. E que, nos últimos meses, havia se dedicado pessoalmente a fazer avançar.
Entusiasta da ideia, que classifica como "uma revolução" para o seu mercado, Nigri tentou emplacá-la em diversos governos, sem sucesso. A "taxa referencial", criada pelo governo Fernando Collor como um instrumento para tentar combater inflação, seguia sendo usada nos empréstimos imobiliários. Na equipe econômica de Jair Bolsonaro, Nigri encontrou, enfim, interlocutores animados com a medida.
Ele foi o primeiro grande empresário do País a se aproximar de Bolsonaro, então deputado federal do Rio com ambições presidenciais. Tornaram-se amigos em 2016 e se falam com frequência até hoje, proximidade que Bolsonaro não esconde. "Fala Meyer, tudo bem? Confiou em mim lá atrás. Muito obrigada pela confiança", disse o presidente, em discurso naquela tarde no Planalto, ao comentar que a medida da Caixa deixaria o mercado imobiliário satisfeito. O rosto de Nigri se iluminou.
O empresário diz que Bolsonaro não sabia que ele vinha correndo o governo e advogando pela nova linha. "Ele soube só recentemente", afirma. "Sobre assuntos de economia, ele pede sempre para falar com o Paulo Guedes", diz.
Foi numa conversa com o ministro da Economia que o périplo do empresário começou. Em dezembro, o economista, que se preparava para assumir o cargo em Brasília, recebeu Nigri para um almoço num restaurante no Rio de Janeiro. Foi o primeiro contato.
O empresário aproveitou para defender sua causa. Usar o IPCA para como indexador do financiamento imobiliário ampliaria o acesso ao crédito e ajudaria a empurrar a recuperação da economia, na visão dele e outros representantes do setor. Guedes ouviu com atenção. Disse ter gostado.
Leia Também
Animado, Nigri voltou à carga no mês seguinte e puxou o assunto com o novo ministro da Economia. Queria saber se a ideia seria implantada já na largada do governo. "Mas ele me falou: 'Meyer, minha prioridade agora é Previdência, Previdência, Previdência", afirma.
O empresário trabalhava em outras frentes. Havia feito contato com Pedro Guimarães, presidente da Caixa, banco que responde por 70% do crédito imobiliário no País. Ainda em janeiro, os dois se encontraram para um almoço, no restaurante Gero, em São Paulo. Guimarães se interessou pelo tema. O assunto havia sido mencionado em conversas do grupo montado para elaborar o programa econômico de Bolsonaro, do qual ele fazia parte. Ficaram de conversar mais à adiante.
"Aí veio a cartada final: Dallas", diz o empresário.
Nigri se uniu à comitiva do presidente, que foi aos Estados Unidos em maio para receber o prêmio "Person of the Year", concedido pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. O empresário já havia acompanhado auxiliares de Bolsonaro na viagem presidencial a Israel, com outros integrantes da comunidade judaica. Mas, desta vez, a equipe econômica estaria em peso. "Sabia que Guimarães e Guedes estariam lá. Peguei as minhas pastinhas e levei", diz.
As "pastinhas" eram um conjunto de gráficos e projeções que mostravam os benefícios do indexador. Eram antigas companheiras de Nigri. "Faz uns cinco anos que venho apresentando para todos os presidentes de bancos, o setor, os ministros da Fazenda. Todos sempre gostaram, acharam a ideia muito boa, o plano ótimo, mas nunca colocaram em prática", diz. Guedes e Guimarães receberam em Dallas versões das pastinhas em um café.
Dias após retornar dos EUA, Meyer foi a Brasília para novo giro. Reuniu-se com executivos da Caixa e com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Era essencial trazer o BC para o plano. Para que a medida saísse, uma resolução teria de ser aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
As pastinhas, no entanto, foram de menos serventia entre os técnicos da Caixa, que estudavam há dois anos alternativas para ampliar os empréstimos, e do Banco Central. Durante a campanha, a pedido de Paulo Guedes, Campos Neto foi incumbido de formular propostas para estimular o mercado de capitais. Já havia analisado e era defensor da medida.
Cerca de três meses depois, em agosto, a medida foi anunciada. Em uma "live" com Bolsonaro, o presidente da Caixa disse que uma novidade "revolucionária" seria apresentada e ela mudaria a "história do crédito imobiliário".
No evento no Planalto, Guimarães, Campos Neto e Bolsonaro apresentaram a nova linha corrigida pela inflação.
"Fiquei feliz da vida. Foi bárbaro. Pela primeira vez, um governo teve a visão, comprou e bancou a ideia", diz.
Com o uso da inflação como indexador, os bancos poderão vender a terceiros "recebíveis" dos empréstimos e usar a antecipação desse dinheiro para conceder mais financiamentos.
"Quando pensamos em soluções para alavancar o crédito, a resposta é: precisamos de funding (recursos). Para isso, precisamos ter financiamentos atrelados a títulos que o mercado possa comprar", diz Jair Mahl, vice-presidente da Caixa. "A Caixa esgotou sua capacidade e havia debate no banco sobre o que fazer."
*Com o jornal O Estado de S. Paulo.
Com ajustes elétricos, bateria interna e USB‑C integrado, a cadeira da Toyota leva tecnologia automotiva ao home office
A chefe é “Mona”, IA do Google que fundou e gerencia a cafeteria — e que é responsável por avaliar funcionários humanos
Coca-Cola quer estar mais presente no consumo diário e espontâneo dos consumidores brasileiros
Lotofácil manteve a fama de loteria “menos difícil” da Caixa na rodada de quarta-feira (29), mas foi superada pela Super Sete, que pagou o prêmio principal pela primeira vez em 2026
O Dia do Trabalhador, celebrado nesta sexta-feira (04), influenciará o funcionamento dos principais serviços do Brasil
O guia detalha os dias em que os programas sociais são pagos pelo governo à população, feitos periodicamente e sujeitos à mudanças
Empresas de apostas online tiveram faturamento de R$ 2,2 bilhões em janeiro deste ano; pesquisa da FecomercioSP mostra o que está no radar desse mercado
Colegiado evitou antecipar os próximos passos e disse que Selic alta por período prolongado surtiu efeito para a contração da atividade econômica
Álbum da Copa de 2026 será a edição mais cara; economista dá dicas de como prepara o bolso para a coleção
O banco conta com uma carteira de R$ 406 bilhões no agronegócio e espera ver uma estabilidade em 2026
Adidas ganhou a corrida nas pistas e obteve um impulso nas ações no rescaldo da Maratona de Londres
Com aumento do valor de referência do Gás do Povo, governo brasileiro tenta mitigar efeitos da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã
Sequência de filme que marcou a cultura pop nas última décadas, ‘O Diabo Veste Prada 2’ chega aos cinemas brasileiros nesta semana; confira quem é a Miranda Priestly na ‘vida real’
Há espaço para aceleração dos cortes da Selic no segundo semestre, mas por ora Copom deve continuar com a mesma cautela, diz Rafaela Vitória
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de terça-feira, 28 de abril. Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam.
Em relatório anual, fundo afirma que bancou garantias, fez empréstimos e ainda viu indicador de liquidez cair abaixo do nível recomendado
O alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para brasileiros com mais de 18 anos, o; prazo vai até dia 6 de maio
Declaração de Magda Chambriard vem em meio a discussões no Congresso sobre uso de receitas do petróleo para reduzir tributos
Dividendos acima de R$ 50 mil recebidos por pessoas físicas passaram a ser tributados em 10% a partir deste ano
Motoristas terão 200 dias para pagar os valores e poderão recuperar os pontos perdidos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH)